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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

CRISE NA EUROPA: TRABALHADORES CONTRA O SISTEMA


Europa conflagrada por guerra da troika contra direitos sociais
Em Londres, Glasgow, Belfast e Roma multidões ocuparam as ruas no sábado (20) contra assalto a salários e pensões. Na quinta (18), a Grécia fora à greve geral e estudantes espanhóis pararam Madri
A Europa segue conflagrada com a guerra da Troika (FMI/BCE/Comissão Europeia) aos direitos sociais. 100 mil pessoas marcharam em Londres no sábado (20) contra os cortes nos salários e programas sociais, bem como dezenas de milhares se concentraram na Praça San Giovanni em Roma, aos brados de “Fora Monti!”. Na véspera, a Confederação Europeia dos Sindicatos anunciou que a data em que portugueses e também espanhóis vão à greve geral – 14 de novembro -, será de luta em todo o continente. Na quinta-feira, dezenas de milhares de estudantes se manifestaram em Madri. No mesmo dia, uma greve geral parou a Grécia.
Enquanto multidões repudiavam o arrocho de salários e aposentadorias e o corte de direitos, a cúpula europeia se reuniu em Bruxelas para reincidir na falida política de “austeridade”, com Angela Merkel, a primeira-ministra alemã, chegando ao ponto de propor um “comissário europeu”, que ninguém elegeu, com poderes para vetar orçamentos dos países da UE que não cumprissem “os limites”. Não passou, mas conseguiu adiar para 2014 a supervisão bancária na área do euro, deixando a Espanha à mercê de ter de engrossar sua dívida em 40 bilhões de euros destinados aos bancos privados em bancarrota.
Na capital inglesa, o secretário-geral da central TUC, que convocou a marcha, Brendan Barber, denunciou que o governo “está tornando a vida extremamente dura para milhões de pessoas com os cortes de salários dos trabalhadores, enquanto os ricos estão recebendo cortes de impostos”. Continuando, ele destacou que “mais de 2,5 milhões de pessoas estão sem emprego, outros três milhões não trabalham horas suficientes e os salários estão caindo a cada mês durante os últimos três anos”.
Em Roma, a líder da maior central sindical italiana, CGIL, Susanna Camusso, advertiu que “a política do rigor e da austeridade não só fracassou, como é a grande culpada das dificuldades do país”. Ela acrescentou que o arrocho “impactou a capacidade de consumo e não protegeu a indústria e os trabalhadores, esta é a razão pela qual o país está em uma recessão extraordinariamente profunda”.
Em Portugal, a central CGTP, que convocou greve geral no país no dia 14 de novembro, exigiu que o governo de Lisboa negocie com os demais países europeus para que o BCE passe a financiar diretamente os governos “a 0,75%, mesma taxa que cobra dos bancos privados”. No dia 31 de outubro, data do início da votação do novo orçamento de arrocho no país, haverá uma concentração diante do parlamento.
EDUCAÇÃO
A Espanha adotou a data portuguesa para a sua greve geral, conforme anúncio feito pelas duas centrais CCOO e UGT, junto com a Cúpula Social, que congrega 150 entidades. Em Madri, coroando uma greve de três dias contra o achaque do governo Rajoy à educação, dezenas de milhares de estudantes, pais e professores tomaram as ruas na quinta-feira (18), para denunciar o corte de 4 bilhões de euros na educação, o aumento das anuidades no ensino superior e a demissão de 50 mil professores. “Educação pública para todos”, exigiram os manifestantes, que começaram sua marcha na Praça Netuno e dali até o Ministério da Educação, dirigindo-se depois até a Porta do Sol.
A Grécia, no quinto ano consecutivo de recessão, e com o desemprego já empatando com o da Espanha, 25% da força de trabalho ativa, voltou na quinta-feira a se pronunciar contra o arrocho sem precedentes, que não cessa de ser reforçado, como no último pacote, em discussão com a Troika, de cortes de 13,5 bilhões de euros. Milhares de pessoas cercaram o parlamento e manifestantes entraram em choque com a polícia. Foi a segunda greve geral em três semanas, tempo de permanência dos monitores da Troika no país.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

UMA DISCUSSÃO PERTINENTE


Polêmica: Nem o centralismo “cupulocrático” do PSTU, nem o voluntarismo “direitizante” de algumas figuras públicas do PSOL.



Publicado em 17 de outubro de 2012 
Mail do autor: gshaibabibi@gmail.com



Foi alardeada nas redes sociais a aliança “direitizante” que o candidato do PSOL está tentando construir em Macapá para o segundo turno. Obviamente, buscar apoio eleitoral e fazer concessões a setores do DEM e do PSDB é um escândalo para todos os Socialistas Convictos, como nós o somos. Tal prática política é reflexo do voluntarismo “direitizante” de algumas Figuras Públicas do PSOL, que, sobretudo, revelam-se, agindo dessa forma, que estão adaptando-se à ordem capitalista, e, nesse caso específico, não servem como agentes da revolução, mas, sim, como agentes da reprodução das relações de produção capitalistas.

Ora, enquanto Socialista Livre, apoio os partidos da esquerda socialista: PSTU, PSOL, PCB e PCO. Contudo, sendo também Socialista Livre, sinto-me livre para discutir francamente, sem camisa de força nenhuma, os erros contra-revolucionários que, porventura, tais organizações cometam. E é um desvio “direitizante” grave apoiar essa aliança desse candidato do PSOL com setores da direita, simplesmente para se ganhar uma prefeitura. Esperamos e torcermos francamente para que os militantes do PSOL revertam internamente esse erro grave e digam não ao voluntarismo “direitizante” de algumas de suas figuras públicas.

Porém, queremos aqui também criticar outra falácia, também divulgada nas redes sociais, que alguns militantes do PSTU começam a fazer circular sempre que militantes isolados do PSOL cometem desvios “direitizantes”. Começam a ser simplistas e a anunciar que, no PSTU, “tudo é perfeito”, porque lá tem Centralismo Democrático e com o tal Centralismo tudo está resolvido. Doce ilusão. Fui militante durante 18 anos do PSTU até este presente ano de 2012 e também acreditei nessa ilusão do Centralismo Democrático como cura para todos os males.

Qual o problema e qual a falácia desse discurso? Na verdade, no PSTU, não existe esse tal de Centralismo Democrático perfeito, rezado pelos militantes em suas cartilhas revolucionárias. Lá a direção do PSTU manda e a base tem de obedecer, trata-se de um Centralismo “Cupulocrático”, ou seja, a cúpula da Direção Nacional do PSTU manda e ninguém, na base, tem o direito de criticar os erros dessa direção. Se você criticar erros da direção nacional publicamente você é simplesmente excluído do partido. No PSOL, a base não controla suas Figuras Públicas, isso é verdade, mas, no PSTU, a base também não tem direito de controlar e criticar sua Direção, porque, se você o fizer, a Direção dá um jeito de tirar você do partido. Isso é democracia? Isso ajuda em alguma coisa? Não. É trocar seis por meia-dúzia, como diz o bom ditado popular.

Na prática, para dar exemplo concreto desse Centralismo “Cúpulocrático” do PSTU, repito aqui, nesse Blog, como já o mostramos em outros artigos anteriores, o caso que se deu comigo, quando, este ano, fui excluído do PSTU, porque critiquei a falta de Democracia Operária da Direção Nacional do PSTU no Congresso da CSP-CONLUTAS. Portanto, quero desmistificar e questionar o ponto cego desse discurso de militantes do PSTU quando afirmam que o Centralismo ali existente resolve todos os conflitos. Não é verdade. É um Centralismo “Cupulocrático” que exclui militantes honestos como eu, quando não aceitamos desvios graves da direção.

Outro exemplo do Centralismo “Cupulocrático” da direção do PSTU. Muitos militantes honestos e sinceros do PSTU discordaram do partido se aliar com o PC do B / PSOL em Belém. Não quero entrar no mérito sobre quem estava certo ou não, se a direção nacional do PSTU ou a base descontente do partido. Mas uma coisa é certa: não houve espaço dentro do partido para a base decidir se essa política “cupulocrática” da Direção Nacional estava certa ou não. A direção simplesmente tomou a decisão e pronto. Daqui dois anos, no próximo congresso, talvez alguns militantes isolados possam fazer alguma crítica sobre essa aliança, mas, na prática, ficou do jeito que a Direção Nacional do PSTU quis. Ninguém da base tem o poder de criticar e de mudar as práticas cotidianas do partido, quando os militantes as consideram equivocadas. Eu tinha ilusão de que isso poderia ocorrer no Centralismo do PSTU, mas provei, na prática, que a cúpula não é controlável pela base. É o mesmo problema que militantes do PSOL estão sofrendo com algumas de suas Figuras Públicas quando estas resolvem cometer equívocos. Como corrigi-las? Como controlar as Hierarquias Políticas?  Eis a questão.

Na prática da luta socialista, compreendi uma dura lição e quero compartilhá-la, aqui, com todos os socialistas honestos e convictos como eu: NÃO EXISTE NENHUMA ORGANIZAÇÃO SOCIALISTA PERFEITA. Todas as organizações políticas estão sujeitas a cometer erros graves, seja o PSTU, PSOL, PCB, PCO e outros. Diante dessa caracterização prática no seio da Esquerda Socialista, temos defendido a seguinte tese: a convicção socialista, a convicção do princípio de que só o socialismo muda nossa vida, a convicção na plena liberdade de crítica, a convicção de que a luta da classe trabalhadora é a luta de todos os socialistas são os fatores decisivos. Temos um artigo nesse Blog que se intitula: “Em defesa da Convicção Socialista”. Esse artigo não é por acaso. Não existe vacina contra os desvios não revolucionários que aparecem no seio das organizações da Esquerda Socialista. Somente nossa convicção socialista pode nos ajudar a NUNCA apoiar práticas políticas que ajudam a reprodução das relações de produção capitalistas ou que ajudam na burocratização das organizações da Esquerda Socialista.

Com essa experiência política, advertimos: mesmo que você faça parte de alguma organização política da Esquerda Socialista, Seja Socialista Livre, isto é, não se submeta às práticas políticas equivocadas de suas direções simplesmente para ficar bem com o grupo partidário. A revolução socialista não será obra de submissos, ao contrário, será obra de rebeldes, de livres, de lutadores sociais críticos que não se calam perante a opressão, perante a exploração, perante o atraso, perante os obscurantismos, perante os autoritarismos, perante as práticas políticas equivocadas, mesmo que os equívocos ocorram no seio da Esquerda Socialista. Leiam outros artigos em nosso Blog que discutem esses problemas. Saudações Socialistas Livres.


O SIP E A LIBERDADE DE IMPRENSA NA ARGENTINA


Trabalhadores da Imprensa da Argentina repudiam “lobby da mentira” feito pela SIP em favor do grupo Clarín

17/10/2012
Monopólio midiático quer continuar desrespeitando a lei e atentando contra a liberdade de expressão

Escrito por: Leonardo Wexell Severo  CUT Central Única dos Trabalhadores

A Federação Argentina de Trabalhadores da Imprensa (Fatpren) condenou nesta quarta-feira o “lobby da mentira” orquestrado pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) – historicamente ligada à CIA e ao Departamento de Estado dos EUA - em favor do grupo monopolista de mídia Clarín, que quer continuar desrespeitando a legislação contra a democratização da comunicação.

Pela Lei de Meios, nenhum conglomerado de comunicação pode ter mais do que 24 outorgas de TV a cabo e 10 de rádio e televisão aberta. Mas o Grupo Clarín possui dez vezes mais licenças de cabo do que o número autorizado pela Lei, além de quatro canais de televisão, uma rádio FM, 10 rádios AM, e o jornal de maior tiragem do país.

O fato, destaca a Fatpren, é que frente à chegada da data estabelecida pela Corte Suprema de Justiça [10 de outubro] para que o Grupo Clarín cumpra efetivamente com o disposto pela Lei de Serviços de Comunicação em matéria de adequação de licenças, seus sócios empresários do continente se somam à estratégia de propor que a legislação atenta contra a liberdade de expressão”. Com apoio da SIP, denunciam os trabalhadores, “os operadores do grupo Clarín fazem lobby internacional para construir a grande mentira de transformar as restrições à sua posição dominante em restrições à imprensa”

Foi assim, esclarece a Federação, que a SIP anunciou a possibilidade de enviar uma missão ao nosso país para dezembro. O informe anual publicado pela entidade dos barões da mídia na última terça-feira (16) diz que “na Argentina a presidenta segue sem dar coletivas de imprensa e abusa da cadeia nacional". De acordo com a Fatpren, no informe, “não fazem referência alguma, como era previsível, à inédita Liberdade de Expressão que reina no país e permite que os meios publiquem o que desejem sem qualquer restrição”.


PORTA-VOZ DAS DITADURAS

A “missão” da SIP é de solidariedade patronal, alertam os trabalhadores, colocando o dedo na ferida: “Seguramente, a missão que a SIP pode enviar à Argentina terá características diferentes das que costumava ter quando vinha para condecorar ditadores, clara definição de qual é a sua posição sobre a Liberdade de Expressão: liberdade para que suas empresas possam aplicar, desde seus meios, políticas de pressão sobre os governos para impor seus interesses, ao mesmo tempo em que empobrecem os seus trabalhadores para domesticar o discurso”.

“A SIP, organização empresarial tomada pela CIA e o Departamento de Estado dos Estados Unidos durante a década de 50, soube outorgar a medalha ‘Prêmio das Américas’ ao ditador Pedro Eugenio Aramburu, líder da Revolução Fuziladora [que derrubou o governo constitucional de Juan Domingo Perón em 16 de setembro de 1955] enquanto centenas de jornalistas eram perseguidos, torturados e encarcerados. Se a SIP se enfrenta ao Projeto Nacional e Popular, os trabalhadores de imprensa sabemos, sem duvidar, qual é o nosso caminho”.

GRANDE MENTIRA

Há 40 anos, destaca a Fatpren, organizações como a Media Freedom Foundation/Project Censored, vinculada à Universidade de Sonoma, na Califórnia, detalham “como a censura e a autocensura estão muito mais presentes nos países centrais que na nossa região, onde as patronais midiáticas a serviço das corporações econômicas têm a possibilidade de mentir diariamente, sem limite algum, para defender seus interesses antipopulares”.
Frente aos desafios colocados pelo embate em defesa da verdade e a justiça, assegura a entidade, “os trabalhadores de imprensa continuaremos batalhando a cada dia, nas redações, nos espaços públicos, onde a realidade nos convoque, para alcançar uma comunicação verdadeiramente democrática, plural, participativa e diversa, e condições dignas de trabalho que nos permitam garantir ao povo seu devido Direito à Informação”.

JORNAL DO COLETIVO DE AÇÃO DIRETA COMUNISTAS NO BRASIL







AÇÃO DIRETA

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O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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