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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sábado, 15 de setembro de 2012

REVOLUÇÃO SOCIALISTA NO NEPAL. GREVE GERAL PARALISA GOVERNO.


Nepal: maoistas dirigem greve geral contra governo maoísta

País parou durante meio dia na sexta-feira, numa greve geral convocada pelo Partido Comunista do Nepal-Maoísta, contra o governo do Partido Comunista do Nepal Unificado.

O Nepal parou na manhã de sexta-feira com a greve geral, de meio dia (6h-12h), convocada pelos maoístas do recém-fundado Partido Comunista do Nepal-Maoísta, contra o governo dos seus ex-companheiros do Partido Comunista do Nepal Unificado, também maoístas.
A greve, que foi poderosa, parou o importante vale de Kathmandu, e outras áreas desse pobre e abandonado país asiático.  A greve geral foi convocada em protesto à decisão do governo de subir o preço dos produtos derivados do petróleo.
Durante a greve geral, poucos veículos circularam pelas ruas das cidades, não havendo como a população se locomover. O comércio fechou as portas, assim como fábricas, escolas e bancos. Depois do almoço, o comércio voltou a funcionar lentamente.

Por que maoístas lutam contra maoístas no Nepal?
O governo maoísta liderado pelo Partido Comunista do Nepal Unificado é o único exemplo do género em todo o planeta. O maoísmo, curiosamente, tem se expandido na Ásia, nos últimos anos, num momento em que ele praticamente já nem existe no seu país de origem, a China.
O espetacular ascenso maoísta dos últimos anos, nalguns países, pode ser explicado pela deterioração da situação económica do campo, do crescente empobrecimento que a tal globalização levou para os mais longínquos rincões do planeta. Pela falta de perspetiva existente, mesmo nas cidades e inclusive, nos países imperialistas, como vemos com a crise que se abate nos EUA e Europa. É principalmente da miséria existente no campo, diferente de países como Japão, Espanha, Itália ou Portugal, onde a maioria do campesinato goza de outra realidade económica, que o maoísmo retira a sua grande base de apoio.
A outra razão é a inexistência ou extrema debilidade de uma alternativa de esquerda aos velhos partidos comunistas. Aliada a essa situação, cabe lembrar que os países asiáticos nunca saborearam plenamente a democracia, nem mesmo a burguesa e, em muitos países, a repressão é brutal. O melhor exemplo é a Índia, considerada a maior democracia do planeta, pelos meios de comunicação burgueses, mas, que, na prática, tem a esquerda na clandestinidade já que, segundo as leis vigentes, até o Partido Comunista da Índia é considerado uma organização “terrorista”. O que seria de dar gargalhadas, se não fosse uma situação dramática. O mesmo ocorre nas Filipinas, cujo presidente, Benigno Aquino III, é filho de Corazón Aquino, que encabeçou a revolução democrática, Poder Popular, e mantém a esquerda perseguida e assassinada constantemente.
O Nepal é, na realidade atual, o único país do globo que vive um processo de revolução socialista. Viveu, até certo ponto, um processo revolucionário similar à Revolução Russa, de 1917, com a grande diferença de que, no Nepal, não existe nenhum Lenine, Trotsky e nem mesmo algo que se possa parecer a Bukharin, Zinoviev ou Kamenev.

Mais jovem república do mundo
A república do Nepal, cuja população é de 27 milhões de habitantes, é a mais jovem república do mundo, e foi fundada em 2008, como produto da revolução democrática que liquidou a monarquia nepalesa depois de uma guerra popular, liderada pelos maoístas, que durou dez anos, de 1966 a 2005. A vitória da revolução democrática, num dos países mais atrasados da terra, onde milhões de camponeses sequer viram uma lâmpada elétrica acesa, faz com que o processo se transforme, contra a vontade de todos os dirigentes políticos, sem nenhuma exceção, num processo de revolução socialista, já que o débil regime burguês surgido da derrota da monarquia, chegando atrasado num mundo globalizado, não é capaz de se desenvolver nos marcos capitalistas. E, exatamente por isso, é incapaz de atender aos anseios das massas, que ,com armas nas mãos, depois de uma longa guerra que custou 12 mil mortos, implantaram um novo regime para verem as suas vidas melhorar.
Não há como contar a complexa história recente nos marcos deste artigo, mas, para sintetizar, os acontecimentos recentes são produtos da greve geral revolucionária de maio de 2010, que parou o país por vários dias e derrubou o governo do primeiro-ministro Madhav Kumar Nepal, do Partido Comunista do Nepal (Unificado Marxista-Leninista, UML), substituído posteriormente por Jhala Nath Khanal, também deste mesmo partido. Desde a poderosa greve geral revolucionária, foram meses de peripécias e malabarismos políticos, que mantiveram o país no beco sem saída desde que foi formado. Um período marcado por um demencial show de politicagem, sem paralelo histórico, que levou ao fracasso recente da Assembleia Constituinte, que deveria coroar a revolução democrática, gerando mais crise política. Após o fracasso dos governos da UML, o Partido Comunista do Nepal Unificado, maoísta, voltou ao poder, através do mandato de um de seus principais dirigentes, o atual primeiro-ministro Baburam Batharai. A subida de Batharai ao poder acirrou os confrontos nas fileiras maoístas, transformando a discussão política interna num choque público nos jornais e televisão.

Revolta popular
De volta ao governo, os maoístas, em vez de enveredarem para o caminho do aprofundamento do curso socialista, já que a própria realidade do país não deixa outra escolha, se transformaram nos agentes da burguesia para enfrentar as suas próprias bases, os milhões de pobres nepaleses. Ao cumprir este papel, uma fração, liderada pelo ex-vice-presidente do partido, Mohan Baidya, rebelou-se publicamente, acusando o governo maoísta de estar traindo a revolução contra as massas populares. Segundo essa fração, a situação no Nepal só pode ser resolvida através da Revolta Popular, o que levou à cisão do partido maoísta. O Partido Comunista do Nepal – Maoísta, cujo principal dirigente é Mohan Baidya, foi formado em junho deste ano, após uma luta fracional pública de dois anos no interior do Partido Comunista do Nepal Unificado.
Na oposição, o partido de Baidya convocou a greve geral de sexta-feira, 14 de setembro. Se, aparentemente, a mobilização aparece como uma guerra de maoístas versus maoístas, na realidade não o é. A poderosa greve geral de meio-dia, demonstrou que a revolução socialista no Nepal se mantém viva e que seu curso é ascendente. Não se trata, portanto, de uma luta entre maoístas. Trata-se da luta da revolução socialista contra aqueles maoístas que se colocam no seu caminho, defendendo a débil e impotente burguesia nepalesa.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

SINDICALISMO NO PARANÁ - NEGOCIAÇÃO COLETIVA ALIMENTAÇÃO 2012/2013


Negociação Coletiva do Setor de Alimentação 2012/2013


Na mesa de negociação patrões levam gráficos, vídeos, conversa fiada e intransigência





Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação da FTIA PR



Na primeira rodada de negociação coletiva do setor de Alimentação do Paraná realizada na quinta-feira, 13 de setembro, em Curitiba os patrões já mostraram como pretendem tratar as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores através dos seus sindicatos.


Vídeo contra direitos trabalhistas

Logo de inicio os patrões apresentaram um vídeo institucional elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), entidade que representa o setor patronal do estado, onde acusavam como a grande responsável pela falta de competitividade das indústrias brasileiras a CLT Consolidação das Leis do Trabalho.  Para os patrões os direitos dos trabalhadores amparados pela CLT são os grandes responsáveis pela “falta de competitividade” das indústrias brasileiras.

Para os patrões devemos colaborar com o setor produtivo para a construção de uma agenda comum em defesa da indústria nacional e a nossa colaboração deve se dar no apoio a uma reforma trabalhista onde os direitos dos trabalhadores sejam flexibilizados, ou seja, deixem de ter força de lei.  Não é a toa que no seu vídeo apresentaram como exemplos de progresso e de competitividade a China e a Índia, países onde os trabalhadores se encontram a mercê da voracidade e da ganância dos empresários. Na China os sindicatos são proibidos de defender os trabalhadores e o salário médio é de $2,40 dois dólares e quarenta centavos por dia. Na índia a situação dos trabalhadores também não é das melhores.



Conversa Fiada e Intransigência

Após a apresentação do seu vídeo anti-direitos trabalhistas os patrões vieram com a apresentação de gráficos demonstrando a queda de produção e de lucratividade das indústrias do setor de Alimentação no Paraná. E mais uma vez acenaram como um dos responsáveis por esse momento de baixa da indústria os “elevados reajustes salariais” que os trabalhadores do setor conquistaram nos últimos anos. Trocando em miúdos; para eles a culpa pela incompetência dos empresários é sempre dos trabalhadores.

Em seguida apresentaram a sua proposta de reajuste salarial: APENAS O INPC que é de 5,39% e nada mais. Também se recusaram a discutir todas as propostas apresentadas pelos sindicatos de trabalhadores para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2013.   Depois de muita discussão e pressão dos sindicatos decidiu-se por uma nova reunião a ser realizada em Curitiba no próximo dia 21, sexta-feira, na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA), entidade que aglutina os sindicatos de trabalhadores do setor de Alimentação do estado.

A única certeza que temos é que se os trabalhadores e trabalhadoras das indústrias de Alimentação não se organizarem junto aos seus sindicatos essas negociações salariais ficarão ainda mais difíceis devido a intransigência patronal. Se deixarmos por conta deles teremos que pagar para trabalhar.  



Participaram da negociação representando os trabalhadores: STIA de Apucarana, STIA de Arapongas, SINTRACIA Cianorte, SINTRIAL Dois Vizinhos, SINTAC Castro e Carambeí, SINTIACRE Cascavel, STIA de Francisco Beltrão, STIMLACA de Ponta Grossa, SEIA de Umuarama, STIA de Marechal Cândido Rondon, STIA de Medianeira, STIA de Toledo e Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIAPR).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

FARC: PAZ OU RENDIÇÃO?

As FARC, o capital e a paz


Esse novo aceno das FARC de abandono das armas e da luta revolucionária contra a oligarquia colombiana e o imperialismo têm um significado que a esquerda reformista de todos os matizes tenta esconder a todo custo: a rendição pura e simples ao capitalismo.



Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas No Brasil – ADC 



Os partidos da esquerda reformista latino-americana e de outro

s continentes saudaram com alegria mais esse novo aceno das Forças revolucionárias da Colômbia (FARC) de abandono da luta armada contra o governo colombiano e a oligarquia cancerígena que domina aquele país com o apoio explicito do imperialismo. As FARC desejam a paz, este é o argumento e a causa principal de mais esse anuncio feito pelo seu alto comando para por um fim a uma guerra sangrenta.

Mas o que tem motivado há tempos o alto comando das FARC a buscar a paz com a oligarquia colombiana e com o imperialismo é o desejo de se incorporarem ao sistema burguês e participarem de suas eleições transformadas em partido político. Em seu interior o Partido Comunista Colombiano é o principal expoente dessa política de abandono da luta revolucionária e da guerrilha que já duram mais de 50 anos. Os guerrilheiros largariam as armas deixando as florestas e em contrapartida o governo anistiaria todos os crimes cometidos por eles contra a burguesia colombiana.

Ao anunciar o desejo de paz as FARC também anunciam o abandono do pouco de combatentes revolucionários que ainda carregam consigo. A paz neste caso é apenas uma desculpa para que o reformismo social-liberal de suas lideranças possa ser exercido sem que sejam acusados de rendição ao capital e ao imperialismo.

As FARC estão adotando, e não é de hoje, a mesma política de coexistência pacífica e de colaboração com o imperialismo, adotada em tempos passados pela burocracia governante da extinta União Soviética chefiada pelo então secretário geral do PCUS Mikhail Gorbachev. E todos os revolucionários conscientes sabem que com o imperialismo e com a burguesia não pode haver vacilações, conciliações, colaboração e nem mesmo essa besteira de coexistência pacífica. Ou se luta firmemente e de forma decidida contra o capitalismo, o estado e o imperialismo ou se continua de joelhos, conformados com a exploração e a miséria a que somos submetidos diariamente.

Muitos no interior das FARC, como o ELN (Exército de Libertação Nacional), uma das forças que a compõem, desejam levar a guerrilha adiante. O que significa que não existe consenso sobre a questão. O EP (Exército Popular) também se encontra dividido quanto a abandonar a luta armada e se incorporar ao sistema transformando-se em mais um partido de esquerda reformista. A pressão para que as FARC assim o façam também vêm de fora da Colômbia. Hugo Chaves, da Venezuela, é o maior defensor do fim da luta revolucionária e do acordo de paz. A socialdemocracia reformista latino americana também exerce enorme pressão sobre os guerrilheiros nesse sentido. Os principais partidos comunistas do continente, da Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela, Peru, Brasil incluído o PT e o próprio Lula, trabalham nos bastidores para que a guerrilha deponha as suas armas.

Essa é a verdadeira política dos reformistas a serviço do capital e do imperialismo: derrotar a luta revolucionária do povo colombiano forçando-o a se curvar diante da oligarquia que há séculos mantém o país sob o controle dos interesses do imperialismo. Desejam criar na Colômbia um partido aos moldes do PT brasileiro e para isso precisam da resignada rendição dos revolucionários que se escondem nas florestas do interior do país. O governo colombiano já acenou que este disposto ao diálogo com a guerrilha. Paz não seria a palavra a correta, mas sim rendição.

http:daesquerda.blogspot.com.br

AÇÃO DIRETA

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O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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