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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sábado, 16 de junho de 2012

GRÉCIA: DECIFRA-ME OU TE DEVORO

Grécia: Novas eleições sob a pressão da União Européia

Os trabalhadores e estudantes gregos numa encruzilhada histórica

As novas eleições na Grécia expressam as ilusões que o sistema ainda mantém sobre a população em especial os trabalhadores e suas organizações. Os partidos políticos da esquerda (socialistas independentes e comunistas) jogam suas fichas no resultado dessas eleições. Para eles (assim como para todos os reformistas) podem conseguir o controle do estado burguês vencendo as eleições e conquistando o maior número de deputados no parlamento.

O Partido Comunista (KKE) tem se empenhado para se apresentar como alternativa aos trabalhadores e a população em geral para tirar o país da crise pela via institucional, ou seja, nos limites estreitos do capitalismo apesar dos discursos radicais contra a União Européia e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Tida como representante da esquerda radical o Sryza (agrupamento de várias organizações de esquerda) segue pelo mesmo caminho dos comunistas.

A União Européia, os banqueiros e o FMI apóiam o candidato da Nova Democracia, partido de centro direita que governou a Grécia juntamente com os reformistas social-democratas do Pasok, atacando os direitos dos trabalhadores e dos aposentados.

Os neo-nazistas também vão para essas eleições fortalecidos pelo resultado da votação anterior onde conquistou suas primeiras cadeiras no parlamento graças ao desgaste da direita centrista e da esquerda social-democrata reformista.

Fora do jogo eleitoral os movimentos sociais, a juventude e trabalhadores livres da influencia do KKE e do Sryza, os coletivos anarquistas e anarco-comunistas continuam afirmando que a única saída para a Grécia é o rompimento definitivo com a União Européia, FMI e com o capitalismo. Apontam claramente que a revolução social e política será capaz de livrar a classe trabalhadora e a juventude das garras dos banqueiros e do imperialismo. Mas somente a experiência concreta da classe trabalhadora nessas eleições e o futuro comportamento dos partidos Comunista e do Sryza poderá apontar o verdadeiro caminho a ser seguido.

Uma coisa é certa, a União Européia e o FMI não vão assistir tudo sem se intrometer para defender os seus interesses econômicos e de classe social. Mesmo que vença a esquerda radical ou os comunistas tenham certeza de que a crise ainda vai se arrastar até que os próprios trabalhadores decidam chamar para si a responsabilidade pelo confronto aberto contra os culpados pela crise que se aprofunda na Grécia. Ou farão a revolução, ou serão dominados e perseguidos pela contra-revolução capitalista. Não existe outra alternativa. Esse é o motor da história, as lutas de classes.

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AÇÃO DIRETA

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