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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Esquerda do Mundo de Faz de Contas


Lula, Maluf e o mundo do faz de contas


Rui Amaro Gil Marques

A ida de Lula atrás do apoio de Paulo Maluf e do seu Partido Progressista (PP) para o candidato do PT, Fernando Hadad, à prefeitura de São Paulo causou constrangimentos há muita gente dentro e fora do petismo. Erundina, ex-prefeita paulista no final da década de 80, ex-petista e agora deputada federal pelo PSB, vice na chapa de Hadad, preferiu deixar o lugar para outro a subir nos palanques com Maluf, mais conhecido como “o que rouba, mas faz”.


Mas observando essa atitude de Lula e da cúpula petista paulista com as lentes do realismo político burguês buscar o apoio de Maluf para o candidato do PT foi tirar do adversário principal dos petistas, José Serra (PSDB/PPS/DEM/PTB e outros) um apoio importante. No mínimo um tempo precioso de exposição diária na mídia quando começar a campanha eleitoral.


Acontece que essa mexida no tabuleiro da jogatina partidária fisiológica dada por Lula também indica que o petismo/lulismo caíram na vala comum da máxima popular do “são todos farinha do mesmo saco” e nenhuma explicação, por mais razoável que pareça ser, irá reverter o estrago feito. Apesar de Lula e o PT já terem abraçado Sarney, Collor e outras tranqueiras da direita nacional o ato de buscar apoio na mansão do malufismo é algo quase que imperdoável e injustificável do ponto de vista ideológico. Afinal, Lula e o PT representam, ou melhor, representavam o inverso do malufismo.


Digamos que o PT tem em mãos uma pesquisa que aponte a possibilidade de vitória do seu candidato Fernando Hadad contra o tucano José Serra por uma pequena margem de votos e que por isso o apoio de Maluf é de fundamental importância. Mesmo assim, especulando com o achismo, buscar no malufismo apoio para derrotar o PSDB cheira a uma rendição aos costumes fisiológicos tão detestados e combatidos por aqueles que desejam resgatar a política desse mar de lama em que ela foi jogada por gente do naipe de Paulo Maluf e companhia ilimitada.


E tem mais. Os discursos, enfatizando a necessidade do voto consciente do eleitor, feito pelos arautos do petismo de hoje, depois do abraço dado a Maluf, caem todos por terra. Isto porque quem de maneira consciente irá votar num candidato apoiado por alguém com a ficha tão suja quanto a do ex-governador de São Paulo e filhote da ditadura como gostava de chamá-lo o caudilho Leonel Brizola? Será mesmo que a mudança para acontecer tem necessariamente que se apoiar exatamente nas forças políticas que são suas inimigas? Que dialética maldita é essa? É como buscar o apoio do capeta para acabar com o inferno.


Analisemos o ocorrido friamente, sem paixões. Lula e o PT deram um tiro no próprio pé. Mesmo apesar de em 2004 Maluf ter apoiado Marta Suplicy contra o incansável candidato a tudo José Serra. Mesmo sabendo que o PP, partido de Maluf, faz parte da “base de apoio” dos governos de Lula e agora de Dilma. Mesmo com tudo isso abraçar o Maluf é o mesmo que colocar em cada militante petista, que sempre combateu as praticas políticas e o que mais esse senhor representa de atraso, autoritarismo, fisiologismo e corrupção, um enorme nariz de palhaço. Sem esquecer que é esse mesmo partido um dos responsáveis por denúncias de corrupção no Ministério das Cidades que tirou o sono da Dona Dilma e dos petistas em 2011.


E o pior. Demonstra para a população sem consciência política, aqueles que acham que todos são iguais, que a política é isso mesmo, puro jogo de interesses. Que preço terá cobrado Maluf para abandonar Serra e se juntar ao PT? Sabemos que ele exigiu mais cargos no governo Federal. E o que não sabemos? Aquilo que fica oculto nos conchavos protegidos por quatro paredes? Sim, porque ele e seu bando não vão apoiar Hadad por pouca coisa. Tudo o que foi dito por Lula e pelos petistas contra Maluf ao longo dos anos agora foi apagado pelo próprio Lula transformando-o em apenas mais um politiqueiro igual a Maluf.


O PT, construído a duras penas contra a ordem vigente, infelizmente se deixou jogar na vala comum dos partidos que nada significam de pratico na política brasileira porque, quem manda mesmo ao final das contas, é uma meia dúzia de dirigentes anti-democráticos que se julgam seus donos. O malufismo apagou a estrela. Essa é a esquerda deste mundo do faz de contas. Um mundo onde cada vez mais os discursos nada têm haver com a pratica e a pratica, na maioria das vezes, transforma pseudo-heróis em verdadeiros vilões.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

RIO+20: MUITA CONVERSA E SÓ.

Rio+20 ou como continuar acabando com o planeta

Rui Amaro Gil Marques

Nem bem acabou a tão aclamada Rio+20 pela mídia o seu desfecho já deixou claro para todos e todas que ela não passaria de apenas mais um teatrinho, assim como foi a Eco92, também no Rio de Janeiro. Políticos, governos, pseudo-intelectuais, empresários, ONGs das mais vairiadas e um punhado de gente que gosta de aparecer fizeram desse encontro que deveria discutir os problemas ambientais e sociais uma tremenda festa com direito a muita bajulação e só.

Resultados práticos nenhum. Apenas a frustração daqueles milhares que depositaram suas fichas nas discussões em busca de soluções e de alternativas para o caos sócio-ambiental que se aprofunda mundo a fora. Um caos de cunho político e ideológico resultado das escolhas políticas e ideológicas de uma imensa parcela da humanidade que manipulada por uma minoria de parasitas não deseja abrir mão do ato de consumir e de esbanjar.

O capitalismo planetário vive e se alimenta da exploração, seja das riquezas naturais, seja da força de trabalho, seja da cegueira e da ignorância da grande maioria da humanidade. Sim, porque somente uma minoria pode usufruir dos resultados nefastos dessa exploração. Uma minoria que se tornou capaz de tudo para manter o seu status e sua condição social de classe dirigente e de dona de praticamente tudo e de todos.

Para que essa orgia continue não importa a morte de crianças por inanição, a destruição de rios e florestas, o assassinato de trabalhadores rurais, de camponeses, a invasão de países para lhes tomar suas reservas de petróleo, gás natural e água potável. Para essa gente desumana o seu modo de vida (que significa a morte dos outros) é a coisa mais importante do mundo. Não tem conversa.

Com suas crises econômicas conseguem ficar ainda mais ricos, pois nos obrigam a aceitar os seus planos de austeridade e de cortes de direitos onde somente eles ficam intocáveis pelo sofrimento causado pelo desemprego, pela falência e pelo medo cada vez mais crescente de um caos totalmente generalizado. Nós somos obrigados a apertarmos os nossos cintos para que eles continuem fazendo o que sempre fizeram: enriquecer as nossas custas.

Essa tal de Rio+20 foi apenas mais um teatrinho promovido por esses vilões planetários para nos fazer acreditar que estão preocupados, que desejam mudar comportamentos e minimizar o sofrimento de bilhões de excluídos espalhados mundo a fora.

De minha parte continuo acreditando que a única solução para salvar o planeta e a própria humanidade de um futuro cada vez mais caótico e violento é a destruição do sistema capitalista. Porque enquanto prevalecer o capital, o social e o planeta serão sempre palavras vazias perdidas nos vastos interesses do deus mercado onde tudo e todos têm uma etiqueta com o preço estampado para quem quiser comprar, digo, consumir.

sábado, 16 de junho de 2012

GRÉCIA: DECIFRA-ME OU TE DEVORO

Grécia: Novas eleições sob a pressão da União Européia

Os trabalhadores e estudantes gregos numa encruzilhada histórica

As novas eleições na Grécia expressam as ilusões que o sistema ainda mantém sobre a população em especial os trabalhadores e suas organizações. Os partidos políticos da esquerda (socialistas independentes e comunistas) jogam suas fichas no resultado dessas eleições. Para eles (assim como para todos os reformistas) podem conseguir o controle do estado burguês vencendo as eleições e conquistando o maior número de deputados no parlamento.

O Partido Comunista (KKE) tem se empenhado para se apresentar como alternativa aos trabalhadores e a população em geral para tirar o país da crise pela via institucional, ou seja, nos limites estreitos do capitalismo apesar dos discursos radicais contra a União Européia e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Tida como representante da esquerda radical o Sryza (agrupamento de várias organizações de esquerda) segue pelo mesmo caminho dos comunistas.

A União Européia, os banqueiros e o FMI apóiam o candidato da Nova Democracia, partido de centro direita que governou a Grécia juntamente com os reformistas social-democratas do Pasok, atacando os direitos dos trabalhadores e dos aposentados.

Os neo-nazistas também vão para essas eleições fortalecidos pelo resultado da votação anterior onde conquistou suas primeiras cadeiras no parlamento graças ao desgaste da direita centrista e da esquerda social-democrata reformista.

Fora do jogo eleitoral os movimentos sociais, a juventude e trabalhadores livres da influencia do KKE e do Sryza, os coletivos anarquistas e anarco-comunistas continuam afirmando que a única saída para a Grécia é o rompimento definitivo com a União Européia, FMI e com o capitalismo. Apontam claramente que a revolução social e política será capaz de livrar a classe trabalhadora e a juventude das garras dos banqueiros e do imperialismo. Mas somente a experiência concreta da classe trabalhadora nessas eleições e o futuro comportamento dos partidos Comunista e do Sryza poderá apontar o verdadeiro caminho a ser seguido.

Uma coisa é certa, a União Européia e o FMI não vão assistir tudo sem se intrometer para defender os seus interesses econômicos e de classe social. Mesmo que vença a esquerda radical ou os comunistas tenham certeza de que a crise ainda vai se arrastar até que os próprios trabalhadores decidam chamar para si a responsabilidade pelo confronto aberto contra os culpados pela crise que se aprofunda na Grécia. Ou farão a revolução, ou serão dominados e perseguidos pela contra-revolução capitalista. Não existe outra alternativa. Esse é o motor da história, as lutas de classes.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Negociação Salarial 2012 dos Trabalhadores da Torrefação

Patrões radicalizam e não aceitam discutir adoção de PLR nas empresas.

Diálogo está ficando cada vez mais difícil e a greve vai se apresentando como única alternativa para vencermos as barreiras impostas pelos patrões.

Foi realizada na Federação das Indústrias do Paraná (FIEP- patronal) na tarde desta quarta-feira (06 de junho) a 4ª rodada de negociações salariais do setor de Torrefação de Café entre os representantes patronais e os sindicatos de trabalhadores representados pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA PR).

Mais uma vez patrões mantiveram a sua contraproposta de Piso Salarial de Ingresso no valor de R$752,40, Piso Salarial de Efetivação no valor de R$842,60, Auxílio Alimentação no valor de R$45,00 e reajuste de 5,88% para os salários acima dos pisos e afirmaram ser impossível a adoção da clausula de PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) pelas empresas. O que revoltou a bancada dos trabalhadores.

Novamente os sindicatos dos trabalhadores mostraram aos patrões a disparidade da sua proposta e as reivindicações dos trabalhadores que são: Piso Salarial de Ingresso no valor de R$781,00, Piso Salarial de Efetivação no valor de R$849,20, Auxílio Alimentação no valor de R$70,00 e reajuste de 8% para os demais salários. Quanto a inclusão da clausula de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Convenção Coletiva os trabalhadores exigiram que fosse marcada uma reunião somente para se discutir esse assunto uma vez que os sindicatos não abrem mão dessa reivindicação.

Ficou evidente que os patrões estão enrolando e esperam nos vencer pelo cansaço. Se os trabalhadores não pressionarem os patrões eles não vão ceder e nem vão melhorar a sua proposta de reajuste salarial. Por tanto, todos nós devemos participar das atividades dos nossos sindicatos em nossas cidades. Somente com a nossa união poderemos vencer a intransigência patronal porque o diálogo está ficando cada vez mais difícil, infelizmente.

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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