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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

AVANTE OS POUCOS QUE LUTAM. REVOLUÇÃO!

INDO CONTRA A CORRENTE: A REVOLUÇÃO NÃO É UMA UTOPIA. É UMA NECESSIDADE HISTÓRICA.

Rui Amaro Gil Marques

Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil - ADC

Hoje aqueles e aquelas que escolheram o caminho da verdadeira contestação, da rebeldia anti-sistema, os que acreditam na transformação revolucionária da sociedade atual, percebo, são poucos. E esses poucos são rotulados pela maioria adesista, essa gente que jogou fora valores humanitários que movem as nossas lutas em troca das boquinhas nos cargos do estado, de minoria radicalóide, esquerdistas, inimigos da democracia e de dinossauros da esquerda, agentes úteis da direita.

Dos seus gabinetes nos parlamentos, prefeituras, governos estaduais e Federal, protegidos pelas redomas de vidro que criaram esses “senhores” da razão, donos da verdade, se aliam aos que antes combatiam para, juntos combater aqueles que hoje exigem transformações econômicas, políticas e sociais num mundo cada vez mais marcado pela violência das classes dominantes e pelo consumismo desenfreado.

Para essa maioria, que enterrou Marx e o comunismo junto com os tijolos do famigerado muro de Berlin, ser de esquerda hoje nada mais tem haver com a destruição do capitalismo e sua sociedade de classes. Pelo contrário, acreditam e propagam que as classes sociais devem conviver em paz, trabalhando juntas para o progresso social e econômico de todos. Afirmam categoricamente que os trabalhadores explorados devem aceitar a exploração porque ela faz parte do processo de desenvolvimento capitalista e que só assim a economia poderá crescer trazendo benefícios para todos os membros da sociedade, independentemente de sua condição social, seja ele trabalhador ou empresário, rico ou pobre, empregado ou desempregado.

Afirmam em seus discursos mofados, já repetidos em tempos passados pelos bajuladores das classes dominantes, que o importante é fortalecer o estado elaborando leis que obriguem as classes possuidoras a dar melhores condições de trabalho, salários razoáveis, respeitar os direitos humanos e a conceder direitos trabalhistas e sociais aos membros das classes inferiores. Seus tentáculos e sua política de conciliação e de rendição se estenderam aos sindicatos, associações e movimentos sociais que antes eram baluartes das lutas contra a exploração e a miséria causada pela voracidade do capital.

Hoje, assim como antes, esses poucos que ousam gritar em defesa da liberdade e de uma sociedade sem donos e sem explorados são perseguidos, taxados de terroristas. Suas idéias incomodam não só as classes dominantes, mas principalmente essa esquerda acomodada e covarde que hoje, no frescor dos seus gabinetes, parasita as estruturas do estado defendendo os interesses mesquinhos de banqueiros, latifundiários, agiotas e especuladores da Bolsa, empresários e das quadrilhas que nos roubam diariamente desviando verbas dos serviços públicos que, diga-se de passagem, sempre foram uma droga.

Trocaram a militância social pelos corredores arejados dos palácios onde vestidos como aqueles que nos exploram desfilam sua arrogância contra aqueles que teimam em se manterem fieis aos seus ideais de justiça baseados na superação da realidade cruel que cerca os pobres, excluídos, marginalizados, trabalhadores e grande parte da juventude, vitima preferencial da violência policial e das drogas. Para eles, assim como os traidores do passado, a luta agora é pelo voto do “povo”. Defendem a democracia não porque ela seja o melhor dos regimes políticos, até porque não é, mas sim porque como populistas e demagogos precisam dos votos dos “desafortunados pela sorte” para continuarem parasitando nas estruturas dos governos e dos parlamentos, sejam como “representantes do povo”ou como assessores de gabinete. Trocaram a revolução pela contra-revolução. Trocaram a libertação da humanidade pela manutenção de nossa prisão fazendo com que nela sejam colocadas mais janelas para que possamos enxergar e receber a luz do sol nos fazendo crer que devemos aceitar o “mal menor” porque, por enquanto, isso é o possível a ser feito.

E de eleição em eleição aumentam a sua arrogância, o seu patrimônio e a sua distância dos verdadeiros interesses populares e das lutas dos trabalhadores. Greves? Para quê se tudo pode ser resolvido numa “negociação” entre o capital e o trabalho. Manifestações populares só aquelas em que os seus interesses eleitoreiros podem ser beneficiados pelo descontentamento da população. Enquanto isso os problemas reais são empurrados com a barriga para as próximas gerações na forma de heranças malditas que aos poucos se transformam em verdadeiros cânceres sociais.

Assim temos situações iguais ou similares as do massacre dos Sem Terra em Eldorado dos Carajás nos anos 90, o massacre do Carandiru também nos anos 90, a chacina dos meninos de rua na Candelária (RJ), o assassinato de lideranças camponesas, populares e sindicais que acontecem em todo o país, o trabalho escravo, crime hediondo contra a humanidade e que persiste no Brasil e, agora mais recentemente, a barbárie cometida pelo estado contra os moradores da ocupação do bairro Pinheirinho em São Paulo.

O caos social cresce lentamente empurrado para debaixo do tapete dos interesses das classes dominantes e daqueles que um dia juraram combater tal situação, mas que agora, cooptados pela fraseologia do respeito às “instituições democráticas e ao estado de direito” fecham os olhos e viram as costas ao sofrimento de milhares de seres humanos espalhados por este imenso país. Para tentar apaziguar a voz de suas consciências (se é que ainda têm) se apegam as estatísticas oficiais que demonstram a melhoria na qualidade de vida de uma parcela da sociedade.

Por isto e por outras razões a minoria “xiita” rema firme contra as correntezas do comodismo e persiste no seu caminho contra a corrente daqueles que escolheram a rendição como forma de acertar suas próprias vidas aceitando sempre o “mal menor”. Tolos que se esquecem que o mal menor também pode crescer na terra fértil da conciliação de classes tornando-se assim o mal puro e simplesmente. Todo câncer nasce pequeno até tomar conta do organismo matando-o lentamente.

A revolução nos dias de hoje não só uma utopia enraizada nos corações de uma minoria radical. Ela é, antes de mais nada, uma necessidade história global porque sem ela a humanidade sucumbirá diante da ganância de uns poucos que se acham donos de tudo, do mundo e dos outros seres humanos. Eu me coloco no campo dessa minoria de “loucos” que não se curvam e não se rendem. A morte é uma certeza. Quando ela chegar quero que me encontre lutando, firme e em pé, contra as injustiças deste mundo. É preferível terminar meus dias assim a curvado de joelhos conformado bajulando os parasitas que nos oprimem.

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AÇÃO DIRETA

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O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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