Click na imagem para acessar o site

Click na imagem para acessar o site
click na imagem para acessar o site
"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CUT é contra decisão do governo de aumentar superávit para enfrentar a crise econômica

29/08/2011


Para combater a crise, o governo precisa manter as políticas públicas e sociais e fortalecer o mercado interno, diz Artur Henrique

Escrito por: Marize Muniz

O governo decidiu aumentar o superávit primário - economia que o governo faz para pagar os juros da dívida - para conter os efeitos da crise econômica mundial e permitir a redução dos juros. Para o governo, as medidas de aperto fiscal ajudam o Banco Central a iniciar mais rapidamente a redução da taxa básica de juros.

O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, na manhã desta segunda-feira (29) para representantes da CUT e das demais centrais sindicais. Dilma disse aos sindicalistas que a decisão é necessária para que o governo possa enfrentar a crise sem abrir mão dos investimentos sociais.

Para o presidente da CUT, Artur Henrique, “essa decisão vai contra a visão da CUT de que é preciso fortalecer o mercado interno e manter as políticas públicas e sociais”. Durante a reunião, Artur, deixou claro que a central não concorda com o aumento do superávit e alertou que a manutenção das políticas públicas e sociais depende fundamentalmente do papel do Estado. Segundo ele, o governo quis dar um sinal de austeridade fiscal ao mercado como se, com isso, a redução da taxa de juros fosse automática.

“A presidenta acha que as medidas criam as condições para diminuir as taxas de juros e nós achamos que se não houver mobilização da sociedade, a taxa não cai. Por isso, a CUT vai realizar mobilizações esta semana para pressionar o COPOM a baixar a taxa”, disse Artur, que completou “o que sangra o Brasil é essa taxa de juro criminosa; é o dinheiro que sai do nosso orçamento e vai direto para o bolso dos especuladores. O que o país precisa é de uma redução drástica da taxa de juros”.

O COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central, grupo quedefine as diretrizes da política monetária e a taxa básica de juros do País, se reúne nestas terça e quarta-feiras para decidir a nova taxa de juros.

Artur defendeu mais investimentos do Estado na manutenção e fortalecimento das políticas públicas e sociais. Para ele, programas como o “Minha Casa, Minha Vida” e “Combate a Miséria” não podem corre o risco de ser prejudicados por essas medidas de aperto fiscal.

Superávit primário

Até julho deste ano, o esforço do governo para pagar os juros da dívida cresceu 111%, atingindo 78% da meta de R$ 117,9 bilhões para o ano todo.

AÇÃO DIRETA COMUNISTA PREPARA SEU 1º ENCONTRO REGIONAL DO PARANÁ.


Ação Direta Comunista prepara seu 1º Encontro Regional no Paraná


O Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC já iniciou os preparativos para a realização do seu 1º Encontro Regional do Paraná. O local onde o evento poderá ser realizado ainda está sendo estudado. Há grandes possibilidades de o encontro acontecer numa dessas cidades: Ponta Grossa, Apucarana, Londrina, Foz do Iguaçu, Curitiba ou Maringá. A escolha dependerá de questões como alojamentos, transporte e alimentação que serão rateados com todos os coletivos do estado que enviarão ou não representantes para o evento. Ao todo atuam no Paraná 23 coletivos organizados em 11 cidades.


Como o ADC é contra a doação de verbas por parte de sindicatos, de partidos políticos, governos e do estado caberá a cada militante ser responsável pela sua contribuição financeira, primeiro passo para a independência política frente a outros interesses que não sejam os da classe trabalhadora e da luta contra o capital.


Serão debatidas as seguintes questões: A militância anarco-comunista frente a crise do capital; O papel da esquerda institucional na defesa dos interesses do capital; Táticas e estratégias de combate aos sindicatos pelegos e burocratizados; Quem são os nossos aliados nessa nova etapa das lutas de classes; Organização e Plano de ação no estado e intervenção nos movimentos sociais.


O Encontro esta programado para acontecer durante três dias e suas resoluções serão publicadas no jornal Ação Direta e também na página do Coletivo na internet: http://daesquerda.blogspot.com


sábado, 27 de agosto de 2011

NOTA SOBRE O LULISMO.

A ideologia conservadora do Lulismo


“Não pode haver nada de mais pernicioso para as lutas dos trabalhadores que o conservadorismo de suas lideranças, a não ser essas mesmas lideranças”

Rui Amaro Gil Marques

Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC


O conservadorismo é uma ideologia que pode ser encontrada em todas as classes sociais, numas mais noutras menos. Ele é oriundo de uma forma de pensar o mundo e a relação dos homens entre si e com as forças da natureza.

Conservar para manter é a base do conservadorismo. O que faz dele uma ideologia predominantemente das classes mais abastadas, das elites econômicas e políticas. Conservar o povo ignorante para manter o poder sobre ele, manter a miséria e a fome para conservar a subserviência dos necessitados e assim o controle da sociedade. Essa tem sido a tônica das relações de poder na história das sociedades humanas.

Mas quando essa forma de pensar, de agir, quando essa ideologia se torna também a ideologia daqueles que a principio deveriam combatê-la ela se transforma em reação contra mudanças mais profundas na forma de como os homens devem se relacionar e organizar e dividir socialmente as forças produtivas, em especial o trabalho.

E essa forma nociva de imaginar a sociedade se apresenta com afirmações do tipo “o salário é pouco, mas é melhor pingar do que secar”, “quanto mais o patrão ganhar dinheiro mais empregos ele vai gerar”, “sem os ricos os pobres vão ficar ainda mais pobres”, “sem ordem não pode haver progresso” e coisas do gênero.

Nos movimentos políticos daqueles que se encontram na condição de subalternos essa ideologia cria e fortalece as ilusões necessárias para que suas reivindicações não ultrapassem os limites impostos pelos interesses das classes dirigentes. Lutar por melhores salários sim, mas se deve preservar o sistema de exploração do trabalho assalariado. Porque acabar com essa exploração é também acabar com os salários. Um raciocínio mecanicista que não leva em consideração outras variantes que possibilitam a substituição dessa condição por outra mais rentável para os trabalhadores e para o conjunto da sociedade.

No Brasil de hoje cabe ao Lulismo* e suas variantes regionais a defesa e propagação dessa ideologia no interior dos movimentos sociais, especificamente no sindical onde atuam militantes ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT). O Lulismo nasceu do carisma do ex-sindicalista e ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva cuja trajetória é marcada por embates contra o patronato e a ditadura militar nas décadas de 70 e 80.

Lula, um dos fundadores do PT e depois da Central Única dos Trabalhadores (CUT) sempre pautou suas ações pela “negociação” antes de partir para o enfrentamento. Lula nunca escondeu de ninguém que “sempre atuou enquanto sindicalista e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para conseguir reajustes salariais para os operários, preservar empregos e não prejudicar os patrões”.

Na visão de Lula o que seria prejudicar os patrões? Seria talvez colaborar na organização dos operários para irem além das reivindicações meramente econômicas e questionarem o sistema social como um todo? Em sua militância sindical e partidária contra a ditadura militar Lula sempre se colocou como não afeto das ideologias extremistas de esquerda, notadamente dos comunistas.

Na presidência da República, depois de anos como candidato do seu partido junto a outros menores, Lula manteve a sua pratica do dialogo buscando resolver as contradições da sociedade brasileira através de consensos estabelecidos de cima para baixo onde os interesses das classes dirigentes ficassem longe de questionamentos por parte das demais classes sociais.

As principais ações de governo do presidente Lula sempre foram pautadas pelo conservadorismo político. O que comprometeu a luta dos movimentos sociais controlados pelo seu partido (PT). Não é a toa que a reforma agrária passados quase 10 anos de governo petistas a frente da presidência da República ainda não se quer iniciada. Ao invés de atacar as causas das desigualdades econômicas e sociais os governos petistas aumentaram os investimentos em programas sociais como o Bolsa Família e o Fome Zero.

Não que esses investimentos deixem de ser necessários, mas só eles não resolvem os graves problemas sociais que afligem a sociedade brasileira.

Na educação esse conservadorismo também se encontra presente. Lula e depois Dilma criaram programas para facilitar o acesso dos jovens às universidades, mas não mexeram no sistema que exclui esses mesmos jovens dessas universidades. E o que é pior, mantiveram e ainda mantém os repasses de dinheiro público para as escolas e universidades privadas prejudicando os investimentos governamentais na educação pública. Os donos das escolas e universidades privadas continuam obtendo lucros cada vez maiores graças a benevolência do Lulismo.

No plano das lutas sindicais o Lulismo levou os sindicatos a uma prática de controle das reivindicações dos trabalhadores e em acordos com o empresariado levando em consideração os interesses da indústria. Manter os lucros das empresas para preservar e gerar mais empregos.

Essa é a ótica desenvolvimentista do lulismo, uma ideologia que se espalha pelo movimento sindical e pelo conjunto dos quadros e militantes do PT. Daí as justificativas para o favorecimento, através dos bancos estatais, aos grandes negócios, às grandes obras e ao agro-neg ócio. Conservar a riqueza das classes dominantes para que os pobres possam ter empregos, comer melhor e participar do consumismo desenfreado dessa sociedade.

E dialeticamente é esse mesmo Lulismo que vai aprofundando com suas políticas de governo as desigualdades sociais brasileiras. Fato esse que cedo ou tarde exigirá uma nova tomada de lutas por parte dos trabalhadores em defesa de suas conquistas, direitos e por melhores condições de vida e de trabalho. Mas até que isso venha a acontecer o estrago ideológico já foi feito.

MAIS UM TRABALHADOR RURAL É ASSASSINADO NO PARÁ


Jeane Freitas
Jornalista da Adital
Adital

Nesta quinta-feira (25), mais um caso se somou à lista de assassinatos de trabalhadores rurais que ocorre com tamanha impunidade no estado do Pará, região Norte do Brasil. Dessa vez a vítima foi Valdemar Barbosa de Oliveira, 54 anos, que trafegava em sua bicicleta, quando foi abordado por dois pistoleiros e terminou sendo morto a tiros. O agricultor é a sexta vítima desde maio deste ano e a polícia ainda não se manifestou sobre a autoria do crime, que aconteceu em Marabá.

Os movimentos da região e a Comissão de Pastoral da Terra (CPT) estão se mobilizando para marcar uma audiência para a próxima semana com o secretário de Segurança Pública sobre o caso do agricultor e dos demais assassinados.

Valdemar foi morto na Avenida Belém-Brasília, no bairro São Félix, periferia de Marabá. O agricultor já havia registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil, informando que vinha sendo ameaçado de morte desde o início do ano.

Valdemar tinha ligação com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Marabá, e coordenou por muitos anos as famílias ocupantes da fazenda Estrela da Manhã, na mesma cidade. O agricultor residia na ocupação Folha 06 no bairro Nova Marabá, que ajudou a ocupar. Ele coordenava ainda, a mais de um ano, as famílias que ocupavam a fazenda Califórnia no município de Jacundá. Como a terra não foi desapropriada para a reforma agrária, as famílias foram despejadas pela polícia militar do estado.

PSTU - LIT: O NOVO PORTA VOZ DO IMPERIALISMO NA ESQUERDA REVISIONISTA

O novo porta-voz “de esquerda” da OTAN: a LIT! No Brasil o seu representante é o PSTU

“O sanguinário regime de Muamar Kadaffi, na Líbia, está desmoronando. O mundo inteiro assiste comovido as imagens de rebeldes armados, acompanhados pela população faminta e sedenta por liberdades democráticas, entrando na capital Trípoli como parte da ofensiva final de uma guerra civil que já dura mais de cinco meses”.

Não (!), estas frases não foram proferidas pelo apresentador global Wiliam Boner (Simpson), nem tampouco pelo âncora da CNN Anderson Cooper (Field), apesar da frenética campanha da mídia imperialista contra o regime nacionalista burguês de Kadaffi, para dar legitimidade à ofensiva criminosa da OTAN contra a população da Líbia. Parece inacreditável, mas existem no interior da “esquerda” revisionista forças ainda mais pró-imperialistas do que a CNN, FOX e GLOBO, todas juntas!

A citação acima é parte da mais recente declaração da LIT (26/08/2011) sobre a guerra civil ainda em curso na Líbia, apesar dos enormes esforços militares da OTAN em aniquilar “de uma só vez” a verdadeira resistência popular à ocupação imperialista de seu país.

Leia este artigo na íntegra no BLOG político da LBI: http://lbi-qi.blogspot.com/

O MUNDO DO CAPITAL A BEIRA DO CAOS

O mundo à beira do caos

por Miguel Urbano Rodrigues

A crise do capitalismo é tão profunda que até os líderes dos EUA e da União Europeia e os ideólogos do neoliberalismo assumem essa realidade. Estão alarmados por não enxergarem uma solução que possa deter a corrida para o abismo. Esforçam-se sem êxito para que apareça luz no fim do túnel.

Apesar das contradições existentes, os EUA e as grandes potências da União Europeia puseram fim às guerras inter-imperialistas – como a de 1914-18 e a de 1939-45 – substituindo-as por um imperialismo colectivo, sob a hegemonia norte-americana, que as desloca para países do chamado Terceiro Mundo submetidos ao saque dos seus recursos naturais.

Mas a evolução da conjuntura mundial demonstra também com clareza que a crise do capital não pode ser resolvida no quadro de uma "transnacionalização global", tese defendida por Toni Negri e Hardt no seu polémico livro em que negam o imperialismo tal como o definiu Lenine. Entre os EUA e a União Europeia (e os países emergentes da Ásia e da América Latina) existe um abismo histórico que não foi nem pode ser eliminado em tempo previsível.

A crescente internacionalização da gestão não desemboca automaticamente na globalização da propriedade. O Estado transnacional, a que aspiram uma ONU instrumentalizada, o FMI, o Banco Mundial e a OMC é ainda uma aspiração distante do sistema de poder. [1]

O caos em que o mundo está a cair ilumina o desespero do capital perante a crise pela qual é responsável.

A ascensão galopante da direita neoliberal ao governo em países da União Europeia ressuscita o fantasma do fascismo na República de Weimar. A História não se repete porem da mesma maneira e é improvável que a extrema-direita se instale no Poder no Velho Mundo. Mas a irracionalidade do assalto à razão é uma realidade.

O jogo do dinheiro nas bolsas é hoje muito mais importante na acumulação de gigantescas fortunas do que a produção. O papel dos "mercados" – eufemismo que designa o funcionamento da engrenagem da especulação nas manobras do capital – tornou-se decisivo no desencadeamento de crises que levam à falência países da União Europeia. Uma simples decisão do gestor de "uma agência de notação" pode desencadear o pânico em vastas áreas do mundo.

O surto de violência em bairros degradados de Londres, Birmingham, Manchester e Liverpool alarma a Inglaterra de Cameron e motiva nas televisões e jornais ditos de referência torrentes de interpretações disparatadas de sociólogos e psicanalistas que falam como porta-vozes da classe dominante.

Em Washington, congressistas influentes manifestam o temor de que, o "fenómeno britânico" alastre aos EUA e, nos guetos das suas grandes cidades, jovens latinos e negros imitem os da Grã-Bretanha, estimulados por mensagens e apelos no Twitter e no Facebook.

Mas enquanto a pobreza e a miséria alastram, mesmo nos países mais ricos, a crise não afecta os banqueiros e os gestores das grandes empresas. Segundo a revista Fortune, as fortunas de 357 multimilionários ultrapassam o PIB de vários países europeus desenvolvidos.

Nos EUA, na Alemanha, na França, na Itália os detentores do poder proclamam que a democracia política atingiu um patamar superior nas sociedades desenvolvidas do Ocidente. Mentem. A censura à moda antiga não existe. Mas foi substituída por um tipo de manipulação das consciências eficaz e perverso. Os factos e as notícias são selecionados, apresentados, valorizados ou desvalorizados, mutilados e distorcidos, de acordo com as conveniências do grande capital. O objectivo é impedir os cidadãos de compreender os acontecimentos de que são testemunhas e o seu significado.

Os jornais e as cadeias de televisão nos EUA, na Europa, no Japão, na América Latina dedicam cada vez mais espaço ao "entretenimento" e menos a grandes problemas e lutas sociais e ao entendimento do movimento da História profunda.

Os temas impostos pelos editores e programadores – agentes mais ou menos conscientes do capital – são concursos alienantes, a violência em múltiplas frentes, a droga, o crime, o sexo, a subliteratura, o quotidiano do jet set, a vida amorosa de príncipes e estrelas, a apologia do sucesso material, as férias em lugares paradisíacos, etc.

Evitar que os cidadãos, formatados pela engrenagem do poder, pensem, é uma tarefa permanente dos media.

As crônicas de cinema, de televisão, a música, a crítica literária reflectem bem a atmosfera apodrecida do tipo de sociedade definida como civilizada e democrática por aqueles que, colocados na cúpula do sistema de poder, se propõem como aspiração suprema a multiplicar o capital.

Em Portugal surgiu como inovação grotesca um clube de pensadores; e os debates na televisão e as mesas redondas e entrevistas com dóceis comentadores, mascarados de "analistas", são insuportáveis pela ignorância, hipocrisia e mediocridade da quase totalidade desses serventuários do capital. Contra-revolucionários como Mário Soares, António Barreto, Medina Carreira, Júdice; formadores de opinião como Marcelo Rebelo de Sousa, um intoxicador de mentes influenciáveis que explica o presente e prevê o futuro como se fora o oráculo de Delfos; jornalistas his master's voice, como Nuno Rogeiro e Teresa de Sousa; colunistas arrogantes que odeiam o povo português e a humanidade, como Vasco Pulido Valente, pontificam nos media imitando bruxos medievais, servindo o sistema em exercícios de verborreia que ofendem a inteligência.

O Primeiro-ministro e o seu lugar-tenente Portas, exibindo posturas napoleônicas, pedem "sacrifícios" e compreensão aos trabalhadores enquanto, submissos, aplicam o projeto do grande capital e cumprem exigências do imperialismo.

Desde o inicio do primeiro governo Sócrates, o que restava da herança revolucionária de Abril foi mais golpeado e destruído do que no quarto de século anterior.

Ao Portugal em crise exige-se o pagamento de uma factura enorme da crise maior em que se afunda o capitalismo.

Nos EUA, pólo hegemônico do sistema, o discurso do Presidente Obama, despojado das lantejoulas dos primeiros meses de governo, aparece agora como o de um político disposto a todas as concessões para permanecer na Casa Branca. A sua última capitulação perante o Congresso estilhaçou o que sobrava da máscara de humanista reformador. Para que o Partido Republicano permitisse aumentar de dois biliões de dólares o tecto de uma dívida pública astronômica – já superior ao Produto Interno Bruto do país – aceitou manter intocáveis os privilégios indecorosos usufruídos por uma classe dominante que paga impostos ridículos e golpear duramente um serviço de saúde que já era um dos piores do mundo capitalista. A contrapartida da debilidade interior é uma agressividade crescente no exterior.

Centenas de instalações militares estado-unidenses foram semeadas pela Ásia, Europa, América Latina e África.

Mas "a cruzada contra o terrorismo" não produziu os resultados esperados. As agressões americanas aos povos do Iraque e do Afeganistão promoveram o terrorismo em escala mundial em vez de o erradicar. Crimes monstruosos foram cometidos pela soldadesca americana no Iraque e no Afeganistão. O Congresso legalizou a tortura de prisioneiros. A "pacificação do Iraque", onde a resistência do povo à ocupação é uma realidade não passa de um slogan de propaganda. No Afeganistão, apesar da presença de 140 mil soldados dos EUA e da NATO, a guerra está perdida.

Os bombardeamentos de aldeias do noroeste do Paquistão por aviões sem piloto, comandados dos EUA por computadores, semeiam a morte e a destruição, provocando a indignação do povo daquele país.

O bombardeamento da Somália (onde a fome mata diariamente milhares de pessoas) por aviões da USAF, e de tribos do Iémen que lutam contra o despotismo medieval do presidente Saleh tornou-se rotineiro. Como sempre, Washington acusa as vítimas de ligações à Al Qaeda.

Na África, a instalação do AFRICOM, um exército americano permanente, e a agressão da NATO ao povo da Líbia confirmam a mundialização de uma a estratégia imperial.

O terrorismo de Estado emerge como componente fundamental da estratégia de poder dos EUA.

Obviamente, Washington e os seus aliados da União Europeia tentam transformar o crime em virtude. Os patriotas que no Iraque, no Afeganistão, na Líbia resistem às agressões imperiais são qualificados de terroristas; os governos fantoches de Bagdad e Cabul estariam a encaminhar os povos iraquiano e afegão para a democracia e o progresso; o Irão, vítima de sanções, é ameaçado de destruição; o aliado neofascista israelense apresentado como uma democracia moderna.

A perversa falsificação da Historia é hoje um instrumento imprescindível ao funcionamento de uma estratégia de poder monstruosa que, essa sim, ameaça a Humanidade e a própria continuidade da vida na Terra.

O imperialismo acumula porém derrotas e os sintomas do agravamento da crise estrutural do capitalismo são inocultáveis.

O capitalismo, pela sua própria essência, não é humanizável. Terá de ser destruído. A única alternativa que desponta no horizonte é o socialismo. O desfecho pode tardar. Mas a resistência dos povos à engrenagem do capital que os oprime cresce na Ásia, na Europa, na América Latina, na África. Eles são o sujeito da História e a vitória final será sua.

Vila Nova de Gaia, 15/Agosto/2011
[1] Estes temas são tratados em profundidade pelo economista argentino Claudio Katz num livro a ser editado brevemente.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PARA VENCERMOS A CRISE E O CAPITAL.

PELA ORGANIZAÇÃO INDEPENDENTE DOS TRABALHADORES, ÚNICA FORMA DE VENCER A LUTA CONTRA O CAPITAL.


Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC

Brasil, 25/08/2011


O cerco está sendo fechado. As potencias capitalistas sabem que para o seu sistema degradante continuar a existir são necessárias a destruição e a guerra. Os ataques militares aos povos do chamado terceiro mundo (África, Ásia e Oriente Médio) são a demonstração clara de quais são os objetivos dos senhores do mundo. A pilhagem de todas as riquezas do planeta e o silêncio daqueles que ousem contestar essa ordem. Diga-se de passagem que esse silêncio significa muitas vezes o assassinato de militantes contrários aos interesses do capital. O que vem acontecendo no Brasil e na América Latina frequentemente sem que nenhum governo tome uma atitude.

Os trabalhadores e os demais explorados e excluídos não podem esperar outra atitude dos seus governantes e do estado. Nenhum partido dessa esquerda institucionalizada, por mais socialista, revolucionário, comunista ou radical que se afirme, tem as condições necessárias para levar adiante as nossas lutas contra os capitalistas e o imperialismo. Todos estão comprometidos com a democracia dos ricos, da espoliação, da miséria e da violência contra a população pobre e marginalizada.

Não é votando nos candidatos do partido A ou do partido B que os trabalhadores irão conseguir derrotar a ganância dos patrões e mudar as suas condições de vida, de explorados. Aí estão quase 10 anos de governos federais do PT e o latifúndio nunca esteve tão arrogante e dono de si. A reforma agrária no governo de colaboração de classes do PT não sai do papel e dos discursos dos seus candidatos e parlamentares demagogos e vendidos ao capital. Cresce a violência no campo. Só este ano já tivemos quase 20 trabalhadores rurais e camponeses assassinados por lutarem pela reforma agrária e contra a devastação ambiental provocada pelo latifúndio e o agro-negócio.

O PCdoB, parte desse governo de colaboração de classes, nos ministérios que ocupa e nas estatais se comporta como todos os partidos da ordem. Não é a toa que o deputado Aldo Rabelo tenha sido escolhido para relator do projeto de mudança do Código Florestal Brasileiro. Rabelo se tornou o “comunista” mais festejado e defendido pelos capitalistas, latifundiários e agro-negócio. Os seus interesses nunca foram tão bem protegidos como agora pelo deputado “comunista”.

Nesses quase 10 anos de governo de colaboração de classes onde o PT desempenha o papel principal de fiador das políticas anti-populares e entreguistas a organização dos trabalhadores vem sofrendo uma derrota atrás da outra. As centrais sindicais controladas pelos burocratas de sempre agem no sentido de manter a classe trabalhadora alienada e em silêncio frente aos ataques que vem sofrendo sistematicamente aos seus direitos e conquistas sociais.

A crise econômica que promove estragos pela Europa e Estados Unidos logo chegará ao nosso continente. É só uma questão de tempo. Os capitalistas cientes disso já pressionam os governos a tomarem medidas para resguardar os seus negócios e os seus lucros oriundos do roubo e da manipulação.

Conclamamos a todos os trabalhadores e trabalhadoras, a juventude e os demais explorados e marginalizados a se unirem a nós. A nossa tarefa principal é nos organizarmos de maneira independente desses partidos de esquerda bancados pelo capital. Somos nós quem devemos levar adiante as nossas lutas contra esse sistema brutal que nos oprime e destrói o planeta. Delegar essa tarefa aos partidos políticos e seus sindicatos é o mesmo que nos rendermos sem lutar. Chega de traições! O futuro da classe trabalhadora e do planeta está em nossas mãos. A nossa única alternativa é a disposição e a vontade de lutar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

BRASIL: TWEETAÇO CONTRA BELO MONTE


Adital

Buscando ampliar os protestos contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Estado do Pará, organizações e ativistas sociais programaram para esta quinta-feira, dia 25 de agosto, das 08h às 23h, um "Ato Mundial em 140 caracteres”. A iniciativa tem como objetivo promover um tweetaço, através da utilização das hashtags #BeloMonteNao e #PareBeloMonte.

Além de se manifestarem contra os impactos ambientais e sociais da obra, e de lutarem pela paralisação do megaempreendimento, o ato visa também protestar contra os sistemas bancários aliados ao projeto. Com o título "Belo Monte: com o meu dinheiro não!”, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), reconhecido como o maior financiador da construção da usina de Belo Monte, assim como outros bancos privados e públicos envolvidos com a hidrelétrica, serão alvos de protestos.

Os interessados em participar do "Ato Mundial em 140 caracteres” podem encaminhar os seus tweets para os perfis: @BNDES, @bndes_imprensa, @Eletrobras, @dilmabr, @BeloMonte, @uhebelomonte, @EPE_Brasil, @brasil_IBAMA, @VALE_Carreiras, @CamargoCorrea, @BancodoBrasil, @Bradesco, @bradesco_ri, @santander_br e @blogplanalto.



PARAGUAY: PECUARISTAS BRASILEIROS EXPULSAM ÍNDIOS E DERRUBAM FLORESTAS.

Jeane Freitas
Jornalista da Adital
Adital

Terras indígenas ancestrais do Paraguai estão sofrendo ameaças por parte de pecuaristas brasileiros que se recusam a devolver o território pertencente ao povo indígena isolado Ayoreos, que recebeu título de propriedade da terra em 2010. A menos que o governo paraguaio lhes permita desmatar uma grande área de terras adjacentes, os grandes pecuaristas não devolverão a terra aos seus donos originais. A área fica no extremo norte do Paraguai na fronteira com Brasil.

As empresas têm causado grandes estragos na região, situação que tem expulsado várias tribos de seus locais de origem. Somente este ano, as empresas brasileiras pecuárias BBC S.A e River Plate S.A foram flagradas em duas ocasiões devastando a área. Quase quatro mil hectares de terra foram desmatadas na região que é habitada por tribos indígenas isoladas.

A ação só foi descoberta por conta das imagens via satélite divulgadas pela organização em favor dos povos indígenas ‘Survival Internacional', que resultou na abertura de um processo contra as empresas acusadas de extrair madeira ilegal. Essa semana, novas imagens foram divulgadas. As imagens via satélite têm ajudado na identificação dos criminosos.

CHILE: 250 MIL MARCHAM EM SANTIAGO NESTA QUINTA-FEIRA


Karol Assunção
Jornalista da Adital

Marchas e manifestações marcaram o segundo dia de Paralisação Nacional no Chile.

Os primeiros informes que chegam revelam que as quatro marchas realizadas na manhã desta quinta-feira (25) na capital chilena reuniram cerca de 250 mil pessoas. Representantes de organizações estudantis ainda convocaram a Jornada Continental de Lutas da Juventude Latino-Americana, que acontecerá em março de 2012.

Cerca de 250 mil pessoas estiveram hoje nas ruas de Santiago para as marchas do segundo dia de Paralisação Nacional. De acordo com informações da Central Unitária de Trabalhadores (CUT), as marchas saíram de quatro pontos da capital chilena: Mapocho, Estação Central, San Diego con Placer e Praça Italia. Os manifestantes ocuparam as ruas até por volta das 13h30 (horário local).

As 48 horas de mobilização nacional reúnem mais de 80 organizações sociais, políticas e sindicais do país por um novo Código do Trabalho, reforma do sistema tributário, nova Constituição Política do Estado e educação pública gratuita. De acordo com Camila Vallejo, presidenta da Confederação dos Estudantes Chilenos (Confech), participam das manifestações estudantes, trabalhadores, sindicalistas, entre outros atores sociais. "[As manifestações] mostram a diversidade e a riqueza de movimentos que temos no Chile”, afirma.

A mobilização também mostra o descontentamento popular com o governo de Sebastián Piñera, presidente chileno. De acordo com a líder estudantil, o governo assumiu uma postura intransigente, sem abertura para o debate. "A discussão [ocorre] somente através dos meios [de comunicação] que ele domina”, comenta.

Para Camila, falta vontade por parte do Governo para mudar a situação do país. "Não há vontade, há intransigência. Não há vontade de mudança, nada mudou”, aponta.

Na tarde de hoje, a Central Unitária dos Trabalhadores realiza um balanço das atividades. A Paralisação Nacional de 48 horas se encerra na noite de hoje com mais panelaços. Segundo Camila, nos próximos dias, as organizações planejarão mais protestos e manifestações. "A mobilização não termina aqui. Vamos avaliar e seguir adiante”, assegura.

Educação


A Paralisação Nacional chilena se soma aos protestos realizados há três meses por estudantes por uma educação pública no país. Camila Vallejo, presidenta da Confederação dos Estudantes Chilenos (Confech), afirma que a demanda principal é pela garantia da educação como direito universal. "Queremos uma mudança de paradigma do modelo da educação, pois a educação aqui no Chile é vista como um bem de consumo, uma mercadoria para o lucro”, comenta.

FRIGORÍFICOS: SINDICATOS REALIZAM SEMINÁRIO NACIONAL




Seminário sobre NR do setor Frigorífico reúne entidades sindicais em Curitiba (PR).

Evento foi organizado pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA PR).

Rui Amaro Gil Marques

Da Assessoria de Comunicação da FTIA PR

Curitiba recebeu nesta terça-feira (23) no salão de Conferências do Hotel Granville representantes de entidades sindicais, membros do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Fundacentro para o Seminário sobre a Norma Reguladora (NR) do Setor Frigorífico Brasileiro. O evento foi organizado pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação da CUT (CONTAC).

O seminário foi aberto pelo presidente da CUT Paraná, Roni Barbosa, que destacou a importância dos sindicatos estarem buscando normatizar o setor frigorífico para que os trabalhadores tenham melhores condições de trabalho e não continuem expostos às doenças laborais e aos acidentes de trabalho tão constantes nesse segmento da indústria brasileira.

O próximo a fazer uso da palavra foi Siderlei de Oliveira, presidente da CONTAC, que enfatizou a necessidade dos sindicatos fiscalizarem o cumprimento da NR pelas empresas depois que ela estiver concluída e aprovada. “Não podemos deixar que essa NR vire apenas mais uma norma que não é cumprida pelos patrões”, frisou Siderlei.

O Procurador do Trabalho Sandro Sarda, de Santa Catarina, leu para os presentes os artigos da NR e também utilizou de projetor para explicar o alcance da norma em discussão. Sarda avaliou que essa NR é um avanço para o setor e caberá aos sindicatos a responsabilidade de exigir a sua aplicabilidade.

Ernane Garcia, presidente da FTIA PR, argumentou que não basta somente essa NR para melhorar o ambiente de trabalho nos frigoríficos. Para Ernane já existe toda uma legislação que defende os trabalhadores, mas por falta de agilidade dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização elas não são respeitadas pelas empresas. Garcia também lembrou que cabe aos sindicatos a defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores e que isso significa uma maior presença dessas entidades nas fábricas e empresas conversando e informando-os. O que, ainda segundo Garcia, são poucos os sindicatos que agem dessa maneira.

Em sua fala Paulo Rogério de Oliveira, da Universidade de Brasília (UNB), destacou os problemas do ambiente de trabalho no setor frigorífico afirmando que essas empresas não cumprem a legislação trabalhista por acreditarem na impunidade, na falta de fiscalização e por se apegarem a uma relação atrasada com o quadro de funcionários. Para Paulo tudo isso se deve a uma forte herança escravocrata que ainda permeia o setor produtivo brasileiro. “O trabalho não precisa ser necessariamente algo penoso, exaustivo, fonte de estresse, de doenças laborais e de acidentes que mutilam e matam milhares de trabalhadores a cada ano.

Participaram ainda do seminário Dr. Paulo Roberto Cervo, do Ministério do Trabalho e Emprego que elogiou a qualidade das discussões e das intervenções feitas pelos dirigentes sindicais presentes.

Participaram do evento as seguintes entidades sindicais: Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA), Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação da CUT (CONTAC), Central Única dos Trabalhadores (CUT Paraná), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Arapongas (PR), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Apucarana (PR), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Cascavel (PR), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Cianorte (PR), Sindicato dos Empregados nas Indústrias de Alimentação de Umuarama (PR), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Dois Vizinhos (PR), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, Frigoríficos e Avícolas de Toledo (PR), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados, Laticínios e Derivados, Rações e Derivados de Castro/Carambeí (PR), Sindicato das Indústrias do Mate, Carnes e Derivados de Curitiba e Região Metropolitana (PR), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Francisco Beltrão (PR), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Frigoríficos do Rio de Janeiro (RJ), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes da Bahia (BA), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes de Mogimirim, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e de Alimentação de Chapecó (SC), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e de Alimentação de Uberlândia (MG), Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Espírito Santo (ES), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes de Serra (ES), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Carnes de Serafina Correia (SC) e Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Alimentação de Criciúma (SC).

sábado, 20 de agosto de 2011

O TRABALHO SE DIZ PREJUDICADO NA 13 PLENÁRIA ESTADUAL DA CUT PARANÁ




CUT Paraná realizou 13ª Plenária Estadual

Evento reuniu representantes sindicais de todo o estado do Paraná e membros de movimentos sociais e políticos.


Por Rui Amaro Gil Marques

Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC

Fotos: Rui Amaro.


A Central Única dos Trabalhadores CUT Paraná realizou neste final de semana na Associação Banestado, em Praia de Leste - Município de Pontal do Paraná, a sua 13ª Plenária Estadual. Participaram do evento 270 trabalhadores inscritos como delegados, divididos entre 113 mulheres e 157 homens de 41 sindicatos de todo o estado. No evento os participantes debateram a conjuntura política e econômica internacional e estadual e também fizeram o balanço da atual diretoria da Central bem como organizaram o plano de ação da CUT Paraná para o próximo período.

A abertura do encontro se deu às 19h com a presença do presidente estadual da CUT, Roni Barbosa; do secretário de finanças e administração da CUT Nacional, Vagner Freitas; do integrante da frente de massa do MST, Ramon Brizola; do diretor de Relações Institucionais da Federação Árabe- Palestina do Brasil, Ualid Rabah; além de representantes da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Fórum Estadual de Economia Solidária (FES).

Depois de muitos debates e de reuniões das tendências políticas que atuam no interior da CUT na sexta a noite, no sábado de manhã foi realizada a eleição dos delegados à Plenária Nacional da entidade que teve como chapa vencedora a chapa 2 composta por militantes da Articulação Unidade na Luta e Cut Democrática e Socialista, que fez cerca de 78% dos votos válidos. Já a chapa 1 formada quase que exclusivamente por militantes do O Trabalho fez 17% dos votos e reivindica o direito de enviar um delegado para a Plenária Nacional em outubro. Abstenções ficaram em 5%.

De acordo com os membros do O Trabalho as demais correntes desrespeitaram o regimento da plenária que determinava que a votação deveria ser realizada por escrutínio secreto, o que não foi seguido pela mesa diretora. Alegam também que as regras da proporcionalidade não foram seguidas propositadamente para prejudicá-los. Eles prometeram recorrer para a CUT Nacional. Também foi realizada uma recomposição dos cargos na direção estadual que se encontravam vazios.

O que se ouviu também foram discursos acalorados em defesa do governo Lula/Dilma e do governo Dilma/Temer contra as criticas disparadas pela corrente O Trabalho que se posicionou contra as privatizações dos aeroportos e a redução das contribuições das empresas para a Previdência Social feitas pelo governo no Pacote Brasil Maior no início deste mês.


E-MAIL ENVIADO PELA MARISA, DA CUT PARANÁ: "Li seu blog sobre a questão do O Trabalho. Professor Cafú (que é dessa corrente) falou na Plenária que na CUT eles não são do O Trabalho. Isso é só no PT. E para corrigir a chapa eleita fez 75% dos votos. As correntes majoritárias estão considerando abrir uma vaga para a chapa do professor Cafú."


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Abuso sexual não tem graça

SECRETARIA NACIONAL DE MULHERES DO PSTU


• Talvez você não perceba. Talvez até ache graça. Mas a violência contra as mulheres está sendo incentivada dentro da sua casa, de forma nada sutil, no humorístico Zorra Total. No principal quadro do programa, chamado “Metrô Zorra Brasil”, todos os sábados à noite, duas amigas travam um diálogo dentro do vagão lotado. Na fórmula do roteiro, lá pelas tantas, em todos os episódios, um sujeito se aproxima, encosta e bolina a mulher de várias formas. No episódio do dia 9 de julho, o quadro mostrou a mulher sendo “tocada” em suas partes íntimas com a “batuta” de um maestro.A mulher atacada, Janete (Thalita Carauta), cochicha com sua amiga Valéria (Rodrigo Sant’anna), que, ao invés de defendê-la, diz: “aproveita. Tu é muito ruim, babuína. Se joga”. A claque ri.O ataque relatado pelo programa acontece todos os dias com milhares de mulheres no nosso país. Só nós mulheres podemos medir a humilhação pela qual passamos nos trens e ônibus lotados e suas consequências. Não tem graça.


No metrô de São Paulo, o mais lotado do mundo, numa manhã de abril, uma jovem trabalhadora foi violentada sexualmente num vagão da linha verde, considerada uma das melhores. Um crápula a segurou pelo braço, ameaçou, enfiou a mão sob sua saia, rasgou sua calcinha e a tocou. Os passageiros perceberam, tentaram agir, mas o homem fugiu. O caso foi registrado como estupro na 78º DP da capital paulista. Impossível rir disso. É sabido que a Rede Globo nunca foi uma defensora das mulheres e da diversidade. Neste momento mesmo, o diretor-geral da emissora exigiu que os autores da novela Insensato Coração acabassem com comentários favoráveis às bandeiras gays, e recomendou menos ousadia nas cenas entre os dois personagens homossexuais.Mas o Zorra Total foi longe demais. O quadro do programa incentiva a violência contra às mulheres e o estupro, de uma forma sistemática, já que o ataque é parte da estrutura permanente do texto. Ou seja, todas as semanas, a Rede Globo diz que as mulheres que sofrem abuso sexual devem “aproveitar” e “agradecer”, como se fosse uma dádiva.


Repete a lógica do humorista Rafinha Bastos que, pelo Twitter, escreveu que as feias deveriam agradecer ao serem estupradas. E está sendo processado por isso.O quadro tem alcançado liderança de audiência nas noites de sábado, atingindo cerca de 25 pontos de audiência. Ou seja, milhões de lares recebem toda semana a mensagem de que é natural abusar sexualmente de mulheres no metrô, nos trens, nos ônibus. Não é preciso muito para saber que o quadro certamente terá efeitos sobre esse público, naturalizando a violência contra a mulher, diminuindo a gravidade de um crime, tornando-o algo menor, sem importância.Essa brincadeira não tem graça. É no mínimo lamentável que o talento da dupla de humoristas esteja sendo desperdiçado em um quadro que incentiva o ataque às mulheres trabalhadoras. É revoltante que a emissora líder mantenha um programa que defende práticas tão nefastas, num país onde uma mulher é violentada a cada 12 segundos; onde uma mulher é assassinada a cada duas horas; onde 43% das mulheres sofrem violência doméstica.

MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA FLORESTA E CONTRA BELO MONTE EM SÃO PAULO.

AÇÃO DIRETA CONTRA BELO MONTE. VEJAM O VÍDEO.

domingo, 14 de agosto de 2011

ALDO REBELO (PCdoB) E A RECOMPENSA DA MOTO-SERRA: RURALISTAS APOIAM REBELO PARA VAGA NO TC.

Uma mão lava a outra


Manaira Medeiros

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP), que relatou o projeto do Código Florestal na Câmara, nunca conseguiu esconder o setor que defendia e para quem atuou nos últimos anos: os ruralistas. Depois de elaborar um relatório que atendia a todos os interesses do agronegócio e os grandes latifúndios, batendo de frente com ambientalistas e comunidade científica, passou a ser ovacionado por representantes do setor. Agora, veio a retribuição. Aldo contará com apoio de peso - 232 deputados - da bancada da motossera para disputar a eleição a ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Recompensa veio a cavalo.

As movimentações para conquistar a cadeira do ministro Ubiratan Aguiar, que se aposentou, andam a todo vapor em Brasília. Notícia divulgada pelo Valor Econômico aponta que há pelo menos 12 candidatos da base governista que trabalham seus nomes há meses. Aldo Rebelo surgiu no cenário somente há dez dias, mas cotado como o nome de consenso entre os ruralistas no Congresso. E com chances reais de vitória.

O cenário que se forma ao redor de Rebelo com vistas ao TCU mostra que o empenho dele nos últimos dois anos, período em que o projeto do Código tramitou na Câmara, não foi em vão. O deputado se manteve em contato com as principais lideranças da bancada do agronegócio e protagonizou embates públicos para defender com unhas e dentes a flexibilização da legislação ambiental, mais desmatamento e anistia àqueles que cometeram crimes ambientais.

No final das contas, os pedidos enumerados pelos ruralistas a Rebelo para a formulação do relatório saíram melhor do que encomenda. E o placar final, depois da pressão da bancada em votar o novo Código sem os debates necessários, confirmou o que já era esperado: 410 votos a 63.

Depois da vitória esmagadora na Câmara, o relatório seguiu para o Senado, onde ainda tramita, com tudo de pior ao meio ambiente. Lá passará por algumas comissões e já há movimentos para modificar os pontos polêmicos. Ao contrário dos deputados federais, não há pressa para a votação. Entretanto, em qualquer caso de mudança, retorna à Câmara, onde o campo já está definido para o lado ruralista.

Não tem como negar, Rebelo cumpriu bem o seu papel. Apesar de seu histórico de ex-militante estudantil e comunista, tomou partido e usou de inteligência para divulgar um discurso um tanto quanto parcial. Sabido que só ele, sabia que a recompensa seria boa.

Dito e feito.

sábado, 13 de agosto de 2011

INGLATERRA: DEPOIS DOS DISTÚRBIOS ANARQUISTAS SÃO COLOCADOS NA LISTA DE ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS.


Uma circular do gabinete de contraterrorismo da polícia de Londres está a causar polémica: a nota diz que “qualquer informação relacionada com anarquistas” deve ser denunciada na esquadra mais próxima.

Artigo |1 Agosto, 2011 – Por Esquerda.net

Nota da polícia para prevenir actos terroristas dá mais destaque aos anarquistas que à al-Qaeda…

“O anarquismo é uma filosofia política que considera o Estado indesejável, desnecessário e nocivo, e em vez disso promove uma sociedade sem Estado, a anarquia”, diz o texto do comunicado da polícia ao lado do símbolo anarquista, citado pelo jornal Guardian. O comunicado não menciona outros grupos políticos e mais abaixo faz uma referência ao terrorismo da al-Qaeda, ainda assim mais breve que a dedicada aos anarquistas. Esta desproporção está a irritar muitos dos que leram a nota divulgada pela esquadra de Belgravia, integrada no “projecto Griffin” que visa sensibilizar comerciantes e funcionários de segurança das empresas e lojas no centro de Londres.

Sean Smith, da secção britânica da Associação Internacional dos Trabalhadores, anarco-sindicalista, diz que o apelo à delação de anarquistas “é uma coisa absurda mas que não surpreende, quando o Estado tenta criminalizar ideias que são perigosas para a sua sobrevivência”. Para Sean, os membros da AIT acreditam em organizar a comunidade, não em actos de terrorismo. “Temos muita informação sobre as nossas ideias e estratégias disponível a todos na internet”, declarou ao Guardian.

Outro anarquista contactado pelo mesmo jornal lançou dúvidas sobre a eficácia da campanha, que não se destina a recolher informações específicas. “Imaginem alguém ligar-lhes a dizer ‘tenho um anarquista no meu prédio, que devo fazer?’. Isto não faz nenhum sentido”, constata Jason Sands.

Os alvos preferidos pela polícia e pelo MC5, serviço secreto britânico, desde que começaram os distúrbios em Londres e me outras cidades do país são as organizações de esquerda radicais, principalmente as vinculadas com o anarquisno, anarcosindicalismo e os anarco-comunistas.

Movimentos e coletivos que impunham as cores vermelha e negra em suas bandeiras são os inimigos que devem ser combatidos pelo estado segundo informou a chefatura de polícia. As autoridades britânicas temem que esses grupos possam estar se organizando por toda a Inglaterra, Escócia e País de Gales além da Irlanda e que possam ter ligações internacionais.

Doravante essas organizações entraram para a lista de combate ao terrorismo internacional. Na Grécia essas organizações têm atraido jovens desempregados e trabalhadores sem vinculos partidários. Elas foram as responsáveis pelos combates de rua realizados durante os protestos contra os planos de ajustes econômicos imposatos à Grécia pelo FMI e pelo Banco Europeu.

ANÁLISE SOBRE AS REVOLTAS NA INGLATERRA

Imprimir PDF

GloboNews tenta criminalizar revolta na Inglaterra e é contestada por
entrevistado no ar. Veja a entrevista.


AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

Marcadores