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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sexta-feira, 22 de julho de 2011

GREVE NA MATTE LEÃO (COCA-COLA) NO PARANÁ






Paraná: Trabalhadores da empresa Matte Leão, do grupo Coca-Cola no Brasil, entram em greve





Entre os motivos da paralisação estão os salários baixos pagos e o desrespeito constante de encarregados e diretores da empresa aos trabalhadores.





Os cerca de 480 funcionários e funcionárias da empresa Matte Leão S/A, adquirida recentemente pela Coca-Cola do Brasil, no município de Fazenda Rio Grande, região metropolitana da grande Curitiba (PR) estão em greve desde terça-feira (19). A decisão de entrar em greve se deu após frustradas as negociações salariais da categoria com os representantes do grupo SABB, ligada a Coca-Cola e que administra a Matte Leão.




Os trabalhadores reivindicam um aumento real de 10% e reajuste no valor da cesta básica, retroativo a maio, de R$ 50 para R$ 120. A proposta da empresa é de 7% de aumento para os trabalhadores que ganham o piso — de R$ 660,00 – e 6,3% para os demais profissionais com salários de até R$ 4 mil.




“A maioria ganha o piso, que mesmo com o aumento fica abaixo do mínimo regional e isso é muito pouco”, informou o presidente do STIMALCS, sindicato da categoria, Juarez do Couto Silva. Em assembleia no dia 14 de julho os trabalhadores recusaram a proposta e aprovaram a realização da greve.



A paralisação já foi discutida em uma audiência entre o sindicato e a direção da empresa no Tribunal Regional do Trabalho na tarde desta terça-feira, mas não houve avanço na negociação.




A empresa também entrou com uma ação na Justiça do Trabalho contra a paralisação por julgar que a greve se deu de forma ilegal. O sindicato da categoria e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA-CUT) discordam das alegações da Matte Leão e enviaram à Justiça do Trabalho toda a documentação referente as negociações coletivas bem como os editais relativos a deflagração da greve. A decisão poderá sair a partir da próxima segunda-feira (25).



Enquanto isso os trabalhadores decidiram em assembléia por continuarem acampados na frente da empresa. Vários sindicatos do setor de Alimentação do estado estão enviando diretores para colaborar na organização do movimento.





Repressão



A pedido da empresa a Polícia Militar do Paraná enviou na manhã de terça-feira 10 viaturas e um contingente de 15 policiais militares para o local onde, segundo trabalhadores e representantes do sindicato, pressionou e ameaçou para que todos retornassem ao trabalho. A PM, inclusive, teria impedido os sindicalistas de conversarem e entregarem panfletos para os poucos trabalhadores que não aderiram ao movimento.


Para evitar problemas maiores representantes do sindicato, da Federação e da empresa entraram em acordo para que aqueles que quisessem voltar ao trabalho ou quisessem aderir a paralisação não fossem constrangidos.



Segundo deliberação dos trabalhadores a greve só irá acabar depois que a empresa apresentar uma contra-proposta que seja capaz de convencer a todos a voltar ao trabalho. O sindicato já manifestou sua vontade em reabrir negociações com os representantes da empresa.

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AÇÃO DIRETA

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