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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sexta-feira, 29 de julho de 2011

AUMENTA O NÚMERO DE EMPRESAS NA LISTA SUJA DO TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL.



Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) admite crescimento do trabalho escravo no Brasil. Falta de pessoal prejudica fiscalização. Empregadores que cometem esse tipo de crime permanecem impunes. Alguns são prefeitos ou empresários ligados a políticos. Fazendeiros, Usinas de cana de açúcar e Mineradoras são maioria na lista suja.


São Paulo – A nova "lista suja" de empregadores explorando trabalhadores em situação análoga à de escravidão, ganhou 48 nomes, enquanto 15 foram excluídos, sendo cinco em definitivo. A relação foi divulgada nesta sexta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que produz o levantamento. Agora, são 251 infratores, entre pessoas físicas e jurídicas (clique aqui para acessar a lista completa).

“As fiscalizações continuam ocorrendo; há inclusão de fiscalizações que ocorreram em 2010, o que demonstra maior agilidade em analisar os autos de infração, impor multas e analisar recursos. Talvez a baixa reinserção da lista seja a prova de que o cadastro é viável e importante, uma forma que tem dado resultado”, afirmou o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo do MTE, Guilherme Moreira. As principais causas para que o nome seja mantido na lista são a não quitação das multas, a reincidência e ações judiciais em trâmite.

A maior parte dos nomes se concentra nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para os estados do Pará, Tocantins e Maranhão. Segundo o ministério, no período em que estão no cadastro, os empregadores não recebem financiamentos com recursos públicos. "Além disso, o setor privado tem implementado, através do Pacto Nacional, medidas restritivas de relacionamento comercial com empregadores que constam do Cadastro, tornando-o um instrumento utilizado pelo governo federal para erradicação do trabalho escravo no país", acrescenta.

A pergunta que não tem resposta é o por que da não punição desses empregadores criminosos, ou seriam criminosos travestidos de empregadores? Alguns deles foram ou são políticos como vereadores, deputados, prefeitos e vice-prefeitos ou têm ligações com políticos e demais autoridades tanto de governos como do judiciário. Até o presente momento nenhum desses criminosos foi preso, levado a julgamento e condenado. Certos da impunidade continuam livres e praticando esse vergonho crime contra a dignidade e os direitos humanos.

Onde está o governo da Dilma que não toma nenhuma atitude contundente para acabar com essa verdadeira vergonha nacional?

MAIS DE 300 NAÇÕES INDÍGENAS SE UNEM CONTRA BELO MONTE

Belo Monte: "Não existe um líder aqui em favor dessa barragem" Raoni Txukarramãe


Reunião de mais de 300 lideranças indígenas de 18 etnias
diferentes da Bacia do Xingu com lideranças do Movimento
Xingu Vivo Para Sempre na aldeia Piaraçu (MT)
para discutir os impactos que a construção de Belo Monte
representa para seus modos de vida. Unidos pelo Xingu,
unem forças para resistir à Belo Monte, marcado
por ilegalidades no processo de licenciamento
ambiental e por violações de direitos humanos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

GREVE NA MATTE LEÃO: UMA VITÓRIA PARA ENTRAR PARA A HISTÓRIA.

Matte Leão: Uma greve para entrar para a história dos trabalhadores brasileiros.

Rui Amaro Gil Marques


A empresa Matte Leão tem mais de 100 anos de atividade no ramo de erva mate. Primeiramente localizada na cidade de Curitiba até 2008, ano em que foi adquirida pelo grupo Coca-Cola do Brasil que passou a sua administração para a empresa SABB, do mesmo grupo. Posteriormente a SABB construiu uma nova sede para a Matte Leão (ex-Leão Junior) no município de Fazenda Rio Grande na região metropolitana da grande Curitiba, onde conseguiu incentivos fiscais dos mais variados.

Em 2010 quase aconteceu a primeira greve na história da empresa, mas os representantes da SABB conseguiram evitar que isso se concretizasse concedendo parte das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores naquela época.

Neste ano ela não teve sucesso. Os cerca de 480 funcionários, em sua maioria operárias, estavam muito insatisfeitos com os salários baixos. Por causa do medo de retaliações e devido a pressão dos gerentes locais apenas 80% deles entraram em greve. O movimento teve início numa manhã fria de terça-feira (19) onde o sindicato da categoria acatou a vontade da maioria indo contra os interesses da Coca-Cola.

Os representantes locais da Coca na Matte Leão, seguindo o velho figurino das lutas de classes, optaram por chamar a tropa de choque da Polícia Militar do Paraná. Para a fábrica foram enviadas 10 viaturas e 16 policiais para “por ordem na casa” utilizando da sua costumeira cortesia e diplomacia social. Foi um espetáculo deprimente ver aqueles policiais seguindo as orientações da gerência fazendo de uma manifestação legitima quase que um campo de guerra.

O que não aconteceu devido as orientações dos dirigentes sindicais ali presentes e pela lucidez dos trabalhadores em não cair nas provocações que iam sendo realizadas pelos “fura greves” e pelo pessoal administrativo. Uma vergonha para uma empresa que se diz preocupada com o bem estar dos seus funcionários e que afirma em suas peças publicitárias na mídia defender um mundo melhor. Na pratica a realidade é bem diferente.

Estive lá, filmei, gravei e tireis fotografias dos 7 dias de luta, resistência e determinação demonstradas pelas operárias que decidiram enfrentar a situação de exploração em que se encontravam. No fundo esse movimento buscava mais que o reajuste salarial. Elas exigiram respeito, consideração, dignidade e mudanças no ritmo de trabalho. Não tiveram medo das ameaças constantes e nem da repressão policial. Das 5 horas da madrugada até as 22 horas elas permaneciam todos os dias ali, paradas em frente a fábrica. Levavam café, leite, bolachas, pães caseiros e conforto umas as outras.

Todos se alimentavam ali mesmo. Bistecas eram assadas numa churrasqueira rudimentar e divididas entre todos e todas. O sindicato da categoria também colaborou com banheiros químicos, barracas, caminhão de som, alimentação, água, experiência e força de vontade para vencer. O frio era constante e cortante. Mas havia o calor humano dos companheiros unidos pelo mesmo objetivo. Mães levavam seus filhos e ex-funcionários trouxeram sua solidariedade. Ao final elas venceram. Mostraram à gigante mundial de bebidas que apesar da humildade e da falta de estudos as trabalhadoras e os trabalhadores não vão se dobrar facilmente a sua vontade.

Apesar da falta de tradição em movimentos grevistas o STIMALCS soube conduzir a greve. Tendo a colaboração da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) e dos seus sindicatos os diretores da entidade se mantiveram firmes dando suporte para os trabalhadores. Agora os dirigentes sindicais devem estar preparados para as retaliações que terão pela frente. Nunca uma empresa que sai de uma greve derrotada deixará de buscar a sua desforra. Isso é tão velho quanto as lutas de classes e deixar de levar essa regra em consideração é meio caminho andado para uma derrota fatal. Essa briga apenas começou.

CRIMES DA DITADURA MILITAR NO BRASIL

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imagemCrédito: Tortura Nunca Mais SP

O Coletivo Merlino e o Grupo Tortura Nunca Mais/SP

pedem aos cidadãos com espírito de justiça que compareçam em peso à audiência marcada para o próximo dia 27, às 14h30, no Fórum João Mendes (pça. João Mendes, centro velho de SP), quando o ex-comandante do DOI-Codi paulista, Carlos Alberto Brilhante Ustra, será confrontado com as testemunhas da morte do jornalista Luiz Eduardo Merlino, um dos aproximadamente 40 resistentes assassinados naquele centro de torturas da rua Tutóia.

Um primeiro processo movido pela família de Merlino foi arquivado em 2008.

Ao invés de deixar a ação seguir até que o mérito fosse julgado, a defesa conseguiu seu arquivamento sob a alegação de que uma das várias pessoas que acusavam Ustra não comprovara sua legitimidade como parte do processo (dizia ter sido companheira de Merlino, mas não anexara documentos que o provassem).

"Ou seja, Ustra escapou pela tangente, aproveitando uma brecha jurídica para evitar a sentença que certamente lhe seria desfavorável".

A família voltou à carga com uma ação por danos morais acusando Ustra de responsável pela morte sob tortura de Merlino, em julho de 1971, nas dependências do DOI-Codi. E a corte, desta vez, rechaçou as manobras evasivas.

Serão ouvidas no dia 27 testemunhas que presenciaram a tortura e morte de Merlino, como cinco companheiros de militância no Partido Operário Comunista (Otacílio Cecchini, Eleonora Menicucci de Oliveira, Laurindo Junqueira Filho, Leane de Almeida e Ricardo Prata Soares); o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vanucchi; e o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos.

As testemunhas do torturador, ouvidas por carta precatória, serão José Sarney, Jarbas Passarinho, um coronel e três generais da reserva do Exército brasileiro.

Já declarado torturador pela Justiça paulista em outro processo, Brilhante Ustra agora poderá ter oficializada a condição de assassino.

FOTOS DA GREVE NA MATTE LEÃO/COCA-COLA NO PARANÁ.





quarta-feira, 27 de julho de 2011

PARANÁ: CHEGA AO FIM A GREVE NA MATTE LEÃO.













Matte Leão (Coca-Cola): Trabalhadores conquistam reajuste e encerram greve.

Empresa e sindicato chegam a acordo após rodada de conciliação na Justiça do Trabalho.



Rui Amaro Gil Marques


Terminou ontem, quarta-feira (27), a greve dos funcionários e funcionárias da empresa Matte Leão, do grupo Coca-Cola do Brasil S/A, no município de Fazenda Rio Grande, região metropolitana da grande Curitiba (PR).

Depois de quase 5 horas de uma negociação tensa na Justiça do Trabalho representantes da empresa e do sindicato chegaram a um acordo que satisfez a expectativa dos cerca de 480 funcionários da Matte Leão. A conciliação foi acompanhada pelo Promotor do Trabalho, Dr. Jaime José Bilek e pelo Desembargador Dr. Benedito Xavier. O advogado Arnaldo Pipek, de São Paulo, comandou a bancada da SABB/Coca-Cola durante a reunião.


Reajuste Salarial


Os trabalhadores conseguiram 8,3% de reajuste para os salários até R$1.000,00. 8% para os salários acima de R$1000,00 até a faixa de R$1.500,00. Acima de R$1.500,00 até a faixa de R$2.000,00 o reajuste alcançado foi de 7%.



Cesta-Básica/Ajuda Alimentação

A cesta-básica passou de R$50,00 para R$80,00 até dezembro e a partir de janeiro de 2012 será de R$100,00 sem vinculo com programas de assiduidade.



O que eles reivindicavam


Os trabalhadores reivindicavam antes do início da paralisação que durou uma semana um reajuste salarial de 10% e a elevação da cesta-básica de R$50,00 para R$120,00. A empresa havia oferecido inicialmente 7% de reajuste e a elevação da cesta-básica para R$70,00.


Dias Parados

Os trabalhadores também conseguiram que os dias parados devido a greve não fossem descontados integralmente. A empresa se comprometeu a descontar apenas 3 dias o que corresponde a 50% da paralisação que durou uma semana. Os representantes da SABB, atual gestora da Matte Leão, também se comprometeram em não demitir os funcionários que aderiram ao movimento reivindicatório.

Para o presidente do STIMALCS, sindicato que representa a categoria, Juarez do Couto Silva esse acordo foi uma vitória para os trabalhadores apesar das idas e vindas das negociações entre empresa e sindicato. Colaboraram com o sindicato os advogados Dr. Vanderlei Carlos Sartori Junior, Dr. Cícero de Araújo e Dr. Joelson Flávio.

Uma comissão de trabalhadores acompanhou as negociações na Junta do Trabalho enquanto que um grupo de 50 trabalhadores aguardava ansiosamente na calçada o anuncio do fechamento do acordo. Todos voltam ao trabalho a partir de hoje.


Apoio e União dos sindicatos

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Matte (STIMALCS) e os funcionários da Matte Leão (Coca-Cola) durante a greve receberam apoio de sindicatos do setor de Alimentação das cidades de Apucarana, Arapongas, Curitiba, Ponta Grossa, Castro-Carambeí, Toledo, Dois Vizinhos, Paranaguá, Cianorte, Cascavel, Francisco Beltrão, da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA), CUT Paraná, CUT Brasil, Confederação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CONTAC) e da União Internacional dos Trabalhadores do Setor de Alimentação (UITA).


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segunda-feira, 25 de julho de 2011

PARANÁ: TRABALHADORES DA MATTE LEÃO (COCA-COLA) CONTINUAM EM GREVE.


Matte Leão (Coca-Cola/SABB): Greve completa uma semana e empresa aposta no cansaço dos trabalhadores.


Sindicato busca reabrir diálogo, mas até o momento não conseguiu nova contra proposta patronal.



A paralisação dos cerca de 480 funcionários da empresa Matte Leão, do grupo Coca-Cola do Brasil S/A, situada no município de Fazenda Rio Grande, região metropolitana da grande Curitiba (PR) completou uma semana. Até o momento os trabalhadores e trabalhadoras do setor de produção permanecem acampados na frente da empresa onde esperam por uma contra proposta patronal.



O assessor jurídico da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) e também do STIMALCS, sindicato da categoria, Vanderlei Carlos Sartori Junior, acredita que a demora dos representantes patronais em apresentarem uma contra proposta se deve ao fato de estarem aguardando o pronunciamento da Justiça do Trabalho, pois a empresa ingressou na semana passada com uma ação contestando a legalidade da paralisação dos seus funcionários.



Os trabalhadores reivindicam um aumento real de 10% e reajuste no valor da cesta básica, retroativo a maio, de R$ 50 para R$ 120. A empresa ofereceu 7% de aumento para os trabalhadores que ganham o piso — de R$ 660,00 – e 6,3% para os demais profissionais com salários de até R$ 4 mil. O que, segundo o presidente do sindicato, Juarez do Couto Silva, é muito pouco e que esse valor se encontra abaixo do Piso Regional do estado inclusive.



Para o presidente da FTIA, Ernane Garcia a empresa está apostando no cansaço e na desmobilização dos trabalhadores por isso a demora em apresentar uma nova proposta que possa, ao menos, ser apresentada em assembléia. “Essa intransigência da empresa SABB, que administra a Matte Leão, é o indicio mais forte de que eles estão enrolando os trabalhadores e o sindicato esperando que o cansaço e o desânimo forcem a volta ao trabalho daqueles que optaram pela greve”, avalia Ernane.




Solidariedade e Apoio à greve



Na Bahia os funcionários da Coca-Cola também entraram em greve e conseguiram um reajuste de 8% e mais uma cesta-básica de R$120,00. Em Fazenda Rio Grande os trabalhadores demonstram que não vão abrir mão de suas reivindicações. Na manhã desta segunda-feira (25) o deputado estadual, Tadeu Veneri (PT) esteve visitando o local onde falou aos trabalhadores se colocando a disposição para ajudar na solução do impasse. “Todos nós esperamos que a empresa reveja o seu posicionamento e traga uma nova proposta para os seus funcionários que satisfaça, se não todas, ao menos a maioria de suas reivindicações”, salientou Veneri.



Vários sindicatos do setor de Alimentação do estado enviaram representantes para colaborar na organização e condução do movimento. Apucarana, Cianorte, Arapongas, Ponta Grossa, Cascavel, Castro-Carambeí, Paranaguá, Toledo e Dois Vizinhos são alguns dos municípios que têm sindicalistas levando sua solidariedade ao movimento. A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CONTAC), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Internacional dos Trabalhadores do Setor de Alimentação (UITA) também expressaram o seu apoio a greve e estão enviando representantes para acompanhar de perto a situação.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

GREVE NA MATTE LEÃO (COCA-COLA) NO PARANÁ






Paraná: Trabalhadores da empresa Matte Leão, do grupo Coca-Cola no Brasil, entram em greve





Entre os motivos da paralisação estão os salários baixos pagos e o desrespeito constante de encarregados e diretores da empresa aos trabalhadores.





Os cerca de 480 funcionários e funcionárias da empresa Matte Leão S/A, adquirida recentemente pela Coca-Cola do Brasil, no município de Fazenda Rio Grande, região metropolitana da grande Curitiba (PR) estão em greve desde terça-feira (19). A decisão de entrar em greve se deu após frustradas as negociações salariais da categoria com os representantes do grupo SABB, ligada a Coca-Cola e que administra a Matte Leão.




Os trabalhadores reivindicam um aumento real de 10% e reajuste no valor da cesta básica, retroativo a maio, de R$ 50 para R$ 120. A proposta da empresa é de 7% de aumento para os trabalhadores que ganham o piso — de R$ 660,00 – e 6,3% para os demais profissionais com salários de até R$ 4 mil.




“A maioria ganha o piso, que mesmo com o aumento fica abaixo do mínimo regional e isso é muito pouco”, informou o presidente do STIMALCS, sindicato da categoria, Juarez do Couto Silva. Em assembleia no dia 14 de julho os trabalhadores recusaram a proposta e aprovaram a realização da greve.



A paralisação já foi discutida em uma audiência entre o sindicato e a direção da empresa no Tribunal Regional do Trabalho na tarde desta terça-feira, mas não houve avanço na negociação.




A empresa também entrou com uma ação na Justiça do Trabalho contra a paralisação por julgar que a greve se deu de forma ilegal. O sindicato da categoria e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA-CUT) discordam das alegações da Matte Leão e enviaram à Justiça do Trabalho toda a documentação referente as negociações coletivas bem como os editais relativos a deflagração da greve. A decisão poderá sair a partir da próxima segunda-feira (25).



Enquanto isso os trabalhadores decidiram em assembléia por continuarem acampados na frente da empresa. Vários sindicatos do setor de Alimentação do estado estão enviando diretores para colaborar na organização do movimento.





Repressão



A pedido da empresa a Polícia Militar do Paraná enviou na manhã de terça-feira 10 viaturas e um contingente de 15 policiais militares para o local onde, segundo trabalhadores e representantes do sindicato, pressionou e ameaçou para que todos retornassem ao trabalho. A PM, inclusive, teria impedido os sindicalistas de conversarem e entregarem panfletos para os poucos trabalhadores que não aderiram ao movimento.


Para evitar problemas maiores representantes do sindicato, da Federação e da empresa entraram em acordo para que aqueles que quisessem voltar ao trabalho ou quisessem aderir a paralisação não fossem constrangidos.



Segundo deliberação dos trabalhadores a greve só irá acabar depois que a empresa apresentar uma contra-proposta que seja capaz de convencer a todos a voltar ao trabalho. O sindicato já manifestou sua vontade em reabrir negociações com os representantes da empresa.

terça-feira, 19 de julho de 2011

MORADORES PROTESTAM CONTRA DESOCUPAÇÃO EM SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP.

Ao todo, 300 policiais tentam controlar a manifestação
em São Bernardo do Campo
Reintegração reuniu mais de 300 policiais, além de bombeiros e helicóptero Águia / Foto: Diogo Moreira/Futura PressReintegração reuniu mais de 300 policiais, além de bombeiros e helicóptero ÁguiaFoto: Diogo Moreira/Futura Press

Uma reintegração de posse no município de São Bernardo do Campo reúne cerca de 400 pessoas – o equivalente a cem famílias – em protesto no ABC Paulista. De acordo com a polícia, cerca de 300 oficiais tentam controlar a situação.

Os moradores realizam a manifestação em um terreno da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Segundo os policiais, a situação segue pacífica. A ação da própria CDHU é movida desde 2010 e o prazo para os moradores deixarem o local terminou ontem.

Uma reunião com a comissão de moradores tenta encontrar uma solução evitando tumultos. A ação de reintegração começou por volta das 7h30 desta terça-feira, na rua João Batista Capitâneo, no bairro Vila Ferreira.

No local estão presentes Policiais Civis, Militares, Cavalaria e Bombeiros. Mais de 50 viaturas começaram a se mobilizar. Um helicóptero Águia, da PM, foi encaminhado para fazer patrulhamento pela região.



Opinião: Os governos Federal, Estadual e municipais não têm dinheiro para investir na construção de casas, escolas, hospitais, creches, estradas, saneamento básico, combater o analfabetismo e melhorar o transporte coletivo, mas para construir estádios de futebol, estacionamentos, hotéis e o que mais os empreiteiros e políticos corruptos quiserem aí sobra grana. Esses são os governos que a população escolheu. Uma demonstração clara que essa democracia de fachada só defende os interesses dos donos do capital, dos sanguessugas e dos pilantras de plantão.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

BRASIL: PRESIDENTE DO IBAMA DIZ QUE GOVERNO NÃO SE PREOCUPA COM O MEIO AMBIENTE E COM OS ÍNDIOS.

Em entrevista ao programa australiano 60 Minutos, o atual presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, afirmou que seu trabalho não é cuidar do meio ambiente, mas minimizar os impactos ambientais. A edição do programa abordou a polêmica em torno da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na bacia do rio Xingu, no Pará.

Ao responder que estava com a consciência tranquila com a decisão de autorizar o início das obras, Trennepohl foi confrontado pela jornalista.

Visivelmente irritado, Trennepohl cortou a entrevista quando a jornalista Allison Langdon afirmou que os povos indígenas do Xingu não estão dormindo bem por causa da decisão do IBAMA de autorizar o início das obras.

Mas, quando o cinegrafista saiu da sala, o presidente do IBAMA falou o que realmente pensa sobre os povos do Xingu, sem se dar conta que ainda estava com o microfone ligado.

Resumindo, Trennepohl afirmou que o Brasil fará com os povos indígenas o mesmo que a Austrália fez com os aborígenes, que foram exterminados por colonos britânicos que ocuparam a ilha ao longo do século 19.

Veja íntegra do programa 60 Minutos da Austrália.

Outras informações sobre Belo Monte clique aqui.


BRASIL: PROTESTO CONTRA A CONSTRUÇÃO DE USINA DE BELO MONTE

Fotos do Piquete contra Belo Monte e Novo Código Florestal realizado em São Paulo

Fotos Movimento Brasil pela Vida nas Florestas e Luanda Francine

http://brasilpelasflorestas.blogspot.com



Na tarde do domingo 17 de julho, enquanto o Brasil conquistava sua pior colocação na história da Copa América, 500 manifestantes do Movimento Brasil pela Vida das Florestas realizavam seu primeiro Sit-In contra Belo Monte e as tentativas de alterações no Código Florestal Brasileiro.

Um sit-in ou sit-down é uma forma de protesto que envolve pessoas ocupando ou sentado no chão de um estabelecimento ou via pública. Em um sit-in, os manifestantes permanecem até que sejam expulsos, geralmente pela força, ou preso, ou até que seus pedidos sejam atendidos.

Nesta tarde de domingo o Brasil pelas Florestas realizou um primeiro experimento com seus ativistas e militantes. Sentou-se pacificamente no cruzamento da Av. Brigadeiros com a Av. Paulista cantando e manifestando, durante mais de 20 minutos, sua recusa a Belo Monte e as alterações ao Código Florestal.

A próxima reunião de organização do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas será no dia 21 de julho, às 19h00, na Casa Jaya , rua Capote Valente 305, Pinheiros. Compareça e colabore na defesa das nossas florestas, nossas culturas e contra o desmatamento.















domingo, 17 de julho de 2011

UNE REALIZA SEU 52 CONGRESSO NACIONAL. GOVERNOS DO PT E DO PSDB PATROCINARAM EVENTO REALIZADO EM GOIAS.

"Chapa-branca" ou máfia de calças curtas?

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imagemCrédito: UJC

União da Juventude Comunista

As últimas semanas tem sido de imensas mobilizações e confrontos. Após um trabalho político que buscou a unidade entre segmentos como estudantes secundaristas e universitários, professores, funcionários e pais, para enraizar as solicitações entre a sociedade, todo o país debate o modelo de educação - gerado por uma ditadura militar.

A principal bandeira é o financiamento público para o ensino público, retirando assim o apoio estatal para o lucro privado dos tubarões do ensino. A luta, em sua última jornada, gerou 62 manifestantes presos e 34 policiais feridos.

Falamos do Chile, de seus estudantes e sua Federação dos Estudantes das Universidades, da luta popular.

As últimas duas décadas tem sido de inconfessáveis jogadas de gabinete, acordos espúrios e descaracterização. Após um trabalho político que visa usar uma entidade histórica como poder de barganha por cargos, verbas públicas e projeção política, muitos gabinetes foram ocupados, campanhas financiadas, parlamentares e até mesmo prefeitos eleitos para gerir desavergonhadamente a política exploratória do capital.

Falamos do Brasil, das últimas diretorias da UNE, da vergonha de se vender ao poder.

A imprensa burguesa, movida por sua moral burguesa, critica a UNE por realizar seu 52º Congresso com verbas públicas - e a isso dá o nome de "congresso chapa-branca". São muitas as matérias publicadas nos últimos dias dando conta de que Petrobras, Eletrobras, Caixa e ministérios dos Transportes, Turismo, Saúde e Educação despejaram verbas para a realização do evento.

Aliada de primeira hora da face mais crua do capitalismo no Brasil (PSDB-DEM) e difusora - como aparelho ideológico do Estado - do ideário do Estado Mínimo, identifica este financiamento com o início dos governos petistas no país - ou seja, 2003.

Pressionado por tais notícias e tentando jogar a própria imprensa em contradição, o atual presidente da entidade afirmou que a destinação de dinheiro do governo para os eventos da UNE não são novidade e nem começou no governo Lula. "O Congresso da UNE de 1989, realizado na Bahia, recebeu verbas do governo baiano, então comandado pelo PFL, atual DEM", afirmou.

Algo esclarecedor, pois um bom ouvinte - ou uma imprensa séria - ao ouvir isso teria a curiosidade de pesquisar desde quando, e até onde, vai a relação de "parceria" entre a força política que dirige a UNE e governos não necessariamente capitaneados pelo PT.

Descobriria, sem muito esforço, que o PFL, ou DEM, fez parte das últimas gestões da UNE na chapa dirigida por este grupo, que certa governadora do Maranhão (estado que tem os piores índices sociais do país, e no qual as discrepâncias de renda e condições de vida saltam aos olhos) de sobrenome sugador da coisa pública também é parceira das últimas diretorias da UNE. Verá que esta história realmente - e infelizmente - não começou em 2003.

Também saberia porque o Governo de Goiás, do tucano Marconi Perillo, despejou dinheiro no evento - como havia feito outras vezes, inclusive durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Outro ponto não tocado pela imprensa é o patrocínio dado ao 52º Congresso da UNE pela pouco famosa - mas muito ativa... - Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Representantes do empresariado que comandam o intragável e ultralucrativo sistema de transportes do país, é de se deixar curioso que esta entidade tenha oferecido verbas para a realização de um congresso estudantil.

Seria falta de pureza crer que isto se dá pelas expectativas criadas de superfaturamento com a realização das obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que envolvem diretamente a máquina de interesses, jogatinas e comissões gerenciadas dentro dos Ministérios dos Esportes, controlado pela mesma força política que dirige a UNE?

Novamente - e mais uma vez infelizmente - essa estória não começou agora: é filha direta de acordos com o sistema de rádios Jovem Pan para a confecção das "carteirinhas", a Fundação Roberto Marinho e as Organizações Globo para a desconstrução da História e da Memória do movimento estudantil brasileiro.

Analisados os aspectos não citados pela imprensa burguesa, é hora de fazer uma consideração: as últimas diretorias da UNE são algo bem pior que pelegas ou chapa-brancas e caminham a passos largos para o pior tipo de representação de liderança dos movimentos sociais: a pura e simples máfia.

Para nós da União da Juventude Comunista (UJC), se a política do governo federal fosse voltada aos interesses dos trabalhadores, se as empresas e órgãos públicos citados tivessem sua atuação marcadamente voltada aos interesses dos trabalhadores e se o comando político da UNE tivesse seus interesses voltados aos interesses dos estudantes, não haveria problema ou dúvida alguma sobre as causas e consequências desses patrocínios. Mas não é o caso, como demonstrou a participação do ex-presidente Lula e do ministro da educação Fernando Haddad no evento.

Convescote para troca de afagos ou apresentação de faturas?

Ao participar na quinta-feira do 52º Congresso da UNE, Lula disse ser grato "pela lealdade na adversidade". Deve ter falado dos inúmeros momentos em que a diretoria da entidade deveria mobilizar sua base para estar ao lado dos interesses de trabalhadores e estudantes mas se escondeu por fazer parte do projeto de expansão do capitalismo brasileiro do qual ele, Lula, é maior fiador político.

Capitalismo que se expressa também na área da Educação - e que leva a acordos inconfessáveis entre os tubarões do Ensino Superior privado e de péssima qualidade, as forças políticas que comandam a UNE e o MEC.

MEC, aliás, cujo titular da pasta perdeu uma ótima oportunidade de permanecer calado. Assim como o presidente da UNE, para jogar a imprensa em contradição, o ministro Fernando Haddad afirmou a seguinte pérola para afirmar que a entidade não poderia ser chamada de "chapa-branca" por receber verbas públicas:

"Você liga a televisão e vê propaganda de quem? Quem é a propaganda do futebol brasileiro? Quem é a propaganda das novelas? Para eles, é democrático. Para vocês, é chapa-branca".

A afirmação de Haddad soa como resposta ao provocante comunista Apparício Torelly, o "Barão de Itararé": "Esqueçamos a ética e nos locupletemos todos!"

Não, ministro, não concordamos com verbas públicas financiando a linha editorial das TVs privadas, quiçá de suas telenovelas. Esse dinheiro seria bem melhor aplicado no salário de nossos professores, nas bibliotecas e laboratórios de nossas escolas, na merenda de nossas crianças.

Não concordamos com a linha política que levou a presidente da UNE entre 2007 e 2009 a dizer que a entidade "não faz críticas e sim ressalvas a política do Governo Federal". Não concordamos com o fato de a UNE não ter protagonizado ao longo dos oito anos e seis meses de governo social-liberal do PT e aliados nenhuma ação, protesto ou manifestação contrária ao Governo Federal.

Mesmo quando o governo cortou verbas para a Educação, retirou direitos dos aposentados e se posicionou contra as propostas da entidade - hoje "mais realista do que o rei".

Por isso nós, da UJC, decididamente mantemos nossa posição firme de lutar, como os precursores da UNE e seu único fundador ainda vivo, Irun Sant'Anna, que nos orgulha por fincar pés nas trincheiras do Partido Comunista Brasileiro (PCB), como nos mostram os companheiros chilenos. Nossa índole é de luta!

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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