Click na imagem para acessar o site

Click na imagem para acessar o site
click na imagem para acessar o site
"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Romper com o “sindicalismo de péssimos resultados” da CUT e da Conlutas

CAMPANHA SALARIAL BANCÁRIOS/2011
Ações do documento
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB)-CEARÁ

A data-base nacional da categoria bancária é setembro. Por parte da burocracia governista da CUT/CTB, a campanha salarial já começou, da mesma forma artificial e antidemocrática de anos anteriores. Iniciou-se nacionalmente uma consulta fajuta à base, através de um questionário casuístico que posteriormente servirá à burocracia sindical para legitimar sua pauta rebaixada, conferindo-lhe falsamente uma cobertura democrática, uma vez que sua “pauta” seria produto das sugestões da base da categoria. Mais uma arapuca para legitimar a subordinação política da burocracia sindical ao governo da frente popular.

O passo seguinte também já está em andamento com a preparação dos congressos nacionais dos bancos públicos como o Banco do Brasil, CEF e BNB, previstos para os dias 09 e 10 de julho, cujos delegados são eleitos sob critérios e instâncias nada democráticos. Depois, o processo será coroado com a realização das conferências regionais e nacional das federações e da CONTRAF/CUT que tem como objetivo aprovar e enfiar goela abaixo da categoria a farsa da estratégia da Mesa Única da Fenaban e uma pauta rebaixada para a campanha salarial de 2011.

O resultado dessa derrota anunciada já se conhece: finge-se que se mobiliza, se negocia, deixa a greve se estender um pouco para matá-la no cansaço através das assembleias divididas por banco, depois etiqueta como “conquista” as migalhas que caem da farta mesa dos banqueiros e do governo Dilma. Desse modo, a burocracia sindical busca sair da greve com o menor desgaste possível, perante os olhos desconfiados da categoria.

A organização da base da categoria sob uma orientação classista e independente é fundamental para derrotar a pelegada sindical que sabota a vontade da base, inclusive cassando qualquer resquício de democracia nas assembleias de base. No entanto, o fôlego da burocracia governista da CUT-CTB em sabotar as greves das campanhas salariais reside, em boa medida, na ausência de uma política classista e independente por parte dos diversos setores de oposição no país. Um exemplo clássico que tem se repetido nas últimas campanhas foi a política do MNOB, dirigido majoritariamente pelo PSTU, que apontou uma intervenção de dividir a categoria, ao defender as assembleias separadas e negociações por banco. Esta política só serve para fragilizar a categoria e auxiliar objetivamente a burocracia, os banqueiros e o governo a liquidarem nossa mobilização pelo efeito dominó, isto é, por banco, causando desmoralização e confusão na base.

Neste ano, a Frente Nacional Bancária de Oposição surgiu no Encontro Nacional de Oposições, realizado nos dias 2 e 3 de abril em Natal, cujo objetivo foi armar e unificar o conjunto das oposições classistas no país no enfrentamento político contra os banqueiros, o governo Dilma e a Contraf-CUT. No entanto, a FNBO, embora progressiva na tentativa de superar a fragmentação das oposições, resultou bastante limitada politicamente, uma vez que diante das divergências que delimitavam campo de classe e expressavam políticas opostas priorizou-se o conveniente consenso rebaixado entre as forças majoritárias do encontro (MR e PSTU). O MNOB que participou da construção da FNBO, agora resolveu sabotá-la, inclusive não distribuindo o jornal da frente, nem impulsionando o II Encontro Nacional da FNBO, previsto para o dia 18 de junho em Recife. Não contente, ainda fragmenta as iniciativas, convocando paralelamente o Encontro nacional do MNOB para o dia 25 de junho. Como se vê, as velhas questões de hegemonia e disputas internas de aparatos de uma política reformista tem norteado a intervenção desses setores de oposição. Desta forma, a vanguarda da categoria é a mais prejudicada porque está completamente desarmada para romper o cerco burocrático dos governistas, sem conseguir dar um salto de qualidade em sua organização de base.

Nós, da TRS que impulsionamos o MOB-CE, intervimos no MNOB e na FNBO em defesa de uma campanha salarial unificada, com a construção de uma mesa única de bancos públicos para obrigar o governo Dilma que se esconde atrás da Fenaban a conceder a mesma política salarial para o setor público (BB, CEF, BNB, BASA e federalizados). Afinal, diante de diversas pautas, também é preciso defender a convocação de um Encontro Nacional de Base da categoria, massivo e amplamente convocado para discutir e aprovar nossa pauta de reivindicações, subtraindo da Contraf-CUT o monopólio dessa decisão.

Nesse sentido, consideramos que a unidade deve ser aspirada e tratada sob uma perspectiva classista. Afinal, a única forma de retomarmos as campanhas salariais vitoriosas como aquelas que vivenciamos na década de 80, é retomar os históricos métodos de luta unitária da classe, com assembleias intercategorias, com piquetes radicalizados, paralisações em setores estratégicos. Para tanto, a direção a ser construída deve ser forjada a partir de uma nítida delimitação classista, que tenha como principal divisor de águas total independência política dos inimigos de classe entre os quais se inclui a própria burocracia sindical governista da CUT e CTB. Esta constitui-se a chave para a ruptura da blindagem burocrática e a consequente conversão em vitórias do latente potencial de luta dos bancários e trabalhadores de modo geral.


AS VERDADES NÃO DITAS SOBRE O EX-MINISTRO DA EDUCAÇÃO PAULO RENATO (PSDB)

O que a mídia não falou sobre Paulo Renato
Por Blog do Miro



Por Idelber Avelar, no sítio da Revista Fórum:Morreu de infarto, no último dia 25, aos 65 anos, Paulo Renato Souza, fundador do PSDB. Paulo Renato foi Ministro da Educação no governo FHC, Deputado Federal pelo PSDB paulista, Secretário da Educação de São Paulo no governo José Serra e lobista de grupos privados. Exerceu outras atividades menos noticiadas pela mídia brasileira.Nas hagiografias de Paulo Renato publicadas nos últimos dois dias, faltaram alguns detalhes.


A Folha de São Paulo escalou Eliane Cantanhêde para dizer que Paulo Renato deixou um “legado e tanto” como Ministro da Educação. Esqueceu-se de dizer que esse “legado” incluiu o maior êxodo de pesquisadores da história do Brasil, nem uma única universidade ou escola técnica federal criada, nem um único aumento salarial para professores, congelamento do valor e redução do número de bolsas de pesquisa, uma onda de massivas aposentadorias precoces (causadas por medidas que retiravam direitos adquiridos dos docentes), a proliferação do “professor substituto” com salário de R$400,00 e um sucateamento que impôs às universidades federais penúria que lhes impedia até mesmo de pagar contas de luz.


No blog de Cynthia Semíramis, é possível ler depoimentos às dezenas sobre o que era a universidade brasileira nos anos 90.Ainda na Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein lamentou que o tucanato não tenha seguido a sugestão de Paulo Renato Souza de “lançar uma campanha publicitária falando dos programas de complementação de renda”. Dimenstein pareceu desconsolado com o fato de que “o PSDB perdeu a chance de garantir uma marca social”, atribuindo essa ausência a uma mera falha na campanha publicitária.


O leitor talvez possa compreender melhor o lamento de Dimenstein ao saber que a sua Associação Cidade Escola Aprendiz recebeu de São Paulo a bagatela de três milhões, setecentos e vinte e cinco mil, duzentos e vinte e dois reais e setenta e quatro centavos, só no período 2006-2008.Não surpreende que a Folha seja tão generosa com Paulo Renato. Gentileza gera gentileza, como dizemos na internet. A diferença é que a gentileza de Paulo Renato com o Grupo Folha foi sempre feita com dinheiro público.


Numa canetada sem licitação, no dia 08 de junho de 2010, a FDE da Secretaria de Educação de São Paulo transfere para os cofres da Empresa Folha da Manhã S.A. a bagatela de R$ 2.581.280,00, referentes a assinaturas da Folha para escolas paulistas. Quatro anos antes, em 2006, a empresa Folha da Manhã havia doado a curiosa quantia – nas imortais palavras do Senhor Cloaca – de R$ 42.354,30 à campanha eleitoral de Paulo Renato. Foi a única doação feita pelo grupo Folha naquela eleição. Gentileza gera gentileza.Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor do Grupo Folha.


Os grupos Abril, Estado e Globo também receberam seus quinhões, sempre com dinheiro público. Numa única canetada do dia 28 de maio de 2010, a empresa S/A Estado de São Paulo recebeu dos cofres públicos paulistas – sempre sem licitação, claro, porque “sigilo” no fiofó dos outros é refresco – a módica quantia de R$ 2.568.800,00, referente a assinaturas do Estadão para escolas paulistas. No dia 11 de junho de 2010, a Editora Globo S.A. recebe sua parte no bolo, R$ 1.202.968,00, destinadas a pagar assinaturas da Revista Época. No caso do grupo Abril, a matemática é mais complicada. São 5.200 assinaturas da Revista Veja no dia 29 de maio de 2010, totalizando a módica quantia de R$ 1.202.968,00, logo depois acrescida, no dia 02 de abril, da bagatela de R$ 3.177.400, 00, por Guias do Estudante – Atualidades, material de preparação para o Vestibular de qualidade, digamos, duvidosíssima.


O caso de amor entre Paulo Renato e o Grupo de Civita é uma longa história. De 2004 a 2010, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação de São Paulo transfere dos cofres públicos para a mídia pelo menos duzentos e cinquenta milhões de reais, boa parte depois da entrada de Paulo Renato na Secretaria de Educação.Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor dos grandes grupos de mídia brasileiros.


Ele também atuou diligentemente em favor de grupos estrangeiros, muito especialmente a Fundação Santillana, pertencente ao Grupo Prisa, dono do jornal espanhol El País. Trata-se de um jornal que, como sabemos, está disponível para leitura na internet. Isso não impediu que a Secretaria de Educação de São Paulo, sob Paulo Renato, no dia 28 de abril de 2010, transferisse mais dinheiro dos cofres públicos para o Grupo Prisa, referente a assinaturas do El País. O fato já seria curioso por si só, tratando-se de um jornal disponível gratuitamente na internet. Fica mais curioso ainda quando constatamos que o responsável pela compra, Paulo Renato, era Conselheiro Consultivo da própria Fundação Santillana!


E as coincidências não param aí. Além de lobista da Santillana, Paulo Renato trabalhou, através de seu escritório PRS Consultores – cujo site misteriosamente desapareceu da internet depois de revelações dos blogs NaMaria News eCloaca News–, prestando serviços ao … Grupo Santillana!, inclusive com curiosíssima vizinhança, no mesmo prédio. De fato, gentileza gera gentileza. E coincidência gera coincidência: ao mesmo tempo em que El País “denunciava”, junto com grupos de mídia brasileiros, supostos “erros” ou “doutrinações” nos livros didáticos da sua concorrente Geração Editorial, uma das poucas ainda em mãos do capital nacional, Paulo Renato repetia as “denúncias” no Congresso.


O fato de a Santillana controlar a Editora Moderna e Paulo Renato ser consultor pago pelo Grupo Santillana deve ter sido, evidentemente, uma mera coincidência.Mas que não se acuse Paulo Renato de parcialidade em favor dos grupos de mídia, brasileiros e estrangeiros. O ex-Ministro também teve destacada atuação na defesa dos interesses de cursinhos pré-vestibular, conglomerados editoriais e empresas de software. Como noticiado na época pelo Cloaca News, no mesmo dia em que a FDE e a Secretaria de Educação de São Paulo dispensaram de licitação uma compra de mais R$10 milhões da InfoEducacional, mais uma inexigibilidade licitatória era anunciada, para comprar … o mesmíssimo produto!, no caso o software “Tell me more pro”, do Colégio Bandeirantes, cujas doações em dinheiro irrigaram, em 2006, a campanha para Deputado Federal do candidato … Paulo Renato!


Tudo isso para não falar, claro, do parque temático de $100 milhões de reais da Microsoft em São Paulo, feito sob os auspícios de Paulo Renato, ou a compra sem licitação, pelo Ministério da Educação de Paulo Renato, em 2001, de 233.000 cópias do sistema operacional Windows. Um dos advogados da Microsoft no Brasil era Marco Antonio Costa Souza, irmão de … Paulo Renato! A tramóia foi tão cabeluda que até a Abril noticiou.Pelo menos uma vez, portanto, a Revista Fórum terá que concordar com Eliane Cantanhêde. Foi um “legado e tanto”. Que o digam os grupos Folha, Abril, Santillana, Globo, Estado e Microsoft.

INFLAÇÃO É CULPA DOS TRABALHADORES. QUEM AFIRMA É O BANCO CENTRAL DO GOVERNO DO PT.

Salário é “um risco muito importante” para a inflação, afirma BC
Por Redação Jornal Correio do Brasil, com Carta Maior - de Brasília


Liderado por Tombini, o Banco Central iniciou um ciclo de aperto monetário.


O Banco Central divulgou nesta quarta-feira seu relatório trimestral de inflação, o documento mais amplo e aprofundado com análises do BC, em que faz previsões mais pessimistas e aponta o salário dos trabalhadores como “um risco muito importante para a dinâmica dos preços” nos próximos meses.

No documento, a diretoria do BC diz que os salários preocupam porque haverá muitas negociações de reajustes no segundo semestre, momento em que a inflação, no acumulado em doze meses, estará acima do limite máximo autoimposto pelo governo. Afirma ainda que a correção prevista do salário mínimo para os próximos anos pode ter impacto nos preços.

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012 que mandou ao Congresso em abril e pode ser votada nesta quarta-feira na Comissão Mista de Orçamento, o governo propôs um mínimo de R$ 616 no ano que vem. O valor resulta de uma fórmula: crescimento econômico do Brasil em 2010 mais inflação. No total, reajuste de 13% dos R$ 545 atuais.

No relatório, o BC diz ainda que o mercado de trabalho está aquecido, com taxa de desemprego em patamar historicamente baixo e “substanciais” aumentos salariais. E que isso também pode ter impacto inflacionário.

“Um aspecto crucial em ciclos como o atual é a possibilidade de que o aquecimento no mercado de trabalho leve à concessão de aumentos reais dos salários em níveis não compatíveis com o crescimento da produtividade, o que, de acordo com algumas evidências disponíveis, aparentemente tem ocorrido em certos setores”, afirma.

INDÚSTRIA E COMÉRCIO: MONOPÓLIOS E MAIS MONOPÓLIOS

Fusão entre Carrefour e Pão de Açucar preocupa sindicatos
30/6/2011 7:44,

Fusão entre Carrefour e Pão de Açucar preocupa sindicatos

A perda de empregos e a precarização das condições de trabalho são os prinicipais motivos da desconfiança


Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual
Publicado em 30/06/2011, 10:09/Jornal Correio do Brasil



São Paulo – Resultante da fusão entre a rede francesa de supermercados Carrefour e o Grupo Pão de Açúcar, anunciada na terça-feira (28), a possibilidade da criação de um “gigante” do varejo já deixa trabalhadores e sindicatos em alerta; as condições de trabalho e perda de empregos são os principais alvos de preocupação.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviço (Contracs) afirmou que, caso a fusão se concretize, irá se reunir com as empresas “para evitar danos aos trabalhadores de ambas as empresas”, como observou a dirigente da entidade Josinete Fonseca.

Mesmo admitindo que fusões como essa “sempre resultam na perda de empregos”, Josinete diz que “com o avanço das negociações, diversos temas terão de ser debatidos com as empresas, como uma média salarial justa para os funcionários e boas condições de trabalho, num ambiente sem pressões absurdas por metas e desempenho.”

Por sua vez, Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que representa os funcionários das duas redes, garantiu em entrevista à Folha de S. Paulo que a preocupação maior é com o trabalhador.

“Como as duas empresas têm sede em São Paulo, há cargos administrativos que devem se sobrepor. Queremos a manutenção de empregos, como ocorreu na fusão de Pão de Açúcar com as Casas Bahia e o Ponto Frio”, disse.

Gigante

A empresa que surgiria a partir da operação deteria uma fatia de 32% do mercado. Em nota, a Força Sindical atentou para um eventual monopólio no setor. “A fusão pode ser o início de uma concentração predatória, que poderá gerar monopólio no setor varejista”. A entidade defende que a “concentração não pode ditar regras no mercado, com impacto negativo para os consumidores, como a administração de preços.”

Para a fusão ocorrer, contudo, é esperada uma oferta de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o que causou descontentamento da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Em nota, o presidente da maior central sindical do Brasil, Artur Henrique, afirmou “que não é papel do BNDES patrocinar negócios bilionários, como o que vem sendo discutido entre os grupos varejistas Pão de Açúcar e Carrefour.” Em seguida, o dirigente questiona “qual benefício o meganegócio traria para a sociedade.”

O Cade (Conselho Administrativa de Defesa Econômica) afirmou à Rede Brasil Atual ainda não ter conhecimento formal do negócio citado. Por isso, o órgão prefere não realizar análises sobre a possível transação entre os grupos.

O Conselho fiscaliza, previne e pune abusos do poder econômico. A preocupação é justamente com a diminuição da concorrência, pois quando o grau de concentração do setor aumenta, diminui-se a competição por preços.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

REVOLTA NA LÍBIA: FRANÇA ADMITE TER FORNECIDO ARMAS

França admite que armou rebeldes na Líbia

Um porta-voz militar da França admitiu nesta quarta-feira que o país enviou armas para os rebeldes que lutam contra as forças do ditador Muammar Gaddafi, na Líbia.

A França é assim o primeiro país da Otan (Organização das Nações Unidas) a admitir publicamente que armou os militantes civis, depois da "ajuda" ter sido reportada pelo jornal "Le Figaro".


O coronel Thierry Burkhard disse que a entrega das armas ocorreu no começo de junho, nas montanhas Nafusa, no oeste do país, quando os civis foram cercados pelas forças de Gaddafi --que proibiu a formação de um corredor de ajuda humanitária.


Burkhard disse que as armas foram enviadas em caixas com paraquedas e incluem "ferramentas de autodefesa", como armas de assalto, metralhadoras, granadas e munição.


A questão sobre armar ou não os rebeldes líbios para que possam fazer frente às forças leais a Gaddafi causa polêmica na comunidade internacional.


O secretário-geral da Otan, Andres Fogh Rasmussen, já rejeitara a possibilidade dizendo que a resolução do Conselho de Segurança que permite a intervenção militar na Líbia exige a imposição de um embargo sobre as armas. "Nós estamos lá, então, para proteger a população e não para armá-la".


Mas o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outros líderes da coalizão que realiza ataques na Líbia já indicaram que essa é uma possibilidade que está sendo analisada.


Combatentes rebeldes, principalmente forças armadas com armas leves e em caminhonetes, disseram ter sido superados pela potência e alcance das armas de Gaddafi e pediram reiteradamente por armas ocidentais.


Segundo reportagem do jornal francês "Le Figaro", a ajuda veio justamente depois da França constatar, no começo de maio, que a ofensiva dos rebeldes não conseguia ganhar terreno na Líbia e que as frentes de batalha corriam risco de se estabilizar.


A ideia é, ainda segundo o jornal, que os rebeldes consigam chegar a Trípoli para organizar uma revolta no reduto das forças de Gaddafi, com a ajuda dos mercenários do regime que estariam insatisfeitos, sem receber salário, e da própria população, que sofre uma escassez de gasolina e "não aguenta mais".


Um alto funcionário citado pelo "Le Figaro" afirma que a França agiu por conta própria, sem o apoio dos países aliados na intervenção militar na Líbia, comandada pela Otan.



GRÉCIA: PARLAMENTO APROVA PLANO DE AUSTERIDADE. E AGORA ?

quarta-feira, 29 de junho de 2011 10:25 BRT



ATENAS, 29 de junho (Reuters) - O Parlamento da Grécia aprovou nesta quarta-feira o plano de austeridade de cinco anos, com placar de 155 votos a favor e 138 contrários.




A votação sugere que o primeiro-ministro, George Papandreou, está no caminho para conseguir apoio para uma segunda lei, na quinta-feira.


Publicar postagem


Apenas um membro do partido socialista de Papandreou votou contra a medida e foi imediatamente expulso do partido.


(Por Renee Maltezou)


OPINIÃO: OS TRABALHADORES GREGOS DEVEM APRENDER COM O SEU SOFRIMENTO E COM A REALIDADE DAS LUTAS DE CLASSES. ENQUANTO ESTIVEREM SEGUINDO A REBOQUE DE LIDERANÇAS SINDICAIS COMPROMETIDAS COM A MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE NADA VÃO ADIANTAR OS SEUS PROTESTOS. A ÚNICA ALTERNATIVA PARA MUDAR ESSA SITUAÇÃO É A INDEPENDÊNCIA DE CLASSE, A LUTA ORGANIZADA E DIRIGIDA PELOS PRÓPRIOS TRABALHADORES, SEM INTERMEDIÁRIOS, SEM OS INTERESSES MESQUINHOS E ELEITOREIROS DOS PARTIDOS POLÍTICOS, CONTRA O ESTADO, SUAS INSTITUIÇÕES E AS FORÇAS DE REPRESSÃO. PARA A GRÉCIA SAIR DESSA CRISE CAPITALISTA OS TRABALHADORES DEVEM BUSCAR CONSTRUIR A REVOLUÇÃO E CONSEQUENTEMENTE A SUA PRÓPRIA LIBERTAÇÃO. ENQUANTO HOUVER QUALQUER ILUSÃO NA DEMOCRACIA DOS RICOS OS TRABALHADORES CONTINUARÃO SENDO EXPLORADOS E ENGANADOS COMO SEMPRE FORAM ATÉ AGORA. AÇÃO DIRETA É O CAMINHO.

06 DE JUNHO DE 2011 - DIA NACIONAL DE LUTAS


CUT e sindicatos preparam Dia Nacional de Luta em defesa do Emprego e dos Direitos dos Trabalhadores


Rui Amaro Gil Marques


A Central Única dos Trabalhadores e sindicatos estão organizando mais um “Dia Nacional de Luta”. Desta vez o evento que pretende ser nacional será realizado no dia 06 de julho. No Paraná a CUT já realizou uma Plenária Estadual dia 21 de junho com os sindicatos afiliados para discutir a organização do evento no estado.


Caberá as CUTs regionais puxar a organização das manifestações no interior do estado. As Federações afiliadas a Central também estarão colaborando para que o Dia Nacional de Lutas tenha participação dos sindicatos e de trabalhadores das várias categorias envolvidas.

O Dia Nacional de Lutas está sendo convocado pela Central e seus sindicatos para pressionar o governo federal a eliminar o Fator Previdenciário que desde a sua instituição no governo de FHC vem causando prejuízos aos trabalhadores com idade para se aposentar. Infelizmente passados dois mandatos do governo Lula e até o momento no governo Dilma, ambos do PT e com o apoio da burocracia sindical, os trabalhadores continuam sendo penalizados por essa regra absurda.

A CUT também pretende chamar a atenção para o projeto de lei do deputado Sandro Mabel (GO), empresário e proprietário das bolachas Mabel, que flexibiliza a atual legislação sobre terceirizações o que poderá permitir que as empresas passem a contratar mão de obra desrespeitando direitos trabalhistas.

GRÉCIA: Antes de votação de arrocho, país tem feridos em protestos de rua

29/06/2011 08h09 - Atualizado em 29/06/2011 08h17



ASSIM FUNCIONA A DEMOCRACIA DOS RICOS. PORRADA NOS TRABALHADORES E DEMAIS DESCONTENTES COM O SISTEMA.


MAIS UMA VEZ O ESTADO DEMONSTRA PUBLICAMENTE QUAIS INTERESSES DEFENDE. PARA OS CAPITALISTAS
AS CHAVES DO COFRE E A BENEVOLÊNCIA DOS GOVERNANTES. PARA OS TRABALHADORES EXPLORADOS
A REPRESSÃO E A VIOLÊNCIA DO SISTEMA.

O QUE ESTÁ POSTO AOS TRABALHADORES GREGOS É MAIS SOFRIMENTO E EXPLORAÇÃO OU CORAGEM PARA
LUTAR E FAZER A REVOLUÇÃO. NÃO EXISTEM OUTRAS ALTERNATIVAS.

Parlamento deve votar medidas de austeridade em meio à crise.
País enfrenta segundo dia de greve geral e manifestações.

Do G1, com agências internacionais







A polícia da Grécia entrou em conflito nesta quarta-feira (29) com manifestantes que tentavam bloquear o caminho para o Parlamento do país, em meio a sinais de que o governo pode conseguir aprovar um duro plano de austeridade demandado pelos credores internacionais. Os policiais lançaram gás e enfrentaram manifestantes, e houve feridos.

Com a Grécia correndo o risco de entrar em moratória se o plano de austeridade for barrado, o Parlamento deve voltar à tarde o pacote que prevê cortes de gastos, aumentos de impostos e privatizações.

Após o início de uma greve geral de 48 horas e protestos com conflitos na terça-feira que transformaram a Syntagma Square em uma zona de guerra, novos protestos ocorreram nesta quarta em frente a Parlamento.

Ferido é socorrido durante confrontos de rua nesta quarta-feira (29) em Atenas (Foto: AP)Ferido é socorrido durante confrontos de rua nesta quarta-feira (29) em Atenas (Foto: AP)












Uma autoridade parlamentar disse que a votação do pacote pode ocorrer entre 8h e 11h (horário de Brasília), e a tendência é que a oposição apoie as medidas de austeridade.

O presidente do banco central grego, George Provopoulos, alertou que a não aprovação seria catastrófica para o país.

'O Parlamento votar contra este pacote seria um crime; o país estaria votando por seu suicídio', disse ele ao "Financial Times".

A sessão na qual serão votadas as medidas fiscais já começou, com com atraso de meia hora devido às dificuldades de acesso dos deputados.

A parlamentar comunista Liana Kanelli limpa o rosto após ter sido atingida por iogurte na chegada ao prédio do Parlamento da Grécia em Atenas nesta quarta-feira (29) (Foto: AP)A parlamentar comunista Liana Kanelli limpa o rosto após ter sido atingida por iogurte na chegada ao prédio do Parlamento da Grécia em Atenas nesta quarta-feira (29) (Foto: AP)
Manifestantes e policiais entram em confronto antes mesmo de Parlamento grego iniciar sessão que aprovará ou não duro pacote de ajuste fiscal. (Foto: Aris Messinis / AFP Photo)Manifestantes e policiais entram em confronto antes mesmo de o Parlamento grego iniciar sessão que aprovará ou não duro pacote de ajuste fiscal. (Foto: Aris Messinis / AFP Photo)

O pacote a ser votado inclui corte de gastos no valor de US$ 28 bilhões e prevê aumento de impostos, ajustes e privatizações, quesitos imprescindíveis para o recebimento de mais ajuda internacional no valor de de 12 bilhões de euros.

O partido do governo, o socialista Pasok, conta com 155 cadeiras, quatro mais que o necessário para que as medidas sejam aprovadas, e apenas um integrante da legenda mantém a ideia de votar contra.

O objeto da votação é uma nova série de medidas com as quais o governo grego aspira arrecadar 78 bilhões de euros até 2015 para reduzir seu enorme déficit e tornar sustentável sua dívida, que supera 355 bilhões de euros.

Veja imagens dos confrontos entre manifestantes e policiais na Grécia

terça-feira, 28 de junho de 2011

CHINA: OS 90 ANOS DO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS






De partido da “classe operária” organização se transformou no partido de toda a China.

Rui Amaro Gil Marques

Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC


Pois é. Os dirigentes do Partido Comunista Chinês (PCCh) iniciam os preparativos para a comemoração dos 90 anos de sua organização. Fundado em 1º de julho de 1921 na então concessão francesa de Xangai, uma das maiores cidades da China na época, o partido nasceu sob a influência do marxismo-leninismo soviético adaptado a realidade chinesa por lideranças como Mao Tse Tong e Deng Xiao Ping, este último responsável em 1989 pelo massacre de estudantes na Praça da Paz Celestial que reivindicavam liberdade de expressão no país.

Desde o inicio os comunistas chineses foram duramente perseguidos pelos nacionalistas liderados por Chian Kay Chek, líder do partido Kuomitang, apoiado pelas principais potencias ocidentais como a França, Inglaterra e Estados Unidos. Durante a invasão japonesa na 2º guerra mundial os comunistas se aliaram aos nacionalistas para combater os invasores, mas mesmo assim tiveram muitos dos seus militantes e dirigentes presos e assinados pelos nacionalistas.


Vencidos os japoneses os comunistas liderados por Mao realizam um gigantesco ataque contra os nacionalistas os expulsando para a ilha de Formosa onde formariam um estado independente do continente tendo como nome China Nacionalista. Em 1949 o Partido Comunista lidera a libertação total da China do domínio estrangeiro e nacionalista culminado com a revolução popular. Segue-se a partir daí a unificação da China e a organização de uma república centralizada dirigida pelo partido e pelo exército de libertação popular, a 2º maior força política da China, que juntos iniciam a chamada edificação socialista da economia chinesa.

Na década de 50 Mao dá inicio a sua política de comunização da terra e da agricultura. O que acaba redundando num enorme fracasso. O que ocasionou uma profunda redução na produção agrícola, fazendo com que milhares de chineses acabassem morrendo de fome. É desse período também que se acentua a perseguição aos oponentes internos a política de Mao e do seu grupo dentro do partido e do exército.

De 1966 a 1976 para aprofundar os expurgos e consolidar o seu poder Mao inicia a chamada Revolução Cultural onde a juventude fortemente influenciada pelo grande líder e seu livrinho vermelho transforma o país num imenso tribunal onde os “contra revolucionários” são delatados, perseguidos e assassinados. Com a morte de Mao o partido vai para o controle do grupo de Deng Xiao Ping, líder da ala direitista do partido, que empreende mudanças radicais no país acelerando reformas econômicas que reorganizaram a economia chinesa nos moldes de uma economia de mercado (uma espécie de capitalismo de estado).

Hoje a China é a maior economia do mundo e cresce a taxas de 7 a 10% ao ano. Com a abertura econômica o país se tornou a maior fábrica do planeta e um dos que mais poluí. Os trabalhadores recebem em média menos que um salário mínimo por mês, não têm direitos trabalhistas, os sindicatos são dirigidos pelo estado e não existe oposição política organizada ao partido que é, juntamente com o exército, quem dirige o estado. A China resistiu ao fim do socialismo real e a queda das ditaduras do leste europeu e ao fim da União Soviética (hoje Rússia) com quem quase entrou em guerra na década de 70.

Com o Partido Comunista no poder o país conseguiu unificar seu território e fazer com que as potencias ocidentais passassem a respeitar as suas opiniões no âmbito da política internacional. Internamente os chineses vivem sob uma feroz ditadura onde os grandes milionários são todos oriundos do PCCh ou dos quadros do exército ou têm ligações com essas instituições. O comunismo chinês é uma daquelas ilusões políticas que têm seguidores pelo mundo afora. Na Ásia a China exerce um forte imperialismo a exemplo das potencias ocidentais na África e na América Latina. Atualmente é aliada dos E.U.A. No Brasil o PC do B é o seu maior admirador. Mas uma ditadura será sempre uma ditadura. E todas as ditaduras são criminosas.

Greves contra arrocho nas pensões vão sacudir o império britânico

27/6/2011 12:54, Por Redação, com BBC - de Londres




greve

Há funcionários públicos ingleses que ainda trabalham nos vários pontos do império britânico e devem entrar em greve

Professores e servidores públicos britânicos devem entrar em greve nesta semana, apesar de novas negociações nesta segunda-feira entre o governo e sindicatos sobre reformas no sistema de pensões do setor público. A greve fechará escolas e escritórios do governo e pode levar ao fechamento de portos e aeroportos. O movimento pode ser só um aperitivo de greves mais amplas esperadas ainda para este ano.

O governo condenou os planos, previstos para quinta-feira, para que 750 mil pessoas cruzem os braços, o correspondente a um em cada oito funcionários do setor público. O governo liderado pelos conservadores enfrenta um desafio familiar a outros países europeus: como continuar a dar apoio a uma população que envelhece num momento em que o governo tenta reduzir gastos.

– Um equilíbrio sensível entre a vida passada trabalhando e a vida passada na aposentadoria faz sentido e torna essas pensões sustentáveis – disse o ministro do Gabinete, Francis Maude, à agência britânica de notícias BBC.

A proposta de reforma é baseada em uma revisão feita por um ex-ministro do antigo governo trabalhista, de oposição. Sob essa reforma, as pensões baseadas nos salários finais seriam substituídas por uma baseada nos ganhos obtidos ao longo de toda uma carreira. Os trabalhadores contribuiriam mais para sua pensão e a idade para aposentadoria aumentaria.

O sindicalismo perdeu força na Grã-Bretanha ao longo da década de 1980, mas o setor público continua sendo um bastião dos sindicatos. Servidores públicos já sofrem um congelamento salarial e a perda de mais de 300 mil postos de trabalho num momento em que o governo busca cortar gastos. Para alguns dos sindicatos, a reforma no sistema de pensões é a gota d’água que fará o copo transbordar para a greve.


DIA NACIONAL DE LUTAS

CUT e sindicatos preparam Dia Nacional de Luta

A Central Única dos Trabalhadores e sindicatos estão organizando mais um “Dia Nacional de Luta”. Desta vez o evento que pretende ser nacional será realizado no dia 06 de julho.

No Paraná a CUT já realizou uma Plenária Estadual com os sindicatos afiliados para discutir a organização do evento no estado.

Rui Amaro Gil Marques

PARADA DO "ORGULHO GAY”



CONTRA A REACIONÁRIA HOMOFOBIA, A "HOMOFOLIA" BURGUESA NÃO É A ALTERNATIVA DE CLASSE!

Neste domingo, 26 de junho, como parte das comemorações do Orgulho Gay em todo o mundo, ocorreu a 15ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis) em São Paulo. Apesar da chuva que caia sobre a cidade, foi estimado em quatro milhões o público que acorreu ao megaevento (o maior do mundo!) financiado pela prefeitura paulista comandada pelo fascista Gilberto Kassab e patrocinada pelos governos estadual e federal.

Outras cidades também organizaram a Parada, como em Fortaleza onde congregou mais de um milhão de participantes. No entanto, além de massivas, o que chama atenção para os marxistas revolucionários é o caráter eminentemente festivo/alegórico que permeia este evento. Na verdade a parada do "orgulho gay" tem o caráter de um verdadeiro carnaval, voltado ao consumo de um "bem nutrido" nicho do mercado capitalista, destituído de qualquer conteúdo progressista de classe que se enfrente com o regime opressor da "democracia" dos ricos. A começar pelo lema "light" e bem-comportado da Parada: "amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!". O súbito estímulo dado pela grande mídia à "causa gay", produzindo personagens homossexuais com todo um "glamour" em novelas de grande audiência, corresponde a esta mesma necessidade do mercado capitalista em gerar uma nova faixa comercial de um "modo de vida", para potenciar seus negócios abalados com a crise financeira mundial.

Neste sentido, um modo de vida homossexual, alienado e exótico, passa a ser "bem aceito" pela decadente classe dominante, mergulhada na cocaína, marcando uma mudança de postura social. Como marxistas revolucionários não fazemos apologia da homossexualidade, nem apontamos qualquer caráter progressista em abstrato no fato de um indivíduo ser hetero ou homossexual, lutamos sim pelo amplo direito democrático da liberdade da opção sexual e combatemos implacavelmente qualquer forma de descriminação sexual, cultural e até mesmo religiosa, apesar de nossa defesa intransigente do materialismo histórico.

Exemplo cabal desta nova "orientação" capitalista, em despolitizar qualquer movimento "gay" é como se define a ONG que organiza a Parada de São Paulo, a Associação Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT): "uma entidade civil, de direito privado, sem fins lucrativos, destituída de natureza partidária ou religiosa" (http://www.paradasp.org.br). Em outras palavras, montou-se uma verdadeira "empresa" na qual é proibido nas Paradas o direito à livre-expressão de se criticar os governos municipal, estadual e federal, bem como qualquer "patrocinador" ou "anunciante" do evento. O lema da 15ª Parada do Orgulho Gay acima exposto, reflete bem o caráter reacionário do evento e oculta criminosamente a mais cruel realidade por que passam os homossexuais pobres da periferia das cidades do Brasil.

Não por acaso, a "Parada" já supera incrivelmente os ganhos com a Fórmula-1 ou a Indy, na cidade de São Paulo, contando, além do mais, com o suculento aporte de capitais de figuras as mais abjetas da capital paulista como Gilberto Kassab e de obscuras personagens da classe dominante local. Toda uma estrutura de produção de bens e serviços vem sendo montada para o consumo do "público gay", de alto poder aquisitivo, considerado hoje bem mais "possante" que a classe media tradicional e conservadora. Desta forma, as comemorações pela "diversidade sexual" em todo o país assimiladas plenamente pelo regime capitalista se converteram em uma genuína festa burguesa à semelhança do Carnaval midiático, desprovido de suas raízes culturais.

Em razão das direções burguesas o "movimento gay" perdeu o caráter de contestação iniciado em Stonewall. Não há espaço para se criticar politicamente o governo Dilma, por exemplo, e seus acordos podres com a bancada evangélica para não aprovar leis que supostamente favoreçam os homossexuais. No máximo a que chegam lideranças do movimento LGBT, e muito veladamente, é pedir ao Congresso Nacional que seja aprovada a PLC 122, projeto de lei "politicamente correto”(a exemplo da lei Maria da Penha) que criminaliza a homofobia, ora bloqueada pela bancada evangélica. A burguesia domesticou o movimento GLTB, transformando-o num estereótipo inofensivo voltado ao mercado consumidor e perfeitamente assimilado à ordem capitalista.

Aqui fica a lição para os revolucionários: os mesmos que "lucram" com o "mercado Pink" são os que mandam matar os homossexuais proletários. A cultura homofóbica não mais alimentada hoje pela ideologia burguesa "moderna", corresponde a uma etapa da luta de classes onde a profunda decadência moral das elites dominantes passa a flertar com um "homossexualismo pernóstico" pequeno-burguês e carregado de profundo preconceito de classe. Historicamente a apologia retrógrada da "cultura do homossexualismo" já foi utilizada pela classe dominante para oprimir inclusive as próprias mulheres, como ocorreu na velha Grécia escravagista e homocêntrica.


Portanto, o necessário combate de classe contra a homofobia (hoje fundamentalmente concentrada no preconceito aos homossexuais pobres e "marginais”) não pode descambar para uma aliança policlassista com a burguesia que agora patrocina a "causa gay", como escandalosamente vem promovendo a arquirreacionária organização Globo. É necessário manter a independência de classe, como fizemos na época da implantação das "delegacias para mulheres", apoiada pelo conjunto da esquerda reformista como um grande conquista democrática. Sem o menor compromisso de parecer "simpáticos", nós comunistas afirmamos que não há o menor avanço progressista e de classe nestes "eventos gays" ultrabadalados pela mídia capitalista, que servem para retardar ainda mais a luta pela verdadeira emancipação humana.

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

Marcadores