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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

EGITO: "NOVO GOVERNO" PROIBE MUBARAK DE DEIXAR O PAÍS.

Mubarak impedido de abandonar o Egito e suas contas congeladas




28 de febrero de 2011, 16:53O Cairo, 28 fev (Prensa Latina)- O promotor geral do Egito, Abdel Meguid Mahmoud, impôs hoje uma proibição de saída do país ao ex-presidente Hosni Mubarak e sua família, além do congelamento de todas suas contas e bens.

A ordem do promotor estabelece que os ativos e demais propriedades da família Mubarak -o ex-presidente, sua esposa, seus dois filhos e suas noras- ficam imobilizados enquanto se realiza uma investigação sobre seus manejos financeiros e outras denúncias apresentadas.

O procedimento refere-se aos bens dentro do Egito, mas a própria promotoria instruiu na semana passada à chancelaria gerenciar diante governos e entidades financeiras estrangeiras o congelamento dos bens dos Mubarak em outros países.

Analistas acham que a medida é o início de um processo que pudesse levar ao ex- presidente diante dos tribunais para responder por outros supostos delitos, como tortura, repressão, desvio de fundos públicos e corrupção.

lac/Ucl /asc

IMPERIALISMO PREPARA INVASÃO DA LÍBIA. MARINHA AMERICANA ENVIA NÁVIOS PARA AS COSTAS DO PAÍS.

EUA enviam forças para cercar a Líbia
Jornal Amanhã, de Portugal



No momento em que se intensifica a pressão internacional sobre Muammar Kadhafi, os EUA reposicionam as suas forças aéreas e navais o mais perto possível da Líbia.

O Pentágono, ao anunciar a decisão de reposicionamento de forças no Mediterrâneo, não foi categórico a desmentir uma eventual operação na Líbia.

O mesmo fez a chefe da diplomacia de Washington, Hillary Clinton, que sublinhou estarem todas as opções em aberto e que Kadhafi tem de deixar o poder.

Leia mais pormenores no e-paper do DN

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

LÍBIA: INTERVENÇÃO DA OTAN PODE ESTAR A CAMINHO.

Rumores na internt sobre manipulação das manifestações e revoltas na Líbia por parte dos governos da França, Itália, Estados Unidos e Israel.

Segundo essas fontes (ligadas a organizações vinculadas à IV Internacional e ao trotsquismo) os opositores ao governo de Muammar Kadafi estariam sendo patrocinados pelos governos francês, norte-americano, italiano e de Israel.

A intenção do imperialismo é se apoderar do petróleo e do gás natural existente em enorme quantidade na Líbia. A OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, a polícia militar das potências ocidentais e do imperialismo yanque, já estaria de prontidão para invadir o país e derrubar definitivamente o ditador Kadafi e permanecer como "força de paz" da ONU para pacificar o país.

A sua entrada em cena seria para proteger os líbios da cruel repressão militar desencadeada pelo governo Kadafi. As estimativas de mortos até o momento chegam a cerca de 2 mil pessoas. O governo italiano tem afirmado que o número de vitimas chega a casa de 10 mil pessoas.

Ainda de acordo com essas fontes o imperialismo estaria preparando terreno político para a volta da família real ao país e a conseqüente restauração da monarquia na Líbia. Em algumas cidades liberadas do controle da capital já aparecem antigas bandeiras da Líbia monarquista. Tudo pelo controle direto das enormes reservas de gás natural e petróleo. Na Líbia as maiores empresas petrolíferas privadas do mundo que atuam no país têm seus escritórios na região onde as revoltas tiveram inicio e que o governo Kadafi não controla mais. O que não deixa de ter algum sentido.

Assim que obtivermos informações confiáveis a respeito estaremos postando-as no blog para que os nossos amigos/leitores/camaradas possam estar bem informados sobre as revoltas no Oriente Médio, África e na China, onde já aconteceram algumas manifestações contra o governo.


Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC

EUA: TRABALHADORES NORTEAMERICANOS FAZEM PROTESTO NO CAPITÓLIO (Wisconsin protests Gov. Walker's (R) Workers' Rights Repeal Bill)

EUA: TRABALHADORES REALIZAM PROTESTO

TRABALHADORES AMERICANOS OCUPAM O CAPITÓLIO !

EUA

Milhares de sindicalistas e trabalhadores do estado americano de Wisconsin ocuparam o edifício do Capitólio, onde funciona o parlamento estadual. É um ato de protesto contra o governador do estado, alcunhado de "Hosni Walker", numa comparação direta com o deposto ditador egípcio.

Os trabalhadores protestam contra a tentativa de eliminação dos seus direitos adquiridos na proposta do orçamento estadual. Os meios de comunicação que se auto-apregoam como "referência" procuram ocultar esta movimentação da classe operária dos EUA.

http://www.peoplesworld.org/angry-wisconsin-workers-occupy-capitol/

vídeo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qCsG4g0dzJo

Fonte:www.pcb.org.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ALEMANHA: MILHARES DE MANIFESTANTES IMPEDEM PASSEATA NEONAZISTA

Alemanha: Milhares de pessoas impedem passeata neonazista em Dresden
By A.N.A.


Milhares de manifestantes impediram anteontem (19 de fevereiro), em Dresden, uma passeata de neonazistas, erguendo barricadas e envolvendo-se em confrontos com a polícia, que não conseguiu impor o direito de manifestação à extrema-direita, reconhecido pelos tribunais.

Centenas de neonazistas que planejavam manifestar-se na capital da Saxônia em memória das 25 mil vítimas dos ataques aéreos dos aliados de 13 e 14 de fevereiro de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, acabaram por desistir da manifestação, e após conversações com a polícia decidiram transferi-la para Leipzig. A mais de 110 quilômetros de distância.

Antes da chegada a Leipzig do trem que transportava os neonazistas, a polícia teve de dispersar várias concentrações de manifestantes antifascistas que gritavam “fora com os nazis”, “confrontaremos os jovens e velhos nazistas”, “no pasaran”.
No ano passado, milhares de neonazistas já tinham sido impedidos de desfilar em Dresden em 13 de fevereiro devido aos protestos de numerosos antifascistas.
Este ano, a manifestação convocada pelo partido de extrema-direita NPD em Dresden atraiu apenas centenas de neonazistas, apesar de os tribunais terem autorizado o ato e determinado proteção policial contra as tentativas de bloqueio dos manifestantes antifascistas, igualmente anunciadas para Dresden.

Milhares de antifascistas bloquearam durante várias horas as ruas em torno da estação ferroviária central de Dresden, para impedir o acesso dos neonazistas ao local da concentração.

A polícia tentou dispersar os antifascistas, utilizando cassetetes, canhões de água e gás lacrimogêneo, mas estes romperam o cordão policial, ergueram barricadas, danificaram automóveis, incendiaram contentores de lixo, apedrejaram o corpo de intervenção e lançaram foguetes contra os policiais.
Cerca de 200 manifestantes antifascistas foram detidos, sob a acusação de ataques corporais e desobediência à autoridade.

Antes dos confrontos, mais de 20 mil pessoas participaram em vigílias e protestos pacíficos contra a presença de neonazistas na capital da Saxônia. As Igrejas católicas e protestantes associaram-se aos protestos antinazistas, apelando ao combate ao ódio racial, à xenofobia, à violência e ao racismo.

GRÉCIA: NOVA GREVE GERAL PÁRA O PAÍS.











Serviços são paralisados na Grécia em greve geral de 24 horas

Confrontos foram registrados entre manifestantes e forças de segurança no centro de Atenas.

Agência EFE


Grécia - Os principais sindicatos gregos convocaram para esta quarta-feira uma nova greve geral de 24 horas, manifestando-se contra a política de austeridade adotada pelo governo para reduzir a enorme dívida do país. O Executivo grego determinou cortes para reduzir o déficit em 30 bilhões de euros nos próximos três anos.

Dentro da paralisação, houve protestos no centro de Atenas e coquetéis molotov foram atirados em tropa de choque. Os confrontos entre os civis e as forças de segurança tiveram como palcos principais os arredores do Parlamento e da reitoria de uma universidade, onde os policiais utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e uma foi presa por causa dos distúrbios.

Os hospitais públicos estão atendendo apenas casos de urgência, enquanto os colégios e os maternais não abriram suas portas. Farmacêuticos e empregados de bancos também participam da greve. Prefeituras, Ministérios e empresas públicas não estão funcionando.

Atenas está sem transporte público, à exceção do metrô, cujo serviço é levar os grevistas às manifestações. Já os jornalistas protagonizaram um blecaute informativo.

BAHREIN: REI TENTA CONTER MANIFESTAÇÕES ATRAVÉS DE CONCESSÕES.

Rei do Bahrein faz concessões para atenuar protestos no país

Agência Brasil


BRASÍLIA — Sob pressão interna e externa, as autoridades do Bahrein libertaram 23 militantes xiitas, acusados de terrorismo, que se beneficiaram do perdão real. A informação é do deputado da oposição Jassem Hussein.

Na última segunda-feira (21), o xeque Hamad Bin Issa Al Khalifa ordenou a libertação de xiitas e o adiamento dos processos judiciais contra outros presos políticos. Foi uma resposta da monarquia às exigências da oposição.

Em outubro de 2010, os 23 xiitas foram acusados de formação de organização ilegal, de recorrer ao terrorismo, de financiar atividades terroristas e de difundir informações errôneas e tendenciosas, segundo o processo judicial. Alguns desses crimes são punidos no Bahrein com prisão perpétua.

De acordo com o presidente da Associação da Juventude do Bahrein para os Direitos Humanos, Mohamed Al Maskati, existem mais de 450 presos políticos no país, muitos dos quais sofreram abusos sexuais e torturas.

O Bahrein virou palco de manifestações de protesto contra a monarquia Al Khalifa. Para os manifestantes, o ideal é adotar o regime monarquista constitucional, concedendo mais poderes ao Parlamento e ao primeiro-ministro.

Os manifestantes também reclamam de discriminação do governo sunita em relação aos xiitas. Eles reivindicam melhores ofertas de emprego e o fim da diferença de oportunidades entre sunitas e xiitas.

ARÁBIA SAUDITA: MANIFESTAÇÕES SÃO CONVOCADAS ATRAVÉS DA INTERNET

Pelo Facebook, centenas de sauditas tentam se reunir
by Folhapress


Centenas de pessoas aderiram a uma campanha no Facebook pela realização de um "dia de fúria" no mês que vem na Arábia Saudita, a fim de exigir eleições, liberdades para as mulheres e libertação de presos políticos.

Até hoje de manhã, quase 500 pessoas haviam aderido ao protesto convocado para 11 de março no reino, que é o maior exportador mundial de petróleo e tem uma monarquia absolutista.

É impossível verificar, no entanto, quantas dessas pessoas estão na Arábia Saudita, e se o protesto irá de fato ocorrer.

As rebeliões árabes que derrubaram líderes na Tunísia e Egito foram iniciadas por jovens que se mobilizavam por redes sociais, mas ativistas na Arábia Saudita disseram que uma recente convocação pela internet para protestos em Riad não conseguiu levar ninguém às ruas.

No mês passado, uma manifestação em Jidá, depois de uma inundação na segunda maior cidade saudita, foi rapidamente dissolvida.

Os ativistas do Facebook reivindicam "que o governante e os membros do Conselho Shura (consultivo) sejam eleitos pelo povo", que haja um Judiciário independente, liberdade de expressão e reunião e que sejam libertados os presos políticos.

Eles pedem também um salário mínimo de 10 mil rials (US$ 2.700), mais oportunidades de emprego, criação de um órgão de combate à corrupção e revogação de "impostos e taxas injustificados".

Há ainda pedidos de reconstrução das Forças Armadas, reforma do clero conservador sunita e "abolição de todas as restrições ilegais sobre as mulheres".

Apesar da sua riqueza petrolífera, a Arábia Saudita enfrenta um índice desemprego que chegou a 10,5% em 2009. O reino oferece benefícios sociais a seus 18 milhões de cidadãos, mas estes são considerados menos generosos que os de outros países petrolíferos do golfo Pérsico.

Retorno

O rei Abdullah retornou hoje à Arábia Saudita após passar três meses em tratamento médico no exterior e anunciou medidas sociais para beneficiar civis, estudantes e outros cidadãos.

Centenas de homens em robes brancos realizaram a tradicional dança das espadas em carpetes especiais colocados no aeroporto de Riad para receber o monarca, que teria 86 anos.

Os apresentadores de TV usavam lenços especiais nas cores da bandeira saudita em uma cobertura intitulada "a alegria da nação".

Pouco antes de sua chegada, o rei anunciou pela agência de notícias estatal o investimento de US$ 10,7 bilhões em um fundo de desenvolvimento que ajudará sauditas a comprar casas, se casar e abrir empresas. Uma estratégia que serviu para acalmar os ânimos da rica nação petroleira em meio aos boatos da saúde do rei.

O valor duplica o investimento inicial do fundo social -que incluiu ainda outras novas medidas como um aumento de 15% no auxílio moradia para os funcionários do governo e um ano de assistência desemprego para os jovens.

As medidas sociais são vistas ainda como uma estratégia para acabar com qualquer sinal de revolta popular, que varre o mundo árabe e já afetou o vizinho Bahrein. Boa parte do conflito está ligada a demandas por mais liberdade política, mas também contra a pobreza endêmica e a pouca preocupação dos governos com a população.

Abdullah passou os últimos meses em tratamento nos Estados Unidos, onde passou por duas cirurgias, uma em novembro e outra em dezembro, após um coágulo sanguíneo ter agravado uma hérnia de disco. Ele passou por um procedimento para estabilizar as vértebras na coluna.

Ele pediu formalmente ao príncipe herdeiro Sultan que comandasse o país durante sua ausência. Autoridades sauditas dizem que Sultan vem trabalhando normalmente este ano, depois de sofrer problemas de saúde não especificados, mas diplomatas afirmam que ele reduziu sua atividade pública e sua carga de trabalho. Sultan é também o ministro da Defesa.

A estabilidade política da Arábia Saudita é uma questão de interesse mundial. O país controla mais de um quinto das reservas mundiais de petróleo, é um aliado vital dos EUA no Oriente Médio, grande detentor de ativos em dólar e sede da maior bolsa de valores dos países árabes.

Em março de 2009, Abdullah nomeou o ministro do Interior, príncipe Nayef, como segundo vice-primeiro-ministro, uma iniciativa que garante a liderança do país no caso de tanto o rei quanto o príncipe herdeiro ficarem fora de condições de governar, e que deixa Nayef bem posicionado para tornar-se rei algum dia.


Por Folhapress
Na China, site convoca manifestações por reformas

AE - Agência Estado


Uma campanha na internet pede que pessoas em 13 cidades da China se manifestem todos os domingos a fim de pressionar o governo por mais transparência e liberdade de expressão. Na semana passada já houve um pedido por protestos semelhantes aos que ocorrem no Oriente Médio e no norte da África.

A nova convocação, divulgada esta semana no site Boxun.com, sediado no exterior, parecia ser do mesmo grupo por trás da misteriosa campanha na internet por protestos no domingo passado, ecoando os ocorridos no mundo árabe. A convocação anterior fez com que a polícia fosse reforçada nos locais designados em Pequim e outras cidades. Os atos, porém, tiveram pouca adesão e não houve maiores incidentes.

"O que precisamos agora é elevar a pressão sobre o partido governista chinês", afirma o novo apelo, referindo-se ao Partido Comunista. "Se o partido não luta conscientemente contra a corrupção nem aceita a supervisão do povo, então por favor deixe o palco da história", afirma o texto.

Aparentemente para não despertar ainda mais a atenção das forças de segurança, o pedido é para que os manifestantes apenas apareçam aos locais às 14 horas, sem realizar qualquer ação. "Nós convidamos cada participante a vagar, observar ou apenas fingir que está passando. Contanto que você esteja presente, o governo autoritário estará tremendo de medo", diz o comunicado.

O governo chinês mostra crescente inquietação diante dos protestos no Oriente Médio e no norte africano, censurando duramente ou bloqueando relatos da imprensa e discussões na internet sobre levantes que já derrubaram presidentes na Tunísia e no Egito.

A convocação para as "Manifestações Jasmim" - uma referência à Revolução Jasmim da Tunísia - foi batizada de "carta aberta" ao Parlamento chinês. O Congresso Nacional do Povo inicia sua sessão anual em 5 de março.

Apelo


O apelo na internet parece ser parte de uma prolongada iniciativa, mas de baixa pressão, para pedir mudanças ao Partido Comunista. A carta ecoa várias demandas árabes, como o descontentamento diante da corrupção, da falta de transparência oficial e das restrições à liberdade de expressão. "Se o governo não é sincero sobre resolver os problemas, mas apenas quer censurar a internet e bloquear informação para suprimir protestos, eles se tornarão mais fortes", afirma o texto.


A polícia reforçou a segurança em um local onde pessoas se reuniriam no centro de Pequim no domingo, mas não houve manifestações. Pelo menos duas pessoas foram levadas pela polícia, uma por xingar as autoridades e outra por gritar "Eu quero comida para comer".

Nenhuma menção à nova convocação de protestos circulava em sites sediados na China. Autoridades já prenderam duas pessoas por disseminar apelos pelo protesto anterior na internet. Ativistas pelos direitos humanos afirmam que a polícia já prendeu pelo menos cem ativistas e advogados desde o início dos distúrbios nos países árabes, além de reforçar a segurança para a sessão do Parlamento.

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW), sediada nos Estados Unidos, criticou ontem a repressão, em particular o desaparecimento de três advogados que atuam em Pequim: Teng Biao, Tang Jitian, e Jiang Tianyong. As informações são da Dow Jones.

IÊMEM: ASSASSINATOS DE MANIFESTANTES FORTALECE OPOSIÇÃO.

Morte de manifestantes fortalece oposição ao presidente do Iêmen
(AFP) –

SANA — A morte de dois manifestantes no Iêmen, em um ataque de partidários do presidente Ali Abddullah Saleh contra um protesto em Sana, reforçou ainda mais a determinação dos opositores ao regime, que nesta quarta-feira prosseguiam mobilizados na capital do país.

O Congresso Geral do Povo (CGP), o partido no poder, adiou uma contramanifestação prevista para esta quarta-feira por causa da morte dos dois manifestantes, enquanto oito deputados do partido se demitiram para protestar contra a violenta repressão à oposição.

Dois manifestantes que participavam de um protesto na Universidade de Sanaa para exigir a saída do presidente foram mortos em um ataque armado na noite de terça-feira, que deixou ainda 11 feridos.

O ataque ocorreu por volta da meia-noite e os manifestantes reagiram aos agressores com a ajuda da polícia.

Estas são as primeiras vítimas fatais dos protestos na capital do Iêmen contra o presidente Saleh, no poder há 32 anos.

Doze pessoas morreram nos protestos em Aden (sul), há dez dias, segundo fontes médicas, mas as autoridades reconhecem apenas quatro óbitos.

LÍBIA: MUAMMAR KADHAFI ENDURECE CONTRA MANIFESTANTES E OPOSITORES. MERCENÁRIOS SÃO USADOS PARA ELIMINAR REBELIÃO.


Número de mortos na Líbia chegaria a 10 mil


Ministro das Relações Exteriores da Itália fala em mil mortos. Médico francês que estava em Benghazi diz que cerca de quatro mil pessoas teriam morrido. Juiz líbio do Tribunal Penal Internacional fala em 10 mil mortos.
Redação Época, com Agência EFE


FESTA Militares e manifestantes celebram a tomada da cidade de Tobruk, no leste da Líbia. O cartaz diz: "Líbia, revolução da juventude"Depois de oito dias de levante contra o ditador Muammar Khadafi, seus opositores controlam uma boa parte da região nordeste da Líbia. Cidades como Benghazi, a segunda maior do país, e Tobruk, caíram nas mãos de manifestantes anti-Khadafi, que passaram a contar com a ajuda de militares que abandonaram o governo central. A região é tratada como “liberada” e, ao contrário da capital, Trípoli, onde a imprensa não pode trabalhar, está começando a receber jornalistas de diversos veículos. Com eles, começam a surgir os relatos da violência no país, o que deixa claro que Khadafi, antes de cair, levará milhares de líbios junto com ele.

O primeiro líder mundial a reconhecer o massacre promovido por Khadafi foi Franco Frattini, o ministro das Relações Exteriores da Itália, país que tem fortes laços com a Líbia. Segundo o The New York Times, em Roma, Frattini afirmou a repórteres que os rumores de que mais de mil civis teriam morrido “parecem ser verdadeiros”. Falando ao parlamento, Frattini pareceu comprar a ideia propagada por Khadafi, e afirmou estar preocupado com a formação de um “emirado islâmico” na Líbia, mais especificamente em Cyrenaica, região onde estão Benghazi e Tobruk, cidades que já caíram nas mãos de opositores do ditador. Ainda assim, Frattini afirmou que “nada pode justificar o assassinato de centenas de civis inocentes”, afirmou.



Na TV, Khadafi ameaça manifestantes

Chegou a vez de Khadafi?O saldo de mortes na Líbia pode ser ainda maior. Em entrevista à rede árabe Al Arabiya, o magistrado líbio Sayed al Shanuka, juiz do Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmou que o número de mortos teria chegado a 10 mil, e que a quantidade de feridos supera os 50 mil. Al Shanuka, que é presidente da Comissão de Justiça e Democracia do TPI, se colocou contra o regime de Khadafi. Ele afirmou que "nestes regimes ditatoriais o povo não pode se manifestar", mas que "o povo líbio, como a maioria dos povos árabes, sofreu, mas se deu a oportunidade de se rebelar"

Em um depoimento dramático dado à revista francesa Le Point, o médico francês Gerard Buffett, de 60 anos, contou que, no hospital em que trabalhava, em Benghazi, viu mais de “2 mil pessoas mortas”. “Viemos do inferno”, disse ele. Buffet contou que a população estava desesperada, com medo de ser atacada pelas Forças Armadas. Segundo ele, as forças repressivas incluíam “a polícia, militares, mas especialmente mercenários do Chade e da Nigéria, muito bem equipados e armados”. O uso desses mercenários vem sendo denunciado por líbios desde o início da violência na quarta-feira passada (16). Em Tobruk e Darnah, cidades também na região de Cyrenaica, houve “massacres”, segundo o médico, acrescentando que há mais de mil mortos em cada uma dessas cidades.

No depoimento, o médico disse que viu “a guerra”. “Em Benghazi, havia atiradores de elite em todos os lugares. Eu me protegi deitando, com o rosto no chão, foi uma carnificina”, afirmou. Buffet afirmou que reanimou um de seus estudantes de medicina, que tomou um tiro na cabeça e que saiu pela boca. “Como os outros jovens, ele foi atacar pontos estratégicos do governo. Eles estão prontos para morrer, eles não ligam, eles não têm armas”, afirmou. “Nos primeiros dias, a polícia empilhou corpos para impressioná-ls, mas eles continuaram. Eles querem acabar com isso de uma vez por todas, eles sabem que o regime cai nesta semana ou nunca”.

Na terça-feira (22), o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o órgão que tem a prerrogativa e o dever de autorizar uma intervenção em caso de violações de direitos humanos, condenou a violência na Líbia e culpou Khadafi pelo ocorrido. Nos próximos dias, o surgimento de mais notícias de carnificina cometidas pelo “cachorro louco” pode aumentar a pressão para que as grandes potências tomem alguma atitude concreta para conter Khadafi

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ÁFRICA E ORIENTE MÉDIO: UMA NOVA ANÁLISE SOBRE AS REVOLTAS POPULARES

As revoltas populares na África e Oriente Médio: O que querem as massas em luta?


Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC
http://nocaminhodasideias.blogspot.com


As recentes e atuais revoltas populares na África e no Oriente Médio demonstram a todos nós, comunistas, principalmente aqueles vinculados aos partidos da esquerda autoritária, que a espontaneidade das massas existe e que sempre existiu. Não é algo novo na história das lutas de classes reais. Sendo assim devemos analisar todos esses fatos (as revoltas populares e a espontaneidade das massas) num quadro onde uma parcela imensa de pessoas, se não a sua quase totalidade, é condicionada a acreditar que a democracia para existir deva estar associada ao capitalismo e a sua sociedade de classes (os que exploram e os que são explorados).

No Egito e na Tunísia os manifestantes se contentaram até o momento em derrubar o presidente e não o sistema político, econômico e social. Na Tunísia são os membros do governo do presidente deposto que formaram um “novo governo” para promover as reformas políticas institucionais exigidas pelas massas. O Egito está seguindo pelo mesmo caminho. Depois da renuncia forçada de Mubarak são os seus ex-aliados que encabeçam as “mudanças” com o respaldo dos norte-americanos e de Israel. “Reformas” e promessas de “reformas” e nada mais que isso. É incomodo dizer isso, mas é a realidade. Ainda bem que a realidade é feita pelas ações dos homens concretos, sendo assim ela esta sempre sujeita a mudanças a qualquer momento. Geralmente golpes são precedidos de contragolpes, revoluções por contra-revoluções e assim por diante.

Seguindo o exemplo dos tunisianos e egípcios, manifestantes tomaram avenidas e praças na Argélia, Mauritânia, Marrocos, Líbia, Irã, Qwait, Catar, Yemem, Omã, Arábia Saudita, Jordânia, Síria, Jordânia, Bahrein e o pequeno Djibouti perto de Cingapura, na Ásia. E tudo conforme o exemplo dado pelas “revoluções” tunisiana e egípcia, também nesses países as revoltas se colocam dentro do campo estreito das reformas políticas institucionais (o fim dos governos autocráticos e de suas ditaduras). A liberdade para as massas é a democracia e não o fim do regime de exploração, violência, miséria e fome.

Confundem o fim dos regimes de miséria e opressão com o fim da miséria e da opressão. Levam suas reivindicações reformistas até a metade do caminho que deviam percorrer. Entregam o futuro de suas vidas nas mãos daqueles que são os defensores dos interesses das classes dominantes e dos imperialismos europeu e norte-americano. Poucas são as organizações e manifestantes que enxergam além. Que buscam cortar o mal pela raiz por assim dizer. As lutas, por enquanto, estão condicionadas no campo das reformas parciais (fim das monarquias, fim dos governos autocráticos, fim das ditaduras, eleições livres para os parlamentos e para presidente da República, combate a miséria e a fome, mais empregos e melhores salários). Ainda não estão em cheque o sistema como um todo e nem os interesses de Israel e dos EUA na região.

Mas não podemos esquecer que tais reivindicações reformistas podem servir para uma maior conscientização das massas, uma vez que elas percebam que suas lutas não serão vitoriosas realizando pequenas reformas no regime político. Que essas reformas não modificam em nada a sua condição social e econômica de explorados e de marginalizados. Que suas revoltas devem se transformar em verdadeiras revoluções sociais e políticas sem nenhuma concessão às classes dominantes. Revoluções que abalem o capitalismo global e que abram o caminho para grande revolução internacional. A isso chamamos de consciência de si, o grande passo para a tomada de consciência de classe.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SEARA ALIMENTOS: MAIS UMA EMPRESA QUE DESRESPEITA OS TRABALHADORES E OS DIREITOS HUMANOS

Seara Alimentos e o descaso com a vida: A verdadeira face dessa empresa e do Grupo Marfrig.

Empresa do grupo Marfrig desrespeita direitos trabalhistas e direitos humanos dos seus funcionários. Cada produto Seara é recheado com o sangue e o sofrimento dos trabalhadores explorados pela empresa e o descaso dos seus acionistas capitalistas.



Grávida e com rubéola, trabalhadora luta para conseguir afastamento
Escrito por: Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e Região


A gravidez do segundo filho, que era motivo de alegria, se transformou em pesadelo para Sunamita Custódia, 26 anos. A trabalhadora da Seara Alimentos, de Forquilhinha, contraiu rubéola, mas não conseguiu tratamento e afastamento do trabalho. “Estou com dor de cabeça, febre e as glândulas inchadas há vários dias”, explica.


Os sintomas são da doença, comprovada por exames clínicos. Sunamita trabalha na sala de cortes há um ano, onde a temperatura é de 10ºC. A peregrinação iniciou em janeiro, quando o diagnóstico do exame pré-natal, encaminhado pelo posto de saúde do bairro Cidade Mineira Nova de Criciúma, foi positivo. No retorno da consulta, foi orientada a refazer o exame em outro laboratório confirmando o resultado. A médica então emitiu atestado de sete dias e a encaminhou para o programa Criança Saudável, especialista em gravidez de risco. No local não havia médico disponível e o agendamento foi marcado somente para o dia 21 de março. Nesse período, levou o atestado e os exames para a empresa que abonou somente dois dias e retorno imediato ao trabalho. A mesma foi ao Hospital São José. Na instituição recebeu a informação de que esse procedimento não é realizado no hospital e sim no Criança Saudável.


Sem mais onde recorrer, procurou o Sindicato. Segundo Célio Elias, secretário-geral do Sindicato da Alimentação, a direção foi à empresa para conversar sobre o afastamento, já que a gravidez é de risco, sem sucesso. “Infelizmente, mais uma vez, a empresa dentro de sua postura em explorar a mão-de-obra e a saúde dos trabalhadores e não assisti-los no momento em que eles mais precisam, não aceitou o diagnóstico, como acontece em inúmeros casos, e então estamos acionando a justiça”, explica.


O sindicalista lembra que além desta trabalhadora e do seu filho, outras mulheres grávidas no setor estão correndo o mesmo risco desta contaminação, por terem trabalhado no mesmo ambiente da Sunamita, o setor de corte, que possui ventilação artificial e temperatura em torno de 10C. O sindicato também esteve na Vigilância Epidemiológica de Criciúma, que considerou grave o não afastamento da trabalhadora e se comprometeu em entrar em contato com a Vigilância de Forquilhinha e acionar o Cerest para tomar as ações legais. Segundo os profissionais da vigilância, além do afastamento da trabalhadora a empresa deveria verificar se todos os trabalhadores estavam imunes ao vírus da rubéola.


Fonte:


Maristela Benedet – Assessora de Imprensa – (48) 9629-2253


Celio Elias – Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e região.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CRISE POLÍTICA NO EGITO: MANIFESTANTES SÃO ATACADOS POR POLICIAIS A PAISANA E ARRUACEIROS




POLÍCIAIS A PAISANA E ARRUACEIROS CONTRATADOS PELO GOVERNO ATACAM MANIFESTANTES NO CAIRO.



Manifestantes contrários ao presidente Hosni Mubarak no Egito começaram a erguer barricadas no centro da capital, Cairo, na manhã desta quinta-feira, reforçando sua posições após os confrontos com manifestantes pró-Mubarak que mataram ao menos cinco pessoas.


Os confrontos violentos na quarta-feira e na madrugada desta quinta, na Praça Tahrir, no centro do Cairo, entre milhares de manifestantes pró e contra Mubarak, também deixaram 836 feridos, segundo informações do Ministério da Saúde do Egito.


Os choques que eclodiram na quarta-feira foram os mais violentos desde o início dos protestos, no dia 25 de janeiro.


Segundo um dos enviados da BBC ao Cairo, Ian Pannell, manifestantes arremessaram coquetéis molotov durante a madrugada e soldados deram tiros ao alto para tentar conter a multidão.


Manifestantes também aetaram fogo em diversos pontos da praça Tahrir.


''A maior parte dos feridos foi vítima de pedras arremessadas e de ataques com barras de ferro e de porretes. Na madrugada houve tiros'', afirmou o ministro da Saúde do país, Ahmed Samih Farid, em entrevista à TV egípcia.


''As vítimas levadas para os hospitais foram 836, das quais 86 permanecem hospitalizadas e cinco morreram'', acrescentou.


A ocupação da praça Tahrir na manhã por manifestantes prosseguiu nesta quinta-feira, mesmo com o toque de recolher decretado pelo governo.


O protesto, que até então vinha sendo realizado em clima relativamente pacífico, se tornou violento na quarta-feira, quando centenas de partidários de Mubarak chegaram ao local da manifestação, que era dominado pelos opositores.


Soldados do Exército se limitaram a dar tiros ao ar para tentar dispersar a multidão.


A ONU afirma que desde o início dos protestos, na semana passada, mais de 300 pessoas morreram.


''Provocação''


Um manifestante antigovernista, que se identificou apenas como Zaccaria, afirmou que os ativistas pró-Mubarak provocaram os conflitos.


''Eles começaram a atirar pedras contra nós. Então, alguns de nós começamos a jogar pedras de volta e a tentar forçá-los a abandonar a praça. Eles voltaram mais uma voz com cavalos, chicotes e com capangas'', afirmou.


Um general aposentado que conversou com soldados acampados na Praça Tahrir com seus tanques disse à BBC que o Exército já está perdendo a paciência e que deverá reagir com disparos contra manifestantes pró-governo que usarem armas de fogo.


Oposicionistas dizem que manifestantes pró-Mubarak estão sendo pagos para participar dos protestos e que as tropas que cercavam a praça permitiram seu acesso.


De acordo com um dos enviados da BBC ao Egito, Jon Leyne, entre os manifestantes pró-governo estão policiais à paisana ou desordeiros.


Em uma entrevista à BBC, a manifestante Mona Seif descreveu a atmosfera como sendo ''muito tensa''.


''A cada dois minutos nós ouvimos uma sequência de disparos e eles estão vindo de apenas um lado da praça, perto do Museu do Cairo. É lá que os confrontos estão ocorrendo, há mais de cinco horas, completamente sem parar'', afirmou.


Toque de recolher


Em pronunciamento à TV estatal do país, o recém-indicado vice-presidente do país, Omar Suleiman, disse ainda que só iniciará negociações com a oposição quando os protestos conta o governo terminarem.


"(Para o) diálogo com as forças políticas da oposição é necessário que as demonstrações acabam e as ruas egípcias voltem ao normal", disse ele.


Suleiman, que ocupava o posto de chefe da segurança, foi nomeado vice-presidente na semana passada, no que analistas dizem ter sido uma medida adotada pelo governo de Hosni Mubarak para apaziguar os ânimos dos opositores.


O vice-presidente pediu para que os manifestantes "voltem para suas casas e obedeçam ao toque de recolher".


"Os participantes nas manifestações já transmitiram suas mensagens, tanto pedindo reformas ou dando apoio ao presidente Hosni Mubarak."


Manifestantes pró-Mubarak invadiram a praça com cavalos


Os milhares de manifestantes anti-Mubarak afirmam que as declarações feitas pelo presidente na terça-feira, de que não tentará a reeleição mas seguirá no poder até setembro, seriam insuficientes. Eles pedem a saída imediata do presidente.
BBC Brasil

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

EGITO: MAIS DE I MILHÃO DE PESSOAL DIZEM NÃO À MUBARAK




Com multidão nas ruas, oposição do Egito exige renúncia de Mubarak

Oposicionistas condicionam início da negociação à saída do presidente. Protestos contra o regime de 30 anos entrou pacificamente no oitavo dia

G1 com agências internacionais
(Fotos: AP)






A oposição aumentou a pressão nesta terça-feira (1º) para que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, deixe o governo, ao mesmo tempo que cresce a adesão à manifestação popular que tenta reunir um milhão de pessoas nas ruas contra o governo.

Ao mesmo tempo, o rei da Jordânia anunciou uma mudança no governo do país, também depois de protestos populares.

Condição para negociar
A Irmandade Muçulmana anunciou, em nome da coalizão de grupos de oposição no Egito, que só começará a negociar quando Mubarak deixar o poder.

"Nossa primeira condição é que Mubarak saia", diz comunicado. "Só depois disso o diálogo pode começar com o establishment militar sobre os detalhes para uma transição pacífica de poder."

O ex-diplomata Mohamed ElBaradei, um dos principais nomes da oposição, disse em entrevista à TV Al Arabiya que Mubarak deveria deixar o país no máximo até sexta-feira, e que é necessária uma discussão ampla para definir o futuro político do país após sua saída.

Enquanto isso, crescia a multidão reunida para o ato de protesto que quer juntar um milhão de pessoas contra o regime.

Protesto é pacífico no Cairo; ouça ao lado relato de Ari Peixoto, enviado da TV Globo

O Exército, em nota oficial, disse que considera legítima as reivindicações e prometeu não reprimir os manifestantes, neste que será o oitavo dia seguido de protestos populares contra o regime que já dura 30 anos.




Vários manifestantes fizeram vigília na praça Tahrir, apesar do toque de recolher que vigora no país, e muitos chegavam. Tanques do Exército estavam nos principais acessos ao local, e helicópteros militares sobrevoavam o local.

Também foi convocada uma greve geral por tempo indeterminado, em um país praticamente já paralisado pelos protestos.

As autoridades tentam limitar os deslocamentos da população e obstruir ao máximo os contatos dos organizadores dos protestos.

O Exército fechou os acessos ao Cairo e a outras cidades onde foram convocadas passeatas.

A autoestrada que liga Alexandria ao Cairo estava bloqueada a um quilômetro da capital por um posto de controle militar.

Uma longa fila de caminhões de mercadorias e automóveis aguardava autorização para passar, mas os soldados impediam o avanço de veículos para a capital.

Quase 50 mil pessoas se reuniram diante da mesquita Qaed Ibrahim e da estação de trem, no centro de Alexandria, segunda maior cidade do Egito.

Também havia manifestações em Ismailia e cidades no delta do Nilo, como Tanta, Mansoura e Mahalla el-Kubra.

Na segunda, os trens deixaram de funcionar, e o último provedor de internet egípcio em funcionamento, o Grupo Noor, parou de operar, o que deixou o país sem acesso à rede. Em resposta ao bloqueio à internet, a Google anunciou a criação de uma forma de acesso ao Twitter pelo telefone.

Concessões
Na véspera, Mubarak, de 82 anos, fez uma série de concessões à oposição, mas que não pareceram ter convencido.

O vice-presidente Omar Suleiman, nomeado no final de semana, foi à TV na noite de segunda pedir diálogo com todos os partidos políticos.

Suleiman afirmou ter sido incumbido pelo próprio Mubarak de levar adiante as conversas, que podem incluir alterações na Constituição do país em crise -o que era uma das reivindicações dos oposicionistas.

Também na segunda, Mubarak anunciou um novo gabinete.

Por um decreto de Mubarak, foram indicados novos ministros das Finanças e do Interior.

Outros nomes do gabinete,como o de Field Marshal Hussein Tantawi, ministro da Defesa, e o chanceler, Ahmed Aboul Gheit, foram mantidos.

A pasta do Interior foi para Mahmoud Wagdi, um oficial de polícia reformado. Ele substitui Habib el-Adly, bastante criticado pela violência com que respondeu aos protestos populares.

O canal estatal exibiu imagens dos novos ministros tomando posse ao lado do presidente.

O vice-presidente Suleiman também disse que a prioridade do novo governo é combater a pobreza, o desemprego e a corrupção.

Analistas dizem que o destino de Mubarak agora está nas mãos dos militares, no que pode ser a maior reviravolta política no país desde que o Exército depôs o rei Fahrouk, em 1952.

O presidente não se manifesta publicamente desde sexta-feira.

Quase 50 Organizações Não Governamentais (ONGs) egípcias de defesa dos direitos humanos pediram a Mubarak "que se retire do poder para evitar um banho de sangue".

Os seis primeiros dias de protestos deixaram um saldo de mais de cem mortos e milhares de feridos, segundo várias estimativas.

As manifestações continuaram na segunda país afora, mas pacíficas, ao contrário do que ocorreu antes. Soldados assistiram a tudo sem interferir.

Bancos, a bolsa de valores e o comércio local fecharam, e o toque de recolher continuava.

Governos, companhias aéreas e operadoras de turismo agiram em conjunto para retirar estrangeiro, causando confusão no aeroporto.

Os EUA ordenaram nesta terça a saída do pessoal não essencial de sua embaixada no Cairo.

Repercussão
A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, pediu na segunda ao governo Mubarak que comece "imediatamente" o diálogo com a oposição.

A Casa Branca pediu calma na segunda-feira e se disse satisfeita com a "moderação" exibida pelas forças de segurança egípicias.

O governo britânico alertou que a repressão aos protestos pode "acabar mal", mas evitou pressionar explicitamente pela renúncia de Hosni Mubarak.

É importantíssimo que nem o presidente (dos EUA, Barack) Obama nem eu estejamos dizendo quem devem governar este ou aquele país', disse o primeiro-ministro David Cameron à BBC.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu a Mubarak, uma resposta sem hesitação ao desejo de mudança expresso nos protestos da última semana.

"Escute os gritos do povo e suas reivindicações", afirmou Erdogan, em um discurso ante os deputados de seu partido na sede do Parlamento, antes de acrescentar que pretendia "fazer uma recomendação, uma advertência sincera ao presidente Mubarak".

País chave
O Egito, o mais populoso dos países árabes (80 milhões de habitantes), é um aliado do Ocidente na região e administra o Canal de Suez, essencial para o abastecimento de petróleo dos países desenvolvidos.

Além disso, o Egito é um dos dois países árabes (o outro é a Jordânia, que também enfrenta protestos) que assinou um tratado de paz con Israel. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, mencionou o fantasma de um regime ao estilo iraniano, caso, aproveitando o caos, "um movimento islamita organizado assuma o controle do Estado".



Boneco representando Hosni Mubarak é 'enforcado' nesta terça-feira (1º) na Praça Tahir, no centro do Cairo (Foto: AP)

A rebelião no Egito vai ajudar a criar um "Oriente Médio islâmico", disse nesta terça o chanceler iraniano Ali Akbar Salehi.

"Pelo que sei a respeito do grande povo revolucionário do Egito, que está fazendo história, tenho certeza de que vai desempenhar um papel na criação de um Oriente Médio islâmico, para todos os que buscam liberdade, justiça e independência", declarou Salehi, segundo o portal da televisão estatal iraniana.

Suez


O Canal de Suez, eixo estratégico do comércio mundial, funcionava normalmente nesta terça apesar dos protestos, segundo a Autoridade do Canal.

O canal, que une Porto Said, no Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho, representa a terceira maior fonte de renda estrangeira do Egito.

O volume de seu tráfego é considerado indicador da saúde do comércio marítimo através do mundo.

Petróleo


A tensão regional elevou o preço do petróleo O tipo Brent, negociado em Londres, passou da barreira psicológica de US$ 100 o barril na segunda por temores de que a instabilidade possa se espalhar por países do Oriente Médio, que junto com o norte da África produz mais de um terço do petróleo no mundo.

Foi a maior cotação desde 1º de outubro de 2008.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) observa a situação no Egito com preocupação, mas apenas aumentará a oferta de petróleo se houver uma escassez, afirmou nesta segunda o secretário-geral do cartel, Abdullah al-Badri.

O Conselho de Segurança Nacional dos EUA está monitorando os efeitos da crise egípcia nos mercados financeiro e de petróleo, disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Patrimônio cultural


A diretora geral da Unesco, Irina Bokova, lançou um apelo para que "se proteja o patrimônio cultural do Egito, e se respeite a liberdade de expressão".

Em um comunicado, Bokova manifestou sua compaixão pelas vítimas do "protesto cívico", e deplorou os mortos nas manifestações, antes de pedir que o patrimônio cultural egípcio, "símbolo da identidade nacional" e "legado ancestral da humanidade", seja respeitado.

"Uma boa prova disse é esse cordão humano de proteção que centenas de cidadãos formaram em torno do museu para protegê-lo", destacou Bokova, aludindo à iniciativa de jovens egípcios em relação ao Museu Egípcio do Cairo, que guarda verdadeiras relíquias da antiguidade.

Na nota, a diretora da Unesco expressa "sua preocupação com a situação da livre circulação da informação e da liberdade de imprensa" no Egito, criticando a suspensão dos acesso à internet, o bloqueio da imprensa e os espancamentos de jornalistas.


TUNÍSIA: REPRESSÃO DEIXA 219 MORTOS E 510 FERIDOS

Revolta na Tunísia deixou 219 mortos e 510 feridos, diz ONU


Os protestos populares da Tunísia, que levaram à deposição do ditador Zine el Abidine Ben Ali, deixaram 219 mortos e outros 510 feridos, segundo o chefe da missão do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU.

Bacre Ndiaye afirmou que ao menos 147 foram assassinadas nos protestos, enquanto outras 72 morreram nas revoltas que explodiram em várias prisões do país.

Ndiaye faz parte de um grupo de analistas enviados pela alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, para avaliar as prioridades humanitárias no país.

Ele afirmou que os números ainda são "provisórios" e que a ONU (Organização das Nações Unidas) prossegue com as investigações sobre as semanas de protestos na Tunísia pela queda do ditador e a formação de um novo governo.

Os protestos populares começaram no dia 17 de dezembro, depois que um jovem comerciante ateou fogo ao próprio corpo em Sidi Bouzid, a 265 km ao sul de Túnis. Ele protestava contra o embargo pela polícia de frutas e verduras que vendia na rua. As autoridades alegam que ele não tinha autorização. O rapaz, um desempregado com educação superior, morreu em 4 de janeiro, em um hospital na capital tunisiana.

Desde então, diariamente milhares de tunisianos foram às ruas da capital Túnis e de outras regiões do país para pedir a queda do ditador. Quando Ben Ali deixou o país, em 14 de janeiro, os protestos continuaram pela saída de todos os seus aliados do governo de transição, incluindo o primeiro-ministro.

A polícia reagiu com dureza aos protestos, lançando gás lacrimogêneo, canhões de água e disparando contra os manifestantes. O último balanço do governo fala em 78 mortos.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

AÇÃO DIRETA

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O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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