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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

EUA; FBI CAÇA ATIVISTAS PRÓ-WIKILEAKS

FBI emite 40 mandados prisão contra activistas pró-WikiLeaks

Mais de 40 mandados de prisão foram emitidos para supostos participantes dos ataques a empresas que suspenderam serviços ao WikiLeaks.

«Além dos Estados Unidos e do Reino Unido, os Países Baixos, a Alemanha e a França também conduzem investigações sobre o caso», declarou quinta-feira o Federal Bureau of Investigation (FBI).

As acções são uma resposta ao grupo Anonymous, que atacou os sites da MasterCard e da Visa utilizando uma ferramenta de código aberto chamada LOIC (Low Orbit Ion Cannon). Com esta, eles conseguiram sobrecarregar os sites, tornando-os inacessíveis aos visitantes legítimos. Este tipo de ataque é chamado de distribuição de negação de serviço (DDoS).

Na altura, outros alvos foram o PayPal, a Amazon e os sites de Sarah Palin, ex-candidata a vice-presidência dos EUA, e a Promotoria sueca.

«É ilegal facilitar ou realizar ataques DDoS. Tal acção é punível com até 10 anos de prisão», disse o FBI em nota à imprensa.

CRISE NA ÁFRICA E NO ORIENTE MÉDIO: MANIFESTAÇÕES AUMENTAM NO EGITO.


O "Dia da Ira" contra Mubarak toma conta do Egito



CAIRO - Os protestos contra o presidente egípcio, Hosni Mubarak, se estenderam por toda a capital Cairo nesta sexta-feira, dia tradicional de orações, quando milhares de pessoas saíram às ruas para pedir a queda do regime. A polícia tentou dispersar a multidão usando bombas de gás lacrimogêneos e jatos de água ao término da oração, na qual participou o opositor egípcio Mohamed ElBaradei junto a 2.000 pessoas.

Os fiéis oravam diante de uma grande mesquita do bairro de Guiza, e gritavam "Abaixo (o presidente) Hosni Mubarak!", logo depois de terminada a oração, em meio a um importante dispositivo de segurança.

Este quarto dia de protestos recebeu, além disso, o apoio da Irmandade Muçulmana, principal força da oposição, que até agora apoiava sem grande entusiasmo estas marchas convocadas por núcleos de jovens com aspirações democráticas. Durante a madrugada, foram detidos pelo menos 20 dirigentes da Irmandade Muçulmana, segundo o advogado do movimento.

A internet se encontrava inacessível na manhã desta sexta-feira no Cairo, segundo vários usuários e hotéis. A internet tem sido um instrumento muito utilizado pelos militantes desde terça-feira para convocar protestos exigindo a queda do regime de Mubarak.

O ministério egípcio do Interior advertiu que tomaria "medidas decisivas" contra os manifestantes. O aviso, publicado na madrugada desta sexta-feira (hora local), chegou depois que grupos opositores anunciaram que iriam organizar nesta sexta-feira manifestações "de ira" em várias cidades no fim das orações semanais, como parte da onda de protestos que deixaram sete mortos, cinco manifestantes e dois policiais, além de dezenas de feridos.

"O ministério do Interior renova sua advertência contra tais ações e afirma que serão tomadas medidas decisivas para enfrentá-las, de acordo com a lei", indicou o comunicado.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CRISE NA ÁFRICA E NO ORIENTE MÉDIO: CENTRAL SINDICAL DECIDE FAZER ACORDO COM GOCERNO INTERINO DA TUNÍSIA.

CENTRAL SINDICAL DA TUNÍSIA FAZ ACORDO COM GOVERNO INTERINO PELA PERMANÊNCIA DO PRIMEIRO MINISTRO

BUROCRACIA SINDICAL JÁ DA SINAIS DE TRAIR AS LUTAS DOS TRABALHADORES E DA POPULAÇÃO CONTRA O GOVERNO


TÚNIS - O sindicato União Geral dos Trabalhadores Tunisianos (UGTT), que desempenhou um papel-chave na mobilização da recente revolta social da Tunísia, aceitou nesta quinta-feira, 27, a permanência do primeiro-ministro, Mohamed Ghannouchi, à frente do Executivo de transição, informaram à Agência Efe fontes da entidade.

Os membros do sindicato em todo o país, reunidos nesta quinta-feira durante o dia todo em um hotel perto de Túnis, aceitaram a proposta do presidente interino, Fouad Mebazaa, de manter Ghannouchi e tirar do Executivo todos os ministros do anterior regime em postos importantes como Exteriores, Interior, Defesa, Justiça e Finanças.

A proposta mantém apenas dois ministros do presidente deposto Ben Ali em departamentos de menor peso, como o de Indústria e Planejamento e Cooperação Internacional.

O anúncio oficial do novo governo, previsto para esta quinta-feira, mas adiado em duas ocasiões, sofrerá provavelmente um novo atraso até que não sejam concluídos todos os contatos em torno dos que devem substituir os ministros.

Fontes próximas às negociações para formar o novo Executivo indicaram à Agência EFE que este estará integrado por gestores e pessoas de reconhecida honestidade, algumas delas antigos ministros da época do primeiro presidente da Tunísia independente, Habib Bourguiba.

Milhares de manifestantes exigiram nesta quinta-feira novamente na capital e em outras regiões do país a saída de todos os ministros de Ben Ali, incluído Ghannouchi, do governo de transição.

EUROPA EM CRISE: SINDICATOS FECHAM ACORDO COM O GOVERNO PARA AUMENTAR IDADE DAS APOSENTADORIAS.

Espanha: governo e sindicatos fecham acordo sobre aposentadorias


O governo espanhol anunciou nesta quinta-feira, em um comunicado do Ministério do Trabalho, ter alcançado "um princípio de acordo" com os sindicatos e empresários sobre a nova idade mínima para se aposentar, que passaria dos 65 para os 67 anos.

"Há um princípio de acordo com empresários e sindicatos sobre a reforma das pensões", afirma o governo. "Durante o dia de hoje (quinta-feira), esperamos concluir os capítulos pendentes". O executivo negocia há duas semanas com os principais sindicatos do país, o Comisiones Obreras (CCOO) e o UGT, que se opunham à reforma - defendida pelos empresários.

Segundo vários veículos da mídia espanhola, o acordo prevê um aumento da idade mínima para a aposentadoria, de 65 para 67 anos, mas ainda inclui a possibilidade de parar de trabalhar aos 65 caso o pensionista tenha contribuído para a Segurança Social durante 38 anos e meio.

O governo socialista espanhol prenetende aprovar a reforma das pensões na sexta-feira. Em seguida, o parlamento deve se pronunciar a respeito. A reforma seria iplementada gradualmente entre 2013 e 2027.

Há um ano, o executivo anunciou que planejava adotar uma reforma do sistema de aposentadorias devido ao envelhecimento da população. Os sindicatos, no entanto, eram contra a reforma e ameaçavam convocar uma greve geral.

COLÔMBIA: GOVERNO PERSEGUE E APRISIONA OPOSITORES E TRABALHADORES


LIBERTEM A POETA ANGYE GAONA!



Samuel Trigueiros em www.pcb.org.br



Está presa a poeta e jornalista Angye Gaona. O Estado colombiano quer calá-la para manter a obscuridade genocida. Angye Gaona, poetisa e comunicadora, foi presa por pensar. O fato só reafirma que a Colômbia é um país em que o Estado converteu o ato de pensar em crime.

Angye Gaona é uma mulher criativa e comprometida socialmente, sempre ativa no desenvolvimento e fomento da cultura. Fez parte do comitê organizador do conhecido Festival Internacional de Poesia de Medellín, cuja qualidade é reflexo do trabalho e dos sonhos tecidos entre os povos.

Se faz urgente a mobilização internacional por sua libertação e, também, pela apuração de denúncias de que o Estado colombiano mantém encarceradas mais de 7.500 pessoas pelo "delito de opinião". Estamos ante uma verdadeira ditadura camuflada!

A situação é insuportável: cada dia detém, assassinam ou desaparecem com um opositor político, estudante, sindicalista, sociólogo, camponês... A repressão exercida pelo Estado colombiano contra o povo, com o objetivo de calar suas reivindicações sociais, é brutal. É preciso que o mundo se mobilize em solidariedade! É necessário que o mundo conheça esta realidade e entenda que suas dimensões ultrapassam todo o Universo!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

EGITO: MANIFESTAÇÕES CONTRA DITADOR AUMENTAM NO PAÍS


Manifestações contra Mubarak ganham força no Egito
26 de janeiro de 2011 • 20h54



A polícia entrou em choque na quarta-feira com milhares de egípcios que desafiaram as proibições e fizeram manifestações pelo fim dos 30 anos de regime do presidente Hosni Mubarak.

Um manifestante e um policial foram assassinados no centro do Cairo, elevando o total de mortos nos confrontos para seis, segundo uma fonte da segurança. Na capital, manifestantes queimaram pneus e apedrejaram policiais, que usaram gás lacrimogêneo contra a multidão. Em Suez, um prédio do governo foi incendiado.

Mais tarde, no entanto, outra autoridade da segurança afirmou que as mortes registradas no Cairo não tinham ligação com os confrontos. Segundo o agente, um policial e uma mulher morreram depois de serem atingidos por um carro, que nada tinha a ver com os tumultos na capital.

"Uma investigação está em andamento", disse a autoridade, falando sob condição de anonimato.

São cenas inéditas no país, um dos principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, e de certa forma repetem o que aconteceu há duas semanas em outro país árabe do norte da África, a Tunísia, onde uma rebelião popular derrubou o presidente Zine al Abidine Ben Ali, após 23 anos no poder.

As manifestações no Egito, convocadas pela Internet sob o nome de "Dia da Ira", começaram na terça-feira, quando três manifestantes e um policial morreram em diversos pontos do país.

Nesses dois dias, as forças de segurança prenderam cerca de 500 manifestantes, segundo uma fonte do Ministério do Interior. Testemunhas viram agentes, alguns à paisana, arrastando pessoas e colocando-as em veículos sem identificação oficial.

Houve relatos de que policiais deram tiros para o alto perto de um complexo judicial no centro do Cairo, e que avançaram com caminhões contra uma multidão de cerca de 3.000 pessoas em outra área da capital.

"A principal tática (dos manifestantes) agora é aparecermos de repente, rapidamente, sem alerta ou anúncio; desse jeito ganhamos terreno", disse um ativista no centro do Cairo.

Redes sociais como Twitter e Facebook foram cruciais para a organização dos protestos. Alguns egípcios se queixaram de que o Facebook foi tirado do ar, o que o governo nega. O Twitter confirmou na terça-feira que seu serviço havia sido bloqueado no Egito, mas podia continuar sendo acessado por sites auxiliares (proxies).

A exemplo do que ocorreu na Tunísia, os manifestantes se queixam da pobreza, do desemprego, da corrupção e da repressão, e exigem a demissão de Mubarak, que ascendeu ao poder em 1981, depois do assassinato do presidente Anwar Sadat por militantes islâmicos.

Os EUA disseram que o Egito continua sendo um "aliado próximo e importante", mas a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu ao governo que permita manifestações pacíficas e não censure as redes sociais.

"Acreditamos fortemente que o governo egípcio tem uma importante autoridade neste momento para implementar reformas políticas, econômicas e sociais, de modo a responder às necessidades e interesses legítimos do povo egípcio", disse ela.

Analistas afirmam que os EUA relutariam em abandonar Mubarak, temendo criar mais incertezas na região.

O Egito realizará eleições em setembro, e há ampla expectativa de que Mubarak, de 82 anos, permanecerá no poder ou apresentará um sucessor, como seu filho, Gamal.

Pai e filho negam que Gamal esteja sendo preparado para o poder, mas nas ruas ninguém crê nisso. "Gamal, diga ao seu pai que os egípcios odeiam você", gritavam manifestantes na quarta-feira no Cairo.

(Reportagem adicional de Dina Zayed, Marwa Awad, Sarah Mikhail, Tom Pfeiffer e Patrick Werr)

REBELIÕES NA ÁFRICA E ORINTE MÉDIO. A CRISE CAPITALISTA SE ESPALHA PELO MUNDO.
















Explodem revoltas populares no Oriente Médio e na África: Crise do sistema capitalista desperta reação contra governos nos continentes.


Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC


Apesar de muitas organizações da esquerda radical pelo mundo exaltarem as rebeliões populares na Tunísia como o inicio do processo revolucionário pelas massas, a situação, no entanto merece mais atenção para que consigamos aprender com ela e tirar as conclusões corretas desses enfrentamentos porque, tenham certeza, essa crise logo vai aportar por aqui. Falta muito ainda para que as massas nesses continentes possam, de forma independente e organizada, lutarem por uma ruptura radical com a ordem social-burguesa. As massas ainda não têm experiência acumulada nas lutas sociais e políticas e são reféns da forte coerção ideológica exercida pela religião islâmica. É inegável que a exemplo do que vêm acontecendo na Europa, onde os trabalhadores e estudantes promoveram gigantescas mobilizações e várias greves gerais onde milhões de manifestantes pararam capitais e centros industriais ( como na Inglaterra, Grécia, Portugal, Espanha, Romênia, Bulgária, Turquia e na Itália) o mesmo passa a acontecer na Tunísia e começa a se espalhar para outros países como Egito, Argélia, Mauritânia e Marrocos levantando os trabalhadores desses países para a luta.

Na Europa as massas, principalmente setores de trabalhadores da indústria e dos serviços públicos, respondem à crise realizando reuniões, se organizando nos sindicatos e em novos movimentos políticos para defender seus direitos sociais e lutar contra reformas na legislação trabalhista e na Previdência Social. Mas graças aos burocratas das centrais sindicais as lutas ainda não ultrapassaram o economicismo e algumas reivindicações reformistas. O movimento sindical está sendo utilizado para manobrar as manifestações dos trabalhadores e estudantes para fortalecer os partidos sociail-democratas nas disputas parlamentares onde são oposição e frear o radicalismo crescente da população indignada com a situação de miséria e de desemprego crescente contra os governos que esses partidos participam ou dirigem.

Na Tunísia a população pobre e marginalizada, trabalhadores, sindicatos e estudantes seguidos dos partidos de oposição depuseram o ditador Zine El Abidine Ben Ali que roubava o país e o mantinha entregue aos interesses europeus e em particular do imperialismo francês há mais de 20 anos. Mas, apesar da fuga de Bem Ali, o governo central continua nas mãos de antigos aliados do ditador que formaram uma ampla coalizão partidária e política para tentar manter a ordem e salvar os interesses da burguesia local e do imperialismo. A central sindical Sindicato Geral dos Trabalhadores Tunisianos (UGTT, na sigla em francês) se recusa até o momento a fazer parte dessa coalizão e, juntamente com outras organizações menores, mantém as manifestações por quase todo o país, principalmente na capital Tunis. Aqui as massas buscam acabar com seus sofrimentos e privações apenas derrubando o governo e não a ordem capitalista, verdadeira causadora de todas as suas mazelas.

Pensar o contrário guiado por um sentimento de euforia é deixar de aprender com esse momento das lutas de classes na Tunísia. As lutas das massas tunisianas podem descambar para a construção de um processo de insurreição popular isto é certo. Como é certo também que a burguesia local e o imperialismo não deixarão que isso venha a acontecer. Também pode ocorrer um grande acordo político impulsionado pelo imperialismo entre os dirigentes dos sindicatos e dos partidos de oposição com o governo atual de união nacional chefiado por membros do regime anterior, como é o caso do primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi. Tudo irá depender do grau de consciência e de organização das massas, principalmente dos trabalhadores e estudantes, que formam a parte mais ativa das manifestações contra o governo interino. Mas como já mencionei antriormente as massas ainda são reféns do poder exercido pelo conservadorismo islâmico. E isso não pode ser esquecido. O importante é que as massas se colocaram em movimento e que esse movimento se espalha como fogo na palha seca pela África e Oriente Médio.


No Egito protestos exigem renuncia de Hosni Mubarak


A primeira revolta popular em um país árabe (Tunísia) na história recente inspirou manifestações na região, com protestos no Egito, Argélia, Mauritânia e Marrocos.
Em 2006, milhares de tecelões conseguiram aumentos salariais depois de participarem de uma greve, o que estimulou uma onda de paralisações e outros protestos no país.
Analistas dizem que várias imolações e tentativas no Egito -- já são mais de 12 -- parecem ser motivadas por queixas semelhantes às dos tunisianos que foram às ruas neste mês e derrubaram o governo do presidente Zine al Abidine Ben Ali.
A exemplo do que acontece na Tunísia, muitos egípcios se queixam da pobreza, do desemprego e da repressão governamental. Não há sinais, no entanto, de que esteja em curso uma rebelião que possa desestabilizar o governo do presidente Hosni Mubarak, no poder desde 1981, apoiado por Israel e pelos EUA.

Manifestações em outros países árabes


Influenciados pelos acontecimentos na Tunísia, centenas de manifestantes saíram neste sábado às ruas de Argel, capital da Argélia, para pedir mais democracia no país árabe. O protesto foi encerrado com violência pela polícia. Segundo o líder oposicionista Said Sadi, a ação policial deixou 42 manifestantes feridos. O governo fala em 19 feridos, incluindo oito policiais.

Cerca de 300 manifestantes se reuniram diante da sede do partido oposicionista RCD, de onde pretendiam iniciar uma marcha até o prédio do Parlamento. A intenção era protestar contra a repressão política por parte do governo. Alguns participantes exibiam bandeiras da Tunísia.

Um forte aparato policial impediu a marcha, que não havia sido autorizada pelas autoridades. Houve confronto entre os manifestantes e a polícia, que usou cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo. Segundo o governo, nove pessoas foram detidas.

Protesto contra governo, desemprego e aumento de preços


Também no Iêmen ocorreram protestos motivados pelos acontecimentos na Tunísia. No sábado, centenas de estudantes, ativistas e oposicionistas se reuniram em frente à universidade da capital Sana. Eles pediram a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh, que está há 32 anos no poder.

Já na quarta-feira passada a Liga Árabe havia alertado para uma expansão dos protestos sociais na Tunísia para outros países árabes. A população está "irada e frustrada" como nunca antes, disse o secretário-geral Amr Mussa durante um encontro de cúpula no Egito.

Nos últimos dias, em diversos países árabes, a população saiu às ruas para protestar contra o governo, o desemprego e o aumento de preços. Além da Tunísia, Argélia e Iêmen, os protestos ocorreram também no Egito, Jordânia e Mauritânia.

Marrocos prende 27 suspeitos de terrorismo

As autoridades marroquinas anunciaram nesta terça-feira a prisão de 27 suspeitos de terrorismo, incluindo um membro da Al Qaeda no Maghreb islâmico (Aqmi), que estariam envolvidos na preparação de atentados no reino.

Esta rede, dirigida por "um marroquino membro da Aqmi, planejava fazer do Marrocos uma base avançada para atos terroristas", destacou o ministério marroquino do Interior.

Estas pessoas "planejavam cometer atos terroristas com cinturões de explosivos e carros-bomba contra os serviços de segurança marroquinos", acrescentou o ministério do Interior, sem revelar o nome dos detidos.

Ao "desmantelar a célula" a polícia "descobriu uma quantidade de armas ocultas em três esconderijos na região de Amgala, 220 km de El Aaiún", na cabeceira do Saara ocidental.

Segundo especialistas, os combatentes da Aqmi estão em territórios situados nos confins da Argélia, Mali e Mauritânia.


Liga Árabe adverte líderes sobre insatisfação popular em países da região


Em meio à revolta na Tunísia e à onda de autoimolações e protestos na Argélia, Egito, Jordânia, Mauritânia e Iêmen, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, admitiu ontem (19) que a insatisfação popular na região chegou a um nível "sem precedentes" e que a "alma árabe" está abalada pela pobreza, o desemprego e a recessão.
Falando a mais de 20 países numa cúpula econômica da liga em Sharm el Sheikh, no Egito, Moussa disse que a “revolução” tunisiana não é um caso isolado.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

REFLEXÕES SOBRE O SOCIALISMO CUBANO


Na foto os verdadeiros donos do poder em Cuba.




REFLEXÕES SOBRE O SOCIALISMO CUBANO: UMA OBRA DE FICÇÃO POLÍTICA.



Para aqueles militantes que se dizem marxistas (no sentido integral do termo) o socialismo cubano não passa de mais uma obra de ficção daqueles que tiram dos trabalhadores a direção do seu próprio movimento revolucionário. Se acreditarmos realmente que existe socialismo em Cuba estaremos jogando o marxismo no lixo da história, assim como desejam todos aqueles que não querem a real emancipação da classe trabalhadora e a construção de uma nova forma de organização social baseada na cooperação, na fraternidade e na solidariedade entre os povos.

Afinal, o que é realmente o socialismo cubano?

O dito socialismo cubano é um sistema social e econômico baseado no controle estatal dos meios de produção e da repartição das riquezas geradas pelo trabalho dos individuos nas empresas e empreendimentos do estado.

Embora não exista a burguesia como classe social que se apodera da riqueza e da mais valia criada pelos trabalhadores, em seu lugar atua a burocracia estatal, que dessa forma se configura em uma casta social separada da classe trabalhadora.

É essa burocracia estatal quem dita as regras em que devem funcionar as empresas estatais e de que maneira devem ser divididos os seus lucros entre os trabalhadores. Ou seja, é essa burocracia estatal e partidária que, substituindo os trabalhadores, lhes diz o quanto devem receber pelo seu trabalho e o quanto deve ficar retido para custear a administração do estado e suas políticas sociais.

Não são os trabalhadores quem decidem o quanto a burocracia tem direito a receber pela sua "grandiosa" tarefa de controlar toda a economia e a divisão social do trabalho. Quem realiza mais essa tarefa é a própria burocracia.

No socialismo cubano não existe espaço para o poder decisório dos trabalhadores, para os conselhos de operários, camponeses, estudantes e soldados. O que existe é a forte presença do estado e da burocracia. No socialismo cubano, assim como nos demais regimes que ficaram conhecidos por democracias populares e pelo seu socialismo realmente existente, não exitem sindicatos livres do controle do estado e do partido. Assim como nas demcracias burguesas, no socialismo cubano também existem os acordos secretos firmados com governos e estados burgueses, bem como as decisões tomadas pela burocracia sem o conhecimento e a devida participação dos trabalhadores.

No socialismo cubano as eleições transformam os trabalhadores em meros eleitores uma vez que todos os candidatos devem ser do partido e é o partido que dita quem deve ser candidato ou não. Ou seja, no socialismo cubano os organismos de direção do estado seguem os mesmos moldes dos estados burgueses. Existe a divisão entre comandados e os que comandam. E como nos regimes burgueses a democracia não passa de uma palavra, de uma cortina de fumaça, como dizia Marx, para camuflar a exploração econômica e a diferença entre proletários e capitalistas. O socialismo cubano serve a burocracia para os mesmos fins.

Realizada a Revolução em Cuba os trabalhadores foram logo postos à margem das decisões. Foi o partido (e no partido o grupo de Fidel) quem tomou para si o destino da revolução.

Fidel só se transformou em socialista depois que os EUA lhes viraram as costas devido as pressões dos grandes capitalistas norte-americanos e das oligarquias cubanas que fugiram de Cuba em direção a Miame depois da revolução. Não discuto aqui as conquistas sociais da Revolução Cubana. O que discuto é o dito socialismo cubano.

Cuba e o Internacionalismo Revolucionário

Falar de socialismo em Cuba sem levar em consideração a realidade é mera expeculação sobre algo que na realidade não passa de uma ficção política defendida por uma esquerda que vê no estado a na burocracia as chaves que abrem as portas do céu. Não podemos construir o socialismo, seja em Cuba ou no Brasil, pedindo ajuda econômica para os capitalistas da Europa, do Canadá ou da América Latina. O socialismo é acima de tudo internacionalista. Sem a revolução internacional o socialismo será um socialismo pela metade, refém do capitalismo em todas as áreas. Não pode haver a coexistência pacífica entre o socialismo e o capitalismo. A origem do socialismo e a sua implantação está no desenvolvimento das lutas de classes na derrota da burguesia e não nos decretos do estado e dos acordos da burocracia com os capitalistas.

Cuba se afirma socialista mas deixou há muito tempo de praticar o internacionalismo revolucionário. Hoje a burocracia socialista de Cuba pratica a chamada coexistência pacífica com os demais estados capitalistas e com os próprios capitalistas. O socialismo cubano sobrevive graças aos capitalistas espanhois, canadenses e a burocracia chinesa que também se diz socialista. O socialismo cubano é, na verdade, um mito construído para manter os trabalhadores do mundo inteiro alienados do seu próprio poder de transformar a sociedade e acabar com o estado, o seu aparato de burocratas e castas dirigentes, sejam elas dos partidos ou os capitalistas.

O socialismo será obra dos trabalhadores ou não será socialismo!
Enquanto houver a divisão social do trabalho e o controle da sociedade pela burocracia do estado não poderá haver nem liberdade e nem socialismo!
Paz entre nós, trabalhadores, e guerra aos parasitas que nos exploram!
Trabalhadores de todos os países, uní-vos!

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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