Click na imagem para acessar o site

Click na imagem para acessar o site
click na imagem para acessar o site
"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sábado, 20 de novembro de 2010

MATO GROSSO DO SUL: TRABALHADORES PROTESTAM POR SALÁRIOS ATRASADOS


FRIGORÍFICO: Trabalhadores protestam por salário
Funcionários querem o salário atrasado e esperam que a empresa volte a operar.



Foto: Hedio Fazan
Flávio Verão


DOURADOS – Dezenas de funcionários do Frigorífico de Itaporã, administrado pela empresa Torlin Alimentos S/A, protestaram ontem à tarde em frente a sede. Os manifestantes alegam falta do pagamento da sexta parcela de um acordo feito no ano passado, quando o frigorífico mandou embora os funcionários e os recontratou. A última parcela foi paga em abril e, segundo eles, desde então nenhum tipo de acordo ainda foi mantido com os empregados na tentativa de pagar o que está em atraso. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Dourados acompanha o caso e entrou com “sequestro de bens” da empresa para garantir os salários.

No início do mês passado os funcionários já haviam feito manifesto em frente ao frigorífico. Na época eles bloquearam a saída de 30 toneladas de carne que seriam enviadas à exportação. Havia um boato de que a empresa seria fechada e os trabalhadores ficariam sem o pagamento.

Ontem, a advogada do Sindicato disse aos funcionários que há especulação, por parte da própria empresa, de que o frigorífico poderá ser vendido. Eles ficaram animados com a notícia, pois acreditam que, com uma nova diretoria, a empresa volte a funcionar na normalidade.

A queda de braço entre funcionários e a empresa já dura cerca de dois anos. No período da crise mundial vários frigoríficos do país foram abalados e em Mato Grosso do Sul não foi diferente. Nos últimos meses a Torlin vem abatendo poucos animais, desde então os empregados nem chegam a trabalhar durante os 30 dias do mês. O último abate ocorreu em maio e foi de apenas 670 cabeças, trabalho feito em sete dias.

O problema é que, segundo os funcionários, os cerca de 270 empregados recontratados foram demitidos novamente na primeira quinzena do mês passado. Eles dizem que as carteiras de trabalho estão retidas na empresa, mas até agora nenhuma teve baixa.

“Estamos sem opção. Com as carteiras retidas não podemos trabalhar em outro lugar. O pior disso tudo é que a empresa não dá nenhuma resposta para nós”, disse Agnaldo da Silva, um dos organizadores do protesto. Durante o protesto de ontem a diretoria da empresa deixou o frigorífico e nenhum funcionário foi encontrado pela reportagem para falar sobre o problema da empresa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

Marcadores