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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

GREVE GERAL EM PORTUGAL: OS TRABALHADORES E ESTUDANTES DIZEM NÃO!

GREVE GERAL EM PORTUGAL: O protesto
Os barões da política nacional, no poder, ora uns, ora outros, ao longo de quase três décadas, já nada têm a dizer aos portugueses.

Helder Castro


Portugal (quase) parou. A greve geral, organizada conjuntamente pelas duas centrais sindicais do país, reflecte a contestação da maioria da nação face a anos de desgoverno que mergulharam Portugal numa profunda crise económica e financeira.

A elevada adesão à greve geral mostra que, apesar do desânimo e da descrença em que o país se encontra - à excepção, é claro, de quem habitualmente passa incólume por esta e outras crises -, os portugueses não engoliram as trapaças com que os principais responsáveis políticos do país, no poder e na oposição, tentaram alijar e escamotear as próprias responsabilidades, atribuindo a “doença” à crise internacional.

Não é do feitio dos portugueses quebrar pratos à moda grega, mas depois de décadas de acomodação aos ditames dos governos, que se vão alternando no poder, o alto índice de adesão ao protesto mostra que a capacidade de revolta colectiva pode voltar a germinar.

O problema que Portugal enfrenta não é apenas conseqüência de uma crise passageira, reflexo de uma crise mais geral, como gritaram à exaustão ministros e acólitos. Também o é, seguramente, mas o país sofre, sobretudo, de um modelo de governação que está esgotado.

Os barões da política nacional, no poder, ora uns, ora outros, ao longo de quase três décadas, já nada têm a dizer aos portugueses. Os cidadãos já não se revêem nas suas propostas, já não acreditam neles. “São todos a mesma coisa”. É o que se pode ouvir em cada esquina de Portugal.

A corrupção, o clientelismo político, o jeitinho português de fazer política, a miscigenação perversa do interesse público com os ganhos privados corromperam a nação, deixaram o país quase sem sonhos.

Os portugueses olham para si mesmos e olham à sua volta e não encontram um caminho que abra as portas da esperança, do desenvolvimento, do crescimento económico e do progresso social. “Estamos sempre na cauda da Europa”.

A alternância no poder dos dois partidos maioritários nada traz de novo, nem de bom. E, no entanto, há homens honestos e capazes nesses partidos e também nos outros. E há homens honestos e capazes sem partido. Talvez seja esse o caminho que Portugal tenha de trilhar para sair democraticamente da crise. Um governo de “homens bons”. Democraticamente eleito. Um governo que atenda verdadeiramente aos interesses nacionais, que mereça o respeito dos cidadãos e que se faça também respeitar fora do pequeno rectângulo em que todos crescemos ou vivemos.

OPINIÃO DO COLETIVO DE AÇÃO DIRETA COMUNISTAS NO BRASIL


A questão da crise internacional não pode ser diminuida a apenas a honestidade ou a sua falta nos governantes ou dos partidos políticos, sejam eles de direita, centro ou de esquerda. A crise é da natureza do sistema capitalisma como um todo. É uma crise de valores, sim! Mas antes de tudo é uma crise oriunda das estruturas do próprio sistema econômico internacional.

Ela tem origem na super produção, na valorização de certas ações nas bolsas de valores, na desvalorização de certas moedas, nas altas taxas de juros, nas baixas taxas de juros, nas transações econômicas entre países, na precarização do trabalho, no desemprego mundial, na especulação imobiliaria e financeira, na parasitagem dos agiotas do mercado, na política que não resolve nada e na própria democracia burguesa que é uma farsa.

Falar de honestidade para resolver os problemas de Portugal é como acreditar que Papai Noel poderá salvar o Natal dos milhões de desempregados na Europa e nos Estados Unidos. Somente a revolta, a insubordinação, a desobediencia civil e a paralisão do sistema capitalista poderão acabar com as crises do sistema.


E isso não acontecerá com greves gerais controladas pelos burocratas sindicais fiéis cães de guarda do capitalismo. As greves gerais têm que estar sob o controle dos próprios trabalhadores e devem ir além dos protestos contra os planos de auteridade dos governos. As greves gerais são os passos iniciais da revolta popular contra os parasitas que nos governam e nos exploram diariamente.

De nada adiantam essas greves gerais se elas não aprofundarem as lutas dos trabalhadores e despertar a consciência revolucionária dos explorados contra o sistema que lhes tira direitos, que os violenta, rouba, engana e os joga na miséria para que uma minoria de parasitas fique cada vez mais rica e poderosa, apesas de todas as crises capitalistas.


Somente a revolução comunista libertária poderá abrir as portas de um mundo novo para a classe trabalhadora e demais classes exploradas pelo capitalismo internacional. Fora disto as greves gerais servirão apenas para distrair e cansar os trabalhadores e afastá-los da verdadeira luta que devem travar contra a opressão e a bárbarie que se aproxima. As greves gerais devem ter como objetivo expor as contradições da democracia burguesa e a quem serve o estado, os partidos acabando assim com qualquer ilusão a respeito do capitalismo.

Nem os burocratas sindicais, nem os partidos políticos poderão levar as nossas lutas adiante. Ou os trabalhadores assumem o papel que lhes cabe neste momento, ou a reação logo assumirá o controle da situação. As lutas de classes não são travadas pela metade. E a única opção política consciente que devemos seguir para alcançarmos a vitória é AÇÃO DIRETA E INDEPENDÊNCIA DE CLASSE.

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AÇÃO DIRETA

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O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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