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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CÚPULA DA OTAN (NATO) EM PORTUGAL.

CÚPULA DA OTAN (NATO) EM LISBOA, PT.

Com o fim do Pacto de Varsóvia e da “Cortina de Ferro” os ex-Estados operários são convertidos em apêndices do imperialismo ianque

A 24ª Cúpula da OTAN encerrou-se neste dia 20 de novembro, em Lisboa, Portugal. Ao lado da elaboração de uma política militar para livrar seus membros do pântano em que se encontram submergidos no Afeganistão, outro avanço obtido pelo imperialismo foi conquistar a aproximação da própria ex-URSS, hoje Rússia, antiga potência militar e contraponto real ao domínio do império ianque no planeta. OTAN e Moscou assinaram um acordo de colaboração tanto na instalação dos “escudos antimísseis” na Europa como para possibilitar o trânsito de suprimentos de guerra no território russo, medidas indispensáveis para incrementar o controle imperialista sobre os países do Oriente Médio, fortalecendo o estratégico domínio sobre as riquezas naturais e do mercado da região. Dando uma dimensão das sórdidas pretensões da reunião entre os chefes-de-Estado, o governo português montou um poderoso aparato de guerra contra os 30 mil manifestantes que realizaram manifestações de protesto ao encontro.

Poderia-se sintetizar o espírito dos 28 países que ratificaram o documento firmado na reunião da OTAN no compromisso de utilizar “uma combinação adequada de forças convencionais, nucleares e de defesa antimíssil”, dentro do que chamou o presidente da organização, o primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, de “novo conceito estratégico”. Além disso, foi deliberada pela formação de uma Força de Resposta Rápida de atividade permanente para facilitar a intervenção cirúrgica quando se fizer necessário. Ou seja, por estas resoluções, todo poderio bélico pode ser utilizado para subjugar barbaramente os povos semicoloniais do planeta, a fim de pilhar-lhes suas riquezas naturais, ou mesmo render países periféricos não alinhados com as diretrizes imperialistas, como Irã ou o Estado operário norte-coreano.

Recordemos que a OTAN foi criada em 1949, no período do pós-guerra para combater o avanço da zona de influência da URSS no Leste europeu, no marco do processo que também criou artificialmente o enclave nazi-sionista de Israel um ano antes, para servir como ponta-de-lança para o imperialismo na cobiçada região árabe. Hoje, passados 20 anos da restauração capitalista na antiga URSS, em uma etapa de franca guerra contra os povos orientada pela Casa Branca sob o pretexto do “combate ao terror”, a frente militar imperialista conta com a sintomática colaboração direta de ex-integrantes do Pacto de Varsóvia, então o compromisso militar dos Estados operários burocratizados para deter a ofensiva da Aliança imperialista existente durante a chamada “Guerra Fria”.

Nesta conjuntura de ocupações militares a serviço das corporações econômicas transnacionais, como ocorre no Iraque e Afeganistão, os EUA e a União Européia contam com os novos colaboradores , os governos restauracionistas para servirem de bucha-de-canhão contra os países atrasados. Acontece que o processo contra- revolucionário que destruiu as conquistas ainda existentes da revolução bolchevique foi conduzido diretamente por forças políticas ligadas a Washington, que assumindo o novo poder estatal burguês logo trataram de associar o novo regime social de produção aos interesses do mercado financeiro internacional. Neste quadro das cinzas dos ex-Estados operários não surgiram potências capitalistas, autônomas do imperialismo, mas sim semicolônias dependentes e subordinadas a linha política e econômica dos EUA.

Seguindo a trajetória das ex-repúblicas soviéticas sobre os quais mantinha influência política e econômica, a “nova” Rússia trilha o caminho de integração cada vez maior à ordem belicista mundial imperialista, assinando um acordo de cooperação com a OTAN e sendo incorporada em sua rede de proteção, processo batizado de “política de portas abertas”. Este episódio marca uma nova etapa de subserviência ao imperialismo ianque e europeu. Ao contrário de esboçar alguma defesa militar da região em sua esfera de influência regional, como ocorreu num passado recente, como na Geórgia há cerca de pouco mais de dois anos quando a Rússia ocupou a Ossétia do Sul para defender a região contra as tropas da OTAN, agora Moscou se comprometeu a cooperar permitindo que seu território sirva para o transporte de suprimentos de guerra e alimentos para as genocidas tropas militares que massacram os povos do Oriente Médio, além do fornecimento de helicópteros especializados. Este fato marca uma etapa de recrudescimento da ofensiva global do imperialismo desatada após o crash financeiro de 2008, ou seja, ao contrário do que previram os revisionistas o “colapso” de Wall Street não desencadeou a rebelião das massas desprovidas de uma vanguarda revolucionária, no sentido oposto incrementou a ofensiva imperialista em toda linha de reação.

Para tentar derrotar a resistência fundamentalista afegã, a OTAN fixou como meta nesta cúpula operar uma transição até 2014, substituindo as tropas militares de ocupação de 150 mil soldados por um farsesco “exército nacional” alinhado com os desígnios do imperialismo, empregando na operação o dobro, ou seja, cerca de 300 mil homens. O secretário-geral da OTAN e o presidente fantoche afegão, Hamid Karzai, assinaram o acordo no qual os 28 países-membros da aliança militar e 20 outras nações que participam da ISAF (Força Internacional de Assistência para a Segurança no Afeganistão) endossam o cronograma de retirada das tropas. Não significa, porém, que as tropas serão retiradas integralmente daqui a quatro anos. Segundo declarou o embaixador ianque na OTAN, Ivo Daalder, a meta e o fim da missão de combate no Afeganistão “não são a mesma coisa”.

O mercenário exército pró-imperialista a ser formado e preparado a partir do início de 2011 receberia o treinamento direto promovido pelo Pentágono e estaria acompanhado de empresas de segurança privadas que recrutam mercenários capazes de ingressarem na batalha pela aniquilação da insurgência talibã. No entanto, há indícios de grande dificuldade por parte da OTAN em formar uma guarda nacional no Afeganistão com este perfil, pois o índice de deserção é bastante grande, tendo em vista o forte sentimento anti-imperialista presente entre a população. A desmoralização por que passa o presidente ianque, Barack Obama, por sua incapacidade de avançar no controle dos focos de insurgências árabes, abre brechas para a retomada de uma orientação republicana através do retorno do partido a Washington, agora com uma orientação ainda mais carniceira a partir do surgimento do Tea Party, o que significa o prenúncio da retomada de uma ofensiva ainda mais brutal desencadeada pelo imperialismo e seus governos títeres.

Neste tabuleiro de aberta guerra descomunal imperialista contra as nações vitimas da opressão militar ianque e européia, os marxistas revolucionários posicionam-se incondicionalmente na trincheira dos povos agredidos, lutando militarmente pela derrota e expulsão das tropas invasoras. Nos opomos a opinião pública pequeno-burguesa à qual aderiram vários partidos de “esquerda” de condenar as formas militares não convencionais (nominadas pela burguesia como terrorismo) utilizadas pelas organizações de resistência. Neste momento de avanço no cerco sobre os povos semicoloniais, sem hesitar apoiamos à conformação de uma frente única militar com as organizações que combatem a ofensiva imperialista, mantendo total independência de classe, sem prestar nenhum apoio político às direções nacionalistas estranhas ao proletariado, trabalhando pacientemente contra a ausência de referências socialistas na consciência das massas.


Liga Bolchevique Internacionalista
www.lbiqi.org

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AÇÃO DIRETA

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O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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