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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



terça-feira, 30 de novembro de 2010

DITADURA MILITAR NO BRASIL: ENCONTRADA ALA CLANDESTINA EM CEMITÉRIO DE SÃO PAULO.

Polícia busca em São Paulo ossadas de presos políticos
Começa escavação em ala clandestina localizada no cemitério Vila Formosa, situado na zona leste da capital paulista.

Agência Brasil de Notícias


Começou nesta segunda-feira (29) o trabalho de escavação do ossário clandestino do Cemitério Vila Formosa, zona leste da capital paulista. Investigações preliminares mostraram que pode haver, no local, restos mortais de pelo menos dez presos políticos do período da ditadura.

O trabalho está sendo conduzido na presença de representantes do Ministério Público Federal de São Paulo, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo.

Segundo o procurador regional da República, Marlon Alberto Weichert, o trabalho deve estender-se até sexta-feira (3), com a escavação de duas áreas distintas: a primeira, embaixo de um canteiro onde havia um letreiro do cemitério e a segunda, em uma quadra onde há registros do sepultamento de Virgílio Gomes da Silva e Sérgio Corrêa.

“De acordo com relatos, esta primeira área pode ser uma vala clandestina onde foram depositados, nos anos 70, ossos retirados de valas aqui do cemitério e não há registros disso nos livros oficiais. É uma possibilidade, tendo em vista a data, e que coincide com a vala clandestina do Cemitério de Perus, já que o Cemitério Vila Formosa foi também um destinatário de corpos de desaparecidos políticos”.

Os trabalhos visam à confirmação dessa vala, a definição da data exata da existência do ossário, a verificação do estado das ossadas e como estão acondicionadas. No caso da segunda área, ainda é preciso terminar um levantamento que definirá a contagem das sepulturas e, possivelmente, terá que ser feita a exumação dos restos mortais. “É imprevisível quanto tempo demoraremos para fazer a identificação das ossadas porque dependemos de saber qual a condição desses ossos, se vai ser possível fazer a comparação e extrair DNA para confrontação”.

A localização das ossadas foi feita com equipamento de radar de solo, na primeira quinzena deste mês. Se confirmada a existência dos ossos, o material será encaminhado à Polícia Federal (PF) para que sejam feitos os exames de medição, para estabelecer o perfil da pessoa e de DNA, para identificá-la. Os trabalhos de identificação serão feitos no IML de São Paulo e, em seguida, o material será levado, para confronto de dados, ao Instituto Nacional de Criminalística da PF, em Brasília.

Segundo a procuradora regional da República de São Paulo, Eugênia Gonzaga, a busca no Cemitério Vila Formosa poderá ser mais fácil, já que, ali, há uma câmara subterrânea com paredes de concreto de aproximadamente 9 metros quadrados. Ela acredita que haja muitas ossadas no local e, mesmo que não seja possível identificar de quem são, o trabalho terá valido a pena. “Mesmo que seja impossível identificar uma única ossada, vai ser possível cobrar as autoridades responsáveis para que façam um memorial e que fique registrado que este é o local onde estão repousando essas pessoas”.

Para a viúva de Virgílio Gomes da Silva, Ilda Martins da Silva, ainda que os ossos não sejam identificados, é preciso fazer um monumento em homenagem a todos os que morreram no período da ditadura. “Todos eles merecem nossa homenagem porque lutaram. É o início de um conforto, mas nunca será. Conforto seria se ele estivesse vivo, mas saber que podemos ter um lugar onde pôr uma flor, queimar uma vela, vir fazer uma homenagem qualquer é uma esperança. São 41 anos de espera”.

A coordenadora-geral de Combate à Tortura da Secretaria de Direitos Humanos, Maria Auxiliadora Arantes, disse que as buscas no Cemitério Vila Formosa mostram a vontade de promover uma mudança e resgatar a verdade dos fatos ocorridos na ditadura. “Esse acontecimento aqui, hoje, abre o caminho para que ações como esta possam ocorrer em outros sítios onde se supõe que estejam enterrados nossos desaparecidos políticos”.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

EUROPA EM CRISE: SINDICATO ACEITA REDUÇÃO DE SALARIOS.


SINDICATO EUROPEU ACEITA NEGOCIAR REDUÇÃO DE SALÁRIOS.

O líder da confederação de sindicatos europeus admite corte de salários em troca de formação ou subsídio de desemprego.


A redução temporária de salário e da jornada laboral, completada com subsídio de desemprego ou até formação profissional, foi uma forma encontrada por alguns países europeus, como a Alemanha, Áustria e Holanda para manter o nível de emprego e qualificar os seus trabalhadores no período de crise. Tudo feito com o apoio e empenho dos sindicatos.

A poucos dias da greve geral convocada em Portugal, John Monks, o secretário-geral da confederação de sindicatos europeus (ETUC), defende esta solução como "boa alternativa ao desemprego" e forma de acomodar o impacto da austeridade. "Fizemos um apelo aos sindicatos de todos os países, mas poucos o aceitaram. Uns não quiseram, outros não viam recursos suficientes para esses programas, outros receavam abusos dos empregadores", explica em entrevista ao Diário Económico.


Monks, que vê o sindicalismo como "um movimento, não um monumento", não vê problemas em defender estes esquemas de cortes de salário? "A questão central é que as pessoas mantêm o emprego, é certo que vêm as suas bases salariais reduzidas - reconhece Monks -, mas quando a economia retoma voltam ao trabalho a tempo inteiro, e agora com mais competências por causa da formação".


OPINIÃO DO COLETIVO DE AÇÃO DIRETA COMUNISTAS NO BRASIL ADC


Como sempre os burocratas sindicais traem as lutas dos trabalhadores. A posição do secretário geral da Confederação dos Sindicatos Europeus, John Monks, defendendo a redução dos salários para auxiliar os governos a sairem da crise financeira/econômica européia demonstra muito bem até onde esses traidores dos trabalhadores vão com sua política de colaboração de classes.

O desemprego se transforma, em seus discursos, em culpa dos próprios trabalhadores incapacitados de se manterem no "mercado de trabalho". Portanto nada mais justo que os trabalhadores europeus deêm a sua parcela de contribuição para acabar com mais essa crise do capitalismo.
Os trabalhadores devem resistir e lutar contra os planos de arrocho e desemprego dos patrões, banqueiros, governos e do FMI e contra os pelegos e traidores.

A nossa palavra de ordem é NEM BUROCRATAS SINDICAIS, NEM COLABORAÇÃO DE CLASSES. AÇÃO DIRETA E INDEPENDÊNCIA DE CLASSE É O CAMINHO CONTRA OS PATRÕES E O ESTADO. TODOS UNIDOS PELO COMUNISMO INTERNACIONAL!

A EUROPA EM CRISE: EXTREMA DIREITA CRESCE NA SUIÇA.


Suíços aprovam lei de imigração xenófoba

Os suíços aprovaram este domingo, em referendo, a expulsão automática de estrangeiros condenados, com 52,9 por cento de votos a favor. O novo projecto de lei, iniciativa da extrema-direita, não tem em conta a gravidade dos delitos.
Artigo 29 Novembro, 2010 - 12:32



ESQUERDA.NET



A proposta vencedora no referendo é do UCD, o partido de extrema-direita que se tornou nos últimos anos no maior da Suíça. O "sim" venceu com 52,9 por cento dos votos, tendo o "não" tido 47,1 por cento. Uma contra-proposta apresentada pelo governo, prevendo que cada caso de deportação fosse analisado por um juíz, foi recusada por 54,2 por cento dos eleitores. Só os eleitores de cantões de maioria francófona não disseram “sim” ao texto.

A maioria dos suíços aprovou, assim, uma iniciativa que prevê a expulsão automática dos estrangeiros condenados por crimes que vão desde a violação ao “abuso de ajudas sociais”. Trata-se de uma proposta do UCD, o partido de extrema-direita que se tornou nos últimos anos no maior da Suíça.

Nos cartazes do UDC aparecia um grupo de ovelhas brancas que pontapeava para fora da bandeira helvética uma ovelha negra. Imagem infeliz e xenófoba também conhecida em Portugal, nos cartazes do PNR, o partido de extrema-direita português.

A deportação de estrangeiros condenados já é possível no país segundo determinadas condições, mas o novo projecto de lei prevê a expulsão automática sem ter em conta a gravidade dos delitos.

A contra-proposta lançada pelo Governo, que visava precisamente que se tivesse em conta a gravidade dos crimes e o tempo da pena a que cada estrangeiro seja condenado na decisão de expulsão, foi rejeitada pela maioria dos eleitores. O Governo teme que a nova legislação abra mais fissuras nas relações com a União Europeia, para além de poder entrar em choque com tratados internacionais anti-descriminação.

As críticas à proibição discriminatória da construção de minaretes, votada há exactamente um ano pelos suíços, ainda estão bem presentes na memória dos dirigentes.

A Suíça não é membro da União Europeia, mas aceitou várias determinações comuns aos Vinte e Sete e permite aos cidadãos de todos estes países residirem na federação sem autorizações especiais.

EUROPA EM CRISE: MILHARES PROTESTAM EM ROMA.


Milhares de manifestantes em Roma contra medidas de austeridade
Milhares de manifestantes responderam ao apelo da Confederação Geral Italiana do Trabalho e desfilaram pelas ruas de Roma em protesto contra a política económica de Berlusconi.



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A manifestação convocada pela Confederação Geral Italiana do Trabalho teve como lema “O futuro é dos jovens e do trabalho: mais direitos e mais democracia”: Foto do portal Diário Liberdade. Segundo o lema “ O futuro é dos jovens e do trabalho: mais direitos e mais democracia”, a manifestação, que terminou na praça San Juan de Letrán, juntou não só trabalhadores como trabalhadores, estudantes, pensionistas e políticos vindos de todo o país.

A Confederação Geral Italiana do Trabalho ameaça agora convocar uma nova greve geral, à semelhança do que aconteceu no passado dia 25 de junho, quando os italianos se manifestaram contra o plano de austeridadedo governo, caso Berlusconi não implemente verdadeiras medidas de combate à crise. Os sindicatos exigem ainda a Berlusconi que “deixe de fingir que é uma vítima do mundo” e de “lançar alarmes à população” e que dê as respostas que têm sido solicitadas.

Os cortes dos fundos para a Universidade pública para aumentar os destinados à Universidade privada, também têm motivado enorme contestação e os protestos dos estudantes por todo o país. Os estudantes que, segundo Gorka Larrabeiti, do Rebelión, saíram à rua munidos “com escudos de cortiça carregando títulos da literatura clássica universal” foram acusados pelos meios de comunicação social de assédio e o Senado, contra o qual foram lançados ovos, classificou os protestos de “vil agressão” e “acto de violência”.

EUROPA EM CRISE: APÓS INTERVENÇÃO DA UE E DO FMI VERDES DEIXAM GOVERNO NA IRLANDA.


Crise política na Irlanda após plano de resgate financeiro
Descontentes com a intervenção da UE e do FMI no sistema financeiro irlandês, com o aval do Governo, o partido Os Verdes bateu com a porta, pondo fim à coligação governativa, e pede eleições antecipadas.


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O deputado do partido Sinn Féin, Aengus Ó Snodaigh, também foi "empurrado" pela polícia durante os protestos . Foto Colin Keegan/Collins, Dublin.
Já durante a tarde desta segunda-feira, um grupo de manifestantes que protestavam contra a manipulação do governo sobre a crise económica abriu caminho pela área de segurança dos edifícios do Governo, em Dublin, marcando o final de um protesto maior (com cerca de 150 pessoas) que decorria desde a hora do almoço. O grupo, com cerca de 50 pessoas, incluindo um deputado do partido católico Sinn Féin, Aengus Ó Snodaigh, protestava em frente dos edifícios do governo, na Merrion Street, pedindo a demissão do Primeiro-Ministro Brian Cowen, quando os ânimos se exaltaram com a tentativa de entrada no edifício.

A BBC divulga umas imagens dos confrontos ali gerados entre manifestantes e polícia, que assumiram algum grau de violência, e do deputado Ó Snodaigh que também foi “empurrado” pelos polícias.

Os Verdes abandonam coligação irlandesa e pedem eleições antecipadas

"Chegámos a um ponto em que o povo irlandês precisa de uma certeza política que os consiga suportar nos próximos dois meses. Por isso, acreditamos que é altura de marcar uma data para eleições gerais para a segunda quinzena de Janeiro", afirmam Os Verdes, em comunicado, citado pela Reuters.

No mesmo documento, John Gormley, o líder de Os Verdes e actual Ministro do Ambiente, diz que "lamenta muito que o país esteja nas mãos do FMI". E insiste: "Eu e os meus colegas estamos muito aborrecidos com o que sucedeu, mas acreditamos que temos sempre de manter um lugar no Governo para defender o interesse nacional".

Os Verdes, o partido com menor representação na coligação governamental irlandesa, retiraram o seu apoio ao Governo de Dublin um dia depois de a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) terem aprovado um plano de ajuda financeira ao país, de modo a salvar o sector bancário e resolver a crise orçamental. O valor do resgate será "inferior a 100 mil milhões de euros", revelou ontem o ministro das Finanças da Bélgica, Didier Reynders, cujo país preside à União Europeia (UE).

As declarações do governante belga surgem após duas reuniões por teleconferência dos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) e da União Europeia (Ecofin), que decorreram no domingo, ao final da tarde.

Os ministros do Governo irlandês também já aprovaram um segundo plano de austeridade para os próximos quatro anos, que envolve cortes de 15 mil milhões, para reduzir o défice orçamental abaixo dos 3% do PIB até 2014. Os detalhes do pacote de cortes serão ainda conhecidos esta terça-feira.

Este ano, o 'buraco' das contas públicas da Irlanda deve rondar os 32%, devido às ajudas ao sistema financeiro do país, que está beira do colapso. Grande parte das verbas do pacote de resgate à Irlanda será destinada precisamente para injectar capital nos bancos.

Em conferência de imprensa, Brian Cowen anunciou que a dimensão do sistema bancário irlandês vai ser reduzida significativamente, no âmbito do plano de reestruturação previsto para o fundo de apoio da UE e do FMI

“Ajuda” poderá chegar já em Janeiro

A contribuição final de cada Estado dependerá, em grande parte, do valor que o Reino Unido oferecer à Irlanda, já que a sua estreita relação financeira com a ilha poderá traduzir-se em empréstimos adicionais, mas já se sabe que este vai emprestar oito mil milhões de euros, anunciou esta segunda-feira o ministro das Finanças britânico.

Já José Sócrates também já afirmou que Portugal fará na Irlanda, tal como aconteceu na Grécia, um “investimento” na compra de dívida deste país. O primeiro-ministro explicou aos jornalistas que a operação que será realizada com Dublin "não se tratará de qualquer ajuda", pois “quando se compra dívida, está a fazer-se um investimento nos países, que pagam juros", justificou.

A Irlanda pode começar a receber verbas da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional em Janeiro, disse o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. O Fundo Europeu de Estabilização Financeira está "preparado para agir rapidamente", enfatizou.

"Política da bancarrota está-nos a bater à porta"

EUROPA EM CRISE: UE EMPRESTA À IRLANDA E ANUNCIA NOVOS CORTES EM PORTUGAL.


UE aprova ajuda à Irlanda e anuncia mais cortes em Portugal


Para travar os riscos de crise sistémica que pesam sobre a moeda única, o eurogrupo aprovou ajuda de 85 mil milhões à Irlanda e clarificou as regras do seu futuro mecanismo de gestão de crises, que passam a ser as do FMI. A Portugal exigem reformas laborais e nos serviços públicos.
Artigo 29 Novembro, 2010 - 11:55


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O Presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, e Olli Rehn, Comissário do FMI, na reunião dos Ministros das Finanças europeus, este domingo, em Bruxelas. Foto Olivier Hoslet/EPA/LUSA Em concreto, os dezasseis países da zona Euro decidiram abandonar o envolvimento automático dos investidores privados nos futuros processos de reestruturação da dívida soberana dos países em risco de insolvência - uma ideia que tinha provocado nas últimas semanas uma reacção negativa dos mercados -, optando por uma participação "caso a caso" e de acordo com as regras do FMI. Esta estratégia vai substituir, a partir de meados de 2013, o fundo de urgência provisório, criado em Maio.

Teixeira dos Santos manteve-se em silêncio depois de anunciadas pelas autoridades comunitárias reformas estruturais em Portugal

Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças português, assumiu o compromisso de realizar "reformas estruturais significativas nos sectores da saúde e dos transportes" e "no quadro orçamental", segundo o que afirmaram Didier Reynders, ministro belga das Finanças e presidente em exercício da UE, e Olli Rehn, comissário europeu responsável pela Economia e Finanças. Isto, frisou Reynders, para aumentar "o potencial de crescimento e a produtividade" da economia portuguesa no quadro de "um trabalho a fazer com a Comissão Europeia".

“Nós saudámos a aprovação do Orçamento para o próximo ano que está totalmente em linha com a estratégia orçamental acordada”, disse Olli Rehn.

A expectativa dos dezasseis é de que os compromissos dos dois países considerados mais frágeis, a par da clarificação do papel dos privados no futuro mecanismo de gestão de crises do euro, possam acalmar o nervosismo dos mercados financeiros e afastar os riscos de uma crise sistémica na eurolândia.

Para Olli Rehn, “agora é essencial substanciar esta decisão [a aprovação do Orçamento] através de medidas concretas”. O responsável europeu explicou em seguida que Portugal “está a preparar uma agenda de crescimento que inclui reformas estruturais importantes no mercado de trabalho”.

A Espanha comprometeu-se, por seu lado, a tornar as contas públicas mais transparentes e a reestruturar as suas Caixas de Aforro, frisaram os dois responsáveis. Já a Alemanha teve de atenuar a sua exigência sobre o envolvimento automático dos privados na reestruturação da dívida soberana dos países em risco de cessação de pagamentos.

A zona euro decidiu assim alinhar com as regras do FMI que já prevêem a possibilidade de uma maioria qualificada de credores impor aos outros uma reestruturação da dívida soberana de um país.

A redefinição da posição europeia resultou de um acordo franco-alemão conseguido domingo de manhã no quadro de uma concertação telefónica entre Angela Merkel, chanceler federal, e Nicolas Sarkozy, Presidente francês, e de ambos com Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Juncker, e presidente do eurogrupo, Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, e Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.

Uma terceira decisão virada para o mesmo objectivo de acalmar os mercados teve a ver com o prolongamento dos prazos de reembolso da Grécia dos empréstimos bilaterais de 110 mil milhões de euros acordados pelos países do euro em Maio.

União Europeia aprova plano de ajuda à Irlanda de 85 mil milhões

O FMI vai contribuir com 22,5 mil milhões de euros para o plano de resgate da Irlanda, cujo montante total ascende a 85 mil milhões de euros e que foi este domingo aprovado pelos ministros das Finanças europeus, para pagar em sete anos e meio, com uma taxa de juro em torno dos 6%. Só se Dublin não honrar a sua dívida é que a garantia será activada. Porém, o pagamento da comissão de 0,5% são garantidos à partida.

Portugal vai garantir um empréstimo de 550 milhões de euros à Irlanda.

A própria Irlanda vai contribuir com 17,665 mil milhões de euros, valor que irá buscar ao seu fundo de pensões, disse Martti Salmi, porta-voz do Ministério das Finanças finlandês.

Em conferência de imprensa em Bruxelas, Jean-Claude Juncker, presidente do eurogrupo, afirmou que os bancos irlandeses vão receber 10 mil milhões de euros de imediato, a que vão acrescer 25 mil milhões de euros como argumento acrescido para convencer os mercados da solidez do plano de ajuda da União Europeia.

O Bank of Ireland, o segundo maior do pais, anunciou esta segunda-feira que vai proceder a um aumento de capital até Fevereiro, para minorar as suas dificuldades, o que significará a sua nacionalização de facto. Com a perspectiva de injecção de mais 2,2 mil milhões de euros no Bank of Ireland, o Estado ficará com 80 por cento do seu capital, face a 36 por cento actualmente.

EUROPA EM CRISE: 1OO MIL CONTRA O GOVERNO E O FMI. IRLANDESES FAZEM PROTESTOS.


100.000 em Dublin contra cortes orçamentais
Irlandeses protestam contra medidas de austeridade impostas como contrapartida para a intervenção do FMI.


Este domingo foi aprovado o pacote de auxílio de cerca de 85 mil milhões de euros a Dublin, 35 mil milhões dos quais exclusivamente para a banca.
Artigo 28 Novembro, 2010 - 16:30



Dos 85 mil milhões, 35 mil milhões são exclusivamente destinados ao resgate da banca, somando ao capital já investido pelo banco central irlandês neste sector. Foto de Paul Mcerlanel, Lusa/EPA. A manifestação, organizada pelo Congresso Irlandês dos Sindicatos (ICTU), juntou cerca de 100.000 pessoas, que acusam o governo irlandês de querer salvar os bancos e não a Irlanda.

O plano de cortes orçamentais que é exigido como contrapartida para a intervenção da UE e FMI, e que visa reduzir o défice irlandês de 32 por cento para três por cento, é, para Jack O'Connor, presidente do principal sindicato irlandês, o Siptu, "uma declaração de guerra contra os trabalhadores menos bem pagos". Por seu lado, o secretário-geral da central sindical ICTU, David Begg, comparou o actual governo irlandês a um assaltante de estrada inglês, dizendo que “Dick Turpin, pelo menos, usava uma máscara quando roubava as pessoas”.

Segundo uma sondagem realizada pela Quantum Research Institute, cinquenta e sete por cento dos 500 entrevistados acreditam, inclusive, que Dublin deve falhar os seus pagamentos, contra 43 por cento que pensam o contrário.

Várias organizações não Governamentais já vieram alertar para o facto de o plano de austeridade irá agudizar a situação dos mais carenciados. O vice-presidente da Saint-Vincent de Paul (SVP), a maior associação de caridade da Irlanda, relembra que o número de pedidos de ajuda tem aumentado severamente, e afirma que com o novo plano de austeridade a população «sofrerá um impacto catastrófico».

Empréstimo da UE e FMI foi aprovado este domingo

O empréstimo à Irlanda, que atinge os 85 mil milhões de euros e conta com uma taxa de juro de 5,83 por cento, mais alta que os 5,2 por cento da taxa cobrada pelo empréstimo de 100 mil milhões feito à Grécia em Maio, foi aprovado este domingo.

Dos 85 mil milhões, 35 mil milhões são exclusivamente destinados ao resgate da banca, somando ao capital já investido pelo banco central irlandês neste sector.

domingo, 28 de novembro de 2010

CRISE INTERNACIONAL: EUROPA APROFUNDA ATAQUES AOS TRABALHADORES.

Europa vive situação semelhante à América Latina dos anos 80 e 90
JAMIL CHADE (AE) 28/11/2010 04h50

Governos que caem, missões do Fundo Monetário Internacional (FMI) que desembarcam, milhares de pessoas em protestos nas ruas, desemprego, rombos em contas e políticos populistas com soluções mágicas ganhando terreno. O cenário poderia ser a descrição de um país latino-americano ou do Sudeste Asiático nos anos 80 ou 90. Mas a realidade é que isso não passa de uma descrição da Europa de 2010.

Neste domingo, a União Europeia e o FMI tentarão anunciar ao lado do governo irlandês um pacote de 85 bilhões de euros para resgatar a economia do pequeno país de 4,5 milhões de habitantes. Mas a constatação da UE e de analistas é de que a crise econômica há muito se transformou em crise social e, para vários governos, crise política que hoje os ameaça.

Atualmente, o desemprego na UE já atinge 23,1 milhões de pessoas. Em alguns países, como Espanha, a taxa chega a 20% da população e 40% dos jovens. Pacotes de austeridade foram aprovados em diversos países, reduzindo a taxa de crescimento de muitos deles e levando milhares de pessoas às ruas.

Na quarta-feira, Portugal fez sua primeira greve geral em anos. Na Itália, manifestantes ameaçaram o Parlamento diante de cortes de ajuda a estudantes. No Reino Unido, estudantes não economizaram na violência. Na França, as greves vêm se repetindo há semanas, enquanto na Grécia os sindicatos insistem que não vão desistir de pressionar diante de cortes cada vez mais profundos na agenda social.

Pretensões políticas
Para os governos, a situação agora ameaça suas pretensões políticas e o resultado de eleições. Na sexta-feira, o partido no poder na Irlanda foi abalado com o fim da coalizão que formava o governo. O primeiro-ministro Brian Cowen já passou para a história como o chefe de governo com menor índice de popularidade e está sendo pressionado a convocar eleições antecipadas.

O mal-estar chegou à sociedade. "Em toda minha vida, nunca vi as pessoas tão irritadas como agora", afirmou Peadar Kirby, diretor do prestigiado Instituto de Estudos sobre o Conhecimento na Sociedade da Universidade de Limerick. "Não suportam a ideia de que o FMI desembarcou no país e são os trabalhadores que estão pagando a conta pela crise", diz.

Mas os irlandeses não são os únicos a sofrer. A população da Islândia foi o primeiro país a ver o governo se desfazer e convocar eleições diante do derretimento de sua economia nos primeiros meses da crise em 2008. Neste ano, foi a vez de Gordon Brown perder as eleições no Reino Unido. Em Portugal, o governo socialista de José Sócrates aprovou na sexta-feira o maior pacote de austeridade em 30 anos. Seu partido já teme pelo pior em janeiro de 2011, quando o país vota para escolher o novo presidente.



sábado, 27 de novembro de 2010

RIO DE JANEIRO: DEBATE SOBRE OS PROBLEMAS DA CIDADE

DEBATE NA VILA AUTÓDROMO DIA 5 DE DEZEMBRO DE 2010.
ASSUNTO: FAVELA, DESPEJOS, REMOÇÕES, CONJUNTURA POLÍTICA E LUTAS SOCIAIS.

Estaremos abordando o tema de forma a abranger as demandas.


GROFC : GRUPO DE RESGATE DAS ORIGENS E FORTALECIMENTO DAS COMUNIDADES
Companheiros temos acompanhado situações extremamente complicadas sobre a moradia em algumas comunidades como a Metro, Vila Harmonia, Recreio 2, Azaléia, Restinga, Taboinha e nas Ocupações Urbanas pela cidade, especialmente no centro do Rio. O debate é uma maneira de contribuir para o conhecimento e enfrentamento para as situação. Conjuntura política e o papel do Capital (imobiliário e especulativo) nos ataques às favelas e ocupações; luta e resistência contra ações de despejos e remoções; direito à vida, à cidade e à moradia serão os temas centrais do debate.

Sinta-se convidado para o nosso debate que terá 4 horas disponível entre mostra de filmes sobre as lutas por moradia, as falas, perguntas, colocações e encaminhamentos para compor uma gaenda de lutas.

Local, data e horário: dia 5 de dezembro na Vila Autódromo das 9h às 13 horas. (Av. Embaixador Abelardo Bueno s/nº, próx. ao Autódromo de Jacarepaguá)

As 14h haverá uma homenagem aos pescadores da lagoa de Jacarepaguá e confraternização entre os presentes com roda de capoeira, dança e música: levar petisco ou bebida. Leve também seus intrumentos musicais, poesias e manifestações artísticas e culturais de qualquer gênero. Se pretender, organize fotos e documentos da história da sua comunidade ou ocupação ou de onde vive em um cartaz para expor para os visitantes.


Pedimos por favor confirmarem a presença . Será um prazer tê-los conosco.

contatos: Jane: 21.9847-5876; Renato: 21.9666-6405; Zélia: 21.9654-2449.
Apoio: Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

GREVE GERAL EM PORTUGAL: OS TRABALHADORES E ESTUDANTES DIZEM NÃO!

GREVE GERAL EM PORTUGAL: O protesto
Os barões da política nacional, no poder, ora uns, ora outros, ao longo de quase três décadas, já nada têm a dizer aos portugueses.

Helder Castro


Portugal (quase) parou. A greve geral, organizada conjuntamente pelas duas centrais sindicais do país, reflecte a contestação da maioria da nação face a anos de desgoverno que mergulharam Portugal numa profunda crise económica e financeira.

A elevada adesão à greve geral mostra que, apesar do desânimo e da descrença em que o país se encontra - à excepção, é claro, de quem habitualmente passa incólume por esta e outras crises -, os portugueses não engoliram as trapaças com que os principais responsáveis políticos do país, no poder e na oposição, tentaram alijar e escamotear as próprias responsabilidades, atribuindo a “doença” à crise internacional.

Não é do feitio dos portugueses quebrar pratos à moda grega, mas depois de décadas de acomodação aos ditames dos governos, que se vão alternando no poder, o alto índice de adesão ao protesto mostra que a capacidade de revolta colectiva pode voltar a germinar.

O problema que Portugal enfrenta não é apenas conseqüência de uma crise passageira, reflexo de uma crise mais geral, como gritaram à exaustão ministros e acólitos. Também o é, seguramente, mas o país sofre, sobretudo, de um modelo de governação que está esgotado.

Os barões da política nacional, no poder, ora uns, ora outros, ao longo de quase três décadas, já nada têm a dizer aos portugueses. Os cidadãos já não se revêem nas suas propostas, já não acreditam neles. “São todos a mesma coisa”. É o que se pode ouvir em cada esquina de Portugal.

A corrupção, o clientelismo político, o jeitinho português de fazer política, a miscigenação perversa do interesse público com os ganhos privados corromperam a nação, deixaram o país quase sem sonhos.

Os portugueses olham para si mesmos e olham à sua volta e não encontram um caminho que abra as portas da esperança, do desenvolvimento, do crescimento económico e do progresso social. “Estamos sempre na cauda da Europa”.

A alternância no poder dos dois partidos maioritários nada traz de novo, nem de bom. E, no entanto, há homens honestos e capazes nesses partidos e também nos outros. E há homens honestos e capazes sem partido. Talvez seja esse o caminho que Portugal tenha de trilhar para sair democraticamente da crise. Um governo de “homens bons”. Democraticamente eleito. Um governo que atenda verdadeiramente aos interesses nacionais, que mereça o respeito dos cidadãos e que se faça também respeitar fora do pequeno rectângulo em que todos crescemos ou vivemos.

OPINIÃO DO COLETIVO DE AÇÃO DIRETA COMUNISTAS NO BRASIL


A questão da crise internacional não pode ser diminuida a apenas a honestidade ou a sua falta nos governantes ou dos partidos políticos, sejam eles de direita, centro ou de esquerda. A crise é da natureza do sistema capitalisma como um todo. É uma crise de valores, sim! Mas antes de tudo é uma crise oriunda das estruturas do próprio sistema econômico internacional.

Ela tem origem na super produção, na valorização de certas ações nas bolsas de valores, na desvalorização de certas moedas, nas altas taxas de juros, nas baixas taxas de juros, nas transações econômicas entre países, na precarização do trabalho, no desemprego mundial, na especulação imobiliaria e financeira, na parasitagem dos agiotas do mercado, na política que não resolve nada e na própria democracia burguesa que é uma farsa.

Falar de honestidade para resolver os problemas de Portugal é como acreditar que Papai Noel poderá salvar o Natal dos milhões de desempregados na Europa e nos Estados Unidos. Somente a revolta, a insubordinação, a desobediencia civil e a paralisão do sistema capitalista poderão acabar com as crises do sistema.


E isso não acontecerá com greves gerais controladas pelos burocratas sindicais fiéis cães de guarda do capitalismo. As greves gerais têm que estar sob o controle dos próprios trabalhadores e devem ir além dos protestos contra os planos de auteridade dos governos. As greves gerais são os passos iniciais da revolta popular contra os parasitas que nos governam e nos exploram diariamente.

De nada adiantam essas greves gerais se elas não aprofundarem as lutas dos trabalhadores e despertar a consciência revolucionária dos explorados contra o sistema que lhes tira direitos, que os violenta, rouba, engana e os joga na miséria para que uma minoria de parasitas fique cada vez mais rica e poderosa, apesas de todas as crises capitalistas.


Somente a revolução comunista libertária poderá abrir as portas de um mundo novo para a classe trabalhadora e demais classes exploradas pelo capitalismo internacional. Fora disto as greves gerais servirão apenas para distrair e cansar os trabalhadores e afastá-los da verdadeira luta que devem travar contra a opressão e a bárbarie que se aproxima. As greves gerais devem ter como objetivo expor as contradições da democracia burguesa e a quem serve o estado, os partidos acabando assim com qualquer ilusão a respeito do capitalismo.

Nem os burocratas sindicais, nem os partidos políticos poderão levar as nossas lutas adiante. Ou os trabalhadores assumem o papel que lhes cabe neste momento, ou a reação logo assumirá o controle da situação. As lutas de classes não são travadas pela metade. E a única opção política consciente que devemos seguir para alcançarmos a vitória é AÇÃO DIRETA E INDEPENDÊNCIA DE CLASSE.

PC do B FALSIFICA HISTÓRIA MAIS UMA VEZ.

CARTA DE REPÚDIO DE ANITA PRESTES A DIREÇÃO DO PCdoB.


Dirijo-me à direção do PCdoB para externar minha estranheza e minha indignação com imagem, que está circulando na Internet, da capa de uma publicação intitulada “Gibi do Programa Socialista do PCdoB – O ideal e o caminho”, assinado por Bernardo Joffily.

Essa publicação apresenta imagens dos meus pais, Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, ladeando a figura de Getúlio Vargas. Também estão colocadas junto a Vargas lideranças revolucionárias como Carlos Lamarca e João Amazonas.
Não posso aceitar que sejam divulgadas, sem nenhuma razão para tal, imagens dos meus pais, dois revolucionários comunistas, junto com o ditador sanguinário Getúlio Vargas, que manteve Luiz Carlos Prestes preso durante nove anos e entregou Olga Benario Prestes à Alemanha nazista para ser assassinada numa câmara de gás.

Espero, portanto, que a direção do PcdoB torne público pronunciamento a respeito e retire de circulação tal publicação, cujo teor contribuirá para a distorção da história do Brasil e, em particular, das lutas revolucionárias em nosso país.

Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

GREVE GERAL NA EUROPA: 70% DOS TRABALHADORES CRUZAM OS BRAÇOS NA ESPANHA.







Sindicatos da Espanha anunciaram que 70% dos trabalhadores do país aderiram nesta quarta-feira a uma greve geral que está afetando fábricas e serviços públicos.


O protesto é a resposta dos sindicatos ao pacote de reformas trabalhistas, aprovado pelo governo socialista do primeiro-ministro, José Luis Rodriguez Zapatero, no passado mês de junho.

A greve começou meia-noite e afeta principalmente o setor industrial. Nos polos da Catalunha e Galícia, onde funcionam a maioria de montadoras, a greve alcança quase os 100% de adesão, de acordo com as centrais sindicais Comissões Operárias e União Geral dos Trabalhadores.

Os sindicatos também estimam que a paralisação tenha afetado 70% dos serviços de transporte público e 80% dos voos nos aeroportos internacionais de Madri e Barcelona. Apenas 32% das escolas estariam funcionando normalmente.

Normalidade
O pacote de Zapatero, anunciado para combater a crise econômica, prevê, entre outros pontos, a redução dos direitos dos trabalhadores em novos contratos, mudanças para permitir aos empregadores realizar demissões mais facilmente e a reforma da previdência, alterando a idade mínima de aposentadoria dos atuais 65 anos para 67 anos.

Os sindicalistas dizem que greve é "a mais necessária entre todas as convocadas até agora na história da Espanha" e tem o objetivo de obrigar o governo a voltar à mesa de negociações e eliminar o pacote.

Já o presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais, Gerardo Díaz Ferrán, definiu a greve como "inútil e lesiva para o país".

O representante dos empresários afirmou que a paralisação não só não ajuda em nada a uma nação com 20,3% da população ativa desempregada, como "é um problema que pagaremos todos os espanhóis".

O governo preferiu não fazer muitos comentários nem dar cifras sobre a greve.

Na chegada ao Parlamento, na manhã desta quarta-feira, Zapatero disse apenas que "o governo trabalha para garantir o direito ao trabalho e o direito à greve".

Já o ministro do Trabalho, Celestino Corbacho, afirmou que a paralisação geral acontecia "com normalidade e sem incidentes relevantes", embora as centrais sindicais tenham denunciado ao menos 30 detenções de grevistas que tentavam bloquear ruas em Madri.

Além da Espanha, trabalhadores de outros países também protestam nesta quarta-feira contra medidas tomadas pelos governos para combater a crise econômica.

Foram registradas manifestações nas capitais da Bélgica, Portugal, Itália, Letônia, Lituânia, República Checa, Chipre, Sérvia, Romênia, Polônia, Irlanda e França.

EUROPA: TRABALHADORES E ESTUDANTES SAEM AS RUAS CONTRA OS PLANOS DE AUSTERIDADE CAPITALISTAS







Espanha faz greve geral, e Europa tem protestos contra austeridade

Sindicatos espanhóis dizem que 10 milhões pararam, mas governo contesta.

Bruxelas e outras capitais tiveram atos contra 'aperto de cinto' de governos.


Do G1, com agências internacionais


A Espanha enfrenta nesta quarta-feira (29) a primeira greve geral em oito anos, ao mesmo tempo que várias manifestações pela Europa protestaram contra as medidas de austeridade impostas pela União Europeia. A greve espanhola teve impacto limitado, mas prejudicou os transportes e o funcionamento de algumas fábricas.


O primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista, apresentará na quinta ao Parlamento o seu orçamento para 2011 e prometeu manter as medidas de austeridade e as reformas trabalhistas destinadas a facilitar a contratação e demissão de funcionários pelas empresas.


Os sindicatos disseram que 10 milhões de pessoas, ou mais de metade da força de trabalho, aderiram à greve. O governo não citou estimativas, mas minimizou a paralisação. Os mercados financeiros também reagiram com indiferença, pois analistas descartam a hipótese de o governo recuar nas medidas destinadas a cumprir as metas de redução de déficit público da União Europeia.


No centro de Madri, centenas de trabalhadores agitaram bandeiras, interditaram ruas e obrigaram algumas lojas a baixar as portas. Líderes sindicais disseram que 30 manifestantes foram detidos, mas a maioria foi solta rapidamente. Poucos ônibus circularam na capital e metade dos trens de metrô parou. Mas os sindicatos cumpriram o compromisso de manter um serviço mínimo, segundo o ministro do Trabalho, Celestino Corbacho.

fotos: Carro da polícia é queimado durante protesto de grevistas em Barcelona nesta quarta-feira (29). (Foto: AP)
Piqueteiros queimam pneus durante protesto na cidade espanhola de Vigo nesta quarta-feira (29). (Foto: AP)

No norte da Espanha, montadoras de veículos interromperam a produção. A demanda energética no país caiu 20% durante o protesto, segundo a empresa operadora do sistema. "Vamos continuar a greve se isso for necessário para derrubar a reforma trabalhista, que ameaça tornar os empregos ainda mais vulneráveis", disse o designer gráfico Alfredo Pérez em um piquete. Pela proposta de Zapatero, a idade mínima de aposentadoria subiria de 65 para 67 anos.


Protestos pela Europa

A greve coincide com protestos sindicais em Bruxelas, Atenas e outras cidades europeias contra as medidas de austeridade adotadas por governos em todo o continente. Pelo menos 13 capitais europeias - de Lisboa a Helsinque - registraram protestos. Pelo menos 148 pessoas foram detidas preventivamente na manifestação de Bruxelas, segundo a polícia, que explicou que todas foram prisões preventivas.

CONVOCATÓRIA: LUTAS POPULARES POR MORADIA NO RIO DE JANEIRO

CONVOCATÓRIA


Reunião para a organização de ato contra os despejos, remoções e latifundiários urbanos


Há algum tempo as injustiças sociais, falta de transporte, despejos e remoções, criminalização da pobreza e do trabalho do vendedor ambulante vem sendo as principais políticas sociais implatadas no Rio de Janeiro.

Com a aproximação dos grandes eventos esportivos: Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, se deu o aumento do interesse do capital imobiliário e especulativo. A situação da população pobre e de baixa renda vem piorando cada vez mais, principalmente para aqueles que moram e trabalham próximos a região central da Cidade. Não por acaso os donos de empreiteiras têm investido fortemente nas campanhas eleitorais.

Somente este ano, o governo federal, estadual e prefeitura promoveram uma série de despejos e remoções, em sua maioria ilegais e mesmo quando feito por ordem judicial, uma imensidade de direitos básicos deixaram de ser garantidos.

Contra esta situação, militantes de diversas ocupações urbanas vêm convocar todas as organizações políticas, coletivos, instituições, sindicatos e indivíduos que tem críticas a este modelo de cidade, que querem nos impor, para a construção de um ato a ser realizado no dia 13 de Dezembro.

Chegou a hora de somarmos forças contra os latifun diários urbanos, principalmente ao INSS, especuladores imobiliários e contra todos aqueles que querem usurpar o nosso direito à cidade.
Reunião de Organização do ato:

Domingo, 28 de novembro de 2010, às 14h.
Ocupação Quilombo das Guerreiras. Av. Francisco Bicalho, 49. Próximo à Rodoviária Novo Rio
Comitê de Solidariedade as Ocupações Sem Teto
Grupo Educação Popular Levante Favela
Pré Vestibular Comunitário do Morro da Providência – Machado de Assis


http://www.pelamoradia.wordpress.com/

www.youtube.com/pelamoradia

www.twitter.com/pelamoradia

Mais informações através do e-mail pelamoradia@gmail.com


APOIO: COLETIVO DE AÇÃO DIRETA COMUNISTAS NO BRASIL - ADC e COMUNISTAS NO BRASIL CNB.

CÚPULA DA OTAN (NATO) EM PORTUGAL.

CÚPULA DA OTAN (NATO) EM LISBOA, PT.

Com o fim do Pacto de Varsóvia e da “Cortina de Ferro” os ex-Estados operários são convertidos em apêndices do imperialismo ianque

A 24ª Cúpula da OTAN encerrou-se neste dia 20 de novembro, em Lisboa, Portugal. Ao lado da elaboração de uma política militar para livrar seus membros do pântano em que se encontram submergidos no Afeganistão, outro avanço obtido pelo imperialismo foi conquistar a aproximação da própria ex-URSS, hoje Rússia, antiga potência militar e contraponto real ao domínio do império ianque no planeta. OTAN e Moscou assinaram um acordo de colaboração tanto na instalação dos “escudos antimísseis” na Europa como para possibilitar o trânsito de suprimentos de guerra no território russo, medidas indispensáveis para incrementar o controle imperialista sobre os países do Oriente Médio, fortalecendo o estratégico domínio sobre as riquezas naturais e do mercado da região. Dando uma dimensão das sórdidas pretensões da reunião entre os chefes-de-Estado, o governo português montou um poderoso aparato de guerra contra os 30 mil manifestantes que realizaram manifestações de protesto ao encontro.

Poderia-se sintetizar o espírito dos 28 países que ratificaram o documento firmado na reunião da OTAN no compromisso de utilizar “uma combinação adequada de forças convencionais, nucleares e de defesa antimíssil”, dentro do que chamou o presidente da organização, o primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, de “novo conceito estratégico”. Além disso, foi deliberada pela formação de uma Força de Resposta Rápida de atividade permanente para facilitar a intervenção cirúrgica quando se fizer necessário. Ou seja, por estas resoluções, todo poderio bélico pode ser utilizado para subjugar barbaramente os povos semicoloniais do planeta, a fim de pilhar-lhes suas riquezas naturais, ou mesmo render países periféricos não alinhados com as diretrizes imperialistas, como Irã ou o Estado operário norte-coreano.

Recordemos que a OTAN foi criada em 1949, no período do pós-guerra para combater o avanço da zona de influência da URSS no Leste europeu, no marco do processo que também criou artificialmente o enclave nazi-sionista de Israel um ano antes, para servir como ponta-de-lança para o imperialismo na cobiçada região árabe. Hoje, passados 20 anos da restauração capitalista na antiga URSS, em uma etapa de franca guerra contra os povos orientada pela Casa Branca sob o pretexto do “combate ao terror”, a frente militar imperialista conta com a sintomática colaboração direta de ex-integrantes do Pacto de Varsóvia, então o compromisso militar dos Estados operários burocratizados para deter a ofensiva da Aliança imperialista existente durante a chamada “Guerra Fria”.

Nesta conjuntura de ocupações militares a serviço das corporações econômicas transnacionais, como ocorre no Iraque e Afeganistão, os EUA e a União Européia contam com os novos colaboradores , os governos restauracionistas para servirem de bucha-de-canhão contra os países atrasados. Acontece que o processo contra- revolucionário que destruiu as conquistas ainda existentes da revolução bolchevique foi conduzido diretamente por forças políticas ligadas a Washington, que assumindo o novo poder estatal burguês logo trataram de associar o novo regime social de produção aos interesses do mercado financeiro internacional. Neste quadro das cinzas dos ex-Estados operários não surgiram potências capitalistas, autônomas do imperialismo, mas sim semicolônias dependentes e subordinadas a linha política e econômica dos EUA.

Seguindo a trajetória das ex-repúblicas soviéticas sobre os quais mantinha influência política e econômica, a “nova” Rússia trilha o caminho de integração cada vez maior à ordem belicista mundial imperialista, assinando um acordo de cooperação com a OTAN e sendo incorporada em sua rede de proteção, processo batizado de “política de portas abertas”. Este episódio marca uma nova etapa de subserviência ao imperialismo ianque e europeu. Ao contrário de esboçar alguma defesa militar da região em sua esfera de influência regional, como ocorreu num passado recente, como na Geórgia há cerca de pouco mais de dois anos quando a Rússia ocupou a Ossétia do Sul para defender a região contra as tropas da OTAN, agora Moscou se comprometeu a cooperar permitindo que seu território sirva para o transporte de suprimentos de guerra e alimentos para as genocidas tropas militares que massacram os povos do Oriente Médio, além do fornecimento de helicópteros especializados. Este fato marca uma etapa de recrudescimento da ofensiva global do imperialismo desatada após o crash financeiro de 2008, ou seja, ao contrário do que previram os revisionistas o “colapso” de Wall Street não desencadeou a rebelião das massas desprovidas de uma vanguarda revolucionária, no sentido oposto incrementou a ofensiva imperialista em toda linha de reação.

Para tentar derrotar a resistência fundamentalista afegã, a OTAN fixou como meta nesta cúpula operar uma transição até 2014, substituindo as tropas militares de ocupação de 150 mil soldados por um farsesco “exército nacional” alinhado com os desígnios do imperialismo, empregando na operação o dobro, ou seja, cerca de 300 mil homens. O secretário-geral da OTAN e o presidente fantoche afegão, Hamid Karzai, assinaram o acordo no qual os 28 países-membros da aliança militar e 20 outras nações que participam da ISAF (Força Internacional de Assistência para a Segurança no Afeganistão) endossam o cronograma de retirada das tropas. Não significa, porém, que as tropas serão retiradas integralmente daqui a quatro anos. Segundo declarou o embaixador ianque na OTAN, Ivo Daalder, a meta e o fim da missão de combate no Afeganistão “não são a mesma coisa”.

O mercenário exército pró-imperialista a ser formado e preparado a partir do início de 2011 receberia o treinamento direto promovido pelo Pentágono e estaria acompanhado de empresas de segurança privadas que recrutam mercenários capazes de ingressarem na batalha pela aniquilação da insurgência talibã. No entanto, há indícios de grande dificuldade por parte da OTAN em formar uma guarda nacional no Afeganistão com este perfil, pois o índice de deserção é bastante grande, tendo em vista o forte sentimento anti-imperialista presente entre a população. A desmoralização por que passa o presidente ianque, Barack Obama, por sua incapacidade de avançar no controle dos focos de insurgências árabes, abre brechas para a retomada de uma orientação republicana através do retorno do partido a Washington, agora com uma orientação ainda mais carniceira a partir do surgimento do Tea Party, o que significa o prenúncio da retomada de uma ofensiva ainda mais brutal desencadeada pelo imperialismo e seus governos títeres.

Neste tabuleiro de aberta guerra descomunal imperialista contra as nações vitimas da opressão militar ianque e européia, os marxistas revolucionários posicionam-se incondicionalmente na trincheira dos povos agredidos, lutando militarmente pela derrota e expulsão das tropas invasoras. Nos opomos a opinião pública pequeno-burguesa à qual aderiram vários partidos de “esquerda” de condenar as formas militares não convencionais (nominadas pela burguesia como terrorismo) utilizadas pelas organizações de resistência. Neste momento de avanço no cerco sobre os povos semicoloniais, sem hesitar apoiamos à conformação de uma frente única militar com as organizações que combatem a ofensiva imperialista, mantendo total independência de classe, sem prestar nenhum apoio político às direções nacionalistas estranhas ao proletariado, trabalhando pacientemente contra a ausência de referências socialistas na consciência das massas.


Liga Bolchevique Internacionalista
www.lbiqi.org

AVERAMA: ACIDENTE COM GÁS DEIXA 40 TRABALHADORES FERIDOS.


Vazamento de amônia fecha abatedouro de Umuarama

O vazamento de gás amônia no frigorífico da empresa de abates de aves Averama, em Umuarama, no começo da tarde desta quarta-feira, deixou 40 funcionários hospitalizados, dos quais, cinco internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de dois hospitais da cidade. Houve muita correria na hora do acidente e o Corpo de Bombeiros convocou os agentes que estavam de folga e ambulâncias da Prefeitura e empresas particulares para socorrer as pessoas com sintomas de intoxicação. A expectativa é de que todos deixem o hospital nesta quinta-feira.

Antonio Roberto dos Santos/ Umuarama Ilustrado

Foto: Umuarama Ilustrado


No hospital de plantão, o Cemil, foram atendidas 16 pessoas, das quais uma ficou na UTI, duas na enfermaria e uma em observação. No Hospital São Paulo das nove mulheres atendidas, quatro foram para a UTI e cinco ficaram na enfermaria. No começo da noite, duas delas deixaram a UTI. O enfermeiro de plantão na UTI, Washigton Rogério de Souza, informou que o estado de saúde das pacientes era estável e elas não corriam risco de morrer. Todas apresentaram sinais de intoxicação com irritação nos olhos, garganta e ânsia de vômito, sintomas típicos de quem inala a amônia.

O gerente de exportação da Averama, João Paulo Santos, informou que o vazamento ocorreu na câmara fria ao lado da sala de cortes, onde trabalham 25 pessoas, justamente as que tiveram o primeiro e mais direto contato com o gás. Em todo o frigorífico são 400 funcionários que tiveram de sair às pressas. Outras 200 pessoas trabalham na parte administrativa e também tiveram de deixar seus locais de trabalho. No final da tarde, apenas o pessoal do administrativo teve permissão para retornar.

Santos adiantou que o vazamento do gás usado na refrigeração foi controlado em 30 minutos, mas os técnicos fazem uma varredura até esta quinta-feira para identificar a causa e eliminar todos os resíduos. Enquanto isso, o abate fica suspenso. Ele não soube precisar o prejuízo. “Primeiro a gente se preocupou em cuidar das pessoas que ficaram feridas”. A Averama abate média de 60 mil aves por dia e exporta 80% da sua produção.



Outros Fatos sobre o acidente na Averama


Por Rui Amaro Gil Marques


A matéria acima não conta que mesmo com o vazamento do gás, a gerência da empresa exigia que os funcionários voltassem ao trabalho. Na matéria também não consta que a empresa Averama trata os trabalhadores e trabalhadoras com desrespeito, sobrecarga de trabalho e assédio moral. A Averama é só mais uma empresa do setor avícola que explora os trabalhadores e faz de tudo para aumentar os seus lucros, custe o que custar.
Estive várias vezes no portão da emnpresa juntamente com sindicatos do setor protestatando contra as péssimas condições de trabalho a que os trabalhadoras e trabalhadoras são submetidos diariamente pela direção da Averama. O sindicato local e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) já alertaram várias vezes a empresa sobre as péssimas condições de trabalho e demais problemas que afetam os trabalhadores e as trabalhadoras diariamente na linha de produção. Mas para preservar os seus lucros a Averama nunca tomou providências para sanar os problemas levantados.
Posso falar (e escrever) sobre o assunto pois tenho acompanhado as principais avicolas do estado do Paraná e, juntamente com os sindicatos do setor, defendido as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras para mudar a situação de exploração e de desrespeito aos mais elementares direitos trabalhistas e até mesmo humanos que são submetidos pelos patrões.
Esta é a realidade das avícolas no Paraná e no resto do Brasil.

SOBRE O SINDICALISMO PELEGO E FASCISTA

O sindicalismo pelego e fascista

Escrito por Max Nettlau
fonte: http://cob.ait.net
O sindicalismo pelego e fascista


O sindicalismo oficial atual é o resultado de décadas da ação repressora do Estado, fiel escudeiro e o servo mais leal dos patrões. E isso impregnou os trabalhadores de tal modo que o sindicalismo se tornou fonte de desconfiança e de desilusão de nossa classe.

Ela está certa, o sindicalismo oficial, legal submisso ao Ministério do Trabalho apenas atrela os trabalhadores a práticas reformistas, corporativistas e sempre disposta ao interesse dos patrões. Existem alguns que acreditam que o MT consiga ser uma agente neutro e mediador das disputas entre patrões e trabalhadores, o que é uma ilusão. O MT é formado pela classe dirigente, pelos patrões que possuem livre acesso a todos os departamentos, secretárias e ministérios do governo.

Se essa estrutura conservadora fascista não bastasse, temos nas fileiras de nossa classe, os partidos e grupos que se dizem revolucionários e que não passam de amortecedores da luta de classes. Desviam a luta e tornaram o processo parlamentar um meio para sua existência, traindo e enganando vergonhosamente nossa classe, submetendo-a a espera do sentenciado por sua execução, já que mantém o sistema o alimenta de 2 em 2 anos com mentiras e engôdos, mantendo os oprimidos e explorados em sua misera existência.

É preciso romper com o modelo fascista sindical, que é atrelado ao Ministério do Trabalho e criar instâncias de luta direta e sem intermediários estatais. Essa forma de fazer sindicalismo é revolucionária e garante que os trabalhadores tenham controle sobre o processo emancipatório. Cabe atuarmos em nossos ramos de trabalho e promover o conhecimento desse modelo de fazer o sindicalismo, que rompe com a lógica do capital que vêm sugando cada vez mais nossa classe.

A MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

Adital - As 10 estratégias de manipulação midiática

Tradução: ADITAL

O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das "10 Estratégias de Manipulação"através da mídia.

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-ração-solução". Cria-se um problema, uma "situação" previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

A RELIGIÃO DO MERCADO.

A religião do mercado
23 Nov 2010 01:06
por Eric Toussaint

Quase todos os líderes políticos, quer sejam da esquerda tradicional ou de direita, quer sejam do Sul ou do Norte, dedicam um verdadeiro culto ao mercado, e aos mercados financeiros, em especial. Seria necessário dizer que fabricam uma religião do mercado. Em cada dia, é dita uma missa para honrar o Deus-Mercado para cada lar munido de um televisor ou de uma ligação à Internet, no momento em que se dá conta da evolução das cotações na Bolsa e das esperas dos mercados financeiros. O Deus-Mercado envia sinais através do jornalista da economia ou do cronista financeiro.

Não é não somente verdade para todos os países mais industrializados, mas também para a maior parte do planeta. Quer se esteja em Xanghai ou em Dakar, no Rio de Janeiro de Janeiro ou em Tombuctoou, receber-se-ão “os sinais enviados pelos mercados”. Por toda a parte, os governantes procederam às privatizações e criaram a ilusão de que a população podia participar diretamente nos rituais do mercado (comprando ações) e receber um benefício de retorno na medida em que se interpretassem bem os sinais enviados pelo Deus-Mercado. Realmente, uma pequena parte das camadas mais baixas conseguiu adquirir ações, mas não tem peso algum sobre as tendências do mercado.

Durante séculos, talvez se leia nos livros de História que, a partir de 1980, um culto fetichista fez furor. A subida em flecha do culto em questão será relacionada com dois nomes de chefes de estado: Ronald Reagan e Margaret Thatcher. Notar-se-á que este culto beneficiou, desde o início, duma ajuda dos poderes públicos (que se inclinaram voluntariamente perante este Deus que o privava de uma grande parte do seu poder de antanho) e das potências financeiras privadas. Com efeito, para que este culto encontrasse um certo eco nas populações, foi necessário que os grandes meios de comunicação social lhe rendessem homenagem diária.

Os Deuses desta religião são os Mercados financeiros. São-lhes dedicados Templos que têm por nome Bolsas. Só os grandes padres e os seus acólitos são os seus convidados. O povo crente é convidado a comunicar com os Deuses-Mercados através do pequeno ecrã da TV, do computador, do jornal diário, da rádio ou da janelinha do banco.

Até aos cantos mais recuados do planeta, milhões ser humanos, às quais se nega o direito de satisfazer as necessidades elementares, são convidados a celebrar os Deuses-Mercados. A Norte, nos jornais lidos geralmente por assalariados, donas de casa e desempregados, uma rubrica do tipo “onde colocar o vosso dinheiro?” sai diariamente enquanto a esmagadora maioria de leitores e leitoras não tem meios – nem, às vezes, vontade – de deter a mínima acção na Bolsa. Jornalistas são pagos para ajudar os crentes a compreender os sinais enviados pelos Deuses.

Para amplificar, no espírito dos crentes, a potência dos Deuses-Mercados, comentadores anunciam periodicamente que estes enviaram sinais aos governos para indicar a sua satisfação ou o seu descontentamento. O governo e o Parlamento gregos compreenderam finalmente a mensagem enviada e adoptaram um plano de austeridade de choque que faz pagar as camadas mais baixas. Mas os Deuses estão descontentes com o comportamento da Espanha, Portugal, Irlanda e Itália. Os seus governos deverão também fazer uma oferenda com fortes medidas anti-sociais.

Os lugares onde os Deuses são susceptíveis de manifestar os seus humores com maior peso são Wall Street (Nova Iorque), City (Londres), as Bolsas de Paris, Francoforte ouTóquio. Para medir o seu contentamento, inventaram-se instrumentos que têm o nome de Dow Jones (Nova Iorque), Nikkei (Tóquio), CAC40 (França), Footsie (Londres), ou Dax (Francoforte). Para se assegurarem da benevolência dos Deuses, os governos sacrificam os sistemas de segurança social perante o altar da Bolsa. Eles privatizam, também.

Porque foram dados poderes religiosos aos operadores? Eles não são, nem desconhecidos, nem puros espíritos. Têm um nome, um endereço: são os principais líderes de duzentas grandes transnacionais que dominam a economia mundial com a ajuda do G7, a complacência do G20 e das instituições como o FMI, rendimento garantido graças à crise sobre a cena após um período de purgatório. Há também o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (esta está bastante mal, mas talvez venha a ser de novo eleita pelos Deuses).

Os governos não são excepção: abandonaram os meios de controlo que detinham sobre estes mercados financeiros. Os investidores institucionais («zinzins»: grandes bancos, fundos de pensões, seguros...) que os dominam receberam dos governos milhares de mil milhões de dólares sob a forma de dons ou empréstimos que servem para os entregar em sela, após a derrota de 2007-2008. O Banco Central Europeu, a Reserva federal dos Estados Unidos, o Banco da Inglaterra emprestam-lhes, em cada dia, a uma taxa inferior à inflação, cestos de capitais que os “zinzins” se apressam a utilizar de maneira especulativa contra o euro, contra as tesourarias dos Estados, sobre o mercado das matérias primas...

Hoje, o dinheiro pode circular de um país para o outro sem a menor cobrança de imposto. Três mil mil milhões de dólares circulam, em cada dia, pelas fronteiras do mundo. Menos de 2% desta soma servem directamente o comércio mundial ou os investimentos produtivos. Mais de 98% servem as operações especulativas principalmente sobre as moedas, sobre os títulos da dívida, sobre as matérias primas.

É necessário pôr termo a esta banalização de uma lógica de morte. É necessário criar uma nova disciplina financeira, expropriar o sector financeiro e pô-lo sob o controlo social, taxá-lo fortemente os "zinzins" que provocaram e se aproveitaram da crise, auditoriar e anular as dívidas públicas, levar a efeito uma reforma fiscal redistributiva, reduzir radicalmente o tempo de trabalho a fim de contratar massivamente garantindo ao mesmo tempo o montante dos salários... Perante esta religião do Mercado, começar a levar a efeito um programa fundamentalmente laico. Anticapitalista, em suma...

*Eric Toussaint, douturado em Ciências Políticas, preside ao CADTM da Bélgica (Comité para Anulação da Dívida do Terceiro Mundo) e autor de várias obras.

Tradução: António José André

fonte:http://www.chicoalencar.com.br

sábado, 20 de novembro de 2010

MATO GROSSO DO SUL: TRABALHADORES PROTESTAM POR SALÁRIOS ATRASADOS


FRIGORÍFICO: Trabalhadores protestam por salário
Funcionários querem o salário atrasado e esperam que a empresa volte a operar.



Foto: Hedio Fazan
Flávio Verão


DOURADOS – Dezenas de funcionários do Frigorífico de Itaporã, administrado pela empresa Torlin Alimentos S/A, protestaram ontem à tarde em frente a sede. Os manifestantes alegam falta do pagamento da sexta parcela de um acordo feito no ano passado, quando o frigorífico mandou embora os funcionários e os recontratou. A última parcela foi paga em abril e, segundo eles, desde então nenhum tipo de acordo ainda foi mantido com os empregados na tentativa de pagar o que está em atraso. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Dourados acompanha o caso e entrou com “sequestro de bens” da empresa para garantir os salários.

No início do mês passado os funcionários já haviam feito manifesto em frente ao frigorífico. Na época eles bloquearam a saída de 30 toneladas de carne que seriam enviadas à exportação. Havia um boato de que a empresa seria fechada e os trabalhadores ficariam sem o pagamento.

Ontem, a advogada do Sindicato disse aos funcionários que há especulação, por parte da própria empresa, de que o frigorífico poderá ser vendido. Eles ficaram animados com a notícia, pois acreditam que, com uma nova diretoria, a empresa volte a funcionar na normalidade.

A queda de braço entre funcionários e a empresa já dura cerca de dois anos. No período da crise mundial vários frigoríficos do país foram abalados e em Mato Grosso do Sul não foi diferente. Nos últimos meses a Torlin vem abatendo poucos animais, desde então os empregados nem chegam a trabalhar durante os 30 dias do mês. O último abate ocorreu em maio e foi de apenas 670 cabeças, trabalho feito em sete dias.

O problema é que, segundo os funcionários, os cerca de 270 empregados recontratados foram demitidos novamente na primeira quinzena do mês passado. Eles dizem que as carteiras de trabalho estão retidas na empresa, mas até agora nenhuma teve baixa.

“Estamos sem opção. Com as carteiras retidas não podemos trabalhar em outro lugar. O pior disso tudo é que a empresa não dá nenhuma resposta para nós”, disse Agnaldo da Silva, um dos organizadores do protesto. Durante o protesto de ontem a diretoria da empresa deixou o frigorífico e nenhum funcionário foi encontrado pela reportagem para falar sobre o problema da empresa.

PARANÁ: TRABALHADORES DE FRIGORÍFICO BUSCAM DIREITOS


Trabalhadores de frigorífico buscam direitos


Magaléa Mazziotti
Anderson Tozato


Frigorífico localizado em Araucária passa por grave crise financeira.


Mais de 300 funcionários da Aves Aliança de Araucária, mais conhecida como Frigorífico Cancela, estão há pelo menos um mês com os salários atrasados e quase nenhuma explicação sobre o futuro deles na empresa.

Ontem pela manhã, parte deles fez uma manifestação em frente ao frigorífico para reaver seus direitos. Segundo os integrantes, a empresa se comprometeu a dar baixa nas carteiras de trabalho e, até a próxima quinta-feira, iniciar o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Além das dívidas trabalhistas, a empresa também acumula credores. Desde junho de 2009, tramita um processo de recuperação judicial na 2.ª Vara de Ofício da Fazenda de Curitiba, por conta de dívidas milionárias que foram contraídas pela empresa nos últimos anos.

A advogada Franciele Fontana, que atende a Cancela,foi procurada pela reportagem do O Estado, mas afirmou estar viajando e disse não possuir meios de contatar a empresa para esclarecer as novas informações. Na última sexta-feira (dia 15), a advogada afirmou categoricamente que a empresa estava com a folha de pagamentos em dia e que, nesta semana, iria decidir se encerraria as atividades em Araucária.

Diversos relatos de funcionários que estavam ontem em frente ao frigorífico deram conta que a situação era completamente oposta à retratada pela advogada.

“O último salário que recebemos foi o de agosto. No dia três de setembro avisaram que estaríamos de licença por 15 dias e, ficamos duas semanas em casa e, quando voltamos, encontramos a empresa fechada sem qualquer explicação ou acerto com os funcionários”, contou o técnico em segurança Sidnei Pretko.

A mesma história foi confirmada pela chefe do setor de produção do frigorífico, Neusa dos Santos. Com quase sete anos de empresa, ela foi surpreendida com o fechamento inesperado e, para agravar a situação, descobriu que seu FGTS não foi depositado corretamente.

“Retirei o extrato e vi menos R$ 1 mil”, lamentou. Mãe de dois filhos, ela conta que ainda não atrasou o pagamento de nenhuma conta porque, recentemente, vendeu o carro. “Tenho prestações da casa e do outro carro e mais o sustento das crianças, por mais que meu marido trabalhe, o dinheiro vai fazer falta”, disse Neusa, revelando que já está atrás de um novo emprego, mas que até para isso precisará da boa vontade do frigorífico para liberar sua carteira de trabalho.

Acusação

Uma funcionária do setor administrativo do frigorífico, que não quis se identificar, afirmou que a falência do Frigorífico Cancela é fraudulenta e tem a ver com o ingresso do ex-sócio da Granja Econômica Avícola Limitada (Geal), Alberto Dijkinga, um dos atuais responsáveis pelo frigorífico.

Segundo a funcionária, o frigorífico assumiu juridicamente dívidas de outros gestores e colocou o terreno da empresa como garantia de pagamento. “O problema que parte desses credores estão vinculados ao Alberto, ou seja, ele prejudicou o frigorífico de propósito e inviabilizou o negócio”, denunciou a funcionária. Dijkinga também foi procurado pela reportagem, mas não atendeu aos telefonemas.

BRASIL FOODS: MÁQUINA DE LESIONAR TRABALHADORES.

Trabalhadores nas indústrias de carne, frangos e frios
Brasil Foods, máquina de lesionar trabalhadores

Fonte: http://www.pco.org.br/ em Movimento Operário.

A Perdigão, hoje chamada BRF Brasil Foods, de Capinzal, em Santa Catarina está sofrendo ação civil pública com pedido de liminar em virtude dos inúmeros processos de trabalhadores registrados por péssimas condições de ambiente de trabalho, CAT (Comunicado de Acidentes de Trabalho), excesso de hora-extra, etc.

Segundo relatório da fiscal Vanise Cleto Murta, de maio de 2008, existe mais de 1277 casos de LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos) na fábrica da Perdigão de Capinzal/SC. Na vara de Joaçaba/SC, tem uma listagem de mais de 1000 processos de ex-funcionários, sendo que a maioria dos processos são da Perdigão de Capinzal.

A empresa tem cerca de 7000 funcionários e 20% desse montante têm alguma seqüela por LER/DORT.

O Fiscal do Trabalho Paulo Roberto Cervo, em maio/2008, verificou insuficiência de pausas e ritmo de trabalho intenso (entre outros exemplos, cita: no setor de retirada de coxa e sobrecoxa, cada trabalhador manuseia sete peças por minuto, sendo que, para a completa execução do serviço, neste um minuto de trabalho, são efetuados 65 cortes com faca, mais outros movimentos simultâneos), totalizando, em 60 minutos, mais de 3000 cortes por cada pessoa.

Foi verificado também a inadequação do mobiliário/equipamentos de trabalho, além de outras infrações à legislação trabalhista; o laudo ergonômico e o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) da empresa reconhecem a existência de defeitos graves no meio-ambiente de trabalho, mas não prevêem medidas efetivas e objetivas para a eliminação dos mesmos.

A medida liminar e a ação civil pública impetrada pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) prevê um intervalo de 8 minutos a cada hora trabalhada observando um limite de horas-extras, conforme CLT (consolidação das Leis Trabalhistas) que estipula em no máximo duas horas diárias, fornecimento de CAT (Comunicado de Acidentes de Trabalho) retificar o PPRA e o laudo ergonômico da empresa; extensão das atribuições da CIPA; etc.

A situação é alarmante a ponto de um órgão judicial trabalhista, que na maioria das vezes defende os patrões, se vê obrigado a entrar com uma liminar contra uma empresa. Mesmo assim, o juiz acabou atendendo ao pedido da Perdigão (BRF Brasil Foods) de que o processo corra em segredo de justiça, no que diz respeito às investigações da Polícia Federal.

A BRF Brasil Foods, 1ª empresa brasileira na industrialização de alimentos, explora os trabalhadores de maneira absurda para aumentar os seus lucros à custa da verdadeira degradação humana e o resultado são seqüelas irreparáveis que acompanharão os trabalhadores pelo resto de suas vidas.

Apesar da medida da liminar, a ação civil pública, a intervenção da justiça é uma medida paliativa, e a possibilidade de reversão para a BRF Brasil Foods, está longe de ser descartada, uma vez que a empresa pode recorrer. Portanto é necessário a mobilização dos trabalhadores colocando na ordem do dia a greve com ocupação de fábrica para acabar de vez com essa indústria de fazer mutilados.

BRF BRASIL FOODS TENTA PROIBIR DIVULGAÇÃO DE ARTIGO SOBRE DOENÇAS CAUSADAS PELA INDÚSTRIA DO FRANGO.

Indústria do Frango
Procuradores repudiam ação da BRF BRASIL FOODS (Perdigão e Sadia) contra advogado
A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) saiu em defesa do advogado Luiz Salvador, presidente da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat). Salvador está sendo processado pela empresa BRF Brasil Foods S/A por ter publicado um artigo na ConJur sobre acidentes e adoecimentos que ocorrem na indústria do frango. A Brasil Foods é proprietária da Sadia e da Perdigão.

Para a ANPT, o presidente da Abrat exerce direito fundamental de livre manifestação do pensamento e da expressão intelectual e científica, “independentemente de censura ou autorização”. Em nota, a associação repudia a “tentativa de intimidação” da empresa. A Brasil Foods pede que o Poder Judiciário proíba a divulgação do artigo sob pena de multa.

“Merece repúdio a tentativa da BRF Brasil Foods S/A de intimidar e de obstaculizar o exercício regular de direito fundamental constitucionalmente garantido”, consta na nota assinada pelo presidente da entidade dos procuradores, Sebastião Vieira Caixeta, e pelo vice-presidente, Carlos Eduardo de Azevedo Lima.

A Abrat também divulgou nota em repúdio à empresa. A associação ressaltou que o artigo destaca “uma decisão que desnuda uma dura realidade que não se coaduna com a luta pela implantação do trabalho decente em nossa sociedade”. O vice-presidente, Nilton da Silva Correia, que assina a nota, afirmou que os comentários de Salvador “se deram no contexto do legítimo exercício do direito à informação e à opinião”.

O Ministério Público do Trabalho, unidade de Joaçaba, ingressou com nova ação civil pública contra a Sadia, em Concórdia (SC), informou a Rádio Aliança. O procurador Guilherme Kirsting acusa a empresa que, desde 2003, aconteceram cerca de 200 acidentes de trabalho na unidade local.
VEJA DECISÃO DA JUSTIÇA CONTRA A BRF AQUI:

No artigo de opinião, baseado em decisão judicial pública, disponível em http://consultas.trt12.jus.br/SAP1/DocumentoListar.do?pdsOrigem=AUDIENCIAS&plocalConexao=joacaba&pnrDoc=200363

EMPRESA BRASILEIRA BRF (PERDIGÃO E SADIA) DESRESPEITA TRABALHADORES

DENÚNCIA
EMPRESA BRF BRAZIL FOODS (PERDIGÃO E SADIA) DESRESPEITA DIREITOS TRABALHISTAS.
OS PRODUTOS BRF TEM O SABOR DA EXPLORAÇÃO CAPITALISTA E DO SANGUE DOS TRABALHADORES.
A situação tem se agravado cada vez mais.
Nos últimos meses a Perdigão fez várias demissões de pessoas com doenças do trabalho, causadas pelo ritmo e pelos esforços respectivos.

MÉDICO CHEFE
A Perdigão tem um médico que não considera atestados, emissões da CAT e pareceres de especialistas com o único objetivo que é de descaracterizar as doenças profissionais. Não bastando isto, a empresa está demitindo trabalhadores doentes.

SERAFINA CORREA (SC)
Como exemplo o frigorífico de Serafina Corrêa, onde vários trabalhadores foram demitidos doentes, tendo dois casos que chamaram a atenção.
1. Uma trabalhadora, mesmo fazendo fisioterapia, foi demitida por ordem da chefia.
2. Um trabalhador, que inclusive sofreu uma cirurgia pois tinha rompido o tendão, mesmo tendo uma CAT emitida pelo médico local o médico chefe desautorizou a mesma. O trabalhador operou-se por sua conta e as despesas foram pagas por ele mesmo.

LAJEADO (SC)
Em Lajeado a situação não é diferente. Desde 2008 não é enviado ao sindicato cópias de CAT, conforme informações do Secretário Geral do Sindicato, José Luis. Também tem acontecido casos de demissões de doentes, e casos de pessoas que trabalham acidentadas, declara José Luis.

MARAU (RS)
Conforme informações da diretoria do sindicato, houve inúmeros casos de demissão de trabalhadores doentes e também diversos casos de não emissão de CAT na unidade de Marau/RS.

PRÁTICAS DA SADIA
As demissões de doentes do trabalho era uma prática da Sadia, e agora também é da Perdigão. As denúncias acima abordadas estão documentadas pelos sindicatos.

EXCESSO DE CARGA HORÁRIA
Os Trabalhadores queixam-se de permanecer 10 horas dentro da empresa. É o caso em Serafina Corrêa, onde os trabalhadores dizem não estarem aguentando mais.

OTAN (NATO) PREPARA COMBATE A CIBERATAQUES

Em cúpula, Otan se prepara para combater ciberataques
19 de novembro de 2010 •
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) quer se preparar para combater os crescentes ataques cibernéticos, tarefa incluída entre as metas do novo conceito estratégico que os líderes aliados aprovarão na cúpula que começa nesta sexta-feira em Lisboa.

A tecnologia impera nas sociedades e "as ameaças cibernéticas contra infraestruturas básicas em nossas nações crescem dia a dia", afirmou nesta sexta-feira o secretário-geral Anders Fogh Rasmussen, em um ato realizado em Lisboa antes da abertura da cúpula.

Por essa razão, o responsável da Otan considera que esse assunto se transformou em um problema transnacional que também compete à organização.

"A Otan é uma organização de segurança multilateral, o que significa que pode e deve fazer uma contribuição real" diante desse tipo de problemas, acrescentou.

Rasmussen mencionou a questão dos ataques cibernéticos durante um discurso que proferiu em um encontro com jovens líderes dos países aliados, aos quais explicou as novas ameaças que espreitam o mundo na atualidade.

A luta contra este tipo de crimes integrará o novo conceito estratégico da Otan, que será aprovado na cúpula de Lisboa e que enumera os objetivos da organização político-militar para a próxima década.

PORTUGAL: OTAN (NATO) PODERÁ INTERVIR EM QUALQUER PAÍS

Otan usará novos meios para enfrentar ameaças globais
19 de novembro de 2010 •
O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse nesta sexta-feira que a Organização se dotará de novos meios e "capacidades comuns" para enfrentar as ameaças globais.

Rasmussen abriu, nesta sexta-feira em Lisboa, a cúpula de dois dias ressaltando que a reunião será "uma das mais importantes na história" pela transformação que os chefes de Estado e Governo dos 28 países aliados devem aprovar.

"Aqui vamos definir a direção que a Organização vai seguir nos próximos dez anos", afirmou o secretário-geral.

Para responder as novas ameaças, a cúpula sancionará um novo conceito estratégico, pelo qual a Otan poderá atuar em qualquer lugar do mundo sempre que considerar que a segurança de algum de seus membros está ameaçada.

Até agora, a Otan delimitava o território tradicional de atuação às fronteiras dos países integrantes, mas este princípio foi superado pela intervenção no Afeganistão, país no qual a Organização dirige a força Isaf sob mandato da ONU desde 2003.

A cúpula também aprovará a criação de um sistema de defesa contra ataques com mísseis balísticos, ao qual quer se associar à Rússia.

Os líderes aliados também fixarão um esquema de calendário da saída das tropas de combate do Afeganistão, de modo que a transferência do controle da segurança às autoridades do país termine em 2014.

Além disso, a cúpula acordará uma reforma interna da organização "para torná-la mais eficiente e efetiva", de modo que os cidadãos dos países-membros obtenham um maior resultado nos investimentos em defesa, ressaltou o secretário-geral.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, assinalou como anfitrião que a cúpula, de número 22 na história da organização, será "um ponto de inflexão na evolução da Organização".

Assim como Rasmussen, Sócrates destacou que com esta cúpula a Otan "reforçará a capacidade para intervir em situações que coloquem a segurança em perigo".
COMENTÁRIO: É assim que o imperialismo se prepara para enfrentar as manifestações dos trabalhadores e dos povos em defesa dos seus direitos.

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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