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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



domingo, 31 de outubro de 2010

BRASIL FOODS (PERDIGÃO) DESRESPEITA E ATACA SINDICALISTAS NO PARANÁ

SOLIDAREIDADE AOS COMPANHEIROS DO SINTAC (PR) E AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DA BRF (PERDIGÃO) DE CARAMBEÍ (PR).


OS TRABALHADORES VENCERÃO ATRAVÉS DE SUAS LUTAS TODA A EXPLORAÇÃO PATRONAL. PODE DEMORAR, MAS A NOSSA VITÓRIA VIRÁ!


As organizações de luta e de resistência dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiras que assinam este documento, vêm prestar solidariedade e apoio aos diretores do SINTAC (PR) contra o desrespeito e a intransigência praticados pela empresa Brasil Foods (Perdigão) da cidade de Castro-Carambeí, no interior do Paraná.

Desde já nos colocamos ao lado desses companheiros e dos trabalhadores (as) em suas lutas contra a violência e a exploração exercidas por essa empresa que é uma das que mais explora desrespeita os direitos dos trabalhadores (as) e que usa de vários expedientes para enfraquecer os sindicatos que ousam questionar a sua política trabalhista.

Chega de exploração! Chega dos ataques contra o SINTAC (sindicato local)! Pela união dos trabalhadores contra a exploração da BRF (Perdigão)!

Os produtos da Brasil Foods são recheados com o suor e com o sangue dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiras. A BRF é uma das empresas que mais ataca a saúde dos trabalhadores. Graças a ela, milhares de homens e mulheres estão sem as mínimas condições de saúde para continuar trabalhando.

Denunciamos aqui essa empresa que faz dos trabalhadores (as) meras peças de sua gigantesca engrenagem de moer carne em busca de lucros cada vez maiores. Em troca, ela paga aos trabalhadores um dos piores salários do Brasil.

Para entrar em contato com o SINTAC e enviar sua solidariedade aos companheiros (as) do Paraná: sintacalluta@yahoo.com.br

Para assinar este documento envie sua mensagem para: rui.66@sapo.pt
Assinam:

Coletivo de Ação Direta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Socialistas (PR)
Coletivo Marxista (SP)
Núcleo de Luta Operária Ação Direta (RJ)
Movimento Autogestionário Comunista (SP)
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC (PR)
Grupo de Ação Direta Marxista (RS)
Liga Bolchevique Internacionalista Revolucionária – secção brasileira da IV Internacional Reconstruída
Resistência Popular Marxista (SP)
Núcleo Libertário Marxista (RJ)
Comitê de Luta Popular do Rio de Janeiro (RJ)
Liga Internacionalista de Curitiba (PR)
Rui Amaro Gil Marques - Assessor de Comunicação da FTIA Paraná
Movimento Sindical Socialista de Minas Gerais
Coletivo de Esquerda Comunista por uma CUT Classista e de Lutas
Movimento Socialista Revolucionário dos Trabalhadores (Trostskista)
Partido Comunista dos Trabalhadores -Fração da IV Internacional (LRT)
Luta Operária Fração Leninista - Pela Reconstrução da IV Internacional Revolucionária
Alternativa Sindical de Esquerda Marxista
Partido Obrero Radical de Chile ((Marxista-Leninista)
Tendência Trotskista Sindical - Fração Operária Metalúrgica
Liga Internacional dos Trabalhadores pelo Socialismo - IV Internacional Revolucionária
Coletivo Comunista de Belo Horizonte (MG)
Frente Marxista por um Partido Comunista Unificado
Ação Popular de Esquerda (Pernambuco-Brasil)
Grupo de Ação Direta - Unidade Popular Carlos Mariguella (BA)
Fuerza della Sinistra Radicale Unitá - Genova (Itália)
Avante na Luta pelo Socialismo (ALS) - Portugal
Movimiento de Izquierda delos Trabajadores Paraguayos - Lucha Obrera (Paraguay)
Federación Obrera Anarkista de Argentina, Rosário - Argentina
Coletivo Vanguarda Operária -RJ
Coletivo Classista de São Paulo - Osasco SP
Movimento de Organização Popular Fluminese - RJ
Movimento Negro e Popular de Ação Direta - Recife PE
Fração Revolucionária e Classista do PSOL
União da Juventude Trabalhadora do ABC, Santo André - SP
Izquierda Socialista, de Santiago - Chile
Centro de Estudos Sociais Lutas de Classes - RJ
Núcleo de Lutas dos Trabalhadores Potiguares pelo Socialismo - Natal, RN
Rede Socialista da Bahia, Ilhéus - BA
Associação dos Pescadores de Ponta Negra - Natal, RN
Coletivo Luta Social de Santa Catarina - Florianópolis SC
Frente Obrera de Paraguay - FOP
Ruptura Sindical Socialista - Por uma Central Sindical Classista, de Lutas e Revolucionária - DF
Corrente Revolucionária Brasil Socialista - Marxista-Leninista (RS)
Grupo de Ação Bandeira Vermelha/Revolução - Porto Alegre (RS)
Centro Feminista de Apoio às Trabalhadoras Rurais de Sorocaba - SP
Rede de Blogueiros de Esquerda de Niterói - RJ
Coletivo de Internautas Socialistas do Brasil - São Paulo - SP
Ação Direta na Web - Porto Alegre RS

sábado, 30 de outubro de 2010

TRABALHADORES DA ZAELI ALIMENTOS, DE UMUARAMA (PR), DECIDEM ENTRAR EM GREVE


Umuarama (PR): Trabalhadores (as) da empresa Zaeli Alimentos rejeitam proposta patronal e decidem entrar em greve.

Empresa tentou de todas as maneiras evitar que assembléia fosse realizada e que trabalhadores (as) pudessem votar livremente.

Trabalhadores e trabalhadoras demonstraram, mais uma vez, vontade e disposição para a luta.




Rui Amaro Gil Marques
Assessor de Comunicação da Federação e sindicatos filiados.




Na manhã de sexta-feira (29) os trabalhadores e trabalhadoras da Zaeli Alimentos, de Umuarama, região noroeste do estado, decidiram em assembléia realizada em frente aos portões da empresa, por rejeitar a proposta patronal e votaram por entrar em greve a partir da próxima quarta-feira (03).

Inicialmente a Zaeli se recusou a discutir qualquer aumento aos 7% de reajuste propostos aos sindicatos de trabalhadores pelos representantes patronais durante as rodadas de negociações realizadas na Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) em Curitiba (PR).

A empresa também optou por adotar uma política de desrespeito ao sindicato dos trabalhadores local, à livre organização sindical dos seus funcionários, a legislação trabalhista e aos acordos coletivos firmados anteriormente com as entidades sindicais (sindicato e Federação FTIA-CUT).


Empresa pressiona e trabalhadores votam pela greve.

Pressionada por representantes de vários sindicatos de trabalhadores da Alimentação (Apucarana, Arapongas, Toledo, Umuarama, Cianorte, Marechal Cândido Rondon e Cascavel) e da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA), que foram a Umuarama para colaborar com os trabalhadores (as) e o sindicato local para fazer avançar as negociações com a empresa, ela acabou fazendo uma nova proposta.

Em sua nova proposta a Zaeli ofereceu 8% de reajuste condicionados a redução do pagamento das horas extras realizadas aos sábados de 100% para 50%, fim da estabilidade para os trabalhadores que retornam das férias e que a cesta-básica fosse paga integralmente como prêmio assiduidade.

A Federação (FTIA-CUT) e os sindicatos presentes rejeitaram essa nova proposta e pressionaram para que a assembléia tivesse inicio conforme a sua publicação em edital. Percebendo que poderia perder o controle da situação a empresa tratou de tumultuar a realização da assembléia e a votação por parte dos trabalhadores(as). Ameaçou e coagiu o quanto pode para que os trabalhadores (as) acabassem aceitando a proposta inicial de 7% de reajuste.

Desesperada, a direção da empresa apelou até para o constrangimento físico e moral contra os trabalhadores e sindicalistas (gerentes e encarregados filmaram e fotografaram a realização da assembléia). Um encarregado chegou a agredir um dos diretores do sindicato local. A polícia foi chamada para fazer o já conhecido terror psicológico. Mas felizmente nada disto adiantou.

Conscientes da necessidade de mostrar à empresa que estavam descontentes com os baixos salários e com o desrespeito exercido pelos encarregados, a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras votaram pela rejeição da proposta patronal e pela greve.

Derrotada empresa acaba cedendo.

Com a derrota sofrida na assembléia a empresa tratou de evitar o pior: a realização da greve. O que seria o acontecimento do ano na empresa e na cidade de Umuarama, onde a Zaeli é a principal empresa da região. Para os patrões a greve representaria um duro golpe no poder político que exercem no município. O que poderia servir de exemplo para que outras categorias seguissem o mesmo caminho da luta por melhores condições de trabalho e reajustes salariais acima das propostas patronais.

Antes que o dia acabasse a Zaeli enviou ao sindicato local a seguinte proposta: reajuste salarial de 8% e cesta-básica de R$ 100,00 (sem assiduidade) mais uma cesta-básica de mesmo valor no final de ano. A proposta será apresentada aos trabalhadores e trabalhadoras da empresa na quarta-feira (03) para ser analisada e posta em votação.

Mais uma vez os trabalhadores comprovaram que somente com determinação e luta é que podemos vencer a arrogância e intransigência patronal. Apesar de muitos sindicalistas de várias categorias profissionais evitarem a todo custo o confronto com os patrões, os trabalhadores haverão de atropelá-los sempre que for necessário para alcançar a vitória de suas reivindicações e fazer valer os nossos interesses de classe. Mesmo com a pressão sofrida antes e durante a assembléia os trabalhadores (as) da Zaeli Alimentos, unidos à FTIA-CUT e aos sindicatos filiados, mostraram aos patrões que a nossa força rompe todas e quaisquer barreiras.

Viva a classe trabalhadora!
Viva a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná!
Unidos somos fortes!
Sindicato é pra lutar!
Abaixo a exploração patronal!

sábado, 23 de outubro de 2010

CONTRA OS ATAQUES DO CAPITAL DE QUE VALEM AS GREVES PACÍFICAS?

CONTRA OS ATAQUES DOS GOVERNOS E DO CAPITAL DE QUE VALEM AS MANIFESTAÇÕES E GREVES PACÍFICAS?


Os ataques aos direitos dos trabalhadores na Grécia, na Espanha, Portugal e na França demonstram que as manifestações e greves pacíficas não impedem que os governos façam os seus ajustes contrários aos interesses da classe trabalhadora.

Milhões foram às ruas nesses países, mas mesmo assim seus governos impingiram derrotas aos trabalhadores. As reformas na previdência social e na legislação trabalhista foram feitas sem que nada de mais concreto as evitassem.

A burocracia sindical atrelada aos partidos da esquerda institucional, muitos nos governos de seus respectivos países, tem feito de tudo para boicotar a organização independente dos trabalhadores e estudantes.

As maiores centrais sindicais da Grécia, da Espanha e da França agiram para transformar as manifestações operárias contra seus governos em movimentos pacíficos dentro da ordem democrática burguesa.

Enquanto os governos utilizavam das forças de repressão para amedrontar e perseguir organizações independentes e com mais vontade de lutar contra suas reformas, os sindicatos ficavam apenas nos discursos radicais sem verdadeiramente preparar os trabalhadores para as batalhas de rua. O que poderia evitar a vitória dos governos e dos patrões.

É nossa obrigação aprender com essa realidade. Manifestações e greves pacíficas já não incomodam os governos, os patrões e o FMI. Cabe ao nosso movimento desenvolver novas formas de luta para enfrentarmos os ataques do capital contra os trabalhadores. E a violência não pode mais ser escamoteada e descartada. Somente com atitudes mais enérgicas e radicais é que os governos sentirão a força da classe trabalhadora e sua disposição para lutar em defesa dos seus interesses e direitos.

Devemos responder à repressão do estado e dos patrões com a mesma força. A tendência do capital é radicalizar as suas reformas para precarizar ainda mais o mundo do trabalho e, desta forma, acabar com as organizações de luta dos trabalhadores, flexibilizar direitos e aumentar os seus lucros. Discursos e eleições não vão evitar as reformas trabalhista e da previdência social que o futuro governo, seja ele chefiado pelo Serra ou pela Dilma, irá fazer para atender aos interesses do capital daqui e de fora.

Os trabalhadores não podem ter nenhuma ilusão sobre isso. Aqui como no resto do mundo os trabalhadores só têm uma alternativa: a luta.


Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil ADC

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

GREVES: OS TRABALHADORES SE LEVANTAM


GREVES: OS TRABALHADORES SE LEVANTAM CONTRA A EXPLORAÇÃO
Em todos os países os governos e os patrões iniciam ataques aos direitos dos trabalhadores.



Ajustes econômicos, cortes no orçamento, demissões, reformas na previdência social, repressão e leis anti-greves e arrocho salarial. Estas são as armas que os patrões e seus governos usam contra a classe trabalhadora.

O pior ainda está por vir. Grécia, França, Espanha, Portugal, Romênia, Estados Unidos, Turquia, Alemanha e Polônia mostram o que vem por aí.

Os trabalhadores não podem e não devem esperar que os governos dos seus países defendam seus direitos. Nenhum governo seja ele socialista, de esquerda ou democrático irá se insurgir contra os interesses dos ricos e dos banqueiros.

A nossa palavra de ordem deve ser INDEPENDÊNCIA DE CLASSE E AÇÃO DIRETA para enfrentar os ajustes econômicos comandados pelo FMI para preservar os lucros dos monopólios que controlam a economia global. E os alvos desses ajustes são, como sempre foram, os trabalhadores.

Não devemos ter esperança em nenhum partido e em nenhum governo. Devemos isto sim ter a clareza que somente com a nossa união e a nossa mobilização poderemos resistir e vencer os capitalistas e seus lacaios.

Os trabalhadores da Grécia, Espanha, França, Portugal estão dando o exempo: CONTRA OS AJUSTES ECONÔMICOS DOS RICOS OS TRABALHADORES TOMAM AS RUAS. DA GREVE GERAL À REVOLTA ABERTA. ESTE É O ÚNICO CAMINHO QUE TEMOS A SEGUIR.



COLETIVO DE AÇÃO DIRETA COMUNISTAS NO BRASIL ADC

GREVE GERAL NA FRANÇA: DERROTAR O GOVERNO E GARANTIR DIREITOS


Estudantes entram de cabeça na greve geral contra reforma da Previdência


Enviado por PSTU


Mobilizações contra Sarkozy se radicalizam


A França balançou nesse dia 19 de outubro, sexto dia de greve geral desde setembro contra a reforma da Previdência do governo Sarkozy. Segundo as entidades sindicais envolvidas nas mobilizações, algo em torno de 3,5 milhões de franceses foram às ruas em 260 manifestações todo o país protestar contra a medida que aumenta a idade mínima para se aposentar e o tempo de contribuição.

Com as refinarias e boa parte dos portos paralisados, o país já sente os efeitos do desabastecimento, além de ter setores do transporte, como as ferrovias e parte dos serviços aéreos parados. Segundo o jornal Le Monde, 60% dos comboios ferroviários estão paralisados. Os caminhoneiros também aderiram massivamente aos protestos.

Junto a isso, o combativo movimento estudantil francês entrou de cabeça nas mobilizações, paralisando as atividades nas escolas e universidades e enchendo as ruas com centenas de milhares de jovens. Segundo a entidade de estudantes secundaristas FIDL, mais de 1.200 liceus se mobilizaram, parando algo como 850 colégios, um recorde nessa jornada de greves e mobilizações.

Repressão

Após se manter intransigente em relação ao ataque às aposentadorias, o governo do direitista Nicolas Sarkozy elevou o tom contra os manifestantes. Em Lyon e Nanterre (periferia de Paris), a polícia reprimiu brutalmente os manifestantes. ”Essa reforma é essencial. A França se comprometeu a fazê-la e a França irá implementá-la”, disse o presidente. Ele afirmou à imprensa que “tomará medidas” contra o desabastecimento, deixando transparecer que deve aumentar a repressão contra as mobilizações.

Posição que foi reforçada pela ministra da Justiça, Michèle Allion-Marie, que prometeu atuar com “firmeza” contra os manifestantes. A reforma faz parte do plano de austeridade adotado pelos governos europeus para conter os déficits provocados pelas políticas de ajuda e subsídios ao mercado financeiro durante a crise desatada em 2008.

Com a explosão do gasto público e o inevitável aparecimento de profundos rombos, os governos agora jogam a crise nas costas dos trabalhadores, promovendo reformas trabalhistas e previdenciárias como forma de reduzir gastos.

Movimento se radicaliza

O governo Sarkozy, aturdido com o aumento e radicalização das manifestações, ao mesmo tempo em que se mostra intransigente com os ataques, já sinaliza possíveis recuos. As mobilizações, porém, só tendem a se radicalizar. Segundo um instituto de pesquisa francês, mais de 70% da população apóiam os protestos.

Não é só o desabastecimento que tira o sono de Sarkozy. A entrada em cena da juventude francesa e a radicalização do movimento trazem de volta as cenas dos protestos protagonizados pelos jovens das periferias de Paris, em 2005. Lembram ainda das manifestações contra a Lei do Primeiro Emprego, dois anos depois.

Além de incomodar o governo, a radicalizada juventude francesa incomoda ainda as direções das burocracias sindicais, que temem um confronto direto com o governo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

GREVE NA CIDADE DE APUCARANA, NORTE DO PARANÁ.

ALIMENTAÇÃO: GREVE NA CIDADE DE APUCARANA, NORTE DO PARANÁ
Em assembléia realizada durante a noite de quarta-feira (20) trabalhadores da empresa Kowalski Alimentos, de Apucarana (PR), decidiram entrar em greve.

Rui Amaro Gil Marques
Assessor de Comunicação da Federação e Sindicatos filiados
Direto de Apucarana, norte do Paraná.


Depois de analisada a contraproposta patronal de reajuste salarial de 7% e cesta-básica de R$70,00 os trabalhadores da empresa Kowalski Alimentos decidiram manter a reivindicação de 10% de reajuste e cesta-básica de R$100,00. O sindicato da categoria (STIAA) e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) avaliam que a intransigência patronal foi a razão principal para que os trabalhadores optassem pela deflagração da greve.

Sindicato e Federação já preparam mobilização da categoria e demais sindicatos do setor de Alimentos do estado organizam caravanas à cidade de Apucarana para colaborar com o fortalecimento do movimento.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) também se colocou a disposição dos trabalhadores para que paralisação tenha força e trabalhadores obtenham êxito em suas reivindicações.

GREVE NA PRODASA DE ARAPONGAS: VITÓRIA! TRABALHADORES VENCEM INTRANSIGÊNCIA PATRONAL




GREVE NA PRODASA DE ARAPONGAS: Trabalhadores vencem intransigência patronal.


Paralisação demonstrou união e força dos trabalhadores e trabalhadoras por reajuste salarial e cesta-básica.

Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação da Federação e Sindicatos filiados
De Arapongas (PR)


Os 400 funcionários da área de produção da empresa Prodasa Alimentos S/A, no município de Arapongas, norte do Paraná, aprovaram na noite de terça-feira (19) a contraproposta patronal apresentada pela empresa durante negociação em Londrina na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho com sindicalistas.

Os trabalhadores reivindicavam 10% de reajuste salarial e uma cesta-básica de R$80,00. A empresa ofereceu inicialmente 7% de reajuste e uma cesta de R$70,00. Como os representantes patronais adotaram uma postura de intransigência os trabalhadores e trabalhadoras optaram pela paralisação da produção.

A Prodasa Alimentos é uma das maiores empresas do setor na região de Arapongas e conta com um quadro de cerca de 700 trabalhadores. Ela fabrica, além de doces e balas, macarrão e outros produtos alimentícios para o mercado nacional e para exportação.

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) e demais sindicatos do setor estiveram colaborando com os trabalhadores para que a greve fosse vitoriosa. Além do STIAAR (sindicato local) os sindicatos dos Trabalhadores de Alimentação de Toledo, Ponta Grossa, Castro-Carambeí, Cianorte, Medianeira, Fco Beltrão, Cascavel, Curitiba (STIP e STIMALCS) e Apucarana enviaram seus diretores para fortalecer o movimento.

Depois de idas e vindas a empresa decidiu em atender aos apelos da Comissão de Greve e dos representantes sindicais para que as negociações fossem realizadas na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho em Londrina (50 km de Arapongas).

Iniciada às 16h20 a reunião em Londrina foi encerrada ao final do dia e às 20h os trabalhadores em assembléia em frente da empresa aprovaram por unanimidade a proposta negociada na Superintendência Regional do Trabalho: 10% de reajuste salarial, cesta básica de R$75,00 e o não desconto dos dias parados devido a greve.

Para o presidente da Federação, Ernane Garcia, “os trabalhadores demonstraram amadurecimento durante a paralisação e força de vontade para vencer a intransigência patronal. Agora as demais empresas do setor devem rever a sua postura e apresentar uma proposta de reajuste que seja melhor que as anteriores”, finalizou.

Estão programadas manifestações e assembléias em empresas de Apucarana, Faxinal, Mauá da Serra, Arapongas, Cianorte, Umuarama, São José dos Pinhais e Curitiba.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PRODASA ALIMENTOS DE ARAPONGAS: TRABALHADORES ENTRAM EM GREVE




Funcionários da empresa Prodasa Alimentos, de Arapongas (PR), entram em greve por tempo indeterminado.

Trabalhadores estão reivindicando 10% de reajuste salarial, cesta-básica de R$ 80,00 e melhores condições de trabalho.

Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação da Federação (FTIA) e sindicatos filiados
Direto de Arapongas (PR)

Dos cerca de 700 trabalhadores e trabalhadoras da empresa Prodasa Alimentos, de Arapongas, norte do Paraná, 400 decidiram na manhã de segunda-feira (18), paralisar toda a produção e entraram em greve por tempo indeterminado.

Entre as reivindicações apresentadas pela Comissão de Greve formada pelos trabalhadores à empresa e ao sindicato da categoria consta reajuste salarial de 10%, cesta-básica de R$80,00, fim das pressões exercidas pelos encarregados, liberdade para utilizar os banheiros e melhores condições de trabalho.

Diretores do sindicato (STIAAR) acompanhados de representantes da Federação (FTIA) e da Comissão de Greve estiveram reunidos com o médico do trabalho Dr. Enéas do Prado (representante patronal) durante a manhã para discutir as reivindicações dos trabalhadores.

Durante a reunião os trabalhadores fizeram várias queixas contra a maneira que são tratados pelos encarregados e das péssimas condições de trabalho a que estão submetidos.

O representante patronal afirmou que as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores são legitimas, mas que a empresa não tem condições de atende-las no momento. A contra-proposta apresentada pela empresa foi de 8% de reajuste salarial retroativo à setembro de 2009, mais 1% em março, mais 1% em maio e cesta-básica de R$ 70,00. O que revoltou os trabalhadores da Comissão de Greve e os representantes sindicais presentes.

Para o presidente da Federação, Ernane Garcia, os trabalhadores não estão reivindicando um reajuste absurdo. Cabe aos patrões terem sensibilidade e fazerem uma proposta que seja, no mínimo, digna de ser analisada pelos trabalhadores e pelo sindicato. “Os trabalhadores estão conscientes do crescimento da produção e do aumento dos lucros das empresas e querem o que é justo: salários dignos do nome e respeito. Só isso.”

Depois da reunião o representante patronal concedeu entrevista a um programa sensacionalista de televisão local onde atacou os trabalhadores em greve e denegriu o sindicato e os diretores da Federação afirmando que "são um bando de baderneiros de fora que estão inflamando os funcionários da empresa para tirar proveito político da situação."

Os trabalhadores decidiram rejeitar a proposta apresentada pela empresa e a greve continua.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

DERROTAR A DIREITA NAS URNAS E NAS RUAS


Derrotar Serra nas urnas e depois Dilma nas ruas
(Nota Política do PCB)


O PCB apresentou, nas eleições de 2010, através da candidatura de Ivan Pinheiro, uma alternativa socialista para o Brasil que rompesse com o consenso burguês, que determina os limites da sociedade capitalista como intransponíveis. As candidaturas do PCO, do PSOL e do PSTU também cumpriram importante papel neste contraponto.


Hoje, mais do que nunca, torna-se necessário que as forças socialistas busquem constituir uma alternativa real de poder para os trabalhadores, capaz de enfrentar os grandes problemas causados pelo capitalismo e responder às reais necessidades e interesses da maioria da população brasileira.

Estamos convencidos de que não serão resolvidos com mais capitalismo os problemas e as carências que os trabalhadores enfrentam, no acesso à terra e a outros direitos essenciais à vida como emprego, educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, segurança, cultura e lazer. Pelo contrário, estes problemas se agravam pelo próprio desenvolvimento capitalista, que mercantiliza a vida e se funda na exploração do trabalho. Por isso, nossa clara defesa em prol de uma alternativa socialista.


Mais uma vez, a burguesia conseguiu transformar o segundo turno numa disputa no campo da ordem, através do poder econômico e da exclusão política e midiática das candidaturas socialistas, reduzindo as alternativas a dois estilos de conduzir a gestão do capitalismo no Brasil, um atrelando as demandas populares ao crescimento da economia privada com mais ênfase no mercado; outro, nos mecanismos de regulação estatal a serviço deste mesmo mercado.

Neste sentido, o PCB não participará da campanha de nenhum dos candidatos neste segundo turno e se manterá na oposição, qualquer que seja o resultado do pleito. Continuaremos defendendo a necessidade de construirmos uma Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, permanente, para além das eleições, que conquiste a necessária autonomia e independência de classe dos trabalhadores para intervirem com voz própria na conjuntura política e não dublados por supostos representantes que lhes impõem um projeto político que não é seu.

O grande capital monopolista, em todos os seus setores - industrial, comercial, bancário, serviços, agronegócio e outros - dividiu seu apoio entre estas duas candidaturas. Entretanto, a direita política, fortalecida e confiante, até pela opção do atual governo em não combatê-la e com ela conciliar durante todo o mandato, se sente forte o suficiente para buscar uma alternativa de governo diretamente ligado às fileiras de seus fiéis e tradicionais vassalos. Estrategicamente, a direita raciocina também do ponto de vista da América Latina, esperando ter papel decisivo na tentativa de neutralizar o crescimento das experiências populares e anti-imperialistas, materializadas especialmente nos governos da Venezuela, da Bolívia e, principalmente, de Cuba socialista.

As candidaturas de Serra e de Dilma, embora restritas ao campo da ordem burguesa, diferem quanto aos meios e formas de implantação de seus projetos, assim como se inserem de maneira diferente no sistema de dominação imperialista. Isto leva a um maior ou menor espaço de autonomia e um maior ou menor campo de ação e manobra para lidar com experiências de mudanças em curso na América Latina e outros temas mundiais. Ou seja, os dois projetos divergem na forma de inserir o capitalismo brasileiro no cenário mundial.

Da mesma forma, as estratégias de neutralização dos movimentos populares e sindicais, que interessa aos dois projetos em disputa, diferem quanto à ênfase na cooptação política e financeira ou na repressão e criminalização.


Outra diferença é a questão da privatização. Embora o governo Lula não tenha adotado qualquer medida para reestatizar as empresas privatizadas no governo FHC, tenha implantado as parcerias público-privadas e mantido os leilões do nosso petróleo, um governo demotucano fará de tudo para privatizar a Petrobrás e entregar o pré-sal para as multinacionais.

Para o PCB, estas diferenças não são suficientes qualitativamente para que possamos empenhar nosso apoio ao governo que se seguirá, da mesma forma que não apoiamos o governo atual e o governo anterior. A candidatura Dilma move-se numa trajetória conservadora, muito mais preocupada em conciliar com o atraso e consolidar seus apoios no campo burguês do que em promover qualquer alteração de rumo favorável às demandas dos trabalhadores e dos movimentos populares. Contra ela, apesar disso, a direita se move animada pela possibilidade de vitória no segundo turno, agitando bandeiras retrógradas, acenando para uma maior submissão aos interesses dos EUA e ameaçando criminalizar ainda mais as lutas sociais.

O principal responsável por este quadro é o próprio governo petista que, por oito anos, não tomou medida alguma para diminuir o poderio da direita na acumulação de capital e não deu qualquer passo no sentido da democratização dos meios de comunicação, nem de uma reforma política que permitisse uma alteração qualitativa da democracia brasileira em favor do poder de pressão da população e da classe trabalhadora organizada, optando pelas benesses das regras do viciado jogo político eleitoral e o peso das máquinas institucionais que dele derivam.

Considerando essas diferenças no campo do capital e os cenários possíveis de desenvolvimento da luta de classes - mas com a firme decisão de nos mantermos na oposição a qualquer governo que saia deste segundo turno - o PCB orienta seus militantes e amigos ao voto contra Serra.

Com o possível agravamento da crise do capitalismo, podem aumentar os ataques aos direitos sociais e trabalhistas e a repressão aos movimentos populares. A resistência dos trabalhadores e o seu avanço em novas conquistas dependerão muito mais de sua disposição de luta e de sua organização e não de quem estiver exercendo a Presidência da República.

Chega de ilusão: o Brasil só muda com revolução!



PCB – PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO
COMITÊ CENTRAL
Rio de Janeiro, 13 de outubro de 2010

EM CIANORTE (PR) TRABALHADORES DA EMPRESA LORENZ ENCERRAM GREVE COM VITÓRIA


Cianorte (PR): Trabalhadores da empresa Lorenz encerram greve com vitória

Sindicato local e Federação (FTIA-CUT) estiveram presentes dando todo o apoio necessário para que reivindicações fossem atendidas pela empresa.


Rui Amaro Gil Marques
Assessor de Comunicação da Federação e Sindicatos filiados
De Cianorte, região noroeste do estado.



Depois de 3 dias de paralisação encerrados nesta quinta-feira (14) os trabalhadores da empresa Lorenz do município de Cianorte, região noroeste do Paraná, conseguiram que suas reivindicações fossem atendidas parcialmente pela empresa.

Os trabalhadores estavam reivindicando 15% de reajuste salarial e uma melhora significativa na cesta-básica. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Cianorte e Região (Sintracia) e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA-CUT) mobilizaram, além dos seus diretores, representantes de outros sindicatos do setor para fortalecer a paralisação dos trabalhadores.

O que obrigou com que os responsáveis pela empresa, João Batista Ribeiro (diretor comercial) e Arany Gustavo de Brito Lauth (sindico) se deslocassem de Indaial, Santa Catarina, para se reunirem pessoalmente com os trabalhadores e com os representantes das entidades sindicais.

Depois de várias horas de discussão os trabalhadores decidiram em assembléia pela aprovação da contra proposta apresentada pela empresa: 10% de reajuste, cesta-básica de R$80,00 e o não desconto dos dias parados.

Cirso da Silva, presidente do Sintracia, acredita que o resultado da greve foi muito positiva para os trabalhadores e para o sindicato. De acordo com Cirso “agora os trabalhadores sabem que a intransigência patronal pode ser vencida pela mobilização de todos junto com suas entidades sindicais (sindicato e Federação). A nossa força reside em nossa união e disposição para a luta”, afirmou.

Ernane Garcia, presidente da Federação FTIA, avisa aos patrões que várias greves e mobilizações estão prestes a acontecer em todo o estado. “Os trabalhadores estão descontentes com os baixos salários e com as propostas apresentadas pelas entidades patronais. O resultado desse descontentamento é a eclosão de greves nas maiores empresas do setor de Alimentos. Para evitar que isso ocorra os patrões terão que melhorar muito as suas propostas salariais”, finalizou.

TRABALHADORES DA MATE LEÃO, NO PARANÁ, ENCERRAM GREVE


Trabalhadores e trabalhadoras da empresa Leão Junior S/A (Mate Leão), em Curitiba, aceitam nova proposta patronal e encerram paralisação.

A aprovação da nova proposta patronal venceu por uma diferença de 42 votos. Trabalhadores deram um "recado" aos patrões.


Rui Amaro Gil Marques
Assessor de Comunicação da Federação (FTIA) e sindicatos filiados
De Curitiba (PR).


Os trabalhadores e trabalhadoras da empresa Leão Junior, fabricante dos chás Mate Leão, situada em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, decidiram em nova assembléia realizada na quarta-feira (13) pela aprovação da nova proposta patronal de reajuste salarial.

A assembléia teve inicio às 7h30 em frente aos portões da empresa e dela participaram trabalhadores dos turnos da noite e da manhã. Cerca de 244 trabalhadores e trabalhadoras participaram da votação que aprovou o reajuste proposto pela Leão Junior. A votação foi feita através de escrutínio secreto e o resultado final foi 143 votos pela aprovação e interrupção do estado de greve contra 101 pela não aprovação e continuidade da paralisação.

A nova proposta foi apresentada pelo diretor de RH, Alexandre Savoi enviado da SAB (Grupo Coca-Cola) de São Paulo para discutí-la com a diretoria do sindicato da categoria (STIMALCS) e com representantes da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA-CUT).

A nova proposta aceita pela maioria dos trabalhadores e das trabalhadoras que participaram da Assembléia foi a seguinte: A empresa se comprometeu a manter o transporte para os trabalhadores (as) que residem longe do município de Fazenda Rio Grande, a descontar simbolicamente R$ 1,00 por mês daqueles que utilizam o Vale Transporte, cesta-básica de R$50,00 acrescidos de mais R$15,00 (por assiduidade), Piso de Efetivação de R$660,00 e reajuste de 7% para salários até R$1.000,00. Para os demais salários 6,5% de reajuste.

Para o presidente da FTIA, Ernane Garcia (foto) “a nova proposta patronal aprovada pelos trabalhadores significou um avanço e que a mobilização da categoria foi fundamental para melhorar a antiga proposta da empresa”. Juarez do Couto, presidente do STIMALCS afirmou depois da assembléia que os trabalhadores e o sindicato saíram fortalecidos do movimento e que isso demonstrou que a categoria esta unida.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

BISCOITOS NAGA, DE UMUARAMA, ENGANA TRABALHADORES E NÃO PAGA SALÁRIOS.


PILANTRAGEM

Proprietário da empresa Biscoitos Naga, de Umuarama (PR), não cumpre legislação trabalhista, engana trabalhadores e não paga salários.


Trabalhadores e trabalhadoras são prejudicados sistematicamente pelo empresário Agnaldo Ribeiro Junior que ainda ameaça aqueles (as) que buscam os seus direitos na Justiça ou se rebelam contra seus desmandos.


Rui Amaro Gil Marques
Assessor de Comunicação da FTIA e Sindicatos filiados
De Umuarama (PR).


O proprietário da empresa Biscoitos Naga, do município paranaense de Umuarama (noroeste do estado), Agnaldo Ribeiro Junior, vem sistematicamente desrespeitando os direitos trabalhistas dos 200 funcionários (as) de sua empresa.

Além de se recusar a cumprir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado com o Sindicato dos Empregados nas Indústrias de Alimentação de Umuarama (SEIA), Agnaldo Ribeiro Junior não deposita o Fundo de Garantia (FGTS) e ainda se apropria dos descontos efetuados na folha de pagamento que deveriam ser creditados à entidade sindical e à seguradora responsável pela cobertura do seguro de vida dos trabalhadores (as).

Em janeiro deste ano os trabalhadores (as) decidiram por entrar em greve para pressionar o empresário a pagar os salários que estavam atrasados, na época, há quase 04 meses, 13º salário e os depósitos do FGTS.

A greve só terminou depois que Agnaldo se comprometeu com a entidade sindical local e com a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) em realizar os pagamentos devidos aos trabalhadores e passar a pagar os salários estipulados pelo Acordo Coletivo.

Infelizmente para os trabalhadores (as) passados cerca de 10 meses Agnaldo Ribeiro Junior voltou a agir da mesma maneira. O que obrigou os funcionários (as) de sua empresa de biscoitos a realizar uma nova paralisação a partir desta terça-feira (12).

O sindicato local pressionado pelos trabalhadores (as) esta dando apoio jurídico ao movimento grevista. A Federação enviou pessoal de apoio para pressionar Agnaldo a efetuar o pagamento de pelo menos uma parte dos salários atrasados (agosto, setembro e outubro) bem como 50% do 13º salário que os trabalhadores ainda não receberam.

Segundo informações de alguns funcionários a empresa esta há 1 ano e 6 meses sem depositar o FGTS dos trabalhadores.

Para piorar a situação Agnaldo vem pressionando os trabalhadores para que desistam de entrar com ações trabalhistas contra a sua empresa. Além da Biscoitos Naga Agnaldo é proprietário de outras duas empresas do ramo de alimentos na região; Santa Gema e Carpeline.

Agnaldo alega que os atrasos se devem a situação de crise financeira que atingiu a sua empresa. Os funcionários afirmam que Agnaldo teve parte do seu patrimônio bloqueado pela Justiça devido a sonegação de impostos estaduais e federais.

sábado, 9 de outubro de 2010

GRUPO COCA-COLA: TRABALHADORES ENTRAM EM GREVE NA MATTE LEÃO EM CURITIBA (PR)

Trabalhadores e trabalhadoras da Leão Junior S/A (Matte Leão), em Curitiba (PR), entram em greve

Federação (FTIA) e STIMALCS convocam sindicatos para fortalecer movimento

Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação da FTIA e sindicatos filiados
De Curitiba (PR)


Depois de analisar a contra proposta patronal de reajuste salarial durante assembléia realizada pelo STIMALCS (sindicato da categoria), os trabalhadores e trabalhadoras da empresa Leão Junior S/A (Matte Leão) decidiram entrar em greve. A assembléia foi realizada na sexta-feira (08) durante a saída do turno da noite e a entrada do turno da manhã. Participaram cerca de 220 trabalhadores (as).

O sindicato da categoria havia entregue à empresa a pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores (as) onde o reajuste pretendido é de 7,50%. Em sua contra proposta a empresa ofereceu 6,50% aceitando as demais reivindicações apresentadas pelo sindicato.

Durante a assembléia vários trabalhadores e várias trabalhadoras reclamaram contra o reajuste apresentado pela Matte Leão indicando que a maioria se encontra revoltada com os baixos salários pagos pela empresa.

Outra reclamação dos trabalhadores e das trabalhadoras é que a Matte Leão não aceita atestados médicos. O que tem feito com que aqueles (as) que faltam ao trabalho para consultas ou tratamento de saúde percam o direito de receber a cesta-básica mensal atrelada a assiduidade dos trabalhadores (as).

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) e o STIMALCS (sindicato da categoria) decidiram convocar os demais sindicatos do setor para colaborar com o fortalecimento do movimento grevista. A empresa já anunciou aos representantes do sindicato que fará o possível para a greve não acontecer.

O presidente do sindicato (STIMALCS), Juarez Adão Couto da Silva espera que a Matte Leão acene com uma nova proposta que seja capaz de satisfazer as reivindicações dos trabalhadores (as). Ernane Garcia, presidente da FTIA, acredita que com a paralisação dos trabalhadores a Matte Leão (empresa adquirida recentemente pela Coca-Cola do Brasil S/A) terá que rever a sua política salarial e a forma como trata os trabalhadores (as).

Trabalhadores revoltados (que solicitaram para não serem identificados) afirmaram que a Matte Leão também não respeita direitos trabalhistas.

O sindicato e a FTIA marcaram uma reunião para terça-feira (12) feriado na sede da Federação com representes de outras entidades sindicais e da CUT Paraná para analisar a situação e colaborar com o fortalecimento da paralisação.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

ELEIÇÃO RETROGRÁDA E ALIENANTE

Brasil regride séculos com programa eleitoral sobre Deus, aborto e família

08/10/2010 - 13h59
Mauricio Stycer - Crítico do UOL



De um lado Dilma, de outro Serra. No meio, “a família brasileira”, esta entidade abstrata, a quem os dois candidatos resolveram se dirigir com promessas de “respeito à vida” e a Deus, como se o Brasil vivesse uma era de obscurantismo e perseguição religiosa.

Um atraso de séculos, dramatizado pelo discurso dos dois candidatos e de apelações variadas. No caso de Dilma, o já recorrente reforço do presidente Lula, que disse ter sido vítima de mentiras, como a sua candidata: “Disseram que eu ia fechar as igrejas”. Já Serra, fez desfilar pela tela mulheres grávidas, enfatizando o lema de que é “a favor da vida”, do “dom da vida” e da “mãe brasileira”.

Em sua primeira frase, Dilma disse: “Quero começar este segundo turno agradecendo a Deus por me ter concedido uma dupla graça”. Serra, na imagem que abriu seu programa, apareceu discursando sobre a sua ida ao segundo turno e rogou: “Com Deus, vamos à vitória”.

O programa da petista atribuiu a “uma corrente do mal” na Internet a divulgação de mentiras a seu respeito. “Dilma respeita a vida e as religiões”, disse a narradora, repetindo o presidente Lula e a própria candidata.

Serra, apresentado como “do bem”, mostrou como pretende confrontar a petista: “Não mudo de opinião em véspera de eleição”. E repetiu seu bordão sobre “o direito à vida”. E o narrador, em outro momento, lembrou que “diferente do PT de Dilma”, Serra “sempre condenou o aborto”.

Um desastre. Num Estado laico e democrático, é assustador ouvir os candidatos à Presidência da República recorrerem a Deus para conseguir votos.

VOTO CONTRA A DIREITA É VOTO NA DILMA PRESIDENTE!


NÃO VOTAR EM DILMA É ENTREGAR O GOVERNO A DIREITA RAIVOSA

Milton Carlos da Silva Swenner
Bancário em São Paulo (SP)


Tenho acompanhado as discussões sobre o processo eleitoral e sobre os candidatos à sucessão do presidente Lula. Sou obrigado a concordar com muitos dos argumentos aqui apresentados constantemente pelas mais variadas correntes de esquerda com e sem partido.

Concordo que as eleições e a democracia “burguesas” não alteram em nada a condição de explorados e marginalizados das classes subalternas. Devemos conquistar o poder e não apenas o governo. De nada vale um governo que não possui o poder para realizar as mudanças necessárias que o nosso pais tanto precisa. Mas, infelizmente, ainda não temos as condições objetivas e subjetivas fundamentais para que isso aconteça. Acredito que se fosse diferente o governo Lula teria feito muito mais do que conseguiu fazer em seus dois mandatos consecutivos.

Mas também não podemos desistir da luta eleitoral só porque ela não nos serve para a tomada do poder pelos trabalhadores e seus aliados. Abrir mão dessa disputa seria o mesmo que permitir que a direita e os capitalistas implantassem uma ditadura pela via eleitoral em nosso país. Ela poderia fazer o que bem entendesse contra os trabalhadores e suas organizações sindicais de forma legal e amparada pela legislação elaborada por eles na Câmara, no Senado e no Governo Federal totalmente controlados por ela.

O que é pior então? Participar dessas eleições para evitar o domínio total da direita sobre o estado e suas instituições ou deixarmos de ocupar esses espaços também? Por esta razão defendo a nossa participação sim. Não acredito em reformas, mas também não acredito que a nossa omissão pode trazer algum beneficio para a conscientização política dos trabalhadores e fortalecer as nossas lutas sociais.

É muito mais fácil conquistar mais direitos, melhorar a legislação, promover a distribuição da riqueza através de programas sociais, investir mais em educação, habitação popular, segurança pública, na saúde, na geração de mais empregos e na redução da miséria de muitos brasileiros ocupando postos chaves do governo e do estado. E a presidência da República é um desses postos chave que facilitam a implementação de reformas e de programas sociais. Foi isso que permitiu o sucesso dos dois mandatos do presidente Lula.

Acredito que votar nulo também é uma forma de beneficiar a candidatura do demo-tucano José Serra. Essa campanha pelo voto nulo realizada em muitos estados a exemplo do que ocorre em muitas regiões da cidade de São Paulo tira mais votos da Dilma do que da direita. O voto nulo favorece a despolitização das eleições e empobrece a discussão dos projetos representados pelas duas candidaturas.

Vejo que as organizações que defendem a não participação nas eleições e o voto nulo estão fora da realidade. E, desta forma, suas ações mais colaboram com o sucesso da direita do que com a concretização dos anseios populares. VOTO CONTRA A DIREITA É VOTO NA DILMA PRESIDENTE!

VOTAR CONTRA A DIREITA É VOTAR NULO!

Como lutar contra a direita nas eleições? Votando nulo

No governo FHC, os bancos lucraram R$ 35 bilhões, uma soma fantástica. Mas no governo Lula, os lucros dos bancos cresceram ainda mais, chegando a R$ 170 bilhões.


EDUARDO ALMEIDA NETO
da Direção Nacional do PSTU e editor do Opinião Socialista
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• O governo Lula teve uma vitória parcial no primeiro turno das eleições de 2010. Como nas eleições de Lula em 2002 e 2006, derrotou a oposição de direita, mas teve de amargar um inesperado segundo turno entre Dilma e Serra.

Lula ampliou a maioria que já tinha na Câmara dos Deputados, passando de 380 para 402 deputados, deixando o bloco PSDB-DEM com 118 deputados. Ganhou pela primeira vez a maioria também no Senado, passando de 39 para 59 senadores. Por último, mas não menos importante, ainda ampliou o número de governos de Estado no primeiro turno, passando a governar mais estados de peso como o Rio Grande do Sul.

Mesmo assim, não houve grandes comemorações no campo governista. A inesperada passagem para o segundo turno mostrou que sua candidata perdeu 7% dos votos em dez dias. Marina Silva, que capitalizou a maior parte do desgaste de Dilma, sai fortalecida e com peso importante nesse segundo turno.

A oposição de direita se fortaleceu nessa reta final. Tem o apoio majoritário e maciço das empresas de TV e jornais. Mesmo tendo sofrido uma derrota eleitoral, ganhou um alento com a passagem para o segundo turno e a vitória em São Paulo e Paraná.

O resultado do segundo turno está completamente aberto. Vai depender de um grande número de fatores como a posição de Marina Silva, a descoberta de novos fatos dos escândalos de corrupção, o comportamento nos debates etc. Mesmo assim, a popularidade – cerca de 80% – do governo Lula torna a hipótese de vitória de Dilma o mais provável resultado do segundo turno.

Crescimento de Marina
A candidatura de Marina foi concebida inicialmente como um instrumento auxiliar da campanha de Serra, cujo objetivo era dividir o voto feminino e petista de Dilma. Marina esteve apagada em boa parte da campanha, não se diferenciando em nada das campanhas majoritárias e espremida num patamar de 8 a 9%. Só cresceu a partir do desgaste de Dilma com as denúncias de tráfico de influência. Capitalizou a queda parcial da petista num eleitorado que resistia a seguir o PSDB, com componentes de esquerda e direita.

Marina ocupou uma parte do espaço que foi de Heloísa Helena em 2006 com o discurso de ética na política. Mas uma candidata do PV, um partido que tem em sua direção Zequinha Sarney, falando em ética, é ridículo. O PV está presente em todo tipo de governo estadual, completamente apegado às verbas do Estado.

Marina cresceu também a partir de uma manobra de direita: a campanha realizada por setores evangélicos mostrando que Dilma seria favorável ao aborto.

Isso teve grande impacto em setores populares que não tinham sido afetados pelas denúncias de corrupção e tráfico de influência do PT. Marina Silva saiu em defesa clara de uma posição reacionária contra o aborto e questionando Dilma. A petista ficou na defensiva e disse que também era contra o aborto.

Agora Marina terá de decidir o apoio a Serra ou a Dilma. Pode também se manter numa semineutralidade, liberando o voto. De uma forma ou de outra, surge como uma força ascendente das eleições, mais uma arma nas mãos da burguesia.

A falsa polarização entre dois projetos semelhantes (Dilma e Serra) foi rompida nas eleições, com os quase 20% dos votos em Marina. No entanto, trata-se de outra falsa opção porque, em todas as questões fundamentais, como no plano econômico e na relação com o imperialismo, Marina expressou total acordo com o PT e PSDB.

Quem é a direita?
Governo, PT, PCdoB e CUT farão uma enorme campanha pelo voto em Dilma, argumentando que é necessário evitar a volta da direita. Nós também somos contra a volta do PSDB-DEM ao governo.

Durante a campanha eleitoral, o PSTU foi duramente atacado pelo PSDB. Por duas vezes tentaram tirar nosso programa de TV do ar. Na primeira vez, porque mostramos como FHC tratava os aposentados e os chamou de vagabundos. Conseguimos manter nosso programa nessa vez, mas não na segunda.

Quando Serra atacava Dilma ligando a petista à corrupção, mostramos em nosso programa que Serra também esteve ligado ao governo Arruda, do Distrito Federal. O PSDB conseguiu tirar nosso programa final do ar.

Não queremos que a oposição de direita retorne. O governo FHC é lembrado pelos trabalhadores pelas privatizações e ataques aos trabalhadores. Serra seria uma continuação piorada de FHC por conta da crise internacional que se avizinha.

É necessário lutar contra a direita, mas isso não significa votar em Dilma. Muitas vezes os termos “esquerda” e “direita” são bastante imprecisos. Hoje essa indefinição é tão ampla que inclui na “esquerda” a socialdemocracia europeia que administra o capitalismo há décadas na Europa. Ou ainda o PSB no Brasil que apresentou como candidato ao governo de São Paulo o presidente da Fiesp.

Os marxistas definem a localização das posições políticas a partir da classe social representada. Aí a confusão desaparece. Para nós, os representantes da “direita” são os defensores da grande burguesia e do imperialismo. E como estão a grande burguesia e o imperialismo nessas eleições?

Os banqueiros estão financiando as duas campanhas, e é provável que estejam dando mais dinheiro para Dilma que para Serra. Eles têm todas as razões para confiar em ambos. Durante os dois governos FHC, os bancos lucraram R$ 35 bilhões, uma soma fantástica. No entanto, nos dois governos Lula, os lucros dos bancos cresceram ainda mais, chegando a R$ 170 bilhões. Não por acaso, num dos jantares de apoio a Dilma estava presente o banqueiro Safra, uma das maiores fortunas do país.

As grandes empresas, como um todo, quadruplicaram seus lucros no governo Lula. Este é o motivo pelo qual, no início de setembro, as empresas já tinham doado R$ 39,5 milhões para a campanha de Dilma e R$ 26 milhões para a de Serra.

É verdade que a maioria das grandes empresas de comunicação, incluindo TVs e jornais, apoiam Serra. Isso possibilita ao governo uma imagem de vítima perante a burguesia. No entanto, Lula e Dilma têm a seu lado pesos pesados como a Vale, Eike Batista e inúmeros outros empresários.

O apoio dos governos imperialistas também é uma referência importante para identificar quem representa a grande burguesia nas eleições. É indiscutível que todos eles estão muito tranquilos com as eleições no país, porque sabem que seus interesses estarão garantidos com PT ou PSDB. E também é inegável que Lula conta com uma enorme simpatia entre esses governos. Não é por acaso que conseguiu a realização da Copa e da Olimpíada no país, o que está sendo muito usado na campanha eleitoral.

Por último, podemos ter como referência a posição dos políticos da direita tradicional, que sempre representaram a burguesia no país. Obviamente o PSDB e o DEM são partes importantes dessa representação política. Mas se pode dizer a mesma coisa de Sarney, Collor, Maluf, Jader Barbalho que apóiam Dilma.

Voto nulo no segundo turno
Na verdade, temos dois representantes da grande burguesia e da direita nesse segundo turno. Dilma é apoiada pelo PT, pela CUT e por uma parte da esquerda do país, por expressar a colaboração de classes entre a grande burguesia (que mandou no governo Lula assim como no de FHC) e os trabalhadores. Essa é a grande confusão política existente hoje entre os trabalhadores. Não ajudaremos a ampliar essa confusão.

Cada voto dado em Dilma ou em Serra ampliará a força do novo governo eleito para atacar os trabalhadores. Não se pode esquecer a crise econômica internacional que se avizinha. Não é por acaso que tanto Dilma quanto Serra já manifestaram que vão implementar uma nova reforma da Previdência assim que eleitos.

Cada voto nulo nesse segundo turno significará menos força para o governo eleito. Foi impossível para a luta dos trabalhadores nessa conjuntura romper a falsa polarização eleitoral entre as duas candidaturas. Mas é necessário expressar nossa rejeição às duas alternativas patronais em disputa. Não serão eleitos em nosso nome.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

TIRIRICA E O PRECONCEITO


Eleições, Tiririca, o preconceito e a

democracia de fachada


Sérgio Domingues




Com mais de 1 milhão e 350 mil votos, a eleição de Tiririca é um sinal grave. Mostra como a política está desmoralizada para grande parte do povo. Mas, só é grave porque não há alternativa em formação. Não há conselhos e entidades populares, partidos enraizados para que a população possa atuar politicamente a partir de baixo e contra o sistema.

A eleição de Tiririca mostra que reina uma enorme despolitização. Mas muitos dos questionamentos a sua eleição estão contaminados por preconceitos. Estão baseados no fato de ele ser pouco letrado e ser de origem nordestina e pobre. Não é este o problema.

A eleição de Tiririca é o símbolo de um Congresso desmoralizado. Dominado por mercadores que negociam favores para as empresas que financiaram suas campanhas. O mesmo vale para os governos em seus vários níveis. Uns mais, outros menos, todos se dobram ao que exigem os donos da riqueza.

Muito provavelmente, Tiririca terá uma atuação apagada no Congresso. Como tiveram outros campeões de voto do mesmo tipo, como Enéias e Clodovil. Só vai servir como um sintoma capaz de esconder a doença que é a democracia de fachada em que vivemos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

REVOLUÇÃO

NEM DILMA, NEM SERRA. REVOLUÇÃO!

A farsa eleitoral dos ricos prossegue. Dos candidatos da burguesia passaram para o 2º turno o demo-tucano José Serra e a candidata do lulismo-banqueiros Dilma Roussef (PT). As diferenças entre os dois são mínimas. Ambos estão sendo financiados pelos ricos, pelas empresas transnacionais, multinacionais, ruralistas, latifundiários, banqueiros e todos os parasitas que sugam os trabalhadores e roubam as riquezas do Brasil.

Tanto Dilma quanto Serra significam mais do mesmo. Ou seja, mais exploração da classe trabalhadora e a garantia dos enormes lucros dos parasitas que controlam o nosso país. Esta é a verdade que a mídia esconde e que os demais candidatos do sistema (Marina Silva entre eles) não denunciaram durante o 1º turno das eleições.

Os trabalhadores, a juventude e a maioria do povo brasileiro, que são explorados todos os dias, não podem e não devem acreditar nas ilusões que essas eleições do partido único da burguesia globalizada quer impor a todos nós mais uma vez.

As soluções dos graves problemas sociais que afligem o nosso país não passam por essas eleições e nem pelas ações dos partidos políticos comprometidos com a ordem democrática vigente. Essa democracia que todos defendem é apenas mais outro nome pomposo dado pelas elites a esse sistema de escravidão assalariada, o capitalismo. Nenhum desses partidos irá se levantar contra o sistema. Eles são partes do sistema.

Para nós, militantes radicais, votar em Dilma ou em Serra é perpetuar as desigualdades, a miséria, a violência e a exploração dos trabalhadores. Nem Serra, nem Dilma servem aos interesses dos trabalhadores. Cabe aos próprios trabalhadores, de maneira organizada, tomarem em suas mãos os destinos de suas vidas e a responsabilidade de fazer deste país uma nação verdadeiramente justa. E isto só acontecerá com a conscientização da maioria de que a única solução para acabar com o capitalismo é a revolução. Discursos, partidos políticos, eleições, governos e tudo mais que eles nos oferecem jamais mudarão coisa alguma.

SOMENTE A VIOLÊNCIA REVOLUCIONÁRIA TEM O PODER DE DESTRUIR O PODER DAQUELES QUE NOS MANTÉM ALIENADOS, IGNORANTES E A MERCÊ DE SUA VIOLÊNCIA ESTATAL E DA EXPLORAÇÃO CAPITALISTA.

Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil – ADC
Coletivo Unidade Vermelha Libertária
Núcleo Bandeira Negra
Grupo Autonomia Marxista
Coletivo Marxista
Centro Autonomista Libertário

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

GABEIRA ANUNCIA APOIO A SERRA E "PRESSIONA" PV

Finalmente o Gabeira (ex-guerrilheiro, ex-radical ambientalista, ex-petista e atualmente um neoecologista liberal-conservacionista) decidiu jogar fora a máscara de intelectual de esquerda preocupado com os ecos sistemas e o meio ambiente. De uns anos para cá Gabeira vem cedendo cada vez mais aos ditames do "novo" neoliberalismo "humanizado", tão em voga a algumas correntes de esquerda tidas como modernas e "antenadas" com o mundo globalizado de hoje. Desta forma Gabeira seguindo o roteiro escrito por ele mesmo, ao declarar o seu apoio à Serra já "pressiona" o PV a seguir o mesmo caminho. Apoio esse que já é óbvio em se tratando de um partido como o PV que em São Paulo e no Rio de Janeiro faz parte do grupo partidário liderado pelo trio social-liberal PSDB-DEM-PPS. Leiam a notícia abaixo e reflitam sobre as posições da senadora Marina Silva. Está certo que ela é uma pessoa e o Gabeira é outra, mas politicamente os dois são muito parecidos. Ambos defendem o mesmo projeto econômico, político e social.

Marina pode até anunciar uma possível neutralidade no segundo turno. Mas essa neutralidade mais ajudará o candidato da direita brava, José Serra (Demo-tucano). Até porque em política não existe esse negócio de neutralidade. Em política se assume um lado, uma posição. Ou se é a favor, ou se é contra. No mundo da política a neutralidade também é uma arma política, um ato político, uma decisão política. Não existe a opção da indiferença.

Para tentar ser um pouco coerente com o seu discurso durante o primeiro turno, Marina deveria dizer publicamente que nenhum dos dois candidatos (Dilma e Serra) servem aos interesses populares e a defesa do meio ambiente, das florestas, dos povos indigenas e da soberania nacional. Que a sua candidatura foi de oposição e de alternativa às de Dilma e Serra. Que o modelo econômico que ela defende é contrário ao representado pelas candidaturas do PT +empresários e do PSDB-DEM+empresários. Mas dúvido que ela vai fazer isso. A sua neutralidade defende unicamente aos interesses do capital e dos seus agentes aqui no Brasil. E o capital também apóia os dois candidatos que passaram para o segundo turno dessa farsa teatral burguesa.

Rui Amaro Gil Marques - Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil - ADC



Gabeira confirma apoio a Serra no 2º turno
Participação na campanha de Serra dependerá de uma conversa com a senadora Marina
04 de outubro de 2010 12h 29

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo

RIO - Derrotado no primeiro turno pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), o candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, deputado Fernando Gabeira, confirmou na manhã desta segunda-feira, 4, que vai apoiar o tucano José Serra no segundo turno presidencial. A participação de Gabeira na campanha de Serra dependerá de uma conversa do deputado com a senadora Marina Silva (PV), terceira colocada na eleição presidencial. "Minha posição é de apoiar Serra não só porque ele me apoiou como porque o considero o melhor candidato", afirmou Gabeira.

Sobre o engajamento na campanha tucana, Gabeira disse que "depende do que eles (tucanos) quiserem". "No meio da semana vou conversar com a Marina. Não quero causar constrangimento a ela de maneira alguma", afirmou o parlamentar do PV. Os próprios tucanos acreditam que Marina optará pela neutralidade. A posição oficial do PV será decidida em plenária do partido, nos próximos dias. "Tenho uma certa independência. Recebi o apoio do Serra e dei a entender que o apoiaria. Vou honrar minha palavra", afirmou Gabeira.

domingo, 3 de outubro de 2010

O PARTIDO DO CAPITALISMO BRASILEIRO

O Partido do Capitalismo Brasileiro

Carlos Tautz*

Dilma e Serra não brigam apenas pela Presidência da República. PT e PSDB também têm olhos para muito além dos resultados de 3 de outubro. As duas legendas ambicionam ser o interlocutor privilegiado de agentes econômicos de grande porte junto ao Estado brasileiro nos próximos anos e, para isso, buscaram alianças para se estenderem ao máximo no poder. No fundo, desejam mesmo ser o partido do capitalismo brasileiro.
É por esta razão que na campanha alguns temas saem como coelhos da cartola de um mágico. Sem muita importância para a luta imediata por votos, em verdade são usados para golpear estrategicamente o adversário. E um desses assuntos mágicos da campanha atual tem sido o BNDES, o grande financiador de longo prazo no Brasil, 100% estatal, que recebe recursos do Tesouro e do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).

O Banco foi escolhido por Lula para cimentar a aliança de poder que o PT firmou com um seleto grupo de grandes agentes econômicos dos setores industrial, agrícola e extrativista. Ao financiar essas empresas em sua expansão internacional, o BNDES se transformou no principal instrumento de projeção do poder econômico do Brasil na América do Sul e na África. Não por coincidência, são também essas as regiões prioritárias da política externa brasileira.

Desde que o PT chegou ao poder, em janeiro de 2003, o BNDES quadruplicou seu orçamento para US$ 90 bilhões em 2009. Recebeu aportes de R$ 180 bilhões do Tesouro e sustentou internamente a disponibilidade de crédito durante a crise financeira de 2008. Vendo essa relação entre governo e grandes multinacionais brasileiras se consolidar, o PSDB atacou, embora tarde e inaptamente, estimando corretamente que a parceria de poder dos petistas durará enquanto estiver em alta o mercado internacional de commodities.

Ou seja, provavelmente por muitos anos.Os tucanos atacaram a histórica falta de transparência do Banco – o que é um fato, por si, escandaloso. Mas, pasmos, calaram-se diante do apoio imediato que as maiores associações industriais brasileiras deram ao BNDES. Capitaneadas pela Associação Brasileira de Indústrias de Base, quase 20 delas publicaram em julho manifesto defendendo a política de crédito do Banco e mandaram seu recado: com esses empréstimos, estamos com Lula e não abrimos.Aliás, tucanos estão muito pouco a cavalheiro para criticarem petistas. Embora nos anos FHC sua parceria mais orgânica tenha sido com o capital financeiro, também utilizaram o BNDES para azeitar suas alianças e o fizeram operador da ideologia do Estado mínimo e da desnacionalização da economia.

Porém, quando perdeu em 2002 as eleições presidenciais, o PSDB abriu o flanco e um PT pragmático (lembram-se da Carta aos Brasileiros?) aproveitou-se da conjuntura internacional e passou a estimular a criação dos “campeões nacionais”.Assim, empresas de todos os portes passaram a receber do Banco vultosos aportes e participações acionárias para ganharem musculatura e figurarem entre os maiores exportadores de commodities agrícolas, minerais e energéticas em nível internacional.

Hoje, elas são as maiores tomadoras de empréstimos do BNDES.Claro que o PT agrada também à banca e não somente ao capital produtivo. Henrique Meirelles é prova viva. Deixou um mandato de deputado federal pelo PSDB de Goiás, após presidir o Bank Boston, para ser elevado por Lula, desde o primeiro dia deste na Presidência, à chefia do BC independente de fato. Meirelles e as altas taxas de juros afiançam Lula junto à banca internacional. Mas, no fundamental, o PT está aliado à indústria de base e aos exportadores de mercadorias e aposta o quanto pode que essa parceria vai durar.

Neste cenário, ficou muito difícil para o PSDB a disputa pela primazia da intermediação entre o Estado e grandes capitais. E, ainda por cima, a se confirmar a tendência de Dilma ganhar no primeiro turno e os rumores de que Aécio deixará o PSDB para fundar seu próprio partido, o quadro ficará ainda pior para os tucanos. Porque, aí, estará aberta uma janela histórica para o PT se tornar o partido do capitalismo brasileiro no século 21.

*Carlos Tautz é jornalista

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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