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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sábado, 17 de abril de 2010

AVÍCOLAS: LUCROS CADA VEZ MAIORES ÁS CUSTAS DO SANGUE DOS TRABALHADORES










Frigoríficos e avícolas não respeitam a saúde dos trabalhadores

Lucros dessas empresas são gerados as custas do sangue de milhares de seres humanos

Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil - Paraná
http://nocaminhodasideias.blogspot.com/

As empresas frigoríficas e avícolas são as maiores responsáveis pelo número crescente de trabalhadores e trabalhadoras “encostados” no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) por doenças laborais.

Estudos realizados por várias entidades sindicais e por pesquisadores de vários países revelaram que nas indústrias avícolas o número de trabalhadores lesionados com DORT/LER é maior que em todos os outros segmentos industriais.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos (CONTAC), entidade sindical brasileira que congrega sindicatos e federações estaduais do setor, através do Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador (INST) vem desenvolvendo uma campanha de denúncia contra as péssimas condições de trabalho, as extenuantes jornadas de trabalho e os baixos salários a que os trabalhadores são submetidos nessas empresas.

Essa campanha desenvolvida pela CONTAC já extrapolou as fronteiras nacionais e com o apoio da União Internacional dos Trabalhadores do Setor de Alimentos (UITA) as denúncias contra essas empresas vêm sendo realizadas nas Américas e no continente europeu.

Infelizmente as autoridade fecham os olhos para essa situação e as empresas, em sua busca desenfreada e desumana pelo lucro, implementam métodos de trabalho que aumentam os riscos à saúde dos trabalhadores envolvidos na industrialização dos seus produtos. Máquinas como a Nória, cuja velocidade implica no aumento do estresse dos trabalhadores causado pelos movimentos repetitivos que estes se vêem obrigados a executar, é uma das principais responsáveis pelo aumento dessas doenças.

Quando assistimos as propagandas de empresas como a Sadia e a Perdigão, agora unidas pela BR Foods, bem como de outras empresas do setor de carnes (aves, bovinos e suínos) não imaginamos o quanto os trabalhadores dessas gigantes do mercado nacional e internacional de alimentos sofrem para produzir a riqueza desses capitalistas. Riqueza essa recheada com o sangue de milhões de seres humanos mundo afora tratados como peças substituíveis de uma engrenagem selvagem e assassina.

Em Carambeí, região de Ponta Grossa, no Paraná, existe uma unidade da empresa Perdigão. O SINTAC, sindicato dos trabalhadores na cidade, enfrenta enormes dificuldades para fazer com que a empresa não extrapole a jornada de trabalho de 6h diárias, que aceite a reivindicação da entidade de implantar intervalos de 10min a cada 50min trabalhados e que desenvolva programas no sentido de tornar os locais de trabalho cada vez menos perigosos à saúde dos seus funcionários.

Apesar da importância dessa discussão são pouquíssimos os sindicatos que se preocupam com questões relacionadas à saúde dos trabalhadores. Para essas entidades as reivindicações econômicas estão sempre no topo de suas prioridades. Isto quando não são as únicas prioridades. É o velho economicismo que mantêm muitos dirigentes e militantes sindicais alienados da realidade do chão de fábrica onde os trabalhadores continuam sendo vitimas da ganância dos capitalistas e dos seus métodos cada vez mais modernos de exploração da força de trabalho.

Os governos jamais tomarão partido dos trabalhadores e dos sindicatos para mudar essa situação. E a razão para esse comportamento governamental é muito obvia. Essas empresas, assim como todas as demais, financiam economicamente os políticos e seus partidos. O estado, por mais “democrático” que seja nunca deixará de ser uma instituição criada pelos capitalistas para proteger e defender os seus interesses de classe dominante.

Portanto, a nossa luta em defesa da saúde dos trabalhadores passa também pela destruição do estado capitalista e de sua sociedade de classes, responsáveis pela exclusão social, pela miséria, fome, opressão e todas as violências a que somos submetidos enquanto classe trabalhadora.

Enquanto o grosso dos militantes sociais permanecerem acreditando no canto da sereia das eleições burguesas e sua democracia de fachada os trabalhadores continuarão sendo vitimas da ganância capitalista. SOMENTE COM A NOSSA AÇÃO DIRETA E UMA POLÍTICA DE INDEPENDÊNCIA DE CLASSE PODEREMOS REVERTER TODA ESSA SITUAÇÃO. Abrindo, desta maneira, o caminho revolucionário para a derrubada violenta do sistema capitalista.

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AÇÃO DIRETA

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O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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