Click na imagem para acessar o site

Click na imagem para acessar o site
click na imagem para acessar o site
"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



sexta-feira, 30 de abril de 2010

QUEM SÃO OS CANDIDATOS DOS TRABALHADORES? NENHUM!



Legendas fotos acima: Serra armado para conter ocupações de terra e Dilma mandando um sinal para os trabalhadores rurais sem terra e o MST. São esses os candidatos que a burguesia e a sua turma de parasitas nos impõe em suas eleições democráticas. (Rui Amaro)



Matéria Jornal Valor Econômico

Serra e Dilma atacam invasões de terra


Fabiana Batista

Para uma plateia de lideranças rurais e industriais do agronegócio, os candidatos à presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) fizeram ontem duras críticas às invasões do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra


Para uma plateia de lideranças rurais e industriais do agronegócio, os candidatos à presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) fizeram ontem duras críticas às invasões do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra. Ambos estiveram ontem na maior feira de máquinas e implementos agrícolas do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e como esperado, se posicionaram contra as invasões de propriedades rurais. A feira reuniu na quinta-feira o maior público desde o início do evento, na última segunda, e atraiu produtores rurais, principalmente das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.

Dilma afirmou que é inteiramente contrária às ações de tomada de prédios públicos ou invasão de terras, e defendeu o diálogo com os sem-terra. Governo é governo, movimentos sociais são movimento sociais. A relação tem que ser o diálogo, disse a candidata petista. Ela, no entanto, afirmou que também é contrária à violência. Não acho que a ilegalidade deve ser premiada. Mas não concordo com violência contra os movimentos sociais, afirmou.

Serra foi mais duro em seu discurso, acusando alguns movimentos políticos de se mascararem por trás de movimentos sociais. Movimento social é uma coisa, movimento político é outra. O movimento de invasão não é social, é político. O tucano afirmou que seu governo não alimentará essa máquina política com dinheiro público. Vamos resolver isso, avisou.

As declarações foram feitas no contexto de repercussão de invasões do MST no chamado Abril Vermelho e de divulgação de levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) de que o setor rural poderá perder R$ 187 milhões de faturamento bruto somente por causa das ocupações de terra ocorridas neste mês, lideradas pelo MST.

Mais à vontade em seu ninho político, Serra veio à Agrishow acompanhado de Geraldo Alckmin, entre outras lideranças tucanas, e do atual secretário de Agricultura de São Paulo, o produtor rural João Sampaio, que exerce um importante papel na aproximação da agricultura paulista com o candidato Serra.

Apesar da unicidade nos discursos dos presidenciáveis ontem na feira, o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, vai marcar uma reunião com a candidata Dilma para maio. Estamos alinhados com o que o Serra pensa sobre as grandes questões da agricultura, pois vimos seu posicionamento durante o governo aqui em São Paulo. Mas queremos saber mais claramente o que pensa a candidata Dilma, afirmou.

O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que acompanhou Dilma na visita em Ribeirão Preto, deve intermediar o encontro, segundo Ramalho. Além da antiga questão sobre legislação ambiental, a SRB deve levar à conversa com a candidata petista mais uma vez a discussão da redução da carga tributária sobre o setor. Aqui em São Paulo, o Serra ampliou a fiscalização sobre o recolhimento dos tributos e conseguiu reduzir impostos. O governo federal precisa ser mais racional e econômico, disse Ramalho.

DIA 1º DE MAIO: MANTER VIVAS AS NOSSAS LUTAS!




História Resumida do Dia do Trabalho


O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.

A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores organizada por anarquistas, anarcocomunistas, socialistas e operários.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores acabou com a morte de vários trabalhadores. Este fato gerou revolta por toda a cidade, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba caseira nos policiais que repremiam os trabalhadores, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar em direção à manifestação. O resultado foi a morte de mais trabalhadores e dezenas de outros feridos.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e pela redução da jornada de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, num congresso realizado na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Internacional do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada pelos trabalhadores e suas organizações sindicais e políticas desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:

- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer). Vargas também criou a CLT, um conjunto de normas trabalhistas para regular a relação entre patrões e empregados. O que também serviu para controlar os sindicatos e o movimento sindical.

- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

PARAGUAI: REPÚDIO AO ESTADO DE EXCEÇÃO

Paraguai: grupos políticos e sociais repudiam Estado de Exceção

Portal O Vermelho

No último sábado, dia 24, o Senado paraguaio votou e autorizou que o Poder Executivo declare Estado de Exceção, por 30 dias, nos cinco departamentos paraguaios de Concepción, San Pedro, Alto Paraguai, Amambay e Presidente Hayes. A medida, que visa ocupar o norte do país a fim de capturar os membros da guerrilha de esquerda denominada Exército do Povo Paraguaio (EPP), entrará em vigor logo que for promulgada pelo presidente paraguaio Fernando Lugo.
Reprodução

Lugo decidiu pelo Estado de Exceção após a morte de quatro pessoas, na quarta-feira (21). O governo acredita que os assassinatos tenham sido cometidos pelos membros da guerrilha na região de Arroyito, onde foi encontrado um acampamento com materiais para aulas de tiro. Lugo pediu urgência "para que as forças militares tenham ampla liberdade" para atuar junto à polícia e capturar os membros da EPP.

A decisão do presidente está causando descontentamento em várias camadas da população paraguaia, já que o Estado de Exceção, medida bastante usada durante os mais de 30 anos da ditadura de Alfredo Stroessner, permite que sejam implantados toques de recolher, que seja proibida a realização de reuniões públicas, dá abertura para que sejam realizadas prisões sem mandado judiciais, restringe os direitos de manifestação e amplia os poderes das forças militares.

Mostrando descontentamento com a medida que deveria ficar restrita a situações emergenciais ou a guerras, duas organizações campesinas e uma das principais centrais sindicais do país decidiram que não respeitarão o Estado de Exceção, pois não pretendem renunciar a suas liberdades e mobilizações públicas.

Movimentos sociais e políticos de esquerda como a Organização de Trabalhadores da Educação do Paraguai (Otep), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Movimento Popular Revolucionário Paraguai Pyahürã MPR-PP, o Partido Pátria Livre (PPL) e o Partido Comunista (PC) também estão rechaçando a decisão, considerada por todos como a reprodução de um estado de sítio.

Diversas organizações de direitos humanos também estão negando a necessidade da lei, por receio que a atuação das forças militares e da polícia seja abusiva para com os cidadãos paraguaios. No domingo, Lugo se reuniu com ativistas dos direitos humanos a fim de explicar o alcance e a necessidade da medida, no entanto, as palavras do chefe de estado não convenceram os ativistas, que garantiram que permanecerão atentos a todas às ações. Leia abaixo o comunicado de setores da esquerda, agrupados no Espaço Unitário - Congreso Popular (EU-CP)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

DIA 1º DE MAIO: VAMOS À LUTA CAMARADAS!


NO 1º DE MAIO DE 2010 VAMOS MOSTRAR QUE A REVOLUÇÃO É O CAMINHO


Há muito tempo as principais centrais sindicais que se dizem classistas no país não organizam atos de 1º de maio ligados à luta dos trabalhadores e sim grandes festas com distribuição de prêmios e com a presença de celebridades. Para a Força Sindical, uma central que já nasceu atrelada aos patrões, os atos de 1º de maio sempre foram grandes festas despolitizantes e alienantes. Já para a CUT isso significou uma ruptura com seu passado combativo, quando, apesar da linha coorporativista e de conciliação de classes da sua direção petista desde a sua fundação em 1983, buscava organizar atos de luta no 1º de maio. Também a CTB (dirigida pelo PCdoB), outra central que apóia o governo Lula, está preparando suas festas para o 1º de maio.

Neste 1º de Maio de 2010 as festas da CUT e da Força Sindical em São Paulo e no ABC terão um ingrediente a mais. Ambas as centrais, junto com outras menores, estão convidando o presidente Lula e sua candidata Dilma para participarem dos seus atos. Elas buscam ser consequentes com o apoio formal dado à candidatura de Dilma à presidência, transformando o 1º de maio num palanque eleitoral despolitizado em apoio a Lula e aos seus aliados burgueses.

Uma data que deveria servir para organizar e impulsionar a luta dos trabalhadores, que é a melhor homenagem que poderíamos prestar aos mártires de Chicago – os trabalhadores que foram condenados à morte nos EUA por participarem de uma greve geral pela jornada de 8 horas e que deu origem ao 1º de maio – é transformada assim numa manifestação de apoio das organizações operárias a candidatos e partidos burgueses.

Para nós, da esquerda marginalizada, o 1º de Maio sempre será um dia de lutas, de mantermos viva a tradição de rebeldia da classe trabalhadora e dos explorados, de lembrarmos àqueles que preferiram esquecer que os nossos inimigos de classe são os burgueses, os capitalistas e seus aliados.

Vamos promover em todo o mundo atos políticos que transformem este 1º de Maio numa grande demonstração mundial da força daqueles que lutam contra o capital. Vamos mostrar aos burocratas sindicais de todos os continentes que a revolução está em marcha e que, juntamente com as instituições do estado capitalista, serão também varridos do mapa.


Viva a classe trabalhadora mundial!

Viva a revolução social!

Pelo comunismo!

Nem pátria, Nem Patrão!

Ação Direta!

ALIMENTOS: PARANÁ CONFIRMA CONTAMINAÇÃO TRANSGÊNICA DO MILHO




###########################
POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
###########################

Número 485 - abril de 2010

Paraná confirma contaminação transgênica do milho


Dois estudos divulgados esta semana reforçam que a coexistência de plantações transgênicas com as demais é impossível e que as sementes modificadas requerem doses crescentes de agrotóxicos com o passar do tempo.

O primeiro dos estudos foi realizado pela Secretaria de Agricultura do Paraná - SEAB na safrinha de 2009 e teve como objetivo monitorar a contaminação do milho comum pelo transgênico (detalhes abaixo). Foi comprovada contaminação das espigas do milho convencional variando de 0,1% a mais de 5% dependendo da distância. A lavoura convencional estava isolada da transgênica por uma bordadura de 25 metros de milho comum. Na maior das distâncias testadas, 120 metros, foram encontrados grãos com 1,3% de contaminação.

A situação avaliada a campo era mais rigorosa do ponto de vista de isolamento entre os diferentes tipos de milho do que a regra criada pela CTNBio, que determina bordadura de 10 metros de milho convencional mais 20 metros de terreno limpo, ou, alternativamente, 100 metros limpos. Ou seja, a SEAB mostrou que a regra da douta comissão de nada serve para evitar a contaminação do milho. Azar dos consumidores e produtores que não querem transgênicos.

Quando da publicação da regra que criou o ineficaz isolamento do milho, a CTNBio foi bastante criticada, inclusive internamente, pois já se sabia que os critérios adotados padeciam de sustentação técnica. Mas a maioria de seus experts formou convicção a partir de estudo feito na Espanha a pedido de setores da biotecnologia. Segundo este, a 20 metros a contaminação seria menor que 1%. A SEAB encontrou de 4,4% a 90 metros. O Ministério da Agricultura, por sua vez, informou que a contaminação seria de 0,002 a 120 metros. A SEAB encontrou 1,3% nesta distância.

O segundo estudo foi realizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA, órgão ligado à Academia Nacional de Ciências do país, com o objetivo de ser a mais ampla das revisões já feitas sobre os impactos decorrentes do plantio de transgênicos. Sua principal conclusão foi a de que o meio ambiente e os produtores puderam desfrutar substanciais vantagens resultantes do plantio das sementes modificadas, mas que o uso repetido da tecnologia ameaça erodir esses ganhos.

Professor da Universidade de Portland e presidente do comitê que elaborou o estudo, David Ervin ressalta que esses ganhos não são universais a todos os produtores e nem permanentes. Como há muito frisamos neste boletim, o relatório também afirma que ao longo do tempo cresce o uso de herbicidas à base de glifosato e também o emprego de outros produtos ainda mais tóxicos.

O pesquisador do Organic Center Charles Benbrook revisou uma das versões preliminares do estudo e criticou o fato de a maioria dos dados usados serem relativos aos anos iniciais de adoção da tecnologia. Isto é, antes da proliferação de seus problemas, como o mato resistente ao herbicida, e antes da disparada dos preços das sementes transgênicas.

Tanto as empresas vinham abusando da dobradinha quase-monopólio e preços altos, que o feitiço começou a virar contra o feiticeiro. Os produtores estadunidenses passaram a questionar a validade de seguir plantando essas sementes. A dúvida gerou diminuição nas vendas de sementes e a Monsanto nos Estados Unidos anunciou na semana passada que reduziria o preço de suas novas sementes transgênicas.

A CTNBio, quando liberou a soja da Monsanto, afirmou que “A introdução de cultivares tolerantes ao Glifosate não aumentará a pressão de seleção sobre as plantas daninhas, em termos de concentração do Glifosate (produto/área)”, ou seja, disse que o desenvolvimento de mato resistente não levaria os produtores a usarem cada vez mais veneno para controlá-lo. Mesmo antes do advento dos transgênicos já era amplamente sabido que o uso repetido de um determinado agrotóxico sobre uma planta ou um inseto qualquer o leva a desenvolver resistência com o tempo.

Nem para o caso da contaminação do milho, nem para o uso crescente de herbicidas pode-se dizer que a CTNBio errou. Fosse erro ou faltassem a seus integrantes informações como essas, eles correriam para corrigi-los. Enquanto isso, o governo segue com sua conivente omissão.

A discussão sobre arroz transgênico, anunciada no Boletim 484, foi mais uma vez adiada pela CTNBio, devendo ficar para maio. Ou então para junho, aproveitando que as atenções estarão voltadas para a Copa do Mundo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

AVICOLAS DO PARANÁ SE RECUSAM A CUMPRIR ACORDO SALARIAL




Federação e sindicatos pressionam avícolas da região de Cianorte e Umuarama a cumprir acordo salarial com entidade patronal

Empresas alegam que acordo não vale por falta de comunicação por parte do SINDAVIPAR

Caso acordo não seja respeitado Federação e sindicatos promoverão ações mais ousadas nas empresas

CONTAC/CUT querem iniciar preparativos para greve geral no setor avícola do Paraná em represália à negativa dos patrões


Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação da Federação e Sindicatos
http://nocaminhodasideias.blogspot.com/




A diretoria da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná (FTIA) e representantes dos sindicatos de trabalhadores do setor das cidades de Toledo, Dois Vizinhos, Apucarana, Arapongas, Castro, Carambeí, Ponta Grossa, Curitiba, Francisco Beltrão, Cascavel, Cianorte e Umuarama estiveram reunidos na data de ontem, 27 de abril, em Cianorte, com representantes das avícolas Avenorte, Frangos Parati, e Agroindustrial Somaves.

O motivo da reunião é o não cumprimento do acordo firmado entre a FTIA, sindicatos de trabalhadores do setor e o SINDIAVIPAR (entidade patronal avícola do Paraná) que reajustou os salários dos trabalhadores do setor em todo o estado.

Desde que foi assinado, várias empresas têm se recusado a respeitá-lo alegando que o SINDIAVIPAR não as convidou para participar das negociações salariais com os sindicatos. O que tem causado revolta entre os trabalhadores do setor e sindicalistas que se sentem enganados pelos patrões.

A Federação (FTIA) para por um fim a toda essa confusão causada pelos patrões que estão tentando se aproveitar de uma possível desorganização do SINDIAVIPAR para não aumentar os salários dos seus funcionários de acordo com os sindicatos, está realizando várias manifestações e mobilizando os trabalhadores pelo estado para com o objetivo de uma greve geral no setor.

Algumas empresas preocupadas com a eclosão de uma possível paralisação em suas atividades decidiram por aceitar e cumprir o acordo e, desta maneira, reajustar os salários dos seus funcionários conforme as exigências dos sindicatos e da FTIA.

Depois de muita pressão por parte da FTIA e dos sindicatos presentes à reunião, que durou cerca de uma hora, os representantes das empresas optaram por seguir as orientações dos sindicalistas, caso contrário a greve seria inevitável.

Ernane Garcia, presidente da Federação, acredita que essas empresas irão cumprir o acordo salarial até porque setores mais radicalizados do movimento sindical querem tomar atitudes mais drásticas em represália a negativa patronal. “Agora nos resta esperar para vermos se os patrões honrarão a palavra data em Cianorte, caso contrário não poderemos tomar outra atitude que não seja acatar as propostas mais radicais apresentadas em nossas reuniões pelos setores mais à esquerda do nosso movimento revoltados com o patronato”, finalizou Ernane.

PARAGUAI SOB ESTADO DE EXCEÇÃO

Informativo Patria Libre 24-04-2010PARTIDO PATRIA LIBRE - PARAGUAY
Estado de excepción en Paraguay: LUGO IMPONE GRAVE RETROCESO DEMOCRATICO
Un inconstitucional Estado de Excepción fue impuesto por el Gobierno del Presidente Fernando Lugo en 5 departamentos del país. Constituye uno de los más graves retrocesos en las conquistas democráticas del pueblo paraguayo después de la caída de la dictadura en febrero de 1989. Afecta directamente a las libertades ciudadanas individuales y de las organizaciones sociales y políticas democráticas. La Constitución paraguaya establece claramente en su artículo 228 que el Estado de excepción sólo es aplicable “en caso de conflicto armado internacional, formalmente declarado o no, o de grave conmoción interior que ponga en inminente peligro el imperio de esta Constitución o el funcionamiento regular de los órganos creados por ella”.
Mismo así el Parlamento dominado por la derecha tradicional dio su aprobación a la medida planteada por el gobierno de Lugo. La supuesta “amenaza” por la cuál fue declarado el estado de excepción constituye un grupo vinculado al narcotráfico y secuestros que pretende aplicar métodos de “guerrilla” emulando al crimen organizado del narcotráfico del Brasil. Según el propio gobierno el grupo que se autodenomina EPP no pasa de una veintena de integrantes y en ningún país del mundo sería motivo para establecer un Estado de excepción quebrando las libertades democráticas y constitucionales.
Esta acción del gobierno de Lugo solo demuestra su inoperancia e inmoralidad para luchar contra el flagelo del narcotráfico, el secuestro y la delincuencia generalizada, ya que se ha comprobado en forma permanente que policías, fiscales y jueces se hallan involucrados en forma directa y en complicidad con estos hechos, y el Gobierno de Lugo vino a pactar y a mantener el status quo de los grandes grupos de la corrupción heredados de la dictadura militar. Mas represión al movimiento popular La medida implica la directa supresión de las libertades políticas democráticas como derechos de reunión, asociación, manifestación, y faculta directamente a las fuerzas militares y policiales a la detención de cualquier persona sin mediar orden judicial ninguna, como asimismo las fuerzas represivas podrán intervenir en cualquier local público o privado sin necesidad de orden del ministerio público o del poder judicial.
La actitud de Lugo es coherente con la política represiva de su gobierno que viene aplicando las mismas recetas neoliberales del FMI y manteniendo la corrupción del anterior gobierno colorado heredero de la dictadura. Lugo pacto con el más podrido Poder Judicial del mundo y con fuerzas derechistas del Parlamento a fin de que no sea sometido a un Juicio Político por su irresponsabilidad como gobernante. De entendimiento de Leyes poco se puede exigir también del gobierno de Lugo ya que en todo momento su Ministro del Interior Rafael Filizzola dio riendas sueltas a la brutalidad represiva propia del fascismo de la policía paraguaya que en reiteradas ocasiones fue denunciada por actos de secuestro y tortura de dirigentes sociales quedando todos esos hechos en la Impunidad.
Siquiera de las más brutales represiones a manifestaciones pacíficas –incluso a partidarios de Lugo frente al Ministerio Público- fueron instaurados sumarios para sancionar a sus responsables. En todo momento, el Ministro del Interior Rafael Filizzola apaño la represión y Lugo lo mantuvo en el cargo como señal de acuerdo pleno con la labor represiva y violatoria de los Derechos Humanos aplicada por la Policía Nacional.

VALE DO RIO DOCE VIOLA DIREITOS TRABALHISTAS

Dossiê mostra violações da Vale a direitos dos trabalhadores de diversos países

Mais de 150 ativistas do mundo inteiro estiveram presentes no dia 15/04 em uma audiência pública na Alerj. Na ocasião, foi lançado o Dossiê dos impactos e violações da Vale no Mundo, elaborado de forma coletiva. Além de apresentar as ações agressivas e predatórias da Vale em diversos países, o documento mostra também as estratégias utilizadas pela empresa para obter lucros e se tornar competitiva. Segundo o Financial Times, em janeiro de 2010, a companhia chegou à 24ª posição entre as maiores do mundo. Por trás deste crescimento, existem problemas como os custos sociais e ambientais ignorados nos discursos e relatórios oficiais da transnacional.
Confira alguns relatos de trabalhadores do Brasil e outros países:

Canadá – Os trabalhadores da Vale-Inco estão há nove meses em greve. O sindicalista James West relatou que a empresa usou como desculpa a crise econômica para violar direitos dos trabalhadores conquistados através da luta.

Eixo Carajás - O impacto da construção da Estrada de Ferro dos Carajás praticamente dividiu um povoado ao meio, gera poluição nos rios e não há qualquer interesse da empresa ou das autoridades em melhorar a situação das populações locais.

Peru – Moradores denunciam o uso de milícias armadas e aparatos de segurança ilegal para dividir e amedrontar famílias que se opõem aos empreendimentos. Um camponês da região de Cajamarca contou que os moradores ficaram surpresos quando a mineradora contratou criminosos para fazer o trabalho de segurança. Moçambique – Um trabalhador contou como a Vale enganou a população com o discurso do “desenvolvimento”. Apesar de a empresa ainda estar se instalando no país, ela já ocupou terras, dividiu comunidades e violou direitos.

http://www.piratininga.org.br/novapagina/leitura.asp?id_noticia=6108&topico=Trabalhadores

USINAS DE AÇÚCAR DO PARANÁ: PATRÕES SE RECUSAM EM DAR AUMENTO REAL PARA TRABALHADORES DO SETOR











Usinas de Açúcar do Paraná: “Heróis” de Lula se recusam em aumentar os salários dos trabalhadores do setor sucroalcooleiro

Em reunião com entidades sindicais de trabalhadores usineiros paranaenses demonstraram intransigência e “ofereceram” 60% do INPC como reajuste salarial.

Setor está há cerca de 3 anos sem firmar acordo coletivo de trabalho com Federação e Sindicatos/CUT.

Entidades sindicais dão negociações por encerradas e marcam reunião para definir as medidas a serem tomadas.


Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação da Federação e sindicatos
http://nocaminhodasideias.blogspot.com/


Os representantes das Usinas produtoras de açúcar do Paraná (SIAPAR) demonstraram na tarde de ontem, 28 de abril, durante a primeira rodada de negociação salarial em Maringá com membros dos sindicatos de Cianorte, Porecatu, Jaguapitã, Jacarezinho, Curitiba, Apucarana e diretores da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) uma postura de intransigência que revoltou os sindicalistas presentes.

O setor se encontra há 3 anos sem acordo coletivo o que vem prejudicando os trabalhadores das 30 usinas em funcionamento no estado. A proposta apresentada pelo SIAPAR irritou os sindicalistas que esperavam uma sensibilidade maior por parte dos patrões. As usinas querem “dar” um reajuste de 3% no piso salarial e 60% do INPC para os demais salários.

Os sindicalistas entendem que esse “reajuste” é insuficiente para recuperar os salários dos trabalhadores uma vez que o próprio salário mínimo nacional e o Piso Regional do Paraná estão tendo reajustes maiores que o proposto pelos usineiros.

Apesar das reclamações das Usinas sobre os impactos negativos das chuvas que têm prejudicado o plantio da cana-de-açúcar e a produção de açúcar, números publicados pelas entidades patronais demonstram outra realidade. Revistas e jornais da Alcopar e da SIAPAR falam do crescimento da produtividade acima de 30% e de que o preço do açúcar está chegando a patamares que superaram os do ano passado. O que demonstra que o setor vem obtendo uma lucratividade acima do esperado pelas próprias empresas.

Vale lembrar que o presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, em suas andanças pelo exterior, onde tem apresentado o etanol brasileiro como o combustível do futuro é um dos maiores defensores do setor sucroalcooleiro e incentivador do plantio de cana-de-açúcar para a produção de álcool e açúcar. O que fez aumentar a exportação desses produtos. Para Lula os usineiros são os “grandes heróis” brasileiros que estão levando o nome do Brasil para todos os cantos do planeta.

Lula parece ter se esquecido dos milhões de trabalhadores que recebem menos de um salário mínimo no plantio e na colheita de cana-de-açúcar. Que em muitas usinas os trabalhadores são impedidos de terem acesso aos mínimos direitos trabalhistas e assistência sindical e que em algumas regiões do país onde atuam usineiros se utilizam até de trabalho escravo. O que já foi denunciado amplamente por entidades sindicais e de direitos humanos às autoridades federais e no exterior.

Enquanto isso, os sindicatos de trabalhadores são recebidos como que tivessem a obrigação de acatar as decisões patronais e, desta maneira, fechar acordos salariais prejudiciais aos trabalhadores do setor que é um dos mais lucrativos da economia nacional e o que paga um dos piores salários e explora sem piedade a força de trabalho.

Veja os dados abaixo sobre o setor em 2009 e tire as suas próprias conclusões.


Notícias de Mercado: fonte Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (http://www.canaldoprodutor.com.br/)

Oferta extra de açúcar reverte lucro no setor sucroalcooleiro

A intensificação da moagem da cana-de-açúcar e do seu direcionamento para a produção açucareira - que já é 43,2% maior no acumulado da safra em relação ao ciclo anterior - amplia cada vez mais a oferta no mercado doméstico, pressionando os preços, que recuaram 6,63% no mês de junho, para R$ 41,15 a saca, segundo o Indicador Cepea/Esalq. No dia 19 de março, quando o açúcar atingiu o seu maior patamar de preço este ano, a saca do produto chegou a ser negociada a R$ 49,60. O mês de julho começou com queda de 0,1%, para R$ 41,11 a saca. Apesar de a demanda continuar firme, nas últimas semanas os compradores adquiriram apenas pequenos volumes, sinalizando que o mercado aguarda novos movimentos de baixa.

Mesmo com a retração das últimas cotações, o produto continua remunerando e salvando o caixa de muitas usinas. "Se não fosse o açúcar esse seria um ano traumático", disse Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado. Ele destaca que essa semana o preço do etanol alcançou um patamar que paga o custo de produção, após quatro meses de prejuízo.

Preços internacionais

As grandes empresas do setor, que são basicamente exportadoras, não deverão sentir os sinais de retração na demanda doméstica. O mercado mundial da commodity segue em alta e chega no seu maior patamar dos últimos anos. Os contratos futuros do açúcar atingiram a maior alta desde 2006 ainda influenciados pela Índia.

"O açúcar bruto negociado em Nova York está em patamares historicamente elevados, maiores que aqueles anteriores a crise. O contrato de outubro, que está com 440 mil contratos em aberto, chegou a 18,09 centavos por libra-peso, que é um patamar excelente", diz Biegai.

terça-feira, 27 de abril de 2010

GRÉCIA: CAPITALISTAS FAZEM ACORDO PARA CONTER MANIFESTAÇÕES







A Grécia: um "acordo preventivo" e contra-revolucionário

Escrito por GSI - França


No dia 25 de março, os Chefes de Estado da zona do euro anunciaram ter chegado a um "acordo preventivo" sobre a crise grega. Foram necessárias semanas para que os representantes dos capitalistas da Europa chegassem a um terreno de acordo.

Semanas reveladoras da realidade da "construção européia" (além de seu caráter contrário aos trabalhadores e de seus limites) no marco do sistema capitalista, sistema este que entrou há mais de um século na sua fase imperialista.

Os Chefes de Estado da zona do euro chegaram ao acordo sobre o fato de que, se necessário, a Grécia poderia recorrer a um fundo financiado pela zona do euro e... do Fundo Monetário Internacional (o FMI)!

Se necessário, isto é, se as medidas de austeridade já adotadas pelo Governo "socialista" grego não permitirem uma retificação das finanças públicas. Trata-se, pois da instauração de um tipo de hipoteca, em confiança, da dívida pública grega.

Com efeito, este acordo constitui a garantia, para os capitalistas, de que a dívida pública grega será solvente e que os especuladores poderão continuar comendo-se uns aos outros. Foi J. C. Junker, Primeiro-Ministro de Luxemburgo e Presidente do Euro Grupo, que disse: este acordo é um "certificado de solidariedade" para a Grécia e acrescentou: "gostaria que os mercados financeiros lessem bem este certificado" (entrevista à França 24, no dia 27 de março de 2010).

Já, as medidas de austeridade adotadas pelo Governo grego afetam brutalmente os trabalhadores, os aposentados e a juventude. Ataques contra as pensões, redução dos benefícios (salários, etc.) na área pública, aumento do IVA [1], dos impostos sobre o tabaco e os combustíveis.

Este plano se aplica quando a Chanceler Alemã, A. Merkel acusa abertamente os sucessivos Governos da Grécia de terem falsificado a contabilidade pública e mentido sobre os critérios para a entrada na moeda única. A. Merkel indicou inclusive que seria favorável à exclusão da Grécia da zona do euro! Estas declarações confirmam que a fase atual da crise estrutural do sistema capitalista aguça as tensões inter-imperialistas, o que se traduz na União Européia, pelo desenvolvimento de forças centrífugas.

Certamente, à proximidade das eleições legislativas, a imprensa alemã e o governo federal formado nas últimas eleições legislativas - Governo constituído entre uma coligação da conservadora CDU/CSU e da ultra liberal FDP - não hesitaram em utilizar argumentos "populistas" no estilo: "fizemos esforços, e, além disso, pagamos pelos outros, os outros que não fazem esforços". Por um momento se pode quase ouvir U. Bossi da Liga do Norte, na Itália, ou M. Thatcher, na sua época, exclamando em uma cúpula européia: “devolvam meu dinheiro!". Mas vindo do Governo Federal da Alemanha, isso vai muito mais longe: é a afirmação de que a burguesia alemã exige a recuperação do seu lugar, de toda sua influência, na Europa e no mundo.

Por sua vez, no dia 15 de março depois de ter reconhecido que "indubitavelmente, a Alemanha vem fazendo um trabalho muito bom há aproximadamente 10 anos, ao melhorar sua competitividade e ao fazer uma enorme pressão sobre os custos da mão-de-obra", R. Lagarde, Ministro da Economia e Finanças do Governo Sarkozy-Fillon, destacou os problemas colocados pelo excedente comercial alemão frente aos outros países da União Européia. Inclusive se sentiu publicamente autorizado a dar lições de moral política e de boa conduta "européia" aos dirigentes alemães (tudo isso no jornal britânico diário Financial Times)! Percebeu-se bem, através de alguns destes episódios, que "o imperialismo europeu" não existe, só existem potências imperialistas européias que se enfrentam pacificamente, por enquanto.

Por outro lado, depois de 25 de março de 2010, se pode dizer que no todo, em matéria econômica, financeira e orçamentária, o "casal franco-germânico" conseguiu seu objetivo: o imperialismo alemão reivindicou, e conseguiu ser o único responsável na Europa. Eis aqui, o que leva, guardada a devida proporção, à tese segundo a qual a Grécia se tornaria, de fato, uma espécie de "protetorado franco-germânico"...

Certamente que aqui e ali, levantaram-se vozes para lembrar que se, ali também, as caixas estão vazias, é porque os sucessivos Governos baixaram muito os impostos sobre as empresas, que o IVA tem pouca recuperação, que os impostos sobre os combustíveis não são transferidos ao Estado pelos distribuidores, que somente seis (seis!) "contribuintes" gregos declararam mais de 100 milhões de Euros em renda em 2008, que a evasão fiscal afeta 25% do PIB. Resumidamente, que no país dos armadores multimilionários, os mais ricos se beneficiam a muitíssimo tempo de um escudo fiscal em aço inoxidável.

Aqui e ali, também, levantaram-se vozes para indicar que o Estado grego garantiu sua contribuição para o resgate dos banqueiros, o que terminou de rebentar as contas públicas. Acrescentemos que, graças aos impostos não pagos, alguns gregos, muito ricos, podem tranquilamente especular sobre a quebra do seu país...

Não obstante, tudo isso não importa aos Chefes de Estado da zona do euro. Sabiam que "a Grécia" tinha fraudado suas contas públicas, na sua adesão ao euro. "A França" fez o mesmo e outros o ainda fazem. O Eurostat, instituto de estatística da UE o sabe, os Governos sabem, a comissão de Bruxelas sabe, as "agências de análise" também. Até meados de 2007, todo o mundo fechou os olhos. A crise mudou a ordem: o acordo preventivo na Grécia tem vocação de mais a frente, converter-se em norma para toda a Europa, o ataque generalizado contra as aposentadorias demonstra isso.

Além disto, "o acordo preventivo" revela todo seu alcance contra-revolucionário, no sentido que faz pesar a carga da dívida pública sobre os trabalhadores, os aposentados e a juventude do continente. Estabelece um mecanismo de redução drástico dos custos de produção (salários e despesas sociais), feito para impor ao conjunto dos trabalhadores da Europa, aquilo que se impôs aos trabalhadores da Alemanha nestes últimos 15 anos. É a reativação da miséria, em condições de explosão social e política.

As manifestações na Grécia, Espanha, Portugal, o desenvolvimento de greves e manifestações na quase totalidade dos países da Europa evidenciam que os trabalhadores e a juventude estão prontos para responder. Esta resposta, no entanto, está atrasada com relação ao ataque, já que a classe operária esta obstaculizada pelas direções burocráticas dos sindicatos que, do mesmo modo que a CES, as instituições européias e os governos dos países membros, fazem tudo que podem para impedir que as greves se unifiquem, agora, em escala continental.

A resposta dos trabalhadores está atrasada, já que os sindicatos permanecem nas mãos de forças políticas viciadas na manutenção do sistema capitalista, e que uma representação política da classe operária autêntica e independente, pelo socialismo, pela propriedade coletiva dos meios de produção e intercâmbio, faz miseravelmente falta.

É esta ferramenta que a LIT-QI e sua seção francesa, GSI, se esforça em construir com os trabalhadores e os jovens dispostos a comprometerem-se, desde agora, neste combate.

Fonte: L'Internationaliste n º 97, Abril 2010
_____________________________________________________________
NT:
[1] IVA - Imposto de Valor Agregado - imposto cobrado em todo processo de vendas de produtos (transferência de bens e serviços) que acaba sendo financiado pelo consumidor final

sexta-feira, 23 de abril de 2010

AMÉRICA LATINA: NASCE GRUPO GUERRILHEIRO NO PARAGUAI




Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo revolucionário marxista, já controla 5 dos 17 departamentos (estados) do Paraguai.


Governo do Paraguai quer Forças Armadas liberadas de “entraves” constitucionais para combater guerrilha nascente.




Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil - Paraná



O presidente do Paraguai, o padre social-democrata Fernando Lugo, enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que lhe permite instaurar a Lei Marcial e suspender todas as garantias constitucionais em 5 departamentos (estados), onde o recém organizado Exército do Povo Paraguaio (EPP), de orientação marxista radical, sem vínculos partidários, vem atuando.

As elites paraguaias, latifundiários e os políticos de todos os matizes ideológicos temem que a organização composta atualmente por cerca 100 militantes, cresça em número de adeptos e se torne uma cópia das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC) e Exército de Libertação Nacional (ELN), as principais organizações guerrilheiras em atividade no continente.

Lugo já havia enviado 300 soldados das tropas regulares para a região a fim de combater o EPP, que acusa de ser uma organização terrorista. Ele também tem exigido a extradição de supostos membros do EPP que estariam atuando no Brasil, na região de Foz do Iguaçu, de onde manteriam contatos com outros guerrilheiros no continente.

As desigualdades sociais e econômicas e a corrupção do sistema político-eleitoral paraguaios são as causas principais do surgimento do EPP. Apoiado pela esquerda institucional e por lideranças dos movimentos sociais, Lugo venceu as eleições presidenciais contra candidatos dos partidos mais conservadores prometendo resolver os graves problemas que a anos impedem o desenvolvimento econômico do país. Grande parte do Paraguai ainda se encontra subdesenvolvido, sem a presença efetiva do estado nas áreas de educação, saúde e habitação. São áreas controladas pelo latifúndio e pelos coronéis locais onde a lei está sempre do lado mais forte.

Vários empresários paraguaios e multinacionais têm doado polpudas contribuições financeiras aos órgãos de segurança do governo para conter o crescimento do EPP. No meio rural o EPP tem buscado apoio entre índios e camponeses, estratos sociais marginalizados e explorados pelos proprietários de terra e fazendeiros, formados em sua maioria por brasileiros que ocuparam áreas de fronteira entre os dois países.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

PARANÁ: AVICOLA GLOBOAVES AMEAÇA NÃO RECONHECER RESULTADO DE ASSEMBLÉIA CONVOCADA POR ELA MESMA
















Paraná: Globoaves, de Cascavel, propõe a realização de assembléia, perde em votação secreta e, depois, ameaça não respeitar o resultado das urnas.

Empresa utilizou de todos os meios para impedir que trabalhadores votassem na proposta apresentada pelos sindicatos e Federação.

Seguranças e policias a paisana contratados pela empresa ameaçaram trabalhadores

Fotos: Trabalahdores são vigiados por seguranças e membros do setor administrativo da Globoaves durante a realização de assembléia/votação.
Fotos: Representantes de sindicatos, Federação e da empresa contam os votos da assembléia.

Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil - Paraná


Os funcionários da empresa Globoaves, de Cascavel, demonstraram em assembléia realizada dia 20 de abril que estão descontentes com os salários pagos pela empresa. Dos cerca de 1.700 trabalhadores, 800 votaram pela proposta de reajuste salarial defendida pelos sindicatos e pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) e 271 na proposta dos patrões.

A Globoaves havia apresentado a proposta de Piso de R$565,00, cesta-básica de R$53,00 e Prêmio Produtividade por Assiduidade de R$60,00. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Cascavel, demais sindicatos e a Federação defenderam o aumento do Piso para R$600,00, cesta-básica de R$70,00 (sem assiduidade) e aumento de 7% para os demais salários.

A Globoaves se utilizou de todos os expedientes imagináveis para obrigar os trabalhadores a votar em sua proposta. Seguranças ficaram durante a assembléia e votação intimidando os trabalhadores. O pessoal do setor administrativo fotografava os trabalhadores nas filas que esperavam a vez para votar. Até mesmo policiais a paisana circulavam junto com os seguranças da empresa ameaçando psicologicamente os trabalhadores.


Depois da apuração, realizada na sede do sindicato, os representantes da empresa, a sra. Helenice Balbinote e Júlio Cezar (foto) receberam, por telefone, ordens da Globoaves para não assinar a ata reconhecendo o resultado da assembléia e a vitória dos trabalhadores. Somente com muita pressão por parte dos sindicatos que a empresa decidiu por assinar o documento. Por tanto os trabalhadores da Globoaves devem estar preparados para entrarem em greve, pois os proprietários da empresa estão demonstrando que não irão cumprir com a sua parte no acordo. Os capitalistas jamais cedem às exigências dos trabalhadores sem que estes se organizem e partam para a luta. É somente assim que a voz dos trabalhadores se faz ouvida e respeitada. Os sindicatos e a Federação não podem e não devem se iludir com as promessas da empresa. Desde já devem estar preparados para enfrentar a intransigência patronal e a greve é a única forma de fazer valer o resultado da assembléia e sua votação.

Agora, por decisão da Assembléia, a Globoaves deverá pagar aos seus funcionários o Piso de R$600,00, cesta-básica de R$70,00 (sem assiduidade) e aumento de 7% para os demais salários. Esses valores são retroativos a 1º de novembro de 2009.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

BELO MONTE: GOVERNO LULA MAIS UMA VEZ DEMONSTRA QUE É INIMIGO DO MEIO AMBIENTE


FOTOS: Região de Belo Monte, no Pará e povos indigenas que vivem no local.

GOVERNO LULA MAIS UMA VEZ QUER BENEFICIAR EMPREIREIRAS COM HIDRELÉTRICA

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a criticar ontem opositores à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu no Pará. Lula disse que a obra dará todas as garantias ambientais exigidas e criticou as organizações não-governamentais (ONGs) internacionais contrárias à usina.

- Vi nos jornais hoje (quarta-feira) que tem muitas ONGs vindas de vários cantos do mundo alugando barco para ir para Belém a fim de poder tentar evitar que nós façamos a hidrelétrica. Ninguém tem mais preocupação de cuidar da Amazônia e dos nossos índios do que nós. Não precisa, quem já destruiu o deles, vir aqui dar palpite no nosso - reclamou.

O presidente defendeu mais agilidade na construção de Belo Monte e afirmou que no novo projeto da hidrelétrica o lago ocupará apenas um terço do espaço do projeto original.
- Obviamente que o projeto que foi feito, foi modificado. O lago é um terço daquilo que estava previsto anteriormente. Exatamente porque a gente possa dar todas as garantias ambientais.
LEILÃO DE BELO MONTE

O leilão para concessão de energia de Belo Monte foi marcado para 20 de abril, apesar de todos os impactos econômicos, ambientais e sociais que atingirão aquela região do rio Xingu e que foram apontados por especialistas, ONGs, movimentos sociais, povos indígenas e pelo próprio Ibama. Para completar, a data, um dia depois do Dia do Índio (19) e antes do feriado nacional (21) é uma escolha com um quê de desrespeito e de autoritarismo rançoso.

O Ministério Público Federal (MPF), contrariando as ameaças feitas pela Advocacia Geral da União (AGU), ajuizou, em 08 de abril, duas Ações Civis Públicas (ACPs) contra a usina de Belo Monte e conseguiu liminar em uma delas (até agora) que suspendeu o leilão e anulou a Licença Prévia (LP), mas que já foi cassada.

A Agência de Energia Elétrica (ANEEL) chegou a cancelar o leilão dizendo que obedecia à ordem judicial do juiz de Altamira que concedeu a liminar. No mesmo dia, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região cassou a liminar em apenas três horas. A ANEEL, então, voltou atrás, desistiu do cancelamento e manteve o leilão para o dia 20.

Nos mais de 20 anos de luta contra Belo Monte, apenas mentiras encontraram eco na opinião pública. Belo Monte geraria uma energia barata e limpa, seria a terceira maior do mundo, a vazão reduzida seria suficiente para manter a biodiversidade da Volta Grande e as terras indígenas não seriam diretamente afetadas. Essas são apenas algumas das tantas mentiras que o governo e a Eletrobrás contam e que estão demonstradas nas ações do MPF.

Os movimentos sociais e povos indígenas têm lutado contra todas as inverdades sobre Belo Monte e em defesa do rio Xingu e sua biodiversidade. Graças aos protestos em todo o Brasil e no exterior, o assunto ganhou espaço nas televisões e nos grandes jornais nacionais e internacionais.
Encarregado da defesa do projeto, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, não tem conseguido expor com clareza nenhum dos argumentos que o embasam, principalmente porque eles carecem de consistência. Tolmasquim tem sido trucidado pelos representantes das organizações e movimentos sociais nos debates que tem participado.
Outro que tem levado a pior nesses debates é o diretor de licenciamento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Pedro Bignelli, que não consegue falar tecnicamente do projeto de Belo Monte que está sob análise de sua equipe. Aliás, equipe que através de várias notas e pareceres técnicos, apontou a inviabilidade ambiental do projeto e as lacunas insanáveis do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e de suas complementações. Um verdadeiro desastre.

O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, chamou Belo Monte de “hidrelétrica sazonal” e de “grande esperança do setor elétrico". Ele deveria dizer isso diretamente para a índia Tu Ira, aquela mesma que exibiu o facão diante do seu olhar “eletrizante”, quando ainda era engenheiro da Eletrobrás.

Um representante da Vale disse que não estaria nem um pouco preocupado com a liminar que suspendeu o leilão e cassou a LP. Certeza que os interesses econômicos e políticos prevalecem sobre a justiça.

Enquanto isso, não se sabe como, o governo aprovou um desconto de 75% no imposto de renda por 10 anos para o vitorioso do leilão e de última hora autorizou uma operação complicada de troca de energia entre os subsistemas para favorecer e atrair um possível-talvez-futuro-vencedor.

O Banco Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também entrou no esquema de ressuscitar o leilão cianótico[1], ao anunciar o financiamento de 80% das obras e 30 anos para pagar. Mamata não disponível para os comuns dos mortais.

Até o presidente Lula mandou dois recados do tipo autoritário: o leilão aconteceria com ou sem candidatos e as ONGs estrangeiras estão dando palpite em assuntos internos brasileiros!
Em vésperas do leilão-cancelado-desmarcado-retomado dois consórcios se habilitaram, um deles laçado no último minuto do dia 16 de abril, data limite para depositar o 1% de garantia, algo como R$ 190 milhões.
Nove empresas, das quais duas estatais, integram esse grupo suicida formado às pressas para validar o leilão, na falta de mais candidatos dispostos a enfrentar todas as incógnitas de um projeto fadado ao fracasso e comprar a briga com os movimentos sociais e os povos indígenas do Xingu.

O mega-projeto de Belo Monte precisa ser enterrado definitivamente.
O leilão ainda pode ser suspenso ou com liminar da outra ACP do MPF ou com o acolhimento do recurso do MPF contra a decisão do tribunal.

[1] Coloração roxo-azulada em indivíduos anêmicos graves e nos enforcados
(Blog Telma Monteiro, 19/04/2010)

sábado, 17 de abril de 2010

AVÍCOLAS: LUCROS CADA VEZ MAIORES ÁS CUSTAS DO SANGUE DOS TRABALHADORES










Frigoríficos e avícolas não respeitam a saúde dos trabalhadores

Lucros dessas empresas são gerados as custas do sangue de milhares de seres humanos

Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil - Paraná
http://nocaminhodasideias.blogspot.com/

As empresas frigoríficas e avícolas são as maiores responsáveis pelo número crescente de trabalhadores e trabalhadoras “encostados” no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) por doenças laborais.

Estudos realizados por várias entidades sindicais e por pesquisadores de vários países revelaram que nas indústrias avícolas o número de trabalhadores lesionados com DORT/LER é maior que em todos os outros segmentos industriais.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos (CONTAC), entidade sindical brasileira que congrega sindicatos e federações estaduais do setor, através do Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador (INST) vem desenvolvendo uma campanha de denúncia contra as péssimas condições de trabalho, as extenuantes jornadas de trabalho e os baixos salários a que os trabalhadores são submetidos nessas empresas.

Essa campanha desenvolvida pela CONTAC já extrapolou as fronteiras nacionais e com o apoio da União Internacional dos Trabalhadores do Setor de Alimentos (UITA) as denúncias contra essas empresas vêm sendo realizadas nas Américas e no continente europeu.

Infelizmente as autoridade fecham os olhos para essa situação e as empresas, em sua busca desenfreada e desumana pelo lucro, implementam métodos de trabalho que aumentam os riscos à saúde dos trabalhadores envolvidos na industrialização dos seus produtos. Máquinas como a Nória, cuja velocidade implica no aumento do estresse dos trabalhadores causado pelos movimentos repetitivos que estes se vêem obrigados a executar, é uma das principais responsáveis pelo aumento dessas doenças.

Quando assistimos as propagandas de empresas como a Sadia e a Perdigão, agora unidas pela BR Foods, bem como de outras empresas do setor de carnes (aves, bovinos e suínos) não imaginamos o quanto os trabalhadores dessas gigantes do mercado nacional e internacional de alimentos sofrem para produzir a riqueza desses capitalistas. Riqueza essa recheada com o sangue de milhões de seres humanos mundo afora tratados como peças substituíveis de uma engrenagem selvagem e assassina.

Em Carambeí, região de Ponta Grossa, no Paraná, existe uma unidade da empresa Perdigão. O SINTAC, sindicato dos trabalhadores na cidade, enfrenta enormes dificuldades para fazer com que a empresa não extrapole a jornada de trabalho de 6h diárias, que aceite a reivindicação da entidade de implantar intervalos de 10min a cada 50min trabalhados e que desenvolva programas no sentido de tornar os locais de trabalho cada vez menos perigosos à saúde dos seus funcionários.

Apesar da importância dessa discussão são pouquíssimos os sindicatos que se preocupam com questões relacionadas à saúde dos trabalhadores. Para essas entidades as reivindicações econômicas estão sempre no topo de suas prioridades. Isto quando não são as únicas prioridades. É o velho economicismo que mantêm muitos dirigentes e militantes sindicais alienados da realidade do chão de fábrica onde os trabalhadores continuam sendo vitimas da ganância dos capitalistas e dos seus métodos cada vez mais modernos de exploração da força de trabalho.

Os governos jamais tomarão partido dos trabalhadores e dos sindicatos para mudar essa situação. E a razão para esse comportamento governamental é muito obvia. Essas empresas, assim como todas as demais, financiam economicamente os políticos e seus partidos. O estado, por mais “democrático” que seja nunca deixará de ser uma instituição criada pelos capitalistas para proteger e defender os seus interesses de classe dominante.

Portanto, a nossa luta em defesa da saúde dos trabalhadores passa também pela destruição do estado capitalista e de sua sociedade de classes, responsáveis pela exclusão social, pela miséria, fome, opressão e todas as violências a que somos submetidos enquanto classe trabalhadora.

Enquanto o grosso dos militantes sociais permanecerem acreditando no canto da sereia das eleições burguesas e sua democracia de fachada os trabalhadores continuarão sendo vitimas da ganância capitalista. SOMENTE COM A NOSSA AÇÃO DIRETA E UMA POLÍTICA DE INDEPENDÊNCIA DE CLASSE PODEREMOS REVERTER TODA ESSA SITUAÇÃO. Abrindo, desta maneira, o caminho revolucionário para a derrubada violenta do sistema capitalista.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

PARANÁ: GLOBOAVES, DE CASCAVEL, FALTA COM A VERDADE PARA NÃO AUMENTAR SALÁRIOS DOS SEUS FUNCIONÁRIOS.


Empresa Globoaves, de Cascavel, falta com a verdade em nota oficial enviada à Federação e sindicatos para não aumentar os salários dos seus funcionários.


Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação da FTIA e sindicatos
http://nocaminhodasideias.blogspot.com/


A empresa Globoaves, de Cascavel, pensa que pode enganar os seus “colaboradores”, o sindicato dos trabalhadores local e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA). Depois das manifestações realizadas pelos sindicatos em frente da empresa e na Frangos Diplomata, em Capanema, os proprietários enviaram uma nota (ver ao lado) comunicando ao sindicato de Cascavel e à FTIA que já havia concedido aumento de salário aos seus funcionários acima dos valores que estão sendo reivindicados e que foram acordados com o SINDIAVIPAR, entidade que representa as empresas do setor no Paraná.

Em sua nota, a Globoaves informa que paga um piso de R$ 565,00, mais uma cesta-básica de R$53,00 que, juntos, somam o valor de R$618,00. Sendo esse valor a remuneração fixa e que somada ao pagamento variável de um prêmio assiduidade/produtividade de R$60,00, fornecido como Vale Alimentação, o salário final pago chega a R$678,00.

Agora vamos fazer uma comparação com os salários que a Globoaves paga aos seus “colaboradores” e com as reivindicações das entidades sindicais de trabalhadores.

Os sindicatos estão reivindicando um aumento no Piso de R$ 565,00 para R$600,00 e a cesta-básica de R$53,00 para R$ 70,00. Desta forma o salário correto seria o seguinte: Piso de R$ 600,00 + cesta-básica de R$ 70,00 + o prêmio assiduidade/produtividade de R$60,00 fazem o total de R$ 730,00.

Mas, como ela mesma afirma em sua nota, paga apenas R$678,00, o que considera estar acima das reivindicações salariais apresentadas pelos sindicalistas. Conta estranha essa feita pela Globoaves, porque o salário que os sindicatos estão reivindicando é de R$ 730,00. O que dá uma diferença de R$22,00 a menos entre os dois valores (R$730,00-R$678,00 = R$ 52,00), ou seja, a Globoaves está garfando R$52,00 todos os meses dos seus “colaboradores” . E ainda fica posando de "boazinha".
A empresa mente descaradamente para tentar enganar os trabalhadores que ela explora diariamente e evitar aumentar os seus salários. E mente publicamente e de forma oficial, já que encaminhou ofício com essas informações para os sindicatos.


Os proprietários da Globoaves são bons em matemática quando o negócio é explorar os trabalhadores que produzem a riqueza da empresa. Mas quando o assunto é aumento de salário as contas desses empresários não batem de jeito nenhum. Quando os sindicatos se manifestam contra esse tipo de situação são chamados de radicais e de extremistas. Essa postura da empresa é inadmissível e só vem comprovar que os capitalistas não respeitam, se quer, a dignidade humana dos trabalhadores. E que são eles o verdadeiro câncer que gera a miséria e a violência da sociedade. Um dos proprietátios da empresa é o deputado federal Alfredo Kaefer, do PSDB paranaense, eleito com os votos daqueles que a sua classe social mais explora, humilha e desrespeita. Com a palavra a Globoaves, de Cascavel.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

JUSTIÇA DO TRABALHO

Orkut serve de prova na Justiça do Trabalho.


Os registros feitos no site de relacionamento Orkut serviram de prova para que uma ex-empregada pudesse ter reconhecido um tempo de serviço em que atuou na empresa Maxim's Perfumaria Ltda. (loja franqueada do Boticário) sem a assinatura da carteira de trabalho.
No Processo (nº 0011100-12.2010.5.13.0002), o juiz Paulo Henrique Tavares da Silva, titular da 2ª Vara do Trabalho de João Pessoa, validou fotos digitais feitas pela reclamante trabalhando na empresa em época anterior à que estava registrada na carteira de trabalho e condenou a empresa, no total, ao pagamento de R$ 9,9 mil.

A data de postagem das fotografias no site de relacionamento foi considerada já que a usuária da página não tem qualquer ingerência no lançamento daquela data, não se constituindo em prova unilateralmente produzida. O acesso ao site foi feito em audiência, atestando-se a validade das informações e dispensando a realização de prova pericial”, escreveu o juiz na sentença.
A Maxim's Perfumaria Ltda. foi condenada a pagar com juros e correção monetária, a quantia de R$ 9.904,49, correspondente aos títulos de: aviso prévio indenizado, 13º salário férias, multa de 40% sobre o FGTS, indenização referente ao FGTS e salários do período que foram comprovados como de estabilidade.

A empresa alegou em sua defesa que a reclamante teria sido contratada por prazo determinado, apenas por trinta dias, no período de 02 a 31 de janeiro de 2010, e simplesmente não desfrutaria dos benefícios da estabilidade gestacional. Já a reclamante insistiu em afirmar que seu contrato teve início no dia 20 de novembro de 2009.

Além de levar uma testemunha que afirmou ter sido atendida pela reclamante em dezembro de 2009, anexou à petição inicial uma fotografia tirada junto com seus colegas de trabalho, trajando roupas utilizadas no estabelecimento para a campanha do Natal, isso apenas como um indício de que o contrato teria sido estabelecido antes daquilo afirmado pela empresa.
Ao verificar os arquivos da câmera digital, o juiz constatou não apenas uma, mas várias fotos tiradas pela reclamante no ambiente empresarial, numa confraternização na loja, todas com data de 19 de dezembro de 2009.

“Outro elemento importante, posto que embora fosse possível modificar o dia e hora no equipamento, os arquivos digitais anteriores e posteriores estavam ordenados em sequência cronológica, indiciando que não havia fraude”, afirmou o magistrado.
Acesso ao Orkut na sala de audiências - A empresa levantou suspeitas quanto à criação da pasta na internet. Foi determinado na sala de audiências que a trabalhadora criasse um novo álbum em sua página, cujo nome seria “teste”, onde ficou comprovado que o usuário apenas informa ao sistema o nome do álbum e um comentário acerca de sua natureza (no caso foi “por ordem judicial”). Não há interferência quanto à data de criação da pasta, que é automaticamente gerada pelo Orkut.

Fonte: Jornal Correio da Paraíba , 13.04.2010

PARANÁ: SINDICATOS DA REGIÃO SUL E DE MINAS GERAIS SE REÚNEM EM CARAMBEÍ-PR.




Federação e Contac reúnem sindicatos da região sul em Carambeí –PR.

Um dos pontos de pauta da reunião foram as avícolas e os laticínios do Paraná



Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação da FTIA e sindicatos
http://nocaminhodasideias.blogspot.com/



Sindicalistas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, membros da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos (CONTAC) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) estiveram reunidos no dia 13 de abril no município de Carambeí – PR.

Na pauta de discussão as estratégias para as próximas campanhas salariais dos trabalhadores do setor de alimentos, questões relacionadas a saúde do trabalhador, ações conjuntas em relação à BR Foods (Sadia e Perdigão) e constituição de caravanas dos estados participantes do encontro para colaborarem com os sindicatos e Federação do Paraná nas campanhas salariais dos trabalhadores de laticínios e avícolas.

Durante a reunião o presidente da Federação, Ernane Garcia, informou aos sindicalistas presentes a situação enfrentada pelos trabalhadores de avícolas e laticínios no Paraná, onde segundo Ernane, os patrões estão descumprindo os acordos firmados com os sindicatos.

Ernane Garcia enfatizou que as empresas Globo Aves e Diplomata (pertencentes ao mesmo grupo), situadas na região de Cascavel, Francisco Beltrão e Cianorte, estão desafiando o movimento sindical ao não respeitar o acordo firmado entre os sindicatos e o SINDIAVIPAR (sindicato patronal do estado) e, desta forma, não repassar os índices de reajuste salarial acordado para os seus funcionários.

Ernane também informou que durante os dias 08 e 09 de abril os sindicatos estiveram visitando essas empresas para conversar com os trabalhadores e pressionar os patrões para que respeitem o que foi acertado com o sindicato patronal.

Todos foram unânimes em afirmar que os sindicatos da região sul do Brasil estão a disposição da Federação do Paraná para iniciarem a preparação de movimentos grevistas nessas empresas, caso seja necessário.

Após a explanação do presidente da FTIA PR, os sindicalistas passaram para os demais pontos de pauta.

Para Ernane Garcia a reunião foi muito produtiva e demonstrou que o movimento sindical dos trabalhadores do setor avícola e de laticínios esta unido e pronto para lutar em qualquer parte dos estados que compõem a região sul. “Teremos nas empresas avícolas e de laticínios do Paraná uma amostra da força e da união dos nossos sindicatos na defesa dos trabalhadores. Os patrões pediram e nós vamos mostrar que não estamos para brincadeiras. Ou eles respeitem e cumpram o que já foi acordado, ou vão ter que enfrentar uma greve sem precedentes no setor”, avaliou Ernane.

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO: PATRÕES AMEAÇAM COM MAIOR AUTOMAÇÃO DAS EMPRESAS


Projeto de Lei: “Redução de jornada ampliará a automação da indústria afirmam empresários”.


Empresários vinculados ao Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV) manifestaram em reunião com o presidente da Câmara, Michel Temer, preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga de trabalho semanal de 44 para 40 horas.

Eles afirmaram que a medida não deverá resultar em aumento do número de empregos, mas sim em maior investimento na automação da indústria. Eles defenderam medidas que combatam a informalidade, como a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento.

Segundo o empresário Flávio Rocha, o setor varejista está apreensivo porque considera que a PEC prejudica a competitividade das empresas do País.

Temer explicou aos lojistas a proposta intermediária que apresentou às centrais sindicais e a entidades patronais, de redução gradual para 42 horas semanais sem acréscimo no valor pago pela hora extra, e com previsão de compensação fiscal para as empresas.

O presidente da Câmara lembrou que os líderes partidários irão apresentar uma lista com três ou quatro PECs para serem colocadas em votação ainda neste semestre. Atualmente, há mais de 60 PECs prontas para a análise do Plenário.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PARANÁ: PATRÕES NÃO CUMPREM ACORDO E SINDICATOS PROMETEM GREVES EM TODO O ESTADO


Federação e sindicatos filiados realizam caravana para pressionar patrões

Greves podem acontecer em todo o estado


Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de Comunicação

Vídeo da manifestação em Capanema - PR. http://www.youtube.com/watch?v=_N5y1kpQ9lg


A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) e sindicatos filiados estiveram nos dias 08 e 09 de abril percorrendo as regiões de Cianorte, Umuarama, Cascavel, Eng. Beltrão e Fco Beltrão no interior do estado.

Os sindicalistas visitaram empresas de laticínios e avícolas, setores que ainda não concederam reajustes salariais aos seus funcionários e que estão desde o ano passado emperrando o fechamento das negociações salariais de 2009.

Ernane Garcia, presidente da FTIA PR, alerta as empresas para que respeitem o acordo firmado em novembro de 2009 entre as entidades sindicais de trabalhadores e o SINDIAVIPAR, que representa os patrões, onde as partes haviam chegado a um denominador comum.

“Não vamos aceitar que alguns empresários que não respeitam os trabalhadores ignorem o que foi acordado entre os nossos sindicatos e o SINDIAVIPar. essa nossa caravana é o último aviso. Cabe agora aos empresários, em especial aos proprietários das avícolas Globoaves e Diplomata deixarem a intransigência de lado e respeitar o que já foi acordado concedendo esses reajustes salariais aos seus funcionários”, afirmou Ernane.

E não foram apenas as empresas do setor avícola que foram visitadas pelos sindicalistas. Os laticínios que ainda não fecharam Acordo Coletivo de Trabalho e ou as Convenções Coletivas de Trabalho também estão na lista dos sindicatos e da Federação.

Cícero de Araújo, assessor jurídico dos sindicatos e da FTIA PR, garante que caso os patrões não dêem uma resposta positiva para os trabalhadores reajustando os salários de acordo com as reivindicações apresentadas pelos sindicatos, não está descartada a possibilidade de uma paralisação geral no setor. “Até o momento estamos procurando o dialogo com os patrões, mas infelizmente parece que eles preferem que os trabalhadores parem, prejudicando assim a produção. O tempo está passando e se a greve acontecer foi porque os patrões se mostraram insensíveis às nossas reivindicações”, ponderou Araújo.

A Federação já contatou a CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CONTAC), como as demais federações de outros estados para, caso seja necessário, fazer a maior manifestação sindical em defesa dos trabalhadores das avícolas e laticínios que já aconteceu no Paraná.

“Vamos trazer vários ônibus com sindicalistas de todo o país e vamos parar essas empresas. Não estamos brincando e os patrões verão que os trabalhadores merecem respeito e salários dignos”, finalizou Ernane Garcia.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

46 ANOS DEPOIS: OS GOLPISTAS AINDA CONTINUAM POR AQUI







46 anos do golpe empresarial/militar/imperialista no Brasil

Os golpistas ainda continuam por aqui


Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil – Paraná


As coincidências às vezes demonstram que as próprias coincidências não existem. É o caso do golpe empresarial/militar/imperialista articulado e realizado no Brasil nos idos de 1964. A chamada “Revolução Democrática”, assim apelidada pelos golpistas, aconteceu no dia 1º de abril de 1964, exatamente no dia da mentira. Mesmo que registrada como sendo um dia antes, 31 de março, os tanques manipulados pelo imperialismo atiraram contra o povo brasileiro no dia da mentira.

Uma data acertada porque as razões divulgadas pelos golpistas para derrubar o presidente burguês reformista João Goulart e seu governo vacilante não passaram verdadeiramente de mentiras e nada mais.

Era mentira que Jango, como era conhecido o afilhado político e cunhado de Brizola, pretendia implantar o comunismo no Brasil. Como era mentira também que o Partido Comunista Brasileiro (PCB) controlava o governo federal. Era mentira também que os sindicatos pretendiam acabar com a “democracia” e invadir fábricas e indústrias, acabando assim com o “sagrado” direito à propriedade privada dos meios de produção e a conseqüente exploração dos trabalhadores. Mas todas essas mentiras se transformaram em verdades através da mídia, sempre ativa contra os interesses das camadas pobres do povo brasileiro.

E como uma grande mentira da burguesia a tal “Revolução Democrática” só poderia ter acontecido mesmo no dia 1º de abril.

Passados 46 anos dessa mentira truculenta e assassina os seus idealizadores, defensores, financiadores e serviçais continuam por aqui, espreitando e destilando o seu veneno contra os movimentos sociais que exigem mudanças estruturais da sociedade brasileira. Para eles é uma questão de classe manter os pobres e os trabalhadores na condição de explorados. Eles jamais perderam o sentido real das lutas de classes ao contrário de muitos militantes, dirigentes sindicais, partidos de esquerda e movimentos contestatórios que se apegaram a farsa da democracia, deixando de lado o papel histórico que deveriam desempenhar. Todos se acomodaram em seus gabinetes, salas refrigeradas, sindicatos, Ongs e no serviço público.

Viraram as costas aos ensinamentos da história preferindo acreditar que não acontecerá no Brasil uma repetição da mentira de 1º de abril de 1964. Acreditam nessa impossibilidade porque não representam mais nenhum perigo subversivo à ordem estabelecida. Mas se esquecem que não possuem o controle do desenvolvimento dialético das lutas de classes e das condições subjetivas e objetivas de uma provável rebelião das camadas excluídas e violentadas. Podem controlar os aparatos, mas isso apenas não basta para controlar o movimento.

Por estas razões acabaram se tornando, além de defensores da democracia dos patrões, militantes e dirigentes contra-revolucionários. As primeiras trincheiras da burguesia ante a sublevação da ordem capitalista. Para eles a nossa única forma de luta é a luta política estabelecida pelas instituições democráticas do estado burguês. Ou seja, as eleições manipuladas pelas instituições burguesas. E nessa arena pacífica de luta a nossa única arma é o voto (que não altera em nada a exploração a que somos submetidos).

46 anos depois do golpe que instalou uma das mais ferozes ditaduras que o Brasil e a América Latina já conheceram os burocratas sindicais, socialistas, comunistas, democráticos e trabalhistas continuam pregando as mesmas ilusões que desarmaram os trabalhadores e estudantes facilitando assim a vitória dos golpistas financiados pelo imperialismo. Marx já dizia que ninguém aprende com a história. E o velhinho ainda está coberto de razão por mais que insistam em afirmar que ele é uma página virada do passado.

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

Marcadores