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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ELEIÇÕES 2010 NO PARANÁ: PT PODERÁ SE ALIAR A PARTIDOS DA UDR E DO AGRONEGÓCIO


ELEIÇÕES 2010 NO PARANÁ: PT PODERÁ SE ALIAR A PARTIDOS DA UDR E DO AGRONEGÓCIO

O candidato apoiado pelo PT ao governo do Paraná é aliado do agronegócio e da UDR no estado.

Rui Amaro Gil Marques
Coletivo de Ação Direta Comunistas no Brasil – Paraná

Realmente o PT se tornou um partido igual aos outros. De nada servem os discursos em defesa da ética (?), da moralidade (?), da reforma agrária e dos trabalhadores proferidos pelos petistas de hoje porque a realidade do partido é bem diferente daquilo que eles dizem.

No Paraná, o PT está prestes a oficializar o seu apoio ao pré-candidato do PDT, senador Osmar Dias (na foto com Abelardo Lupion), na eleição deste ano para o governo do estado. Osmar Dias é um político que construiu sua carreira no PMDB, sendo secretário de Agricultura do Estado nos governos de Álvaro Dias, hoje senador pelo PSDB e de Roberto Requião em 1991.

Depois, devido a desacordos com o grupo de Requião, Osmar e seu irmão, Álvaro Dias, decidiram deixar o PMDB e migraram para o PST (Partido Social Trabalhista). Onde permaneceram por pouco tempo. Álvaro Dias foi para o PSDB e Osmar Dias optou pelo PDT de Jaime Lerner, cacique local que substituiu Requião no governo do Paraná.

Lerner sempre foi um representante político dos conservadores, das multinacionais, dos grandes grupos econômicos e do latifúndio no Paraná. Osmar Dias e Álvaro Dias, depois de deixarem o PMDB de Requião, passaram a gravitar em torno do grupo de Jaime Lerner, que antes de ir para o PDT, era do antigo PFL (DEM) chefiado pelo latifundiário e inimigo número 1 do MST e da reforma agrária, deputado federal Abelardo Lupion.

A situação do PT no Paraná, que não conseguiu construir uma liderança própria no estado, é a de seguir, mais uma vez, os desejos do seu cacique maior, o presidente Lula, que quer que o partido apóie Osmar Dias para a sucessão de Roberto Requião. O problema é que Osmar Dias também articulou o apoio de Abelardo Lupion (DEM) e de lideranças ligadas à UDR e ao latifúndio paranaense.

Caso essa coligação acabe vingando teremos num mesmo palanque a candidata à presidente Dilma Roussef (PT), Osmar Dias (PDT) e Abelardo Lupion (DEM-UDR), candidato ao senado para ocupar uma das vagas do Paraná.

Esse é o PT. Um partido que segue firme em seu caminho de colaboração de classe e de traição às lutas históricas dos trabalhadores do campo e das cidades. A ética política defendida pelos petistas é a não-ética. Porque quem se junta com inimigos declarados dos trabalhadores não pode defender uma ética que não seja diferente daqueles com quem se alia.

Para conseguir votos no Paraná para a sua candidata à presidência da República, Lula sacrifica o pouco de dignidade e de independência de classe que ainda resta ao PT paranaense. Com essa decisão os petistas poderão eleger para o governo estadual um representante declarado do agronegócio predador do meio ambiente e do latifúndio e ainda colocar no senado um dos mais ferozes inimigos da reforma agrária no Brasil, o deputado ruralista Abelardo Lupion.

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AÇÃO DIRETA

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