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"Trabalhadores e trabalhadoras, uni-vos contra a tirania, mas uni-vos sobretudo contra a inércia que se torna coadjuvante da opressão"

Vladimir Maiakovski - operário, poeta e revolucionário soviético.



quinta-feira, 16 de julho de 2009

OS BLÁ-BLÁ-BLÁS DO PESSOAL DO G-8




Demóstenes Torres


A gente imagina que o político brasileiro é dado ao apelo à demagogia, mas os locais não são páreo para europeus e americanos. A cúpula do G8 foi uma demonstração da habilidade desse pessoal em pronunciar belas mentiras e ficar bem na filosofia. Fazem corar os petistas em matéria de reuniões e promessas. Reuniões, que naturalmente nada decidem a não ser a geração de expectativa sobre nova reunião. Promessas de fundo altaneiro, mas completamente irrealizáveis.
Vejam que espetáculo foi a dedicação verbal de US$ 20 bilhões para financiar o agronegócio no terceiro-mundo, especialmente na África. A soma aparentemente astronômica mostra preocupação sincera dos donos do planeta com os famintos do Senegal, por exemplo. De acordo com a FAO, a crise financeira mundial deve acrescentar mais de 100 milhões de sem-comida ao redor do mundo, o que chegaria ao número de quase um bilhão de pessoas vivendo em insegurança alimentar.
A proposta teve origem no pacote de medidas preparada pelo governo americano para a cúpula do G8. Inicialmente, a intenção de Washington era de destinar US$ 15 bilhões. O bolo foi aumentado em virtude da extrema benevolência dos outros parceiros do G8. Estaria tudo bem se a promessa não fosse a repetição de gesto de igual altruísmo manifestado em reunião ocorrida quatro anos antes na Escócia e que não saiu das belas palavras. Não há nada que garanta que no próximo triênio os valores irão se materializar e, o mais importante, mesmo que se execute o donativo isso nada significa para o terceiro-mundo.
A grande pauta que os países ricos se recusam a discutir passa pela redução dos subsídios agrícolas principalmente nos Estados Unidos e Europa. O assunto se arrastou sem solução por oito anos na chamada Rodada De Doha. Para se ter noção da insignificância dos tais US$ 20 bilhões, basta citar que a subvenção anual destinada aos ineficientes produtores rurais do hemisfério norte chega a US$ 300 bilhões. O Banco Mundial estima que o fim de tal suporte governamental de cara retiraria da linha de pobreza mais de 140 milhões de pessoas no andar de baixo. Mas, como são especialistas em demagogia, deixam o assunto de lado e acenam com esmola retórica e fica por isso mesmo.
Achei especialmente interessante o presidente Barack Obama ir à África e iludir o pessoal com o discurso alentador de que interessa à aldeia global o que acontece em Gana. E o que acontece em Gana? É só perguntar aos chineses. Eles são hoje o maior investidor no continente africano, com aporte financeiro superior a todos os países ricos reunidos. Geração de energia, mineração, estradas, ferrovias, barragens, portos são os itens financiados. O comércio bilateral entre China e África era de US$ 11 bilhões no começo da década e deve fechar em somas superiores a US$ 100 bilhões neste ano.
Quando observo a benevolência do G8, lembro do personagem de Chico Anysio, o memorável Tim Tones, aquele falso pastor que tinha comunicação direta com o altíssimo e sempre passava a sacolinha em forma de empenho para intermediação das graças divinas. Como o G8 não tem solução para a crise econômica mundial e vai protelar enquanto puder as medidas de combate ao aquecimento global, nada como se condoer com os famintos do terceiro-mundo, embora esteja de olho mesmo é nas reservas de petróleo recém-descobertas em Gana. Parodiando Tim Tones: “G8, glória, G8, oásis no deserto da dor. G8, glória, G8, bonança nos tempos do amor.”

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador

TEMOR NA AMÉRICA LATINA

PRESIDENTE DA COSTA RICA ALERTA RISCO DE GOLPES NA AM.LATINA

SAN JOSÉ, 7 JUL (ANSA) - O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, declarou que os atuais acontecimentos em Honduras mostram que existe uma "ameaça latente" na América Latina de tomada do poder por meio da força. "Não devemos desprezar a advertência sobre o crescente militarismo na região. O golpe de Estado, perpetrado em 28 de junho em Tegucigalpa, colocou em evidência o imenso risco de contar com autoridades militares poderosas ali onde as autoridades civis são deficientes", manifestou o presidente.
Para Arias, prêmio Nobel da Paz em1987, "à medida que este fenômeno continua sendo realizado na América Latina, existe a ameaça latente de um dos piores vícios do autoritarismo: a sucessão do poder através da força". O golpe de Estado em Honduras, que tirou do poder o presidente democraticamente eleito, Manuel Zelaya, trouxe à tona o temor de atentados do tipo na região. Em 2002, uma tentativa semelhante fracassou na Venezuela, contra o presidente Hugo Chávez.
O presidente costarriquense falou sobre o tema na noite de ontem ao abrir o XXVII Curso Interdisciplinar dos Direitos Humanos: Acesso à Justiça e Inclusão, que ocorre até o próximo dia 17 no país. O encontro reúne mais de 105 especialistas e autoridades de 22 países da América, representantes da Dinamarca, Espanha, França e Suécia e integrantes de organismos não-governamentais, internacionais, de igrejas, universidades e da imprensa. (ANSA)

SINDICALISMO NO PARANÁ - TRABALHADORES NA ALIMENTAÇÃO


Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná promove encontro de sindicatos em Umuarama (PR)

Na pauta da reunião o início da Campanha Salarial da Alimentação 2009


Rui Amaro Gil Marques
De Curitiba (PR)


A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) promoveu no último dia 10 de junho (sexta-feira) importante encontro com representantes dos sindicatos filiados das cidades de Toledo, Umuarama, Cianorte, Apucarana, Arapongas, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Medianeira, Jaguapitã, Castro/Carambeí, Cascavel, STIMALCS (Mate) e STIP (Panificação) ambos de Curitiba e STIA de Paranaguá.

O encontro serviu para que a estratégia e organização da Campanha Salarial dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do estado, com data-base em setembro, fossem discutidas pelos representantes dos sindicatos envolvidos juntamente com a FTIA.

Para o presidente da Federação, Ernane Garcia, o encontro foi o primeiro passo para que a Campanha Salarial 2009 consiga alcançar os seus objetivos. Segundo Ernane “os trabalhadores não podem ficar a mercê da vontade dos patrões em reajustar os salários e melhorar as condições de trabalho. A nossa Campanha Salarial 2009 tem como principal objetivo não apenas reaver as perdas causadas pela inflação no período 2008/2009, mas também fazer avançar as clausulas sociais contidas nas Convenções e Acordos Coletivos. A melhor maneira de combater a crise é dar mais poder de compra aos salários e não fazer o contrário como desejam os patrões”, afirmou Ernane durante o encontro.

A Federação juntamente com esses sindicatos estará confeccionando material referente ao inicio da Campanha Salarial 2009 para ser distribuído em todo o estado do Paraná. Além de jornais a FTIA irá promover visitas às portas de fábricas e indústrias para conscientizar os trabalhadores da necessidade de participar mais ativamente da organização da Campanha Salarial.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

ABAIXO O GOLPE EM HONDURAS!!!


Abaixo o golpe!


No dia 5 de julho, dezenas de milhares de hondurenhos mobilizaram-se no aeroporto de Tegucigalpa para esperar a volta do presidente deposto Manuel Zelaya (que não pôde retornar ao país) e se enfrentaram com as forças de repressão. O saldo da repressão foram dois mortos e dezenas de feridos. Uma grande manifestação de resistência ao golpe militar que derrubou Zelaya e o expulsou do país.


Esse golpe recorda numerosos fatos similares que, no passado recente, foram comuns na América Latina e em outras regiões do mundo. Talvez por isso a notícia tenha causado um forte impacto internacional e, ao mesmo tempo, o repúdio dos trabalhadores e dos povos em todo o mundo, especialmente no continente.


Unidade golpista da burguesia hondurenha


Ao analisar a situação do país, vê-se que o golpe foi produto de uma amplíssima frente reacionária de praticamente todos os setores da burguesia hondurenha. Por de trás dele estão tradicionais organizações políticas burguesas: o Partido Nacional (conservador), o Partido Liberal (ao qual pertencia o próprio Zelaya), a Corte Suprema, o Congresso, os meios de comunicação, a Igreja Católica e as Forças Armadas.

Manuel Zelaya é um presidente burguês, que vem da oligarquia latifundiária e não representa os interesses do povo. Mas sua aproximação com os países influenciados pelo chavismo terminou mal. Essencialmente, a tentativa de conseguir uma reeleição não prevista pelo atual regime político, recusada pela grande maioria da burguesia, acabou tornando intolerável sua permanência no poder para essa elite e as Forças Armadas.


Repressão contra o povo


Os golpistas não quiseram se assumir como tais, ao contar com o apoio da maioria das instituições do regime, como a Corte Suprema e o Congresso. Tentaram dar uma cobertura de legalidade à ação, acusando Zelaya de diversos “crimes” e o destituindo “constitucionalmente”. Inclusive, foi o próprio Congresso que nomeou o novo “presidente civil”, proveniente do mesmo Partido Liberal, Roberto Micheletti.

40 anos da Rebelião de Stonewall


Romeu Sierra

40 anos da Rebelião de Stonewall - O PSTU na luta contra a homofobia

Quando, em 28 de junho de 1969, gays, lésbicas e travestis reagiram a uma batida policial no bar Stonewall, em Nova York, dando início a uma rebelião que se estendeu por 4 dias, além de deixarem evidente que não se calariam mais diante da opressão e do preconceito, e inaugurarem o Dia Internacional do Orgulho Gay e Lésbico, mostraram o único caminho possível para fazer garantir nossos direitos: o da organização e luta.

O PSTU sempre esteve a serviço de toda e qualquer luta contra as mazelas do capitalismo e discriminação que atingem os trabalhadores e a maioria do povo. No combate a homofobia não é diferente.

Entendemos que a homofobia, o machismo e o racismo são formas de opressão que cumprem um papel ideológico essencial a manutenção do capitalismo. A opressão nos divide e nos enfraquece, nos deixando mais frágeis diante da exploração pelos patrões e impotentes frente as injustiças sociais garantida pelos que governam para a burguesia.

Não temos dúvida de que toda e qualquer forma de opressão só terá fim num outro modelo de sociedade. No entanto, essa luta não pode ser deixada para depois. Os regimes autoritários da antiga União Soviética e de Cuba são um exemplo de que a luta contra o preconceito e a discriminação são fundamentais na construção do verdadeiro socialismo. Nestes países, as revoluções que aboliram preconceitos, discriminação e exploração foram derrotadas pela burocracia.

A sociedade socialista que queremos só é possível com o fim de toda a forma de exploração e discriminação.

O PSTU possui uma Secretaria de Gays, Lésbicas e Bissexuais desde a sua fundação, em 1994. A Convergência Socialista, a maior das organizações revolucionárias que deram origem ao PSTU, também tinha a sua Fração Homossexual e teve participação fundamental no desenvolvimento do movimento homossexual brasileiro.

Hoje, temos orgulho de nossa trajetória de luta. Não assistiremos de braços cruzados a mercantilização do movimento homossexual e não lutaremos apenas por migalhas. Dizemos não a assimilação dos homossexuais nessa sociedade podre e falida através da dita inclusão e cidadania dos que podem comprar o seu respeito. Tampouco trairemos a classe trabalhadora ou semearemos ilusões nos aliando aqueles que se beneficiam da opressão e que exploram os trabalhadores e daqueles que governam para os ricos. Nossa vitória depende unicamente da unidade, organização e embate cotidiano daqueles que sofrem a opressão e a exploração contra os a burguesia, seus governos e defensores.

AÇÃO DIRETA

AÇÃO DIRETA
O vermelho é o nosso sangue derramado e o preto o nosso luto por aqueles que tomabaram na luta.

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